“Oi meninas, tudo bom?
Devo admitir que não sou uma leitora assídua, mas adoro o trabalho de vocês e também admiro a coragem de botar a cara a tapa e lutar contra o preconceito. Seguindo esse exemplo, mando esse e-mail para expressar minha indignação:
Estava lendo o blog da Ju Romano, que é uma gordinha maravilhosa e escreve um blog de moda plus size para a revista Gloss, então fui ver o que mais tinha no site sobre moda e me deparei com a seguinte enquete, perguntando a opinião das leitoras acerca da roupa que a cantora Ke$ha usou em uma produção. Até aí, ótimo, mas o problema são as opções de voto:
O que vcs acham do visual de Ke$ha?
- Que peito mole é esse, 24 anos? Tá mais pra 60 pós amamentação dos 15 filhos!
- Cinturinha linda, a que ela esqueceu em casa!
- A Ke$ha é essa coisa mesmo, estranhona, meio gorda, meio feia, mas me divirto com ela!
Como assim? Achei uma total falta de ética jornalística!
A pessoa faz uma enquete que apenas denigre a imagem de um indivíduo, que não poderá nem se defender, pois provavelmente não ficará sabendo da enquete. Mas o pior é que isso só alimenta o preconceito e a ditadura de uma estética deturpada. Isso elevado ao quadrado, pois está sendo passado por uma grande revista nacional, formadora de opiniões e que trabalha com o público jovem. Ou seja, o nosso futuro, pessoas que vão ou não continuar apoiando esses pensamentos preconceituosos.
Eu não tenho uma opinião formada sobre a cantora em questão, nunca nem parei para ouvir suas músicas, mas independente do seu valor como artista, acho que nenhum ser humano merece esse tratamento.
E principalmente, acho que veículos de informação com um porte desses, especialmente com o público deles, deveria ter mais cuidado com o teor de suas matérias.
Larisse Oliveira Mello”




Pois é larisse, esta é nossa mídia braisleira….Infelizmente, se fala no preconceito mas pouco se faz por ele….Ou melhor não fazer quiase nada….
Beijso plus sabor sushi Ká
Karina..fui xeretar seu blog..ée muuito fofo!
Ai, adoro Sushi, brigada!
Mas é verdade, a nossa mídia só fala do preconceito quando fica bonito, mas em alguns casos ela é uma das grandes propulsoras dele. Uma pena!
Beijos plus,
Larisse
Incrível é a linguagem, extremamente vulgar e idiotizante, falando com MULHERES jovens como se elas fossem pré-adolescente cretinas. Eu era leitora assídua de Capricho nos anos 90. Me lembro dos editorias sobre como combater gripes e resfriados, as longas matérias de moda contextualizadas com cultura na Disney, na França, em estados diferentes do Brasil (um mix de viagem e curiosidade local + moda), das reportagens ensinando o que era preciso para estudar fora e reportagens com homens bonitos E incríveis como Jon-Jon Kennedy. No final, a Capricho semanal só falava de como agradar seu parceiro no sexo, nunca usar determinadas roupas se for gorda (e você SEMPRE está gorda, não importa o seu peso) e como o gatinho tal é bacana porque está namorando a super estrela quente. Gente, uma decadência incrível. Não foi a adolescência que mudou, foi o foco editorial. É muito mais fácil produzir lixo do que boas pautas e com revistas semanais/quinzenais não há tempo para nada além de conselhos de moda catados da internet, fotos de celebridades, fofocas e sexo. Sinceramente? Leitura dispensável. Se minah filha fosse adolescente, correria ao sebo para achar revistas velhas…
Nossa, acho que eu vou correr ao sebo, essas revistas me pareceram bem interessantes, principalmente a moda contextualizada culturalmente, amei! Lembro que eu tbm adorava revistas teens, juntava o dinheiro do lanche pra comprar ao menos uma. Continuo gostando de revista, só acho que em alguns casos eles apelam ou se vendem, o que é preocupante mesmo.
Renata, eu tb era leitora da Capricho e notei bem essa diferença. Comprei uma que era publicação especial de aniversário (tipo 25 anos, não lembro, mas a capa era com a Sandy, a Ana Paula Arósio e a Fernanda Vasconcellos) e achei tudo tão diferente do que eu lia. Td tão preconceituoso, fiquei tão chateada que joguei a revista fora. Enfim, tenho pena da juventude que se forma através dessas revistas. É preciso que os pais fiquem bem atentos. Adoro o blog! Bjs.
Gostei!! Parabéns, Larisse, por fazer algo que sempre queremos fazer, mas que dificilmente temos coragem.
Brigada! Fiquei impressionada que meu e-mail foi postado, não esperava por isso… Bateu uma mini vergonha ao descobrir, mas misturado com orgulho e alegria por ter recebido boas respostas.
Na verdade existem muitas revistas que se dizem não preconceituosas, que tem colunistas gordinhas, que fazem matérias sobre obesidade, aceitação, enfim, pregam o respeito e tolerância, mas fazem isso numa “maquiagem”. A verdade é que só querem vender a revista para esse público, jurando que todas nós podemos sim ser consumidoras dessa mídia que tanto nos agride. Se fazem isso com a cantora, imagine o que fazem com a simples leitora? Contradição, desrrespeito e inveja da parte da jornalista e de quem autoriza isso, e infelismente não é só essa revista que faz essa coisa ridícula que chamam de reportagem e jornalismo. O mínimo que se pode exigir é respeito por todas as leitoras. Que bela lição para as jovens!
Muito bem colocado, fazem o que lhes é conveniente, só esperando pelo retorno financeiro! Essa é a vantagem de termos a possibilidade que o blog Mulherão nos propõe, de lutar e tentar conscientizar as pessoas que o bom jornalismo é sempre melhor… Né?
Brigada pelo comentário!
Tenho que concordar que a coitada da Ke$ha foi bem infeliz na escolha do modelito para o evento. Pelo simples fato de que ele não a valorizou.
Mas ficar detonando a pessoa e criando conceitos de certo e errado em cima do corpo alheio é bem desnecessário…
Exatamente, agora só nos resta torcer para que as leitoras da Gloss não sigam o mesmo exemplo da pessoa que fez a enquete.
É isso aí Larisse…amei seu email…concordo com vc!
Brigada pelo comentário e pelo apoio.
Nossa, não imaginei que meu e-mail fosse ser publicado…
Brigada Renata pelo espaço cedido e pelo apoio na causa, só espero que nossa luta tenha bons frutos.
Beijos
Larisse, eu já não gostava muito da revista, agora então. Nossa!
É o tipo de matéria que nada acrescenta, não traz informação útil, só lixo.
Po isso as adoslescentes de hoje estão cada vez mais fúteis e desinfomadas (não querendo generalizar). Mas este mesmo tipo de público aprova o visul da personagem Natalie da novela, o qual eu considero ícone da vulgaridade, mas só porque a atriz tem o corpo “perfeito”. Bom, acho que estou ficando cafona, mesmo, hehehe
Eu, OMA impressionado, eu tenho a dizer. Realmente muitas vezes não me deparo com um blog que, AOS cada educativas e divertidas, e deixe-me dizer-lhe, você bateu o prego na cabeça. Seu conceito é excelente, o problema é algo que as pessoas não estão falando bastante inteligente a respeito. Estou muito feliz que eu tropecei em todo este na minha busca por algo referente a isso.
Aí fica uma pergunta: se acham que a Ke$ha está tão detonada assim (eu acho, tá parecendo que tem os 50 anos da Madona nessa foto) por que não abordar a importância de bom sono, alimentação, exercício físico e distãncia das drogas como caminho para se obter uma boa saúde e uma boa imagem?