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Amor plus size: quando o mulherão ama um gordo

Por Renata Poskus Vaz

Amor não tem forma, não tem corpo, não tem curvas, não tem barriga tanquinho. Simples. Mas muita gente ignora isso. Sempre falamos aqui sobre o amor entre pessoas com corpos diferentes e a dificuldade que esses casais enfrentam ao assumir seus relacionamentos. Narramos, por diversas vezes, o desafio que homens magros e com corpo atlético encontram ao namorar uma gordinha. Eles sofrem preconceito sim, ficam à mercê de piadinhas, já que poderiam, aos olhos dos outros, namorar uma “mulher melhor” (leia-se: mais magra).  Tem que ser muito macho para assumir para os amigos e para a família que se gosta de uma gorda.  Afinal, quase ninguém se interessa em saber o quanto somos maravilhosas e interessantes, apenas se limitam a olhar a nossa forma, o nosso exterior.

Para algumas de nós, mulherões acima do peso, namorar um cara sarado faz parte do pacotão da mulher bem-resolvida com seu próprio peso. “Olha só, sou gorda e namoro um saradão”, é o que muitas pensam. Não, não estou dizendo que toda gorda veja no atleta gostosão um troféu, mas não há como negar a satisfação que é desfilar com um homem lindo, admirável e invejável por aí.

Porém, nesses 4 anos de Blog Mulherão, quantas vezes falamos sobre casais de gordos? É como se desprezássemos que uma mulher bem-resolvida gorda pode ser muito feliz e realizada com um homem igualmente gordo.

 E porque ignoramos isso? Porque não compartilhamos em nossas redes sociais a imagem de um gordo e uma gorda, como sinônimo de amor verdadeiro e realização? Homem gordo com mulher gorda não sofre preconceito? Ah, sofre sim! Mas a gente acaba desprezando isso, como se o amor entre “iguais” não gerasse nenhum tipo de rejeição por parte daqueles que os cercam.

 É comum pessoas gordas começarem a namorar e suas famílias e amigos reprovarem a união. “Agora ele vai engordar ainda mais namorando com esta gordinha”, pensam aquelas pessoas próximas do rapaz. No caso da família da gorda, a ideia preconceituosa quase sempre é a de que o rapaz é relaxado, ocioso, incapaz de cuidar dela como merece. Bobagem, claro. Mas quem é gordo e já namorou outro gordo, sabe bem do que estou falando. Ah, isso sem contar os desafios do dia a dia, como sentar confortavelmente em poltronas, lado a lado, namorando no escurinho do cinema.

Cléo Fernandes e Luiz Henrique Frotscher em ensaio sensual exaltam o amor plus size

Pensando nessas questões, os modelos plus size Cléo Fernandes e Luiz Henrique Frotscher sugeriram um ensaio diferente para o fotógrafo Reinaldo Junkes. Após uma sessão de fotos para uma marca de moda plus size, a dupla encarnou um casal apaixonado.

“Eu já vi diversos ensaios sensuais com casais de magros, ou com uma gorda e um homem magro, mas nunca com um casal de gordos. A proposta era de expressarmos envolvimento, desejo e conquista, servindo de inspiração para quebra de paradigmas. Gordos também podem e devem ser sensuais e não ter vergonha de ir à luta pelo seu amor”, afirma Luiz Henrique.

“Queríamos Ilustrar esse amor de forma sutil, delicada e ao mesmo tempo, intensa” completa Cléo.

 O ensaio ficou lindo! E me sinto honrada em dividir em primeira mão as fotos com vocês, leitoras do Blog Mulherão. Muito amor para todas nós, sendo seus parceiros gordos ou magros. Ou não tendo parceiros também!

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Love Mulherão: para mulherões que estão em busca de sua alma gêmea

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Por Mariana Martinne

Olá, mulherões e rapazes! Dei a sugestão para a Renata de criar aqui no Blog Mulherão um espaço em que mulheres solteiras pudessem encontrar rapazes interessados em um relacionamento sério. Sério mesmo, hein? É claro que tudo começa com uma boa conversa e que ninguém é obrigado a ficar com ninguém. A nossa intenção é que o “Love Mulherão” possa funcionar como uma forma de aproximar homens e mulheres que por conta da timidez ou qualquer outra dificuldade queiram de verdade conseguir um namorado(a).

Vamos explicar como será o “Love Mulherão”.

As meninas mandam suas fotos e um pequeno descritivo seu e do par ideal para: lovemulherao@gmail.com

Os rapazes que gostaram de algum mulherão, devem enviar um e-mail para eugosteilovemulherao@gmail.com com foto, contato e escrevendo no assunto do e-mail o nome do mulherão que ele viu aqui no Blog e deseja conhecer. Vamos repassar todos os e-mails dos interessados para as participantes do “Love Mulherão”. E-mails com conteúdo inapropriado serão imediatamente deletados.

Gostaram?

Vamos começar hoje com a Nanda Ávila

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Nome: Nanda Ávila

Idade: 36 anos

Altura: 1,78m

Peso: 96 Kg

Mora em: Interlagos –São Paulo/ SP

Profissão: Analista de vendas

Religião: Católica não praticante

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O que ela procura em um homem: Fernanda busca um homem sincero, que a ame como é e que queiram um relacionamento sério. Ela já teve experiência com caras que diziam querer compromisso, mas que na verdade só queriam uma aventura. Esse tipo de homem ela quer evitar conhecer. Ela curte homens brancos, gordinhos e altos (acima de 1,78m). Não importa que o companheiro fume ou beba, desde que faça socialmente. Ah, dica valiosa: ela ama homens cheirosos!

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Saiba mais sobre Nanda: A Nanda não é baladeira e prefere ficar em casa assistindo um bom filme romântico. Ela adora comida italiana.

Perfil no Facebook:  clique aqui

Para conhecer a Nanda Ávila envie um e-mail para  eugosteilovemulherao@gmail.com com sua foto, contato e escrevendo no assunto do e-mail o nome dela.

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Desafio Mulherão: “Sou gordinha e amo um magrinho”

Por Renata Poskus Vaz

Ontem recebi um e-mail longuíssimo de uma leitora, pedindo ajuda para resolver um conflito pessoal. Ela, gordinha e reclusa em casa por vergonha do próprio peso, conheceu um rapaz há mais de um ano pela internet. Sente-se apaixonada, mas tem medo da reação dele quando a conhecer pessoalmente. Segundo a leitora, ele só a viu por fotos de rosto e também se diz apaixonado e nem sabe que ela é gorda. Essa é a história resumida.

Eu fiquei um pouco assustada porque a leitora realmente se mostrou desesperada. Porém, eu pouco poderia ajudá-la com conselhos. Palavras podem entrar por um ouvido e sair pelo outro se não mostrarmos na prática que é possível ser feliz e realizada no campo afetivo, mesmo sendo gorda. Para ajudá-la neste primeiro encontro recorri ao socorro de outras leitoras. Solicitei no Fcebook que elas contassem como conheceram  e conquistaram seus maridos magrinhos. Nada como ver belos exemplos, histórias de amor que deram certo, independente do peso, não é?  Espero que sirva de inspiração!

Jobi Feschyll – ” o ex terminou comigo porque eu estava gorda, mas meu marido atual me ama como eu sou”

“Conheci meu marido Benhur por intermédio de um amigo em comum. Começamos a conversar pelo MSN e não tínhamos interesse um no outro desde o início. Na época, eu tinha recém-saído de um relacionamento cujo meu ex não aceitava gordinha. Com o tempo, eu e Benhur percebemos cada vez mais que tínhamos muito em comum e mesmo o que tínhamos de diferente completavam  um ao outro. Ele sempre soube que eu era gorda, nunca escondi dele nem em fotos, nem na webcam, em nada. Num belo final de semana chuvoso, ele foi para a minha cidade para nos conhecermos pessoalmente e logo começamos a namorar. Nos casamos dia 04/12/2011 e estamos juntos até então. Ele é magrinho e nem por isso não o amo. Sou gorda, mais ainda do que quando nos conhecemos, e nem por isso ele deixou de me amar, ou seja, não importa ser magra, “corpão malhado”, que seja! O importante é como você é de verdade!”

Kelly Medeiros – “eu pego, mas não me apego”

” Tenho 23 anos e meu namorado Leonel Silva tem 28 anos. Somos vizinhos e eu ficava olhando ele do outro lado da rua. Na época, ele tinha 23 anos e era solteiro. Eu sempre dizia para mim mesma a frase: ‘Eu pego mais não me apego’. Ele sempre me achou atraente até que um dia ele entrou na academia que eu treinava e nos conhecemos melhor. Namoramos há 6 anos e lembro de uma história que ele contou uma vez que também conversou com uma menina na internet e ela disse que pesava 70 quilos e ele não ficou com ela. Eu tenho 95 quilos e ele me ama muito!! Somos felizes e o fato de ser gordinha nunca empatou a nossa vida em nada. Tenho certeza que o problema não são os quilos a mais e sim a confiança que passamos para o parceiro. Hoje me sinto mais confiante, atraente e muito mais feliz pesando 95 quilos. “

Larissa Bovolin – “eu pensava que ele estava olhando para minhas amigas magras”

“Conheci o Junio no dia do meu aniversário de 15 anos. Eu já era gordinha e ele magro. Na ocasião, comemorava com minhas amigas em um parque de diversões no Interior de São Paulo, quando Junio passou e ficou me olhando, embora eu tivesse pensado que ele estava olhando para minhas amigas magras. Depois, ele se aproximou com sua moto e perguntou se eu tinha namorado, pediu meu telefone e ainda me deu um beijo na boca de despedida. Ele me ligou logo no dia seguinte, começamos a namorar. Muitas pessoas olhavam com estranhamento o Junio magro comigo gorda. Sou filha caçula e o Junio é 10 anos mais velho do que eu. Meu pai sentiu ciúmes e chegamos até mesmo a nos encontrar às escondidas. Estamos juntos há 7 Anos, 6 meses e 16 dias. Estamos casados há 8 meses e ele até ficou mais gordinho. Somos felizes e só posso dizer que não temos que ter vergonha de nossa aparência, o que importa é o amor que um sente pelo outro.”

Ada Cristina -” no primeiro encontro escolhi uma roupa que valorizava as minhas curvas”

“A minha história começou em janeiro de 2011, quando conheci o meu marido através de uma rede de relacionamento. Ele, atleta, praticante do ciclismo, magrinho. Eu, gordinha, sedentária, a preguiça em pessoa! No primeiro encontro fui bem bonita, com um vestido que realçava as minhas curvas protuberantes, apesar de já ter contado sobre o meu físico,não queria assustá-lo. Tudo correu bem, até que ele resolveu me apresentar à família, após três meses de namoro. Eles me trataram bem, apesar de ouvir algumas coisas sobre saúde, comidas naturais, mas preferi curtir o momento. Em julho, ele pediu a minha mão em casamento e em dezembro, dia do meu aniversário, nos casamos e estamos juntos até hoje. Ele nunca pediu para que eu mudasse. Só fiquei sabendo um pouco da resistência de seus pais após estarmos casados há três meses e hoje eles estão super felizes comigo, com a forma que eu trato o meu marido. Eu o amo demais. O que realmente vale não é o lado de fora, mas sim, o que temos dentro de nós: caráter, amor, respeito, honestidade… isso vale muito mais que os quilos a mais que tenho.”

Tatiana Almeida – “Ele largou a uma magrinha para namorar comigo”

“Namoro há 4 anos e moramos juntos há 1. Quando conheci o Odair ele namorava com uma moça magra, mas depois de um mês ele terminou aquele relacionamento e começou a namorar comigo. Ele conta até hoje que se apaixonou pelas minhas curvas e que foi amor à primeira vista. Ele é magro e sempre coloca apelidinhos carinhosos em mim como “gordinha fofuxinha da minha vida” e assim vamos levando a nossa vida felizes. Não me importo de ser gordinha, tem muita gente por aí que está em forma, mas não tem conteúdo.”

Evelyn – “meu namorado magrinho é fanático por gordinhas”

“Meu namorado é fanático por gordinhas. Bom, por eu ter dito que ele é fanático por gordinhas, vocês devem ter imaginado que ele é um gordinho, fofinho, tudo de bonitinho. Ele é fofinho e muito bonitinho, mas está bem longe de ser gordinho. Ele é muito, muito – repetindo -  muito magro! E quer saber de uma coisa? Eu amo o fato dele ser magrinho. Literalmente não atrapalha em nada. Sei lá, acho sexy clavículas e ele tem uma que… Nossa!!! E eu adoro sentir as costas dele,  que não são largas, até porque eu não gosto de costas largas. Parece coisa de louca, mas eu gosto! E ele não é meu primeiro namorado magricelo (apelido carinhoso. Nada contra, adoro vocês mesmo). Se eu pudesse dar um conselho para a leitora que está com medo de se encontrar com o rapaz magrinho, saiba que todo magrinho adora uma gordinha. Aliás, todo magrinho só não, a maioria dos homens que sabem o que é bom preferem as gordinhas. Somos boas, bonitas, gostosas, graciosas, notáveis, e todas nós temos muito, muito amor pra dar.”

Thais Guinatti – ” Não damos a mínima para o preconceito das pessoas”

“Sou casada há 5 anos com o Técio. Nosso romance começou com uma forte amizade. O Técio é bem mais magro que eu, de quebra, mais baixo, e 3 anos mais jovem. Tinha medo de que eu não fosse a pessoa ideal para ele. Além dessas coisas , eu ainda era mãe solteira na época. Minha filha tinha apenas 1 aninho quando nos conhecemos. Mas o amor tem dessas coisas, não é ? Aos poucos fomos nos envolvendo, até o dia em que ele tomou coragem e, por telefone, disse tudo o que sentia por mim. Como éramos amigos há muito tempo, já nos conhecíamos muito bem, decidimos nos casar. Em três meses estávamos oficializando nossa união. Ele assumiu minha filha e, hoje, ela o chama de papai e as fotos podem mostrar: ela se parece mais com ele do que comigo! O Técio é muito gentil, e sempre faz questão de dizer que me acha linda. Ele ama as minhas “curvas” e sinto que ele é sincero. Ele me chama de mMinha modelo plus size” … Fico toda orgulhosa! É verdade que por onde passamos chamamos a atenção. Mas não damos a mínima importância para o preconceito das pessoas. Nosso amor não está onde as pessoas procuram e podem enxergar. Nosso amor não é casca deteriorável. Nosso amor é de coração… E isso a nossa felicidade pode mostrar !”

Flávia Telles: “tinha medo que ele ficasse reparando nas minhas estrias e celulites”

“Namoro um magrinho há 3 anos. Quando o conheci fiquei um pouco incomodada e receosa achando que ele ia fosse prestar atenção nas minhas celulites e gordurinhas. Mas depois que comecei a conhecê-lo bem, percebi que ele me achava linda gordinha. Já ouvi ele falando com os amigos dele que nunca gostou de mulher magrinha. Hoje estamos muito felizes. Ele engordou um pouquinho depois que comecei a cozinhar pra ele, mas ainda continua magrinho.”

Thalita Martins – ” A gente tem que primeiro se namorar, se amar, e os outros, naturalmente, o farão.”

Tenho 25 anos, 1,53m e 98kg. Há 1 ano e 9 meses conheci meu atual namorado pelo Facebook – temos um amigo em comum que “sugeriu” que formaríamos um bom par – e marcamos nosso encontro meio às escuras, já que a foto dele era minúscula e a minha era só do meu olho. Nos encontramos, conversamos, nos beijamos e nunca mais nos separamos. No início fique griladíssima, pensando que ele era bonito demais pra mim, que ele tava passando tempo comigo, que meu peso era um incômodo pra ele. Na verdade, meu peso era incômodo pra mim, o problema era comigo e minha autoestima que havia sido mais que rebaixada pelo último namorado. Ele me mostrou que não havia nada de errado em ser quem eu era, ele me valorizou exatamente como eu sou. Aliás, me chama de “gostosa” e outras coisas impublicáveis, hahaha. Ele aprecia minhas curvas e todo o conteúdo que as preenche. Ele me ensinou a me valorizar e eu sou eternamente grata. Por ter me ensinado a me amar, por ter me amado quando eu mesmo não sabia fazê-lo é que eu o amo ainda mais. É isso. Não há problema em namorar um magrinho, um gordinho, um altinho, um baixinho. A gente tem que primeiro se namorar, se amar, e os outros, naturalmente, o farão.”

Virginia Figueiredo: “somos a prova dos opostos que se atraem”

Eu e o Dri nos conhecemos no trabalho e nos tornamos amigos. Eu estava naquela fase do “se achar, se jogar, sair, dançar, beijar”. “Após atitudes mimadas de minha parte paramos de nos falar por longos 6 meses. Chega o jantar de confraternização da empresa e quem me dá carona? O Dri, todo educado! Eis que os dias se passam e muitos torpedos rolaram, conversávamos e eu, “acelerada como sou” o convidei para um cinema e no dia 08/03/2006. Começamos nossos passos juntos, somos a prova dos opostos que se atraem: ele magro x eu gordinha, ele ciclista x eu sedentária, ele saudável x eu só como porcaria, ele caseiro x eu baladeira… E ainda com todas as diferenças, ele não me desrespeita pela forma que sou, ainda me acha bonita, até onde eu sei, hahaha, mas pega no pé para eu me manter em dia com a saúde. Hoje, tenho o orgulho de ter encontrado o meu amor, meu marido, aquele que da uma paz só de estar por perto, que me faz querer ser uma pessoa melhor, que cuida de mim, que me ama e que me faz tão feliz… E assim foi, é e se Deus permitir, será ao longo dessa nossa vida aqui!”

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Por que ele não adivinha minhas necessidades?

Eu e meu noivo. Três anos e nada de adivinhações! rsrsrs

Por Renata Poskus Vaz

Ontem passei a madrugada toda no Netflix assistindo Teen Mom, um reality show da MTV dos EUA e que mostra os desafios de adolescentes que acabaram de ser mães. Uma delas tinha dificuldades tremendas de relacionamento com o namorado, pai de seu filho. Em uma das cenas, a garota preparava a casa para o aniversário de 1 aninho do bebê. O namorado, sentadão no sofá, não se habilitava a ajudá-la. Ela, nervosa, ao invés de pedir ajuda literalmente, bufava, batia o pé e fazia cara feia. Quando finalmente ela diz: “você não vai me ajudar mesmo, não é?” o namorado então se levanta e pergunta: “o que você quer que eu faça?”. Ela mais uma vez se enfurece enquanto ele continua insistindo para que ela passe as coordenadas, sem sucesso.

 Foi inevitável me colocar no lugar da adolescente. Isso já aconteceu muitas vezes em meus relacionamentos “adultos” e era algo que sempre me intrigava. “Por que ele não advinha minhas necessidades?”. Sempre me frustrei esperando que meus namorados adivinhassem o que eu queria ou precisava. Achava o cúmulo ter que pedir ajuda ou ter que explicar o porquê dele ter me desapontado em alguma coisa. Era comum fazer bico, às vezes ficava putadavida, rendia-me aos gritos, ao chororô e ficava repleta de mágoa, achando que estando ao meu lado, meu companheiro deveria perceber e se prontificar a me ajudar quando eu precisasse, ou então perceber que algo entre nós não estava bem. Eu pensava que se ele não percebia o porquê de eu estar brava com ele era porque não queria solucionar nossos problemas ou porque não gostava de mim o suficiente.

 Após muitas decepções e encenações (sim, nessas horas a gente vira a protagonista de um melodrama mexicano) para que percebessem minhas necessidades, entendi que não era descaso, preguiça ou falta de amor que eles tinham por mim. O motivo era apenas um: “coisa de homem”. Demorei anos para perceber que eles não têm a mesma sensibilidade que nós, mulheres, temos.  Homens são práticos e nada subjetivos. Eles não entendem sinais. Quando precisamos de algo ou temos algum problema ou reclamação devemos dizer, com todas as letras. Não adianta fazer bico, pois eles podem até perceber que algo está errado, vão parar para pensar e tentar adivinhar, mas dificilmente vão acertar o motivo correto do nosso descontentamento.

Certa vez, meu noivo esqueceu nosso aniversário de namoro. Eu já sabia que ele esqueceria. Primeiro porque terminamos nosso relacionamento e nos reconciliamos várias vezes e fica difícil guardar uma data nessas condições. Ele guardaria a data do dia em que ficamos pela primeira vez ou a de nossa última reconciliação? Depois, como exigir que ele guarde uma data, se ele já chegou a esquecer da data do próprio aniversário? Mesmo assim, fiz o teste. Não o lembrei. Ele me ligou várias vezes durante o dia e nem tocou no assunto. Conforme as horas passavam eu ia ficando mais impaciente, brava e concisa. Ele, óbvio, percebia a mudança nítida de humor e perguntava o que estava acontecendo, se havia algum problema. Eu me limitava a dizer: “nada, não está acontecendo nada”. Meu noivo se desdobrava para descobrir o que estava rolando. Chegou em casa, me abraçou, me beijou e percebendo que eu estava mal humorada, pegou o kimono e cogitou ir para o karatê. Foi quando comecei a chorar e falar: “você não gosta de mim, não lembrou que hoje é o nosso aniversário”. O mais engraçado é que ao reconhecer seu erro e pedir desculpas, ele se propôs a corrigir a falha de memória e me levar para jantar. E é claro que para fechar o desentendimento com chave de ouro, eu disse que não queria mais. Rsrsrs

Ok, você, leitora, deve estar rindo agora, mas certamente já cometeu alguma pirraça desnecessária dessas. Hoje, vejo com outros olhos essa postura do meu noivo e reavalio minha forma de reagir à ela. Se fosse hoje, eu logo o lembraria com dias de antecedência. Deixo claro o que é importante para mim, o que eu gostaria que ele fizesse por mim ou por nós. Tudo flui mais fácil dessa maneira.

Eu pensava que ser objetiva, sincera e direta acabaria com o romantismo em nosso relacionamento. Afinal, nós, mulheres, nos sentimos especiais com surpresas ou quando eles advinham nossos pensamentos. Porém, o romantismo não diminui. Eles se sentem seguros quando dizemos o que gostamos, queremos ou deixamos de querer e, com isso, passam a ousar mais nos surpreendendo e se preocupando com pequenos detalhes para os quais antes não se atentavam.

 Antes de ontem, meu noivo foi me buscar com um buquê de rosas. Achei lindo. Não era nosso aniversário de namoro e nenhuma comemoração especial, mas ele me surpreendeu e me encheu de carinho. Viu? Milagres acontecem! rsrsrs

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Digitais

Por Eduardo Soares

 

No meu desencanto
A tua ausência
No meu pranto silencioso
A tua presença
Meu rosto anseia
Por um afago seu;
Meu silêncio proseia
Com sua respiração;
Meus verbos carecem
Da tua conjugação;
Minha caligrafia descreve
Nossas fotografias exibem
Entre molduras e rasuras
Suas palavras (te) revelam
Suas palavras (me) revelam
Suas palavras (nos) revelam
Meu peito nu espera o repouso da sua cabeça
Assim, meu coração ouvirá seus pensamentos
Enquanto você irá decifrar minhas batidas
Absorvo teus segredos
Absorva minhas vontades
Com a mão direita,
Acaricie minha boca
Enquanto a esquerda
Crava as unhas no meu peito
Não tenha pressa
Me arranhe devagar
Vasculhe minhas veias
Até encontrar (com o polegar)
Meu melhor ponto fraco
Depois de um tempo
Ao tirar o dedo
Tome cuidado
Meu coração não precisa de marcas
Certifique-se, faça o certo
Longe ou perto
Ao lembrar de você

Ele pode esquecer a dor
Para eternizar
Apenas
Suas digitais.
 


							

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Lamentável

Por Keka Demétrio

Lamentável. Esta foi a palavra menos pesada que encontrei para começar a responder a uma leitora que me enviou um e-mail dizendo que o namorado terminou o relacionamento porque não suportou a pressão dos amigos pela namorada ser gorda.

Sim, gorda. Dizem que jamais devemos chamar uma mulher de gorda, mas vamos falar claramente e sem hipocrisia: o que é uma mulher acima do peso? Fofinha, gordinha, fortinha, cheinha, plus size, dentre outros? Sim, estes são adjetivos que pessoas carinhosas usam para se referirem a mulheres cheias de curvas, mas no fundo, e nem tão lá no fundo assim, sabemos que o adjetivo certo é Gorda. Estou gorda e o primeiro passo é assumir esta condição, porque quando assumimos o nosso eu, as pessoas querendo ou não, vão ter que nos aceitar e respeitar. Quanto a gostar de nós isso é outra coisa.

Voltando ao e-mail da minha amiga, quero avisar a ela, e para um monte de amigas desavisadas, que o mundo está cheio de homens que definitivamente não gostam de mulheres gordas, há aqueles que nos adoram, e que se relacionam conosco com amor, respeito, desejo e tudo o que merecemos, há aqueles que gostam de gordas apenas para o sexo, e há ainda aqueles que adoram uma mulher como nós, mas que não são homens suficientes para assumirem isso. Enfim, cabe a cada uma de nós saber se prefere um homem com H ou um homem com h.

Tudo bem que existe a mídia que diz que mulher tem que ser magra, e toda essa ladainha que estamos cansadas de ouvir, ler e ver, mas onde fica o caráter, o gosto, a liberdade de escolha destes homens? Deixar uma mulher, ou não assumir um compromisso com ela, mesmo a querendo, a desejando, por causa do que as pessoas vão falar é perda demais de vida, de sonhos, de felicidade. Até quando as pessoas vão continuar a ignorar as próprias vontades, o próprio coração em detrimento ao que é melhor visualmente para eles em sociedade? Que droga de sociedade é essa, minha amiga, que este seu companheiro quer se firmar, onde o que vale é um passando por cima do outro sem respeitar a individualidade? Dinheiro, poder, status? Dinheiro não agüenta desaforo, poder acaba e status se perde, mas amor, companheirismo e afeto verdadeiros não se perde, não se acaba e juntos são fortes o suficiente para suportarem todos os desaforos que a vida impuser. Que tipo de amigo ele possui que não respeita seus sentimentos?

Uma mulher gorda pode ser linda, ou não, assim como uma mulher magra, depende de como ela se cuida, e principalmente da forma como ela se enxerga e se posiciona. Homem que despreza um amor pelo físico não ama, não respeita a mulher, quer apenas um enfeite para desfilar nas rodas hipócritas desta sociedade onde o TER vale mais do que o SER. Beleza é perecível, mas inteligência, cultura, educação, bons modos, princípios e valores são legados que fazem a nossa história valerem ou não à pena.

Não tenho vergonha de mim, e se tivesse, este seria o primeiro passo para afastar as pessoas que realmente fazem a diferença na minha vida, porque ninguém tem a obrigação de ficar ao lado de quem não se gosta e não se respeita.  Tenho um amor próprio maior que eu mesma que aprendi a alimentar depois de sofrer por longos anos um preconceito barato por sempre estar gorda. Aprendi a não dar ouvidos para gente pequena e insignificante e passei a ouvir mais meu coração e o que se passava dentro de mim, e sinceramente, isso me tornou o que nem eu mesma imaginava que um dia seria: dona da minha vida.

Tem um velho ditado que diz que conselho se fosse bom não era dado, mas vendido, portanto, não tome nada do que leu anteriormente como conselho, mas como algo que a leve a pensar se vale à pena ficar se culpando pela atitude de alguém que, embora no auge dos seus 30 anos, ainda não conseguiu formar o seu caráter e não ama nem a si mesmo. Não queira ao seu lado um homem que vê a mulher como um complemento, um alimento para a sua própria vaidade, mas deseje um homem que te admire, que sinta orgulho em estar ao seu lado pelo que você é, pela forma como conduz sua vida e pela luz que reflete em sua vida e principalmente na dele, independente do seu tipo físico.

E não tenha vergonha de chorar. Chore, pratique a choroterapia, coloque para fora toda essa mágoa, mas jamais se esqueça de quem você é e do valor que possui, porque, querida, coisas maravilhosas acontecem o tempo todo, e Deus sabe exatamente do que você precisa.

 

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Guarda Roupas

Por Eduardo Soares

 

Chega
Tire logo essas paixões residuais do seu coração
Quantos ex-amores vestidos de desamores ainda estão no seu guarda roupas?
Adianta colecionar tanta peça velha cheia de traças?

Confesse
Teve coisa que nunca lhe caiu bem
E mesmo assim você quis usar
Aprenda, aporrinhação não tem devolução
E arrependimento não tem ressarcimento

Veja
Está na hora de colocar ordem nessa desordem
Do contrário, seu querer será apenas um cemitério
E o coração, reles depósito fútil de restos imortais de quem passou anos atrás.

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Navegador

Por Eduardo Soares

Fiz bem em guardar alguns textos feitos ao longo dos anos. “Navegador” foi criado quatorze anos atrás, depois de uma briga (a primeira por sinal) com a primeira namorada. E o Edu, no auge dos 19 anos, já demonstrava ser um sonhador à moda antiga. Não procure entender a história, tente sentir a preocupação de um pós-adolescente em manter o relacionamento com uma mocinha cinco anos mais velha. Para complemento de informação, o namoro durou três anos.

Ler um pensamento escrito em 1998 traz boas e más recordações. Algumas virtudes permanecem comigo até hoje. Outras, se foram com o passar do tempo. E nem sei se voltarão. Mudamos, aprendemos, crescemos. Procuramos evoluir seja através do amor ou dor. E assim a vida segue.

“Não direi que te amo/Quando estiver à procura de aventuras no Reino de pierrots & suas colombinas (seríamos fantoches movidos a crise)/Não direi que te quero/Somente para tê-la provocante/Nua na cama/Com perfume de audácia (máscara perigosa do desejo camuflado)/Porém, nunca direi que te odeio/Pois fui navegador/ E no espaço cósmico/Achei uma estrela do mar/Que me deram por pena do fracasso (regalia irônica de um amor decepcionante).

Vamos fazer uma sinfonia

Vamos ter uma filha chamada Anjo

Leia meus lábios e anote meu pedido/“Com amor, o nosso amor, até a tempestade (amiga de outrora), naufraga em si em todos os meus sonhos”/Tua alma adormece no meu coração/Impera na Terra do Pensamento/E acima de tudo, transforma meu ser/Projetando restos quaisquer de medo para o limbo.

Indícios de términos não entram na atual realidade/E para navegar num amanhã singular/Precisamos insistir no futuro/Que habita em nossos próprios corações. (1998)”

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Entendeu, ou quer que desenhe?

Por Keka Demétrio

Quando eu tiver um amor vou ser feliz. Cansei de ouvir amigas falando sobre isso, que o que falta na vida delas é um amor. Confesso que já passei por isto também, mas estou aprendendo que querer um amor é diferente de estar preparada para viver o amor.

Ah, o amor, esse ‘fogo que arde sem se ver’, que consome nossos dias e pensamentos, nos paralisa e nos faz esquecer que a vida é feito uma colcha de retalhos que vamos tecendo ao longo do tempo.

Quando creditamos nossa felicidade ao fato de termos um cobertor de orelha ou não, estamos deixando passar todas as outras coisas que poderiam ser material para tecermos a vida com entusiasmo, fé, alegria, riso, e amor. Quem só deseja ter um homem ao seu lado não está preparado para tê-lo. É preciso antes saber saborear da sua própria companhia, não sentir-se intimidada a sentar-se em um restaurante sozinha, beber seu vinho, comer seu prato preferido e pagar a conta. E digo intimidada porque infelizmente ainda nos dias de hoje algumas pessoas vêem mulheres desacompanhadas nos restaurantes com um certo pré conceito.

Mas agora me fala, quantas pessoas você ouviu dizer com os olhos brilhando que está perdidamente apaixonada nos últimos meses? Ok, nos últimos dois anos? É, eu também não me lembro de nenhuma, a única coisa que me vem à memória é a mulherada dizendo que quer um amor, que falta um amor, e eu queria muito saber o que elas tem feito para que sejam merecedoras desse amor, ou se não estão idealizando demais. Ai lá vem a ladainha: é, sabemos que príncipes encantados não existem, e por isto estamos esperando o sapo sem a ilusão de que quando os beijar se transformarão.

Gente, mas perae, príncipes existem, sim! Ou acha que só você é perfeita, a mulher que todo homem deveria ter ao lado, e que não entende porque está solteira? Tem mesmo a pretensão de que só você pode ser a princesa da vida de alguém? Se você tem inúmeros defeitos, seu príncipe também deverá ter. Imagina alguém perfeito e imagine que tédio seria! Tudo seria previsível, tudo seria metodicamente calculado e pensado e gente assim é muito chata, porque a vida é feita de surpresas, de emoções descobertas no dia a dia. Se você pode ter defeitos, seu príncipe só não pode, como deve ter, porque se ele for perfeito ele não vai querer alguém imperfeito. Entendeu?

O que os tornam princesa e príncipe de verdade, é a forma como irão lidar com os defeitos um do outro. Se ambos forem perfeitos, não precisariam se relacionar, porque relacionamento é antes de tudo cumplicidade, entrega, desejo, paixão, compaixão, é saber falar e calar, chorar e sorrir, é caminhar no mesmo compasso para nenhum sentir-se à frente do outro, mas próximo o necessário para que as mãos não se soltem. Quem é perfeito não precisa de nada disso. Entendeu de novo?

Ao invés de ficar vendo o tempo passar esperando um amor, vá se preparar para recebê-lo, para ter capacidade de retribuir, porque como diz nosso amigo Neruda, “E desde então, sou porque tu és. E desde então és, sou e somos… E por amor Serei… Serás…Seremos…”

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Vergonha

Por Keka Demétrio

Dizem que ser forte é saber demonstrar alegria quando não se sente, sorrir quando se quer chorar, calar quando se quer gritar. Pode ser, mas também dou a isso o nome de auto enganação. Procurar estar feliz é um exercício diário e constante, e assim como qualquer tipo de exercício, tem dias em que a gente tá com preguiça. Nesses dias, me dou o direito de estar triste, de chorar e de ficar quieta no meu cantinho. A tristeza ás vezes é uma forma que a alma tem de nos chamar a atenção para certas coisas que gritam por ajustes. Diferente do que todos pensam a quietude que nos toma quando estamos tristes, deve ser aproveitada para uma autoanálise profunda e já que está triste, aproveita e coloca pra fora, nem que sejam em forma de lágrimas, dores que vem pesando o coração. Isso faz bem.  Ao menos para mim faz.

Não sei porque pessoas tem vergonha de chorar, de assumirem estar tristes, de dizerem ter problemas, ninguém se torna menos por  assumir ser humano, por ter coragem de se desnudar diante da vida. Acho até que é através dessas atitudes que conseguimos tornar a nos vestir com uma roupagem mais adequada, mais condizente e límpida.

É, não dá para ser forte o tempo todo. Penso até que deve ser um tanto quanto estressante querer ser politicamente correto 48 horas por dia, tentando agradar a gregos e troianos, menos a si mesmo. Pior que tem gente que se acostuma tanto a essa mediocridade, que nem percebe que está cavando a própria sepultura, porque no fim, mesmo os hipócritas preferem pessoas dotadas de autenticidade.

Eu choro, fico triste, faço minhas terapias malucas, que dão super certo, deito no divã de DEUS e oro muito, e isso não me permite ficar lamentando. O lamento é um sentimento pesado, viciante, que nos afasta da alegria, do prazer de viver. Quem só lamenta torna-se persona non grata, e acho muito triste quando alguém se aproxima e as pessoas quando a veem ‘torcem o nariz’, porque uma das grandes dádivas da vida é ver o sorriso estampar o rosto das pessoas quando elas nos veem chegando.  Por isso, quando começo a perceber que estou perdendo o brilho dou logo um jeito de jogar purpurina na vida e me agarro na certeza de quer fui feita para brilhar.

Não tenho receio em dizer que teve dias em que chorei tanto que pensei que iria desidratar, assim como também não me constrange dizer que tenho meus dias de tristeza e solidão, quando às vezes me procuro e não me encontro em mim mesma.

Mas prefiro assim, ser livre para sentir amor e dor, porque ambos os sentimentos nos acrescentam, nos fazem crescer e oferecem todas as respostas que insistimos em buscar no outro, lá do lado de fora da gente. E vergonha teria que ter se eu não respeitasse o meu lado humano, esse lado cheio de falhas, passível de erros, mas ávido por aprender a acertar.

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