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Gravidez na Obesidade: a história de Simone Fiuza, modelo plus size

Por Renata Poskus Vaz

Neste Dia das Mães, convidei a modelo plus size Simone Fiuza, 28 anos, mãe do pequeno Davi, 8 meses, para contar como foi a descoberta da sua gravidez e gestação. Ela engordou 25 Kg na gravidez, teve aumento de pressão na reta final da gestação, mas no final, deu tudo certo! Leia:

“Davi chegou na minha barriga no dia 27 de dezembro de 2011. Sim, hoje eu sei a data exata! Cheguei a desconfiar alguns momentos, mas custava a crer que estava grávida. Em janeiro fui pra praia, piscina, o corpo estava todo no lugar, foi um dos melhores verões! Foi só em fevereiro que tive certeza e, após o primeiro ultrassom, ao ver meu filho pela primeira vez, o amor nasceu e não tive dúvidas que seria um menino.

Pesando 105 kilos, iniciei minha jornada de 9 meses!  Sentia enjôos matinais todos os dias até completar 3 meses. A azia foi constante, até meu filho nascer. Sofri com o inchaço e dores na lombar, mas em toda a gestação, jamais parei de trabalhar como modelo.

simone fiuza gravida

Simone desfilando no sexto mês de gestação

Nos primeiros meses de gravidez engordei de 1 à 2kg. Do quinto mês em diante passei a engordar exageradamente. Engordei mais de 7 Kg de uma única vez, no sétimo mês de gestação. Na última semana, já prestes a ter bebê, engordei mais 4 kg. Esse peso adquirido não foi do nada.  Eu comia sem passar vontades. Era panetone com coca-cola às 2h da manhã, hambúrguer do Mc Donald às 5 da manhã, pastel de feira, sushi, picanha, tubaína… Nem sei se isso realmente eram desejos de grávida, mas que eu “acreditava” que eram, eu acreditava.

panetone com coca

a prova do “crime”

Todos os meses levava uma bronca gigante do meu obstetra Dr. Ricardo Steban, que sempre me cobrava que controlasse meu peso. Ele me alertou muito sobre os problemas decorrentes da obesidade na gestação. Quase todos os meses fazia exames para prevenir qualquer mal que este excesso de peso poderia causar, cogitamos até pré-eclampisia, uma doença muito séria, que pode levar mães ao óbito. Mesmo com tantas advertências, eu não conseguia parar de comer.

simone fiuza

Gravidíssima em seu casamento

Fiz atividade física até o sexto mês. Depois, não suportei mais. Senti muitas dores na lombar, meus pés pareciam verdadeiros pães de batata e a barriga cada vez maior. Enquanto estava grávida, também organizei a minha festa de casamento. Tudo isso contribuiu com o aumento da minha ansiedade, com a compulsão alimentar e com os ponteiros da balança que não paravam de subir.

Em uma consulta de rotina em 10 de setembro, minha pressão estava elevadíssima, atingindo 19×10. Na época eu estava com 130 Kg. Meu obstetra ficou espantado e me encaminhou imediatamente para a maternidade. Após alguns exames, para preservar a minha saúde e não arriscar a do meu bebê, marcamos a cesariana para o dia seguinte. O sonho de ter parto normal se foi. No dia da cesárea, cheguei ao Pró-matre com muito medo do que estava por vir. Passei pela triagem sozinha. Mediram minha pressão, preenchi um formulário e me pesei novamente: 129 kilos, dá pra acreditar? Eu fiquei em choque! Mas achei que sairia da maternidade com uns 10 Kg a menos o que, claro, não ocorreu.

Fui vestir aquela roupa de hospital para entrar no centro cirúrgico e ela não serviu. Foi necessária uma adaptação, usando duas roupas na frente e outra atrás para cobrir todos os atributos! rsrsrs  Tentei sentar na cadeira de rodas normal e meu bumbum não coube. Meu Deus! Foi só então que notei o quanto fui irresponsável. Estava “quase” em pânico, mas meu obstetra me acalmou, pois permanecia bem humorado com a sua equipe. Foi um saco a colocação do cateter. Esse doeu! Mas a tão temida anestesia foi tranqüila. Senti uma leve picadinha nas costas e depois uma pressão e pediram pra eu deitasse o mais rápido possível. Tive ânsia e vomitei. Senti a equipe passando algo na minha barriga e jurava que estava sentindo tudo. Implorei para ele não me cortar. Eu achava que estava mexendo meus pés… É uma sensação bem estranha! Logo depois meu esposo entrou na sala de cirurgia com a câmera e filmou tudo.

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As persianas da sala de cirurgia se abriram e lá estava minha mãe, sogro e sogra para verem o milagre da vida. Acredito que não demorou mais que 2 minutos e 50 segundos e ouvi o melhor som da minha vida, o choro do meu filho Davi. O meu príncipe nasceu às 13h05 do dia 11 de setembro de 2012. Quando se aproximou de mim não consegui conter o choro. Não tenho palavras para descrever este momento. Só quem é mãe vai entender.

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 Foi tão mágico que nem me lembro quanto tempo fiquei na sala para darem os pontos. Foi muito mágico e rápido. Fui para a sala de recuperação e pedi ao meu marido que seguisse o Davi para onde fosse. Senti uma coceira no rosto, era o efeito da morfina passando. Depois de umas 3 horas fui para o quarto, ansiosa para pegar meu pequeno pacote nos braços. Meu quarto estava cheio de pessoas queridas: mãe, amigas, crianças, uma verdadeira festa para receber o pequeno príncipe! Foi um pouco dolorido depois da cirurgia, mas os remédios ajudaram muito. Fiquei três dias na maternidade recebendo o carinho de pessoas queridas e especiais. Sem contar que ganhei o melhor e maior presente que uma mulher pode ganhar, um filho!

davi 1

A cada mês do meu pototis, do meu reizinho, o amor aumenta mais e mais. Cada descoberta é uma alegria imensa. Até ele nascer eu acredita que conhecia o amor verdadeiro. Mero engano! Hoje eu tenho certeza que o meu coração bate fora do peito.  Quando nos tornamos mães, nasce uma nova mulher muito mais forte, que derruba e vence qualquer muralha por seu filho. Não tem explicação! O amor que sentimos é gigantesco, não tenho palavras para definir.  Acredito que o melhor papel que tenho feito na minha vida é ser mãe, e quero que esse amor se multiplique muito. Portanto, irmãozinhos para o Davi virão.

Emagreci cerca de 40 Kg desde que David nasceu, com reeducação alimentar e exercícios físicos e relato essa experiência em meu blog Papo de Modelo. ”

simone e davi

simone fiuza antes e depois

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Projeto Mulherão Saúde: em busca de um médico

renata saúde

Por Renata Poskus Vaz

Olá, meninas! Estou aqui para cumprir minha promessa de contar, todas as semanas, como está minha busca por um corpo mais saudável.

Quando decidi que ia dar um jeito na minha saúde, logo fui atrás de um médico. E não queria me automedicar e nem fazer dietas malucas que poderiam comprometer, ao invés de melhorar, a condição já debilitada do meu fígado.

Primeiro passo: marcação de consulta no posto de saúde público

No ano passado acabei ficando sem plano de saúde. Fui pesquisando, pesquisando, pesquisando e depois enrolando, enrolando, enrolando e não fiz plano de saúde nenhum. Mesmo que eu faça agora, vai levar um tempo até que possa utilizá-lo. Então, resolvi procurar um posto de saúde da prefeitura para agendar uma consulta com um clínico geral. Nem preciso dizer que fui super mal atendida. Compareci ao postinho mais próximo de minha casa e fui medida de cima em baixo pela recepcionista.

Mesmo não constando no site da Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Paulo que os moradores só podem ser atendidos por postos de saúde da região do seu bairro, a atendente insistiu que eu deveria procurar um posto de saúde perto da minha casa. Eu posso até ter cara de burguesinha, mas moro na Freguesia do ó, poxa! rsrsrs E até provar isso a ela demorou muito. Comprovada a veracidade da minha residência, ela pediu que eu ligasse na semana seguinte para saber quando o posto de saúde abriria inscrições para as consultas. Segundo ela, após as inscrições abertas, eu poderia demorar até 2 meses para ser atendida. Ou seja, se eu tiver algo mais sério do que imagino, estou f*&¨%$#.

Segundo passo: marcação de consulta no médico particular

Enquanto não consigo marcar a consulta médica pela prefeitura, resolvi marcar uma consulta com um médico particular, muito bom, recomendado por minha amiga Alinne Rosa. Ele chama Roberto Ahualle e seu consultório fica no bairro do Tatuapé. Já fui tratada por Dr. Roberto que é um daqueles endocrinologistas corretos que te consulta por quase uma hora e te pede dezenas de exames antes de te prescrever qualquer tratamento. Foi Dr. Ahualle que me disse que eu jamais poderia, conforme desejava em minha fase autoestima zero de anos atrás, pesar 57 Kg. Segundo ele, que atende muitos descendentes de lituanos, nossos ancestrais são altos e corpulentos, sem perfil para um corpo magro. Para ele meu peso ideal seria 74 Kg. Para vocês terem idéia, 74 Kg para 1,72 ainda me enquadraria na categoria de sobrepeso, o que para Dr. Ahualle não deve ser levado ao pé da letra. Bacana, né?

Vou voltar lá.

A consulta custa 200 reais e dá direito a um retorno depois de 30 dias. Ou seja, é como se você pagasse R$100 a consulta.

Mudança na alimentação

Embora não tenha seguido nenhuma dieta, tentei melhorar a qualidade da minha alimentação. Consumi mais frango e menos carne vermelha, tomei muita limonada geladinha, comi muito pepino! Senti-me melhor! Quase nem senti vontade de comer doce. Bacana, né?

*****

Bom, semana que vem eu volto aqui para contar as novidades para vocês.

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Projeto Mulherão Saúde: Esteatose Hepática (fígado gorduroso)

Por Renata Poskus Vaz

Primeiro dia útil do ano e com certeza essa também é a data em que muitas mulheres iniciarão suas dietas para perder peso ou desintoxicar o corpo por conta de tantas gostosuras calóricas e não tão saudáveis saboreadas durante as festas de natal e réveillon. Comigo não será diferente. E minha preocupação vai muito além de controlar os ponteiros da balança… Tem relação direta com minha saúde que, há algum tempo, não anda muito boa.

No ano passado visitei um médico endocrinologista preocupada com meu grande aumento de peso, sobretudo a concentração de gordura exagerada na parte superior abdominal, na região do estômago e fígado. Além de fortes dores na coluna, também sentia dores de cabeça terríveis quando ingeria muita gordura e sérias indisposições gástricas.

17 Kg mais gorda

renata poskus vaz mais magra

Acima, 17 Kg mais magra em 2009, sem photoshop

Em 2009, no início do Blog Mulherão eu pesava 72 Kg. Hoje, peso 89 Kg. Um aumento de 17 Kg em menos de 4 anos. Passei do manequim 44 para o 48/50. Engordei tanto que não agüentava mais dançar ballet. Suportar meu peso sobre uma única perna passou a ser impossível para mim. A coluna também mandava recados de que não ia bem.  Trabalhar o dia todo sobre um salto alto quando estava menos pesada já era cruel e com meu novo peso me incapacitava no dia seguinte para qualquer atividade.

Engordar não foi proposital, porém não há como não notar que os ataques que algumas blogueiras e outras invejosas faziam questionando minha condição gorda diminuíram drasticamente (sim, eu já fui discriminada por ser uma gorda em um mundo magro e depois passei a ser discriminada por ser uma magra em um mundo gordo). Mais gordinha, pude ver meu bumbum crescer, o corpo ganhar mais curvas e rosto ficar mais corado e jovial. Enfim, fiquei mais bonita gorda do que quando era magra, porém, a saúde não ia bem.

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 Esteatose Hepática

Quando recorri a um endocrinologista, não imaginava que, na verdade, deveria ter recorrido a um gastroenterologista. O endocrinologista me pediu alguns exames de sangue e de hormônios. O resultado não apresentou alterações hormonais, de glicose, triglicérides ou colesterol, mas apontou para um outro problema: esteatose hepática, vulgarmente conhecida como gordura no fígado.

Esta condição do fígado pode ser gerada pelo consumo exagerado de bebidas alcoólicas ou por alimentação rica em gordura. Mais de 70% dos pacientes com esteatose hepática são obesos. Meu caso. Meu atual peso elevou minha condição de paciente com sobrepeso para paciente obesa.

 A retirada da minha vesícula aos 22 anos, que antes auxiliava a processar a gordura que eu ingeria, também é um fator que pode ter contribuído para esse quadro clínico. Os riscos principais da esteatose hepática são doenças decorrentes da inflamação do fígado, como a hepatite e outras lesões no fígado.

Isso me dá medo? Sim. Minha avó materna morreu de câncer no aparelho digestivo e a avó paterna dela também. Em nossa família também há muitos outros casos de complicações gástricas graves.

Recuperando a saúde

Embora tenha recebido esse diagnóstico há alguns meses e temer uma complicação, nada fiz para reverter esse quadro. Culpo-me por ter sido omissa comigo mesma. O excesso de trabalho e a falta de tempo me fizeram adiar o início do tratamento e de novos exames. A notícia boa é que essa predisposição de acumular gordura sempre existirá, porém, com dietas e acompanhamento médico, é possível controlá-la e não sofrer nenhuma complicação.

A dieta deve ser controlada. Não adianta cortar a gordura totalmente da alimentação, pois meu organismo sentirá essa restrição forçada e para se precaver pode estocar no fígado toda a pouca gordura ingerida, piorando meu quadro clínico.

Nesta semana, marcarei médicos e iniciarei um programa de nova vida saudável. Vou dividir com vocês aqui, toda segunda-feira, tudo o que fiz de saudável na semana anterior. Vou chamar de “Projeto Mulherão Saúde”. Sei que tornando meu caso público, poderei ajudar mulherões que padecem desse mesmo mal e também tenho certeza que receberei apoio e carinho de todas vocês.

Contar ou não que estou com a saúde afetada?

Perguntei-me várias vezes se seria ou não uma boa idéia dividir aqui que estou doente. Afinal, sou exemplo para muitos mulherões que me seguem. Tinha medo do impacto que poderia causar para alguém que recuperou a autoestima por meio do Blog Mulherão, ver que a autora do blog prega que é possível ser gorda e saudável se ela não está saudável. Cada caso é um caso. Da mesma forma em que há magros doentes, hoje, sou eu que estou debilitada.

Minha decisão de tornar isso tudo público é porque cansei de ver gente muito mais gorda e com problemas de saúde muito mais sérios do que os meus, mentindo sobre seu verdadeiro peso e divulgando que são absolutamente saudáveis, quando sabemos que isso não é verdade. Gente que forma opinião, que poderia ajudar muito mais gente se fosse sincera. Afinal, mentir para os outros e para si mesma é o pior veneno que alguém com a saúde debilitada pode sofrer.

Torçam por mim!

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Saiba como me livrei do vício da coca-cola

Por Renata Poskus Vaz

Há algum tempo, fiz aqui no Blog Mulherão um relato emocionado (kkkk… que drama!) sobre meu vício exagerado de coca-cola. Para relembrar, clique aqui. O negócio era sério mesmo! Não passava um dia sem tomar coca-cola, ficava extremamente irritada quando não tomava a bebida. Ingeria cerca de 2 litros de coca por dia. Eu era uma espécie de drogada,  e quando ficava sem coca manifestava os mesmos sintomas de privação que um dependente químico de drogas pesadas sofre. Mas eu não ligava. Um copo de coca, para mim, compensava qualquer surtada.

Isso só mudou quando, ano passado, diante de uma dificuldade séria em minha vida pessoal, fiz uma promessa para Deus. Sou espírita e acredito que Deus não curte ver a gente passando por privações nessas promessas malucas. Ele não é sádico. Porém, achei que demonstraria toda a minha fé e consequente merecimento, se mostrasse que abdiquei de algo que amava em troca de uma graça. Parei de tomar a bebida no mesmo dia da promessa. Não quis esperar ser agraciada. Minha fé era grande.

Nos primeiros dias sofri bastante. Foi só então que percebi o quanto essa coca-cola é perigosa e por mais que a companhia que a fabrica e o Ministério da Saúde digam o contrário, essa bebida tem sim um poder de vício tremendo. Foram inúmeras vezes que tive pesadelo em que estava bebendo um copo geladinho de coca-cola e acordei me sentindo culpada. Uma vez, até chorei. Algumas vezes, sonolenta, chegava a abrir uma garrafa de coca-cola, me servindo, meio que seguindo uma rotina viciante. Depois de alguns segundos percebia que eu não queria beber aquilo. Estava habituada, apenas isso.

Quando meus familiares abriam uma garrafa, conseguia sentir o cheirinho da coca-cola e até cócegas no nariz por conta das bolhinhas de gás. O meu desejo era absurdo. Naquela época eu tomava muito pouco outros refrigerantes. O engraçado é que a gente substituí um vício pelo outro, não é mesmo? Passei a tomar tubaína, soda e citrus. Mas jamais na mesma proporção que tomava a coca-cola.

As primeiras semanas sem coca custaram a passar. Depois de 2 ou 3 meses eu já não tinha mais vontade de tomar essa bebida. Porém, fazia planos para o dia em que eu poderia voltar a tomá-la. Até que 1 ano se passou. No dia final da promessa de 1 ano sem coca-cola, fiz planos de tomar um copão geladinho, mas não tinha coragem. Nisso, se ´passaram 1, 2 semanas… 3 meses! E quando finalmente tive coragem de beber um copo de coca-cola, a surpresa: pensei que estava estragada! O gosto era péssimo. Se madeira tem gosto, deve ser aquele. Pensei que estava vencia e só consegui dar um gole. Na outra semana, mais um teste e novamente senti o mesmo gosto ruim. Depois, tentei com Pepsi e a mesma sensação estranha.

Enfim, nunca mais tentei tomar coca-cola e acho que meu corpo finalmente se livrou daquele vício. Agora, já estou pronta para o próximo passo, que é deixar de tomar os outros refrigerantes.

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Refrigerante que elimina gordura

Por Renata Poskus Vaz

Meninas, olha só, uma super novidade para você que é viciada em refrigerantes. Pepsi acaba de lançar no Japão a Pepsi Special que ajuda a perder quilinhos extras, reduzindo a absorção de gordura. Após o lançamento de refrigerantes zero e diet, essa nova bebida, segundo o fabricante, bloqueia a gordura e foi desenvolvida para quem se preocupa com a saúde, mas não quer deixar todos os prazeres de lado.

O efeito é obtido pela adição de fibras solúveis à bebida, que absorvem a gordura consumida em outros alimentos. Classificada como “alimento para a saúde”, a Pepsi é regulada e tem selo de aprovação do governo japonês.

Só que o que ninguém esclareceu ainda é se ela tem adção de açúcar. Ou seja, a gente se entope da Pepsi Special e não morre de doenças associadas ao colesterol alto, mas fica diabética. Será? Outra coisa que quero saber é se essa Pepsi funcionaria como o Xenical. Você toma e corre para o banheiro? Mistério. Quando eu tiver novidades conto para vocês, ok?

Fonte: Revista Boa Forma

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“Perdi meu bebê, e agora?”

Por Sandra Braga

Um dos períodos mais bonitos e sublimes da vida de uma mulher, a gravidez,  pode ter um final triste: o aborto. É fato, mais de 30% das mulheres com sobrepeso e obesas tiveram aborto espontâneo, número equivalente ao das mulheres magras. Destas mesmas mulheres que passam pelo abortamento 70%  tem chances de passar pela mesma situação novamente. Por isso o acompanhamento clínico é tão importante. Afinal, ninguém quer passar pelo sofrimento de perder um bebê, não é mesmo?

Com toda a rotina puxada de trabalho e afazeres domésticos que as mulheres encaram hoje em dia, nem sempre é fácil cuidar de si mesma e se preparar para uma gravidez. Todavia, nunca, jamais deixe de tirar um tempo, quero dizer, um tempão para cuidar de si, ir ao médico, fazer exames, analisar e reavaliar sua alimentação, sua rotina, os cuidados diários… Tudo.

Planejar é a palavra de ordem. Parece impossível? Mas não deve ser se você tem algum tipo de meta em mente. É o planejamento, exames, ingestão de vitaminas como o ácido fólico (receitadass pelo médico, é claro) que ajudarão a reduzir as suas chances de você perder um bebê.

Bianca Raya, um Mulherão grafado assim mesmo, com “M” maiúsculo, concedeu-nos gentilmente seu depoimento. Bianca conta-nos que ser mãe é um sonho que exige preparo e muito zelo. Em seu caso, ela estava grávida e não sabia. Teve um aborto espontâneo com 6 semanas de gestação. Descobriu quando a menstruação atrasou e já estava na quinta semana. Ela nos conta que fez todos os meus exames e nenhum problema de saúde foi detectado. Segundo o médico foi uma má formação e o organismo fez uma seleção natural.  Ainda relata que seu aborto não teve nada a ver com sobrepeso, conforme constatado pelo médico que a acompanhou.

Bianca Raya, que sofreu um aborto espontâneo recentemente

Em suas palavras “Isso é muito mais comum do que imaginamos e em qualquer pessoa, magra ou gorda. O que eu quero passar para as pessoas é que se cuidem, desde antes da concepção, pela espera de se estar grávida. Hoje posso falar mais do sentimento de ter perdido do que do de ter ganhado, pois estou passando por ele e a fase de ter ganhado foi muito rápida. A mensagem que eu gostaria de passar é a de que a maioria das mulheres sonham que em ser mãe estão na chuva, mantendo relações sem proteção, mas não é só isso. Pois a gente toma qualquer remédio, tinge o cabelo, consome bebida alcoólica, não tem uma alimentação saudável e toma remédios sem recomendação médica. Além do que toda mulher que pretende engravidar deve tomar ácido fólico para prevenir a má formação do tubo neural que acontece entre a primeira e segunda semana de gestação. O aborto é tido com preconceito. Ninguém quer contar. É uma dor solitária”.

O sobrepeso ou a obesidade não fará de você uma grávida com risco de abortar, não se alarme por conta disso, pois como já disse, o perigo é o mesmo para gordas e magras. Porém, todo cuidado ainda é pouco. É por este motivo que afirmei no início deste texto e reitero o planejamento e preparação para a sua gravidez.

Ok, você não se preparou e engravidou. Não se preocupe, mas não deixe de procurar a orientação de um profissional da saúde quanto a qualquer dúvida ou mal estar aconteça para não colocar a sua vida e a de seu bebê em risco. Não acredite nas muitas baboseiras espalhadas por ai na internet ou numa conversa com sua amiga, pois cada caso é um caso e com sua gravidez não poderia ser diferente. Você é um indivíduo único e deve ser cuidado de tal maneira. Tornar-se parceira de seu médico e de seu próprio tratamento é algo muito importante. Honestidade, cumplicidade e companheirismo não podem faltar com a equipe que cuida da sua gravidez, pois ela, conhecendo seu histórico clínico, saberá a melhor maneira de cuidar da sua saúde e da saúde de seu filho.

Está com medo de sofrer outro aborto? Não sofra sozinha, não permita que o medo ou a dor paralise seus atos, a realização de seus sonhos. Tenha sim seu luto. O tempo cura. A forma como você elabora, compreende e suplanta as feridas dadas pela vida fará você se entregar as dádivas e as promessas que o amor incondicional tem para você… Sempre aprendendo, superando e amando incomensuravelmente!

Update: Em breve faremos uma matéria sobre histórias de sucesso de gordinhas grávidas. Aguarde!

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Gordo ativo é mais saudável que magro sedentário, apontam estudos

por Litha Bacchi

Hoje eu não vou falar de moda. Hoje eu vou falar sobre um assunto muito legal que li numa reportagem do site do jornal Folha de São Paulo.

 

A notícia é sobre uma pesquisa feita com 43 mil pessoas por 14 anos. Como podem ver, é uma pesquisa com uma amostra muito, mas muito grande, por um período super extenso. Nessa pesquisa eles pegaram todo esse pessoal e dividiram em grupos por faixa de peso. Eles observaram os hábitos dos participantes, tanto magros quanto gordos, e observaram seus exames.

A conclusão foi algo que o grupo Health At Every Size já defende há muito tempo: o que aumenta o risco de doenças do coração e outras doenças associadas à obesidade, não é necessariamente a gordura, e sim, hábitos de vida que não são saudáveis para o corpo, como comer comida nociva à saúde em excesso e ser sedentário. A pesquisa mostra que esse comportamento negativo atinge tanto magros quanto gordos, tirando o peso da culpa do IMC da pessoa.

Muitas pessoas acreditam que uma pessoa que come bem e faz exercícios seria automaticamente mais magra, o que não é verdade.  Nesse artigo em inglês, a autora fala sobre várias pesquisas realizadas nos últimos tempos (pesquisas sérias, com grande amostragem e tempo de estudo) relacionadas à obesidade. Já descobriram vários genes que facilitam a obesidade. É aquela história de “a minha amiga come uma barra de chocolate e continua normal, eu como um bombom e engordo”. Além disso, ela escreve de forma extensa sobre a propensão do corpo humano a manter o peso em que está. Quando uma pessoa gorda perde peso, o cérebro dela reage com mais força ao ver alimentos, e o corpo gasta menos calorias com atividades físicas, na intenção de manter o peso mais alto. Pessoas foram monitoradas por 5 anos depois de perder peso e esses efeitos continuavam ativos. E pensem bem: só estamos vivos como espécie por causa disso, ou a seleção natural já teria nos aniquilado. A humanidade já passou muita fome, e esse mecanismo contribuiu muito para que continuássemos vivos. Hoje em dia, com abundância de alimento, esse mecanismo tornou-se um problema.

É a ciência, médicos e pesquisadores, enxergando o excesso de peso menos preto e branco. Da próxima vez que você pensar em fazer exercício e comer bem, faça isso pela sua saúde, e não pra ficar mais magro =)

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Gordas que odeiam ex-gordas

Por Renata Poskus Vaz

Há algum tempo falei aqui no Mulherão sobre ex-gordas que odeiam gordas. Mulheres que sofreram com o excesso de peso e que, após a operação de redução de estômago, passam a discriminar quem está acima do peso. Para relembrar, clique aqui e leia o texto Ex-gordas que odeiam gordas.

No entanto, hoje, vou falar do outro lado da moeda, sobre um pequeno (e chato) grupo de gordas que discriminam ex-gordas. Ou seja, mulheres que estão acima do peso, que tentam ou não emagrecer, que se dizem perseguidas e discriminadas por conta dos seus quilos extras, mas que hostilizam aquelas que optaram pela cirurgia de redução de estômago.

Semana passada, postei aqui no Blog Mulherão a história de Camila Moraes, participante do Dia de Modelo, que eliminou mais de 40 Kg após uma cirurgia de redução de estômago. Tive que excluir (sim, este Blog é moderado e não aceito que minhas leitoras sejam achincalhadas indiscriminadamente) uma série de comentários ofensivos à Camila. Na maioria deles, pessoas sem um mínimo de tato, que acusavam nosso Blog de fazer apologia ao acesso indiscriminado das cirurgias bariátricas, ou que atribuíam à Camila ares de irresponsável por ter escolhido uma “fácil forma de emagrecimento”.

 Cirurgia bariátrica é a escolha mais fácil?

Não vou negar que há muita gordinha por aí pensando que operar é a melhor escolha sem ao menos tentar alternativas de emagrecimento, como caminhar, fazer dieta etc. Cirurgia de redução de estômago é uma espécie de mutilação interna, que pode causar sofrimento físico e psicológico para o paciente, fato.

Conheço uma mulher, por exemplo, adepta da lei do mínimo esforço. Come barras e mais barras de chocolate suflair por dia, acompanhada de muita coca-cola, e o máximo de exercício que faz é mexer os dedinhos no teclado do computador. Ela poderia levar as crianças a pé para a escola, fazer uma caminhada pelo bairro, mas prefere (ou a depressão é tanta que a condena à essa ociosidade extrema)  ficar em casa. Essa mesma mulher, que nunca fez uma dieta séria com acompanhamento médico, manifesta a sua vontade de operar o estômago no Sistema Único de Saúde. Óbvio que, mesmo que ela conseguisse operar, essa cirurgia não adiantaria nada. Ela sofreria com a operação, não mudaria os seus hábitos e voltaria, após alguns anos, a engordar.

Ok, mas há aquelas pessoas que já se exercitaram, fizeram dietas com acompanhamento médico e não conseguem de jeito nenhum emagrecer. Nestes casos, a cirurgia bariátrica não é necessariamente a escolha mais fácil. É uma entre diversas opções de emagrecimento e, em alguns casos, a última opção para algumas pessoas. É uma cirurgia arriscada, delicada. Mesmo assim, confesso, queria eu que minha mãe, quando viva, tivesse tido a chance de operar o estômago. Ela já tinha feito todas as dietas do mundo, era ativa e, mesmo assim, morreu de trombose em decorrência da sua obesidade. Esta poderia ter sido sua grande e derradeira chance! E é por isso que acho que um obeso não tenha o direito de julgar o ex-obeso que operou. Não sabemos o que se passa na cabeça, no coração, na saúde e na vida dessas pessoas. Um gordo não é igual a outro gordo, lembrem disso!

 Ninguém gosta de ser obeso mórbido

Vez ou outra, vejo algumas blogueiras com uma militância gorda exagerada, discriminando pessoas que operam, emagrecem e usando o discurso de que ser gorda é a melhor coisa do mundo, como se ressoassem: “sou feliz porque peso 150 Kg”. Não preciso ser nenhuma especialista pra saber que ninguém gosta de ser gordo e que se pudéssemos escolher entre ter um corpo com peso equilibrado ou entalar na roleta do ônibus, escolheríamos a primeira opção.

A atriz Fabiana Karla, por exemplo, foi perseguida e humilhada publicamente por uma blogueira GG do mal, que fazia questão de chamá-la de falsa, mentirosa, porque Fabiana Karla dizia se amar quando estava gorda e manteve o discurso ao emagrecer após uma cirurgia de redução de intestino. Oras bolas, quem se ama se ama, não por causa dos seus quilos! Vai se amar gorda e vai se amar magra.

Então, acho que esse orgulho exacerbado gordo é, na verdade, uma autodefesa. Ninguém é feliz porque é gordo. Ninguém é feliz porque tem muita celulite. Ninguém é feliz porque tem dificuldades para caminhar ou respirar devido o excesso de peso. Somos felizes por outros motivos mais importantes e essas coisas se tornam supérfulas quando estamos bem interiormente. Temos que gostar de ser quem somos como um todo e não só por causa da nossa gordura. O correto seria pensar: “Sou feliz, linda, saudável e muito amada, apesar dos meus 150 Kg”.

Se olharmos por este ângulo, veremos que o excesso de peso será uma entre centenas de características que nos definem e seremos muito mais felizes e não perseguiremos os outros que são diferentes de nós.  Devemos nos cuidar, sempre. Ninguém precisa alcançar um manequim 38, mas pode e deve se alimentar corretamente e ter acompanhamento médico.  E isso serve para as magrinhas, para as gordinhas e para as ex-gordas. Se quiser que respeitem seu excesso de peso, respeite a ausência de gordura nas outras pessoas. Respeite as escolhas que os outros fazem. Respeite quem é diferente de você.

Este texto não é uma apologia à cirurgia de redução de estômago. Este texto é, na verdade, uma apologia ao direito das pessoas serem felizes como são ou como desejam ser, sem preconceito.

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Espaço da leitora: Roberta Terra conta sobre o resultado de sua cirugia bariátrica

Roberta Terra agora (com manequim 46) e em 2009, com seu manequim 58

“Olá, meu nome é Roberta e tenho 25 anos. Fiz a cirurgia bariátrica em 18/07/2011 e eliminei 35 kg, e hoje sou uma gordinha feliz! Sim, gordinha, porque mesmo tendo eliminado uns bons kilos, ainda estou bem acima do meu peso ideal. Ideal dentro dos parâmetros do IMC, porque pra mim está perfeito assim.

Toda minha vida fui gordinha, mas até 2009 aproveitava minha vida, saía com os amigos, ria, me divertia e ficava horas em lojas experimentando roupas. Eu gostava de ser o que era, mas como quase toda mulher e adolescente, tentava dietas pra emagrecer. Eram dietas temporárias que me faziam engordar em tempo recorde assim que ela acabava.

Meu maior aumento de peso aconteceu há uns três anos, quando passei pelo momento mais difícil da minha vida. Após perder a minha irmã, fui aprovada em um concurso público em outra cidade.  Precisava continuar minha vida. Mudei e fiquei por 2 anos e meio longe de casa, dos meus pais e dos meus amigos. Hoje sei que fiz a escolha certa naquela ocasião, mas na época ficar sozinha após uma perda familiar tão grande me fez me jogar na comida. O resultado foi 25 kg a mais durante um ano.

Eu escondia toda a minha solidão e sofrimento dos meus pais. Notei que realmente essa compulsão que eu tinha pela comida era uma doença que já estava me afetando física e psicologicamente. A comida foi por um bom tempo a minha companheira numa época em que eu estava totalmente depressiva.

Em 2010, minha mãe me incentivou a fazer mais um tratamento pra emagrecer. Perdi 20 Kg, mas ao fim da dieta acabei engordando mais 10 Kg. Foi aí que me conscientizei que precisava fazer a cirurgia bariátrica. Eu estava totalmente infeliz com a minha situação e não agüentava mais viver assim. Eu sabia que precisava de uma mudança radical na minha vida.

Foi aí que comecei a pesquisar pela cirurgia bariátrica. Li tudo que pude, como seria o pré e o pós-operatório e, então, marquei minha primeira consulta com o médico que esclareceu minhas dúvidas. Também conversei com muitos que já haviam operado. No início minha mãe foi meio contrária a cirurgia. Eu até entendia o medo dela. Sei que ela não suportaria perder mais uma filha.

Confesso que tive medo de algo na cirurgia dar errado, mas o médico sempre deixou claro que o risco de acontecer algo com a cirurgia é bem menor do que o risco de acontecer algo comigo se eu continuasse daquele tamanho e com aqueles maus hábitos alimentares. Isso me tranqüilizou. Até o dia da cirurgia eu estava calma, Quando o enfermeiro pediu pra eu deitar na maca pra me levar pra sala de cirurgia, meu coração quase saiu pela boca. Fiquei muito nervosa, porque mesmo estando em ótimas mãos, eu não sabia exatamente o que me esperava. No fim, ocorreu tudo bem durante a cirurgia.

Descobri que o pior da cirurgia ainda estava por vir: a dieta líquida. Por isso, passar com psicólogos antes de operar é fundamental. Não é fácil quando você tem que enfrentar 28 dias sem mastigar absolutamente nada, quando vem de uma vida inteira vem de uma vida inteira se jogando na comida como se ela fosse a cura de todos os seus problemas. Fui bem forte e não sei como agüentei. Realmente tive que reaprender a comer, como um neném mesmo. Primeiro ingeria liquido, depois só comidas pastosas e mais molinhas, até ser liberado a chamada comida sólida, para mastigar. É uma verdadeira reeducação alimentar, onde você tem que priorizar o que vai te fazer bem.

Com a cirurgia e dependendo da técnica (a minha foi a Capella sem anel), nós ficamos mais propícios a falta de vitaminas. Então é essencial saber qual alimento escolher, e como não conseguimos comer muito, temos a vantagem que na maioria das vezes nem sobra espaço pra uma porcariazinha, rs. Mas claro que uma vez ou outra podemos comer aquilo que vem na cabeça, algumas pessoas depois de operadas não se dão bem com alguns alimentos, que em geral são carnes, comidas muito gordurosas e coisas doces. Eu não tive esse problema e não sei se é bom ou ruim. É bom porque eu posso comer o que quiser sem passar mal. Ruim porque não tenho algo que me breque pra comer a não ser única e exclusivamente o meu bom senso. Hoje eu já como tudo, só optei por não beber mais refrigerante. Estou há 8 meses sem beber e não sinto falta. Hoje, sou adepta das frutas e verduras. Também como pipoca e lanches, mas sem exagero.

Sou a favor de você se sentir bem como você é. Mas quando o seu físico prejudica a sua saúde e a sua vida, você deve procurar mudanças. Antes eu usava manequim 56/ 58.  Hoje já estou no 46 apertadinho, rs. Um dia eu chego no meu sonhado 46 folgado. Não tenho pretensão alguma de ser magra. O melhor eu já consegui, que foi aprender a comer, usar a comida a meu favor e não contra mim.

Meu próximo passo é fazer algumas cirurgias plásticas, pois com o emagrecimento muitas pelanquinhas surgiram. Antes eu não me via tão gorda e me assustei quando participei do Dia de Modelo em dezembro de 2009. Mesmo com todo empenho de todos, eu chorei ao me dar conta que estava daquele tamanho. Não me reconhecia como a gordinha de anos atrás. Em janeiro deste ano, fiz novamente o Dia de Modelo e também me assustei porque não sabia que podia ser tão bonita. Agora sim eu me reconheço como um mulherão!

 Quem quiser tirar mais dúvidas comigo sobre a cirurgia, como foi o pré e o pós, eu fico a disposição.

Roberta Terra

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Odeio os meus seios

Por Keka Demétrio

Havia um monte de coisas que eu detestava em meu corpo, e meus seios era um dos principais. Desde sempre nunca gostei deles, que sempre foram grandes e incomodavam bastante, desde estética como fisicamente. Na verdade o incomodo era muito mais estético do que físico. Essa tortura psicologia que eu me submetia por possuir uma comissão de frente tão exposta fazia com que minha auto estima ficasse bem menos do que zero.

Depois de dois filhos e emagrecer e engordar vários quilos, é óbvio que eles iriam sofrer as conseqüências, e hoje em minhas palestras sempre digo que o único anti depressivo que ainda aceito em minha vida são meus sutiãs que colocam meus seios no lugar que eles merecem estar.ahahahah

Quando passei a me aceitar e a me olhar com os meus próprios olhos, a me perceber com um infinito amor por mim mesma, passei a enxergar uma obra de Deus e não mais um ser que precisava se moldar para que os outros achem bonito. Eu me acho bonita, um monte de gente me acha bonita, e o melhor, as pessoas que realmente me importa além de também me acharem bonita, me vêem como deve ser: um ser em constante evolução, que erra, tropeça, mas que procura deixar rastros de amor por onde passa. E é com essa beleza que vale a pena ser percebida, porque diferente da física, ela com o tempo só tende a crescer e melhorar.

Jamais pensei, porque isso realmente sempre me incomodou muito, que um dia fosse expor publicamente meus traumas em relação aos meus seios que hoje tanto amo e que tanto prazer e alegria me proporcionam. Mas depois de duas semanas onde a exaustão me impossibilitou de escrever para vocês, e para mim mesma (sim, sempre estou puxando minha orelha ao escrever meus textos. rsrs) senti uma vontade enorme de falar sobre isto. Talvez por estar em uma fase de novos valores e atitudes, quis escancarar minha intimidade como forma de ajudar amigas leitoras, que eu tenho certeza passam pelo problema, e também uma forma de servir de voz para inúmeras mulheres mastectomizadas e que, acredito eu, gostariam de dizer a todas as mulheres que se envergonham pelos seios que possuem para que sintam-se à vontade com seus corpos, pois ele é o seu templo, a casa dos seus sentimentos, das suas emoções e percepções. Para não se matarem com pensamentos destrutivos em relação ao que são e estão, pois o mais importante de tudo é sentirem-se vivas, mas principalmente vivas para si mesmas.

E eu emendo dizendo: Queridas, nossos seios podem não ser moldados, desenhados a pincel, mas é a maior marca de nossa feminilidade. Independente do formato, cor ou tamanho, eles são a demonstração da força feminina, é através deles que nossos filhos saciam sua fome, e através deles damos e recebemos prazer. Por isso não fique constrangida se seus seios não são tão bonitos quanto gostaria, sinta-se verdadeiramente feliz por possuí-los. Homens que só amam a anatomia do seu corpo não serão capazes de perceber a silhueta do seu coração, e estes não merecem ter ao lado mulheres realmente belas.

Cuide dos seus seios. Faça o auto exame, use cremes, proteja-os com sutiãs apropriados. Invista em decotes e faça deles um aliado para se sentir bonita, sexy e poderosa. Nunca mostre demais, nem de menos, seja sutil e ao mesmo tempo provocante. A grande maioria de nós conhece alguma mulher que teve que retirar um seio por causa do câncer de mama, e nós sabemos o quanto isso é difícil, triste, deprimente, e doloroso, portanto, não se deixe ficar presa a convenções, a padrões estéticos, se tiver que se prender que seja na força que possui para retomar seu próprio caminho e fazer a sua vida realmente memorável. Você é mulher, escolhida de DEUS para dar continuidade à sua imagem e semelhança, e só por isso é a mais bela das criaturas.

PS: de acordo com o jornal Folha de São Paulo do dia 25 último, 52.680 é a previsão do número de casos de câncer de mama para 2012.

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