Veja as fotos das participantes do último Dia de Modelo Pus Size

Por Renata Poskus Vaz

Há um mês 15 mulherões participaram do Dia de Modelo Plus Size,  aqui em São Paulo. Faz muito tempo que não  posto aqui as fotos das participantes do Dia de Modelo, mas é algo que pretendo retomar este ano.

Vejam só:

Para conferir mais fotos das participantes, acesse o Facebook do Dia de Modelo. Basta clicar aqui.

Para participar das próximas edições do Dia de Modelo, envie e-mail, telefone e o nome da sua cidade para blogmulheraosp@hotmail.com

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Look do dia – Saia curta estampada

por Litha Bacchi

Desde que fiquei loira e a primavera chegou no Reino Unido, fiquei com vontade de tons pastel! O look eu usei pra trabalhar (trabalho numa casa de chá onde é uniforme usar saia, bolinhas, flores, vestido, etc!). Claro que, pra trabalhar, eu troquei de sapato (tenho uma sapatilha crocs horrorosa mas muito confortável, não dá pra ser garçonete sem ela haha), mas pra sair depois do trabalho usei esse oxford que é meu amor <3

Nesse look tem várias peças que vieram comigo do Brasil e que são algumas das minhas favoritas

Blusa: C&A / Cardigan: C&A / Saia: Dorothy Perkins / Cinto: Loja Mulherão / Sapato: Renner / Bolsa: Accessorize

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Maiôs e biquínis plus size pretos

Por Renata Poskus Vaz

Mulherões, os modelos abaixo são inspirações de maiôs e biquínis plus size pretos, para fugir daquela cara de maiô tradicional da vovó. São todas opções “gringas”, mas você pode procurar empresas que façam sob medida e solicitar um no seu tamanho e com alguns ajustes, ao seu gosto. Em São Paulo eu conheço 3  empresas que fazem sob medida: a Cachopa Brasil, a Ana Lisboa e a Ducaduca.

 

 

 

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Look do dia: vestidinho da Marisa

Por Renata Poskus Vaz

Oi gente! Esse look é o de sábado, que usei na doação de sangue lá no Hemocentro.

Comprei o vestido na Marisa  do bairro da Lapa por R$49,90!

Tá muito curto, eu sei. Tô aproveitando para periguetar  enquanto estou com 3o e poucos! rsrs

A sapatilha é da Vizzano.

 

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“Minha roupa tá fora de moda, e agora?”

Por Renata Poskus Vaz

Outro dia uma amiga postou uma foto nossa, de 1 ou dois anos atrás, no máximo.  Começamos a brincar que a foto era muito velha, pois nela usávamos peças “fora de moda” como por exemplo um vestido com mangas rendadas, um outro modelo mullet e até um clássico,  porém ultrapassado (segundo algumas bruógueiras fashionistas) sapato scarpin.

Como disse,  era  só uma brincadeira com essa nova onda de moda descartável que rola por aí. No passado, nós, mulherões,  não tínhamos a opção de poder comprar roupas seguindo tendências da moda. Meu guarda-roupa,  por exemplo, tinha uma ou duas calças jeans básicas, camisas brancas e blusas pretas. Só.  Roupas básicas que não saiam de moda.

Hoje podemos comprar roupas moderninhas (e esquisitas e de mau gosto também!).  Aí, é  só abrir o armário de qualquer gordinha por aí para achar uma calça listrada, ou  uma blusa com estampa de azulejo. Acontece que, hoje em dia, na mesma  velocidade que essas tendências viram hit, também saem de moda. E quem diz que sai de moda? Todo mundo! Você verá as contra-indicações nas  revistas,  sites de moda etc.

Então, o que fazer?

* Não ligue para o que os outros pensam e continue usando suas roupas. A não ser que você seja mega, ultra, master, super rica, que possa renovar o guarda-roupa inteirinho a cada 6 meses, use com gosto o que comprou. Reinvente looks, use sua criatividade.

* Faça um bazar online com peças que não usa mais.

* Quando comprar uma roupa com tendência muito marcante, como por exemplo, um “vestido com estampa de abacaxi”, prefira comprar em lojas de fast fashion, como:  Marisa, Riachuelo, C&A etc. Assim, se você cansar rápido da peça, poderá aposentá-la sem muito arrependimento, porque pagou um valor baixo nelas.  Deixe para comprar nas marcas mais conceituadas e que tem preços mais salgadinhos aquelas peças atemporais, que não saem de moda nunca.

* Se acha que roupas que deixam de ser “hit” fashion não podem ser mais usadas,  não as compre. Seja madura. Ninguém vai morrer por ser uma pessoa normal, que usa roupas básicas. Inclusive,  segundo especialistas, essa é a nova moda: não ter moda. E existe até um nome para denominar as pessoas que se vestem de forma simples,  comum, confortável e sem pretensão de se aparecer ou de seguir tendências,  são os Normcore.

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Entrevista com a modelo brasileira plus size Daniela Klinger, que atua na Alemanha

Por Renata Poskus Vaz

Daniela Klinger, 37 anos,é natural de Brasília, mas foi na Alemanha que ela ingressou na carreira de modelo plus size, há 9 anos. Isso mesmo! Temos mais brasileirinhas lindas brilhando lá fora do que imaginamos. Fiz uma entrevista no melhor estilo bate-bola com a Dani (ui, tô íntima!). Confiram:

Mulherão: Qual a sua altura, peso e manequim?

Dani: Tenho 1,77m e peso 90 kilos. Meu manequim é46-48 no  Brasil, já na Alemanha visto 44-46. Minhas medidas são 110 cm de busto, 89 cm de cintura e 118 cm de quadril.

Mulherão: Há quanto tempo e porque mora na Alemanha?

Dani: Já era casada com alemão e morávamos no Brasil, nos conhecemos em um Congresso de Direito em São Paulo, resolvemos passar um “tempo” na Alemanha e acabamos ficando 10 anos. No período de adaptação aprendi a língua, fiz  Mestrado em Direito Internacional em Munique e minha carreira de modelo começou.

Mulherão: Como descobriu a carreira de modelo plus size?

Dani:  Eu me tornei modelo por acaso na Alemanha. Há 8 anos, quando assistia um programa de entrevistas onde uma agência para tamanhos maiores estava em busca de novas modelos. Comentando com amigas em um café informal elas me encorajaram imediatamente: “Você precisa mandar uma foto sua agora.”  Eu pensei: ok, é uma tentativa. Então tirei uma foto de mim mesma, hoje “selfie”,  e mandei pra agência, pois não tinha Book nem qualquer foto profissional. Três meses depois, quando já nem lembrava mais de ter enviado minha foto e dados, recebi um telefonema da minha agencia hoje (MOS) com um convite para um casting em uma TV da Alemanha, HSE24, onde eu passei a atuar como modelo apresentado roupas em tamanho 46. Lá foi onde tudo começou. Aprendi na prática e observando tudo, andar de salto nunca foi problema e fiz dança muitos anos no Brasil. Tudo isso me ajudou a aprender o mais rápido possível. Desde então participei de inúmeros desfiles, fotos para catálogos, revistas e maquiagem até a minha maior campanha para a Ulla Popken na feira Curvy is Sexy em Berlin.

Mulherão: Agora vc mora no Brasil ou na Alemanha?

Dani: Estou no Brasil desde novembro de 2013 e em razão de ser procuradora de uma firma alemã em São Paulo, ficarei mais no Brasil do que na Alemanha pelos próximos 2 anos. No entanto, mesmo depois deste período vou manter a minha casa no Brasil, na cidade dos meus pais em Londrina, no Paraná. Depois de tanto tempo fora queria muito que a minha filha, agora com 12 anos, realmente conhecesse o país onde nasceu, aprendesse a falar português correto e que nós ficássemos perto da minha família.

Bom, eu estou agora dividida entre o Brasil e a Alemanha, meu marido ainda trabalha mais lá do que aqui e temos residência na verdade nos dois países. Viajo 2 vezes por ano e fico em média 2 meses lá e ele só pode vir 1 mês pra cá. Pra quem está de fora pode parecer tudo muito chique, mas a realidade é bem mais difícil do que aparenta. De qualquer forma fiz essa escolha pela minha família e não me arrependo. Os anos passam e a únicas coisas que ficam são os momentos com as pessoas queridas, resolvi dividir pra somar, entende? : )

Mulherão: Quais os projetos que tem para a sua carreira como modelo?

Dani: Ainda tenho contratos e desfiles pra cumprir na Alemanha, vou agora em maio e fico até meados de julho e depois só em outubro.  No Brasil, ainda estou começando a conhecer o mercado plus size.

 Mulherão: Como faz para conciliar as carreiras?

Dani:  Sou advogada e professora de direito internacional. Como sempre fui autônoma a conciliação deu-se de forma automática, o compromisso que viesse primeiro excluía o outro, quando já tinha desfiles ou fotos não marcava nada no escritório e vice-versa. É claro que precisei estudar ou trabalhar no domingo para cumprir prazos etc, o que nunca significou sacrifício pra mim. Sempre fui apaixonada pelo direito e advogada por vocação e o fato de ter me tornado também modelo só me proporcionou uma nova visão e aceitação de mim mesma. Agradeço poder mostrar para todas as “formas” de mulheres roupas que realmente combinem. Hoje não aceito mais comentários como: “Ela é bonita, mas é gorda” ou “Ela até que é inteligente, mas é gorda.” Peço que tirem o “mas” e coloquem um “e”, pois, ser gorda pra mim não é ofensa. Ao contrário do que diz a lenda, aceitar-se não significa deixar de se cuidar.  Ser modelo me ajudou a cuidar ainda mais da minha aparência, fazer exercícios no mínimo 3 x por semana (faço aulas de funcional, caminhadas e yoga) e comprovar que a mudança também pode vir de fora pra dentro.

Enfim, ter duas profissões me ajudou a ser mais disciplinada no meu dia-a-dia, acho que posso afirmar ser uma advogada mais feliz por ser modelo também.

Mulherão: O que o mercado plus size brasileiro poderia aprender com o alemão?

Dani: Na Alemanha existem muito mais desfiles de lojistas por temporada, além das fotos para comerciais e catálogos. Não necessariamente com modelos somente em plus size, mas uma aceitação da diversidade, onde em um único show, modelos do 36 ao 48 desfilam. Especialmente as lojas de deparmento promovem estes desfiles assim que recebem as novas coleções de diferentes marcas. As clientes são convidadas para o evento e as vendas aumentam o suficiente para compensar o investimento do lojista, além disso há a satisfação de ver a roupa em movimento e não somente em fotos.

Outro aspecto importante é uma maior valorização de modelos acima dos 50 anos, o cliente quer uma maior identificação com seu público alvo e contrata inúmeras modelos nesta faixa etária, não só pra fazer propaganda de farmácia, mas para artigos de luxo, viagens, moda e entretenimento. E, essas modelos são, em grande número, plus size.

Mulherão: o que o mercado alemão poderia aprender com o brasileiro?

Dani: Na  Alemanha não há essa quantidade imensa de concursos de miss plus size como no Brasil.  A questão não é seguir carreira ou não como miss e modelo, o que é muito bom no plano individual das ganhadoras, mas também promover uma maior aceitação do ser humano em TODAS as suas formas e tamanhos.  Por esse motivo, acredito que seria interessante a realização de mais concursos como no Brasil.

Você pode conhecer mais sobre o trabalho da Daniela Klinger no Facebook.

 

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Saiba como foi a nossa doação de sangue e cadastramento no banco de medula

Por Renata Poskus Vaz

No último sábado arregaçamos as mangas e fizemos um mutirão de doação de sangue e medula do Blog Mulherão.

Eu já fiz esse desabafo lá no meu Facebook, mas foi pouco para mim.

Então vamos lá, recapitular.

Quando criei aqui no Blog Mulherão uma lista de 8 desafios solidários e 8 desafios pessoais, não pensava apenas em mim e tampouco pensava unicamente em filantropia. Via muitas leitoras em casa, obcecadas em ser modelo. E sei que muitas delas querem ser modelo para preencher um vazio existencial, para se sentirem especiais etc. Infelizmente não consigo empregar ou encaminhar para trabalho tantas modelos em potencial assim.

Minha ideia, então, foi criar eventos solidários em que pudesse incluir as leitoras, da concepção à execução das tarefas. Eventos em que elas pudessem conhecer pessoas em situações sociais e de saúde muito mais delicadas do que a delas e, desta forma, conseguissem refletir sobre sua própria existência, além de se sentirem especiais para elas e para os outros.

Os desafios pessoais seguem essa mesma linha. Pagarei micos fantásticos sugeridos por minhas leitoras e realizarei tarefas físicas me superando. Parece besteirinha, brincadeira idiota, mas no fundo pretendo mostrar que podemos ser felizes com pequenas ações e brincadeiras, que podemos reservar um tempinho do nosso dia para sorrir.

Tudo isso me faria muito feliz também. Ocuparia meu tempo e também me faria sentir mais especial.

Ok, desabafei a primeira parte.

Foto: Thalita Jeovanini

A segunda parte é que neste último sábado aconteceu nosso primeiro desafio solidário, o mutirão de doação de sangue e cadastramento para doação de medula. Eu tive a presença preciosa de algumas pessoas muito especiais. Mas é claro que, com um Blog com mais de 300 mil acessos mensais, 35 mil seguidores em nossa Fan Page, 9 mil seguidores em minha Fan Page pessoal eu esperava uma adesão maior.

O mesmo evento que fiz em São Paulo foi reproduzido no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, no mesmo dia, na mesma hora, com a presença apenas das organizadoras Juliana Ricci (RJ) e Gabriela Schio (Porto Alegre) e 1 acompanhante cada.

A mãozinha linda da Blogueira carioca Juliana Ricci e de sua irmã, após a doação

A modelo catarinense Jussa Nilsen participou de uma campanha em sua cidade

O que dói é lembrar que esse desafio foi sugerido por inúmeras leitoras, e não uma única. E as mesmas pessoas que o sugeriram não compareceram.

Algumas pessoas simplesmente se fizeram de mortas e não se manifestaram. E isso inclui modelos famosas e blogueiras que poderiam servir de exemplo e fazer a diferença. Outras deram milhares de desculpas e a principal delas foi: “tenho baixa quantidade de plaquetas”, “tenho anemia” e “estou doente”. Não queria forçar a barra com ninguém, pois acho que seria uó alguém realmente doente doar sangue sob pressão, o que poderia prejudicar a saúde e até poder matar o receptor. Porém, em um grupo de mulheres que não admite que se diga que obesidade é doença, achei nosso grupo bem debilitado. Todo mundo podrinho. Fiquei até com dó. Não,  não fiquei. Estou sendo irônica.

Eu sei que muitas pessoas não doam sangue por preguiça. Afinal, acordar sábado de manhã e esperar horas para doar não é para todo mundo. Mas também sei que muita gente tem medo de  doar sangue. E, olha, tenho que assumir que doar sangue dói mesmo. Dói, mas salva.

O que aprendi com a vida é que algumas pessoas nascem solidárias. E há aquelas que aprendem a ser solidárias quando precisam. Não queiram precisar para aprender!

Eu agradeço aos meus amigos que doaram sangue comigo porque quiseram, mesmo sabendo que não teria imprensa no  lugar, que não ganhariam brindes e que não ficariam famosos por isso. Vocês fazem a diferença e podem contar sempre comigo!

Doamos em 19 pessoas, cada doação pode salvar até 4 vidas. Ou seja, 76 pessoas podem ser salvas com a nossa ação. Decidimos que todos os anos vamos repetir esse ato, se nossa saúde permitir.

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As fotos abaixo são de Thalita  Jeovanini:

Eu,  linda (e modesta!)

Simone Fiuza

Yuri Matsumi

Thalita Massaroto

Janaína Ruy

Alessandra Carlos

Mah Tavares

Aninha Lima

Erik, maridão da modelo plus size Carol Lages (como ela não podia  doar, porque teve bebê, pediu para o esposo representá-la)

Cristiano,  esposo da Yuri

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