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Gordas que não gostam de ser chamadas de gordas

gordinha

Foto: mulher de 30

Por Renata Poskus Vaz

A palavra gorda, que tanto me assustava quando eu ainda lutava para ter um corpo magro, hoje faz parte do meu vocabulário. Antes, eu tinha pavor de ser chamada de assim. Era a morte. Ofendia mesmo, de fazer meus olhos lacrimejarem em questão de segundos.

Em 2009 fiz um texto exatamente sobre isso. Para ler, clique aqui. Na época, eu disse que a palavra gordo, em latim, significava grotesco e estúpido e mulherões como nós não merecíamos ser chamadas de tal forma.

Enquanto o tempo passava, fui convivendo com mulheres bem mais gordas do que eu e que pouco se importavam quando eram chamadas assim. Muito pelo contrário, elas mesmas se auto-intitulavam gordas. Era um tal de gorda pra cá, gorda prá lá, que virou música para meus ouvidos. Fui percebendo que a palavra gorda tem poder ofensivo porque nós damos essa carga negativa para ela.

Gorda é uma palavra. Só isso. E comecei a usá-la. Quanto mais me referia a mim mesma como gorda, menos as pessoas me chamavam assim. Parece psicologia reversa. Quando você deixa de se incomodar, ninguém mais te chama desta forma. No entanto, esqueci que o poder negativo da palavra havia desaparecido para mim, mas que isso não significa que o restante do mundo também teria que, de uma hora para a outra, achar super bacana ser chamado de gordo.

Há alguns meses, conversando com um amigo que estava acima do peso, chamei-o de gordo. Calma, não partiu de mim com a intenção de ser uma ofensa e estava inserido em um contexto. Recordo que estávamos falando sobre nossas novas amizades e ele comentou que estava malhando muito, porque seus novos amigos eram todos sarados. Diante disso, ele sentia essa necessidade de se sentir inserido na galera se esforçando para adquirir músculos. Eu, então disse: “Amigo, mas você sempre foi gordo. Não vá se esforçar demais, pois este é o seu biotipo”. Meu Deus! A casa caiu. Vi uma amizade de anos acabando ali. Falei demais. Ele se ofendeu, disse que só porque não ligo de ser chamada de gorda que não tinha o direito de chamá-lo assim. E nunca mais nos falamos. Óbvio que achei um exagero por parte dele, mas tenho certeza que se fosse comigo, há uns 6, 7 anos, eu teria agido da mesma forma. Também me sentiria ofendida.

 Porém, embora tenha sofrido com a distância do amigo, eu não havia aprendido a lição. Semana passada, na academia, batendo papo com uma colega de turma com o corpo bem parecido com o meu, discutíamos se era possível ou não perder peso com a aula de hidroginástica. Então, eu disse: “ah, acho que nós que somos gordas conseguimos perder um pouco de peso sim”.  Gente, o rostinho lindo e sorridente da minha colega se transformou no semblante mais triste que vi nos últimos tempos. Vi na cara dela o quanto a magoei falando que era gorda. De repente, ela nem se considera como uma mulher gorda e o fato de eu me colocar no rolo, não diminuía a sensação ruim que ela estava sentindo. Sensação essa que eu conferi com minha indelicadeza. Pedi desculpas, mas desculpas não apagam palavras proferidas.

Dia desses, na Fan Page do Blog Mulherão no Facebook, houve reação parecida por parte de uma leitora, que pediu que eu parasse de usar a palavra gorda e usasse “fofinha”. Claro que não farei isso, mas achei curioso o pedido. Ainda tem gente, aliás, muita gente, que se ofende com isso.

Cheguei à conclusão que não podemos pressupor que as pessoas tenham o mesmo grau de autoestima do que nós, ou mesmo que tenham autoestima, que sejam obrigadas ou que gostem de se autodenominar como gordas. Tudo o que é forçado, imposto, não é natural.

Continuarei, é claro, me referindo às mulheres gordas como gordas em minhas redes sociais, de forma genérica, pois aqui é meu espaço para me expressar e me recuso a usar palavras no diminutivo, como fofinha, redondinha, gordinha… Diminutivos me reduzem e não combinam com um mulherão como eu.

No entanto, lá fora, no mundo real, tomarei mais cuidado para não ofender ninguém. Que eles são gordos eles são. Mas como diz minha amiga Keka Demétrio, “a verdade não é uma pedra, para sairmos atirando nos outros, machucando-os”. Então, vamos deixar que descubram sozinhos que ser gordo não é defeito.

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Amor plus size: quando o mulherão ama um gordo

Por Renata Poskus Vaz

Amor não tem forma, não tem corpo, não tem curvas, não tem barriga tanquinho. Simples. Mas muita gente ignora isso. Sempre falamos aqui sobre o amor entre pessoas com corpos diferentes e a dificuldade que esses casais enfrentam ao assumir seus relacionamentos. Narramos, por diversas vezes, o desafio que homens magros e com corpo atlético encontram ao namorar uma gordinha. Eles sofrem preconceito sim, ficam à mercê de piadinhas, já que poderiam, aos olhos dos outros, namorar uma “mulher melhor” (leia-se: mais magra).  Tem que ser muito macho para assumir para os amigos e para a família que se gosta de uma gorda.  Afinal, quase ninguém se interessa em saber o quanto somos maravilhosas e interessantes, apenas se limitam a olhar a nossa forma, o nosso exterior.

Para algumas de nós, mulherões acima do peso, namorar um cara sarado faz parte do pacotão da mulher bem-resolvida com seu próprio peso. “Olha só, sou gorda e namoro um saradão”, é o que muitas pensam. Não, não estou dizendo que toda gorda veja no atleta gostosão um troféu, mas não há como negar a satisfação que é desfilar com um homem lindo, admirável e invejável por aí.

Porém, nesses 4 anos de Blog Mulherão, quantas vezes falamos sobre casais de gordos? É como se desprezássemos que uma mulher bem-resolvida gorda pode ser muito feliz e realizada com um homem igualmente gordo.

 E porque ignoramos isso? Porque não compartilhamos em nossas redes sociais a imagem de um gordo e uma gorda, como sinônimo de amor verdadeiro e realização? Homem gordo com mulher gorda não sofre preconceito? Ah, sofre sim! Mas a gente acaba desprezando isso, como se o amor entre “iguais” não gerasse nenhum tipo de rejeição por parte daqueles que os cercam.

 É comum pessoas gordas começarem a namorar e suas famílias e amigos reprovarem a união. “Agora ele vai engordar ainda mais namorando com esta gordinha”, pensam aquelas pessoas próximas do rapaz. No caso da família da gorda, a ideia preconceituosa quase sempre é a de que o rapaz é relaxado, ocioso, incapaz de cuidar dela como merece. Bobagem, claro. Mas quem é gordo e já namorou outro gordo, sabe bem do que estou falando. Ah, isso sem contar os desafios do dia a dia, como sentar confortavelmente em poltronas, lado a lado, namorando no escurinho do cinema.

Cléo Fernandes e Luiz Henrique Frotscher em ensaio sensual exaltam o amor plus size

Pensando nessas questões, os modelos plus size Cléo Fernandes e Luiz Henrique Frotscher sugeriram um ensaio diferente para o fotógrafo Reinaldo Junkes. Após uma sessão de fotos para uma marca de moda plus size, a dupla encarnou um casal apaixonado.

“Eu já vi diversos ensaios sensuais com casais de magros, ou com uma gorda e um homem magro, mas nunca com um casal de gordos. A proposta era de expressarmos envolvimento, desejo e conquista, servindo de inspiração para quebra de paradigmas. Gordos também podem e devem ser sensuais e não ter vergonha de ir à luta pelo seu amor”, afirma Luiz Henrique.

“Queríamos Ilustrar esse amor de forma sutil, delicada e ao mesmo tempo, intensa” completa Cléo.

 O ensaio ficou lindo! E me sinto honrada em dividir em primeira mão as fotos com vocês, leitoras do Blog Mulherão. Muito amor para todas nós, sendo seus parceiros gordos ou magros. Ou não tendo parceiros também!

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Mulherão Loosho da Semana: Luana Souto de Andrade

Por Renata Poskus Vaz

Escolhi como Mulherão Loosho da Semana, nossa leitora e amiga Luana Souto de Andrade, que na semana passada estava bem doentinha (espero que tenha sarado e aguardamos por notícias!). Eu me surpreendi com Luana desde a primeira vez que a conheci. Ela é uma garota educada e simpática. Isso sem falar na beleza dela, que arrasa com seu manequim 54 por onde passa.

Fotos: Dia de Modelo Plus Size/ Fotógrafa: Katia Ricomini/ Produção: Alinne Rosa, Barbara Poskus/ Make: Valéria Porto e Jovy Sierascky/ Cabelo: David Kapper/ Direção: Renata Poskus Vaz/ Looks: Etiketa Plus Size

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Desafio Mulherão: “Sou gordinha e amo um magrinho”

Por Renata Poskus Vaz

Ontem recebi um e-mail longuíssimo de uma leitora, pedindo ajuda para resolver um conflito pessoal. Ela, gordinha e reclusa em casa por vergonha do próprio peso, conheceu um rapaz há mais de um ano pela internet. Sente-se apaixonada, mas tem medo da reação dele quando a conhecer pessoalmente. Segundo a leitora, ele só a viu por fotos de rosto e também se diz apaixonado e nem sabe que ela é gorda. Essa é a história resumida.

Eu fiquei um pouco assustada porque a leitora realmente se mostrou desesperada. Porém, eu pouco poderia ajudá-la com conselhos. Palavras podem entrar por um ouvido e sair pelo outro se não mostrarmos na prática que é possível ser feliz e realizada no campo afetivo, mesmo sendo gorda. Para ajudá-la neste primeiro encontro recorri ao socorro de outras leitoras. Solicitei no Fcebook que elas contassem como conheceram  e conquistaram seus maridos magrinhos. Nada como ver belos exemplos, histórias de amor que deram certo, independente do peso, não é?  Espero que sirva de inspiração!

Jobi Feschyll – ” o ex terminou comigo porque eu estava gorda, mas meu marido atual me ama como eu sou”

“Conheci meu marido Benhur por intermédio de um amigo em comum. Começamos a conversar pelo MSN e não tínhamos interesse um no outro desde o início. Na época, eu tinha recém-saído de um relacionamento cujo meu ex não aceitava gordinha. Com o tempo, eu e Benhur percebemos cada vez mais que tínhamos muito em comum e mesmo o que tínhamos de diferente completavam  um ao outro. Ele sempre soube que eu era gorda, nunca escondi dele nem em fotos, nem na webcam, em nada. Num belo final de semana chuvoso, ele foi para a minha cidade para nos conhecermos pessoalmente e logo começamos a namorar. Nos casamos dia 04/12/2011 e estamos juntos até então. Ele é magrinho e nem por isso não o amo. Sou gorda, mais ainda do que quando nos conhecemos, e nem por isso ele deixou de me amar, ou seja, não importa ser magra, “corpão malhado”, que seja! O importante é como você é de verdade!”

Kelly Medeiros – “eu pego, mas não me apego”

” Tenho 23 anos e meu namorado Leonel Silva tem 28 anos. Somos vizinhos e eu ficava olhando ele do outro lado da rua. Na época, ele tinha 23 anos e era solteiro. Eu sempre dizia para mim mesma a frase: ‘Eu pego mais não me apego’. Ele sempre me achou atraente até que um dia ele entrou na academia que eu treinava e nos conhecemos melhor. Namoramos há 6 anos e lembro de uma história que ele contou uma vez que também conversou com uma menina na internet e ela disse que pesava 70 quilos e ele não ficou com ela. Eu tenho 95 quilos e ele me ama muito!! Somos felizes e o fato de ser gordinha nunca empatou a nossa vida em nada. Tenho certeza que o problema não são os quilos a mais e sim a confiança que passamos para o parceiro. Hoje me sinto mais confiante, atraente e muito mais feliz pesando 95 quilos. “

Larissa Bovolin – “eu pensava que ele estava olhando para minhas amigas magras”

“Conheci o Junio no dia do meu aniversário de 15 anos. Eu já era gordinha e ele magro. Na ocasião, comemorava com minhas amigas em um parque de diversões no Interior de São Paulo, quando Junio passou e ficou me olhando, embora eu tivesse pensado que ele estava olhando para minhas amigas magras. Depois, ele se aproximou com sua moto e perguntou se eu tinha namorado, pediu meu telefone e ainda me deu um beijo na boca de despedida. Ele me ligou logo no dia seguinte, começamos a namorar. Muitas pessoas olhavam com estranhamento o Junio magro comigo gorda. Sou filha caçula e o Junio é 10 anos mais velho do que eu. Meu pai sentiu ciúmes e chegamos até mesmo a nos encontrar às escondidas. Estamos juntos há 7 Anos, 6 meses e 16 dias. Estamos casados há 8 meses e ele até ficou mais gordinho. Somos felizes e só posso dizer que não temos que ter vergonha de nossa aparência, o que importa é o amor que um sente pelo outro.”

Ada Cristina -” no primeiro encontro escolhi uma roupa que valorizava as minhas curvas”

“A minha história começou em janeiro de 2011, quando conheci o meu marido através de uma rede de relacionamento. Ele, atleta, praticante do ciclismo, magrinho. Eu, gordinha, sedentária, a preguiça em pessoa! No primeiro encontro fui bem bonita, com um vestido que realçava as minhas curvas protuberantes, apesar de já ter contado sobre o meu físico,não queria assustá-lo. Tudo correu bem, até que ele resolveu me apresentar à família, após três meses de namoro. Eles me trataram bem, apesar de ouvir algumas coisas sobre saúde, comidas naturais, mas preferi curtir o momento. Em julho, ele pediu a minha mão em casamento e em dezembro, dia do meu aniversário, nos casamos e estamos juntos até hoje. Ele nunca pediu para que eu mudasse. Só fiquei sabendo um pouco da resistência de seus pais após estarmos casados há três meses e hoje eles estão super felizes comigo, com a forma que eu trato o meu marido. Eu o amo demais. O que realmente vale não é o lado de fora, mas sim, o que temos dentro de nós: caráter, amor, respeito, honestidade… isso vale muito mais que os quilos a mais que tenho.”

Tatiana Almeida – “Ele largou a uma magrinha para namorar comigo”

“Namoro há 4 anos e moramos juntos há 1. Quando conheci o Odair ele namorava com uma moça magra, mas depois de um mês ele terminou aquele relacionamento e começou a namorar comigo. Ele conta até hoje que se apaixonou pelas minhas curvas e que foi amor à primeira vista. Ele é magro e sempre coloca apelidinhos carinhosos em mim como “gordinha fofuxinha da minha vida” e assim vamos levando a nossa vida felizes. Não me importo de ser gordinha, tem muita gente por aí que está em forma, mas não tem conteúdo.”

Evelyn – “meu namorado magrinho é fanático por gordinhas”

“Meu namorado é fanático por gordinhas. Bom, por eu ter dito que ele é fanático por gordinhas, vocês devem ter imaginado que ele é um gordinho, fofinho, tudo de bonitinho. Ele é fofinho e muito bonitinho, mas está bem longe de ser gordinho. Ele é muito, muito – repetindo -  muito magro! E quer saber de uma coisa? Eu amo o fato dele ser magrinho. Literalmente não atrapalha em nada. Sei lá, acho sexy clavículas e ele tem uma que… Nossa!!! E eu adoro sentir as costas dele,  que não são largas, até porque eu não gosto de costas largas. Parece coisa de louca, mas eu gosto! E ele não é meu primeiro namorado magricelo (apelido carinhoso. Nada contra, adoro vocês mesmo). Se eu pudesse dar um conselho para a leitora que está com medo de se encontrar com o rapaz magrinho, saiba que todo magrinho adora uma gordinha. Aliás, todo magrinho só não, a maioria dos homens que sabem o que é bom preferem as gordinhas. Somos boas, bonitas, gostosas, graciosas, notáveis, e todas nós temos muito, muito amor pra dar.”

Thais Guinatti – ” Não damos a mínima para o preconceito das pessoas”

“Sou casada há 5 anos com o Técio. Nosso romance começou com uma forte amizade. O Técio é bem mais magro que eu, de quebra, mais baixo, e 3 anos mais jovem. Tinha medo de que eu não fosse a pessoa ideal para ele. Além dessas coisas , eu ainda era mãe solteira na época. Minha filha tinha apenas 1 aninho quando nos conhecemos. Mas o amor tem dessas coisas, não é ? Aos poucos fomos nos envolvendo, até o dia em que ele tomou coragem e, por telefone, disse tudo o que sentia por mim. Como éramos amigos há muito tempo, já nos conhecíamos muito bem, decidimos nos casar. Em três meses estávamos oficializando nossa união. Ele assumiu minha filha e, hoje, ela o chama de papai e as fotos podem mostrar: ela se parece mais com ele do que comigo! O Técio é muito gentil, e sempre faz questão de dizer que me acha linda. Ele ama as minhas “curvas” e sinto que ele é sincero. Ele me chama de mMinha modelo plus size” … Fico toda orgulhosa! É verdade que por onde passamos chamamos a atenção. Mas não damos a mínima importância para o preconceito das pessoas. Nosso amor não está onde as pessoas procuram e podem enxergar. Nosso amor não é casca deteriorável. Nosso amor é de coração… E isso a nossa felicidade pode mostrar !”

Flávia Telles: “tinha medo que ele ficasse reparando nas minhas estrias e celulites”

“Namoro um magrinho há 3 anos. Quando o conheci fiquei um pouco incomodada e receosa achando que ele ia fosse prestar atenção nas minhas celulites e gordurinhas. Mas depois que comecei a conhecê-lo bem, percebi que ele me achava linda gordinha. Já ouvi ele falando com os amigos dele que nunca gostou de mulher magrinha. Hoje estamos muito felizes. Ele engordou um pouquinho depois que comecei a cozinhar pra ele, mas ainda continua magrinho.”

Thalita Martins – ” A gente tem que primeiro se namorar, se amar, e os outros, naturalmente, o farão.”

Tenho 25 anos, 1,53m e 98kg. Há 1 ano e 9 meses conheci meu atual namorado pelo Facebook – temos um amigo em comum que “sugeriu” que formaríamos um bom par – e marcamos nosso encontro meio às escuras, já que a foto dele era minúscula e a minha era só do meu olho. Nos encontramos, conversamos, nos beijamos e nunca mais nos separamos. No início fique griladíssima, pensando que ele era bonito demais pra mim, que ele tava passando tempo comigo, que meu peso era um incômodo pra ele. Na verdade, meu peso era incômodo pra mim, o problema era comigo e minha autoestima que havia sido mais que rebaixada pelo último namorado. Ele me mostrou que não havia nada de errado em ser quem eu era, ele me valorizou exatamente como eu sou. Aliás, me chama de “gostosa” e outras coisas impublicáveis, hahaha. Ele aprecia minhas curvas e todo o conteúdo que as preenche. Ele me ensinou a me valorizar e eu sou eternamente grata. Por ter me ensinado a me amar, por ter me amado quando eu mesmo não sabia fazê-lo é que eu o amo ainda mais. É isso. Não há problema em namorar um magrinho, um gordinho, um altinho, um baixinho. A gente tem que primeiro se namorar, se amar, e os outros, naturalmente, o farão.”

Virginia Figueiredo: “somos a prova dos opostos que se atraem”

Eu e o Dri nos conhecemos no trabalho e nos tornamos amigos. Eu estava naquela fase do “se achar, se jogar, sair, dançar, beijar”. “Após atitudes mimadas de minha parte paramos de nos falar por longos 6 meses. Chega o jantar de confraternização da empresa e quem me dá carona? O Dri, todo educado! Eis que os dias se passam e muitos torpedos rolaram, conversávamos e eu, “acelerada como sou” o convidei para um cinema e no dia 08/03/2006. Começamos nossos passos juntos, somos a prova dos opostos que se atraem: ele magro x eu gordinha, ele ciclista x eu sedentária, ele saudável x eu só como porcaria, ele caseiro x eu baladeira… E ainda com todas as diferenças, ele não me desrespeita pela forma que sou, ainda me acha bonita, até onde eu sei, hahaha, mas pega no pé para eu me manter em dia com a saúde. Hoje, tenho o orgulho de ter encontrado o meu amor, meu marido, aquele que da uma paz só de estar por perto, que me faz querer ser uma pessoa melhor, que cuida de mim, que me ama e que me faz tão feliz… E assim foi, é e se Deus permitir, será ao longo dessa nossa vida aqui!”

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“Perdi meu bebê, e agora?”

Por Sandra Braga

Um dos períodos mais bonitos e sublimes da vida de uma mulher, a gravidez,  pode ter um final triste: o aborto. É fato, mais de 30% das mulheres com sobrepeso e obesas tiveram aborto espontâneo, número equivalente ao das mulheres magras. Destas mesmas mulheres que passam pelo abortamento 70%  tem chances de passar pela mesma situação novamente. Por isso o acompanhamento clínico é tão importante. Afinal, ninguém quer passar pelo sofrimento de perder um bebê, não é mesmo?

Com toda a rotina puxada de trabalho e afazeres domésticos que as mulheres encaram hoje em dia, nem sempre é fácil cuidar de si mesma e se preparar para uma gravidez. Todavia, nunca, jamais deixe de tirar um tempo, quero dizer, um tempão para cuidar de si, ir ao médico, fazer exames, analisar e reavaliar sua alimentação, sua rotina, os cuidados diários… Tudo.

Planejar é a palavra de ordem. Parece impossível? Mas não deve ser se você tem algum tipo de meta em mente. É o planejamento, exames, ingestão de vitaminas como o ácido fólico (receitadass pelo médico, é claro) que ajudarão a reduzir as suas chances de você perder um bebê.

Bianca Raya, um Mulherão grafado assim mesmo, com “M” maiúsculo, concedeu-nos gentilmente seu depoimento. Bianca conta-nos que ser mãe é um sonho que exige preparo e muito zelo. Em seu caso, ela estava grávida e não sabia. Teve um aborto espontâneo com 6 semanas de gestação. Descobriu quando a menstruação atrasou e já estava na quinta semana. Ela nos conta que fez todos os meus exames e nenhum problema de saúde foi detectado. Segundo o médico foi uma má formação e o organismo fez uma seleção natural.  Ainda relata que seu aborto não teve nada a ver com sobrepeso, conforme constatado pelo médico que a acompanhou.

Bianca Raya, que sofreu um aborto espontâneo recentemente

Em suas palavras “Isso é muito mais comum do que imaginamos e em qualquer pessoa, magra ou gorda. O que eu quero passar para as pessoas é que se cuidem, desde antes da concepção, pela espera de se estar grávida. Hoje posso falar mais do sentimento de ter perdido do que do de ter ganhado, pois estou passando por ele e a fase de ter ganhado foi muito rápida. A mensagem que eu gostaria de passar é a de que a maioria das mulheres sonham que em ser mãe estão na chuva, mantendo relações sem proteção, mas não é só isso. Pois a gente toma qualquer remédio, tinge o cabelo, consome bebida alcoólica, não tem uma alimentação saudável e toma remédios sem recomendação médica. Além do que toda mulher que pretende engravidar deve tomar ácido fólico para prevenir a má formação do tubo neural que acontece entre a primeira e segunda semana de gestação. O aborto é tido com preconceito. Ninguém quer contar. É uma dor solitária”.

O sobrepeso ou a obesidade não fará de você uma grávida com risco de abortar, não se alarme por conta disso, pois como já disse, o perigo é o mesmo para gordas e magras. Porém, todo cuidado ainda é pouco. É por este motivo que afirmei no início deste texto e reitero o planejamento e preparação para a sua gravidez.

Ok, você não se preparou e engravidou. Não se preocupe, mas não deixe de procurar a orientação de um profissional da saúde quanto a qualquer dúvida ou mal estar aconteça para não colocar a sua vida e a de seu bebê em risco. Não acredite nas muitas baboseiras espalhadas por ai na internet ou numa conversa com sua amiga, pois cada caso é um caso e com sua gravidez não poderia ser diferente. Você é um indivíduo único e deve ser cuidado de tal maneira. Tornar-se parceira de seu médico e de seu próprio tratamento é algo muito importante. Honestidade, cumplicidade e companheirismo não podem faltar com a equipe que cuida da sua gravidez, pois ela, conhecendo seu histórico clínico, saberá a melhor maneira de cuidar da sua saúde e da saúde de seu filho.

Está com medo de sofrer outro aborto? Não sofra sozinha, não permita que o medo ou a dor paralise seus atos, a realização de seus sonhos. Tenha sim seu luto. O tempo cura. A forma como você elabora, compreende e suplanta as feridas dadas pela vida fará você se entregar as dádivas e as promessas que o amor incondicional tem para você… Sempre aprendendo, superando e amando incomensuravelmente!

Update: Em breve faremos uma matéria sobre histórias de sucesso de gordinhas grávidas. Aguarde!

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Lamentável

Por Keka Demétrio

Lamentável. Esta foi a palavra menos pesada que encontrei para começar a responder a uma leitora que me enviou um e-mail dizendo que o namorado terminou o relacionamento porque não suportou a pressão dos amigos pela namorada ser gorda.

Sim, gorda. Dizem que jamais devemos chamar uma mulher de gorda, mas vamos falar claramente e sem hipocrisia: o que é uma mulher acima do peso? Fofinha, gordinha, fortinha, cheinha, plus size, dentre outros? Sim, estes são adjetivos que pessoas carinhosas usam para se referirem a mulheres cheias de curvas, mas no fundo, e nem tão lá no fundo assim, sabemos que o adjetivo certo é Gorda. Estou gorda e o primeiro passo é assumir esta condição, porque quando assumimos o nosso eu, as pessoas querendo ou não, vão ter que nos aceitar e respeitar. Quanto a gostar de nós isso é outra coisa.

Voltando ao e-mail da minha amiga, quero avisar a ela, e para um monte de amigas desavisadas, que o mundo está cheio de homens que definitivamente não gostam de mulheres gordas, há aqueles que nos adoram, e que se relacionam conosco com amor, respeito, desejo e tudo o que merecemos, há aqueles que gostam de gordas apenas para o sexo, e há ainda aqueles que adoram uma mulher como nós, mas que não são homens suficientes para assumirem isso. Enfim, cabe a cada uma de nós saber se prefere um homem com H ou um homem com h.

Tudo bem que existe a mídia que diz que mulher tem que ser magra, e toda essa ladainha que estamos cansadas de ouvir, ler e ver, mas onde fica o caráter, o gosto, a liberdade de escolha destes homens? Deixar uma mulher, ou não assumir um compromisso com ela, mesmo a querendo, a desejando, por causa do que as pessoas vão falar é perda demais de vida, de sonhos, de felicidade. Até quando as pessoas vão continuar a ignorar as próprias vontades, o próprio coração em detrimento ao que é melhor visualmente para eles em sociedade? Que droga de sociedade é essa, minha amiga, que este seu companheiro quer se firmar, onde o que vale é um passando por cima do outro sem respeitar a individualidade? Dinheiro, poder, status? Dinheiro não agüenta desaforo, poder acaba e status se perde, mas amor, companheirismo e afeto verdadeiros não se perde, não se acaba e juntos são fortes o suficiente para suportarem todos os desaforos que a vida impuser. Que tipo de amigo ele possui que não respeita seus sentimentos?

Uma mulher gorda pode ser linda, ou não, assim como uma mulher magra, depende de como ela se cuida, e principalmente da forma como ela se enxerga e se posiciona. Homem que despreza um amor pelo físico não ama, não respeita a mulher, quer apenas um enfeite para desfilar nas rodas hipócritas desta sociedade onde o TER vale mais do que o SER. Beleza é perecível, mas inteligência, cultura, educação, bons modos, princípios e valores são legados que fazem a nossa história valerem ou não à pena.

Não tenho vergonha de mim, e se tivesse, este seria o primeiro passo para afastar as pessoas que realmente fazem a diferença na minha vida, porque ninguém tem a obrigação de ficar ao lado de quem não se gosta e não se respeita.  Tenho um amor próprio maior que eu mesma que aprendi a alimentar depois de sofrer por longos anos um preconceito barato por sempre estar gorda. Aprendi a não dar ouvidos para gente pequena e insignificante e passei a ouvir mais meu coração e o que se passava dentro de mim, e sinceramente, isso me tornou o que nem eu mesma imaginava que um dia seria: dona da minha vida.

Tem um velho ditado que diz que conselho se fosse bom não era dado, mas vendido, portanto, não tome nada do que leu anteriormente como conselho, mas como algo que a leve a pensar se vale à pena ficar se culpando pela atitude de alguém que, embora no auge dos seus 30 anos, ainda não conseguiu formar o seu caráter e não ama nem a si mesmo. Não queira ao seu lado um homem que vê a mulher como um complemento, um alimento para a sua própria vaidade, mas deseje um homem que te admire, que sinta orgulho em estar ao seu lado pelo que você é, pela forma como conduz sua vida e pela luz que reflete em sua vida e principalmente na dele, independente do seu tipo físico.

E não tenha vergonha de chorar. Chore, pratique a choroterapia, coloque para fora toda essa mágoa, mas jamais se esqueça de quem você é e do valor que possui, porque, querida, coisas maravilhosas acontecem o tempo todo, e Deus sabe exatamente do que você precisa.

 

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Book plus size em São Paulo – dia 25 de agosto

Por Renata Poskus Vaz

Quer fazer um cd-book plus size com produção completa: cabelo + make + empréstimo de roupas? Inscreva-se no Dia de Modelo do Blog Mulherão. Você será orientada pela Top Model Mayara Russi e fotografada por Katia Ricomini, que é fotógrafa de conceituadas marcas plus size como Ness Lingerie e Kauê. Ah, eu estarei lá também, coordenando tudo.

O custo é R$400 parcelados em até 4 vezes no cartão. Ou R$360 à vista.

Inscreva-se! Mande um e-mail para blogmulheraosp@hotmail.com com seus contatos.

 

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Baiana plus size será a única brasileira que desfilará na Semana de Moda de Porto Rico

Fonte: Jornal Extra.

O que é que a baiana tem? Muita formosura em 95kg distribuídos por 1,73m de altura. E um convite especialíssimo: desfilar na “Puerto Rico Plus Week 2012”, representando o Brasil. Radicada no Rio há um ano e meio, a soteropolitana Hannah Perez Andrade, de 19 anos, será a única brasileira a participar do evento de moda e beleza, que vai acontecer de 17 a 19 de agosto, no país da América Central.

- É a minha primeira viagem internacional, e a realização de mais um sonho – conta a modelo e atriz, descoberta pela produtora porto-riquenha Ana Marie Alicia ao posar para fotos de um catálogo de loja: – Nem acreditei quando recebi o convite, é muito prestígio! Serei eu do Brasil, uma modelo mexicana e uma outra americana. As demais, dez no total, são de Porto Rico mesmo. Além de conhecer os pontos turísticos caribenhos, vou participar de jantares com patrocinadores e até de uma coletiva de imprensa. Chique, né?

É, o prestígio das gordinhas ultrapassa fronteiras… E pensar que Hannah já ouviu de um diretor de teatro, aos 16 anos, que “gordo não presta para nada”…

- Na época, eu pesava 140kg, e fiquei traumatizada por ter sido reprovada num teste por causa da minha aparência física. Resolvi fazer uma reeducação alimentar e me empenhar nos exercícios físicos para emagecer um pouco e realizar o sonho de ser atriz. Acabou que a vida me levou para outros caminhos interessantes, quem diria!

Para o evento, Hannah eliminou 8kg:

- Fechei a boca, não para emagrecer, mas para desinchar até lá. As roupas são sob medida, feitas por estilistas jamaicanos, porto-riquenhos e americanos. Tenho que estar preparada até para a moda-praia.

Com a autoestima lá em cima, Hannah levanta a bandeira das mulheres acima do peso:

- Somos fofas e estamos, literalmente, na moda! Não quero emagrecer mais. Sou feliz assim, com os meus quilinhos extras. Com saúde e bem estar, pouco importa o tamanho do meu manequim.

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Como se sentir mais bonita e desejada com quilos a mais? Mayara Russi explica

Por Renata Poskus Vaz

Ontem, Mayara Russi, nossa Top Model Plus Size, participou do programa Esquadrão do Amor do SBT. Neste quadro, casais em crise participam de uma terapia na TV para recuperarem a admiração e respeito um pelo outro, evitando, dessa forma, a separação.

Mayara deu dicas de como se sentir mais bonita e desejada mesmo acima do peso. Para conferir a matéria, clique aqui.

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Rainha da micareta da Feira de Santana gera polêmica por ser gordinha

Por Renata Poskus Vaz

Todos os anos, a micareta de Feira de Santana elege uma rainha. Em 2011 a escolhida foi Hervânia Fagundes, de 21 anos. A decisão causou muita polêmica por lá, já que Hervânia foge do biotipo comum das musas desse tipo de evento, por estar acima do peso. Saiba mais aqui.

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