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Fluvia Lacerda fala sobre gravidez de 3 meses

fluvia lacerda gravida

Foto: Victoria Janashvili

Por Renata Poskus Vaz

Fluvia Lacerda, a única top model plus size brasileira com carreira internacional, falou sobre sua gestação de 3 meses ao portal R7. Em entrevista para a repórter Nathalia Ilovatte, Fluvia contou que resolveu diminuir o ritmo de trabalho na gestação deste que é seu segundo filho.

A top disse ter aumentado os cuidados com a própria saúde, sempre de olho na qualidade da alimentação e em pequenos detalhes, como lembrar de consumir mais água do que habitualmente. “Estou me dando mais tempo para descansar, acalmando mais meu ritmo maluco de vida e substituindo por mais aulas de ioga, lendo mais, fazendo aulas de meditação”, disse Fluvia para o R7.

Ela também diminuiu o ritmo de trabalho, mas não deixou a carreira de lado. “Minha gravidez só adicionou novas e maravilhosas oportunidades à minha carreira”, comentou a top.

A gravidez veio em um momento muito difícil na vida de Fluvia. Conforme noticiamos aqui no Blog Mulherão, o marido de Fluvia Lacerda foi encontrado morto em casa no dia 1 de agosto.

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Gravidez na Obesidade: a história de Simone Fiuza, modelo plus size

Por Renata Poskus Vaz

Neste Dia das Mães, convidei a modelo plus size Simone Fiuza, 28 anos, mãe do pequeno Davi, 8 meses, para contar como foi a descoberta da sua gravidez e gestação. Ela engordou 25 Kg na gravidez, teve aumento de pressão na reta final da gestação, mas no final, deu tudo certo! Leia:

“Davi chegou na minha barriga no dia 27 de dezembro de 2011. Sim, hoje eu sei a data exata! Cheguei a desconfiar alguns momentos, mas custava a crer que estava grávida. Em janeiro fui pra praia, piscina, o corpo estava todo no lugar, foi um dos melhores verões! Foi só em fevereiro que tive certeza e, após o primeiro ultrassom, ao ver meu filho pela primeira vez, o amor nasceu e não tive dúvidas que seria um menino.

Pesando 105 kilos, iniciei minha jornada de 9 meses!  Sentia enjôos matinais todos os dias até completar 3 meses. A azia foi constante, até meu filho nascer. Sofri com o inchaço e dores na lombar, mas em toda a gestação, jamais parei de trabalhar como modelo.

simone fiuza gravida

Simone desfilando no sexto mês de gestação

Nos primeiros meses de gravidez engordei de 1 à 2kg. Do quinto mês em diante passei a engordar exageradamente. Engordei mais de 7 Kg de uma única vez, no sétimo mês de gestação. Na última semana, já prestes a ter bebê, engordei mais 4 kg. Esse peso adquirido não foi do nada.  Eu comia sem passar vontades. Era panetone com coca-cola às 2h da manhã, hambúrguer do Mc Donald às 5 da manhã, pastel de feira, sushi, picanha, tubaína… Nem sei se isso realmente eram desejos de grávida, mas que eu “acreditava” que eram, eu acreditava.

panetone com coca

a prova do “crime”

Todos os meses levava uma bronca gigante do meu obstetra Dr. Ricardo Steban, que sempre me cobrava que controlasse meu peso. Ele me alertou muito sobre os problemas decorrentes da obesidade na gestação. Quase todos os meses fazia exames para prevenir qualquer mal que este excesso de peso poderia causar, cogitamos até pré-eclampisia, uma doença muito séria, que pode levar mães ao óbito. Mesmo com tantas advertências, eu não conseguia parar de comer.

simone fiuza

Gravidíssima em seu casamento

Fiz atividade física até o sexto mês. Depois, não suportei mais. Senti muitas dores na lombar, meus pés pareciam verdadeiros pães de batata e a barriga cada vez maior. Enquanto estava grávida, também organizei a minha festa de casamento. Tudo isso contribuiu com o aumento da minha ansiedade, com a compulsão alimentar e com os ponteiros da balança que não paravam de subir.

Em uma consulta de rotina em 10 de setembro, minha pressão estava elevadíssima, atingindo 19×10. Na época eu estava com 130 Kg. Meu obstetra ficou espantado e me encaminhou imediatamente para a maternidade. Após alguns exames, para preservar a minha saúde e não arriscar a do meu bebê, marcamos a cesariana para o dia seguinte. O sonho de ter parto normal se foi. No dia da cesárea, cheguei ao Pró-matre com muito medo do que estava por vir. Passei pela triagem sozinha. Mediram minha pressão, preenchi um formulário e me pesei novamente: 129 kilos, dá pra acreditar? Eu fiquei em choque! Mas achei que sairia da maternidade com uns 10 Kg a menos o que, claro, não ocorreu.

Fui vestir aquela roupa de hospital para entrar no centro cirúrgico e ela não serviu. Foi necessária uma adaptação, usando duas roupas na frente e outra atrás para cobrir todos os atributos! rsrsrs  Tentei sentar na cadeira de rodas normal e meu bumbum não coube. Meu Deus! Foi só então que notei o quanto fui irresponsável. Estava “quase” em pânico, mas meu obstetra me acalmou, pois permanecia bem humorado com a sua equipe. Foi um saco a colocação do cateter. Esse doeu! Mas a tão temida anestesia foi tranqüila. Senti uma leve picadinha nas costas e depois uma pressão e pediram pra eu deitasse o mais rápido possível. Tive ânsia e vomitei. Senti a equipe passando algo na minha barriga e jurava que estava sentindo tudo. Implorei para ele não me cortar. Eu achava que estava mexendo meus pés… É uma sensação bem estranha! Logo depois meu esposo entrou na sala de cirurgia com a câmera e filmou tudo.

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As persianas da sala de cirurgia se abriram e lá estava minha mãe, sogro e sogra para verem o milagre da vida. Acredito que não demorou mais que 2 minutos e 50 segundos e ouvi o melhor som da minha vida, o choro do meu filho Davi. O meu príncipe nasceu às 13h05 do dia 11 de setembro de 2012. Quando se aproximou de mim não consegui conter o choro. Não tenho palavras para descrever este momento. Só quem é mãe vai entender.

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 Foi tão mágico que nem me lembro quanto tempo fiquei na sala para darem os pontos. Foi muito mágico e rápido. Fui para a sala de recuperação e pedi ao meu marido que seguisse o Davi para onde fosse. Senti uma coceira no rosto, era o efeito da morfina passando. Depois de umas 3 horas fui para o quarto, ansiosa para pegar meu pequeno pacote nos braços. Meu quarto estava cheio de pessoas queridas: mãe, amigas, crianças, uma verdadeira festa para receber o pequeno príncipe! Foi um pouco dolorido depois da cirurgia, mas os remédios ajudaram muito. Fiquei três dias na maternidade recebendo o carinho de pessoas queridas e especiais. Sem contar que ganhei o melhor e maior presente que uma mulher pode ganhar, um filho!

davi 1

A cada mês do meu pototis, do meu reizinho, o amor aumenta mais e mais. Cada descoberta é uma alegria imensa. Até ele nascer eu acredita que conhecia o amor verdadeiro. Mero engano! Hoje eu tenho certeza que o meu coração bate fora do peito.  Quando nos tornamos mães, nasce uma nova mulher muito mais forte, que derruba e vence qualquer muralha por seu filho. Não tem explicação! O amor que sentimos é gigantesco, não tenho palavras para definir.  Acredito que o melhor papel que tenho feito na minha vida é ser mãe, e quero que esse amor se multiplique muito. Portanto, irmãozinhos para o Davi virão.

Emagreci cerca de 40 Kg desde que David nasceu, com reeducação alimentar e exercícios físicos e relato essa experiência em meu blog Papo de Modelo. “

simone e davi

simone fiuza antes e depois

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