Arquivo do mês: julho 2009

Entrevista para a revista Época

Nova York faz a primeira semana de moda para mulheres gordas
Modelos desfilam com manequins maiores que 44. Nessa passarela, Gisele não entra
 
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Por Fernanda Colavitti

As gordinhas tiveram sua revanche no final do mês passado: ganharam uma semana de moda só para elas e dominaram uma passarela na qual estavam vetados manequins menores que 44. Após cinco anos de negociações e preparativos, a cidade de Nova York sediou o primeiro Full Figured Fashion Week da história (em dialeto politicamente correto, isso significa Semana de Moda para Gordos). Foram três dias de desfiles e debates sobre o presente e o futuro da indústria da moda GG, da qual participaram estilistas, profissionais de marketing e um curvilíneo e antenado público feminino, cansado das roupas caretas que costumam encontrar nas lojas para seu manequim.

Foi graças à mobilização desse grupo de mulheres, as chamadas “fatshionistas” (trocadilho com as palavras fat, que significa gordo em inglês, e fashionistas, pessoas ligadas em moda), que o evento finalmente saiu do papel, organizado pela empresária e ex-modelo plus size Gwendolyn DeVoe. “Não entendo por que as pessoas acham que não ligamos para moda. Compramos tantas roupas quanto – ou ainda mais do que – as magrinhas”, diz. São 40 milhões de mulheres acima do peso apenas nos Estados Unidos, que gastam US$ 25 bilhões por ano em roupas, um quarto da venda total do produto naquele país, segundo a American Demographics. De olho nesse filão mal explorado, a indústria de moda plus size americana começa a dar os primeiros sinais de expansão. Algumas grifes de moda jovem como a GAP e a Forever 21 acabam de lançar suas linhas extragrandes. E a própria Fashion Week para gordinhas também dá sinal de um interesse crescente nesse rechonchudo mercado.

No Brasil, onde 40% das mulheres estão acima do peso e 13% são obesas, as que vestem manequim acima de 42 têm a mesma dificuldade que as americanas. Para comprar roupas que não se pareçam com as de suas avós, precisam recorrer a lojas específicas, que ainda são poucas e mais caras que as que vendem o tamanho padrão. E quase ninguém fica sabendo que essas grifes existem, devido à falta de divulgação. Esse foi um dos motivos pelos quais a consultora de marketing Renata Poskus, de 26 anos e manequim 44/46, resolveu criar o blog Mulherão, no qual divulga marcas plus size descoladas e dá dicas de estilo e moda para as garotas curvilíneas. “Se eu entrar em uma loja de departamento onde as outras meninas de minha idade entram, não encontro nada”, diz ela. A modelo plus size Mayara Russi Alves, de 20 anos, manequim 48/50, também acha que a oferta de moda para gordinhas está melhorando, o que já se reflete em sua profissão. “Quando comecei como modelo, há cinco anos, fazia um ou dois trabalhos por mês. Atualmente faço seis”, afirma.

Tanto Renata quanto Mayara concordam que o mercado ainda precisa melhorar muito para satisfazer esse público – o que não deve ocorrer tão cedo. A consultora de moda Eloysa Simão diz que a indústria de moda brasileira não se interessa por esse setor porque teme incentivar a obesidade, que é um problema de saúde pública. A mesma indústria, porém, abraça a magreza doentia das modelos, que faz propaganda da anorexia. Outra consultora de moda, Andréia Miron, diz que o problema é mais prático: “A indústria de moda quer vender sonhos e estereótipos desejados pelas pessoas. Como o ideal estético atualmente é a magreza, há motivo para a resistência aos tamanhos maiores”.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI81821-15228,00-NOVA+YORK+FAZ+A+PRIMEIRA+SEMANA+DE+MODA+PARA+MULHERES+GORDAS.html

 

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Renata Poskus Vaz, autora do Blog Mulherão, dá entrevista para a revista ISTO É

Por um guarda-roupa redondo
Cheias de se sentir fora do padrão da moda, mulheres de medidas generosas obrigam a indústria a esticar os tamanhos

Por Claudia Jordão

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Ícone fashion de curvas escandalosas, a cantora americana Beth Ditto foi a primeira a se rebelar. Vocalista da banda Gossip, ela foi convidada a se apresentar em Londres na cadeia de lojas Topshop e não perdeu a chance de botar o dedo em uma ferida que faz parte do cotidiano das mulheres que vestem os tamanhos G e GG: a dificuldade de encontrar roupas. Beth disse que não aceitaria o convite em respeito às suas convicções. “Não acho justo aliar a minha imagem a um local que nunca me fez sentir bem-vinda como compradora”, escreveu em seu blog. E foi além. A cantora declarou que queria desenhar roupas de “moças grandes”, a exemplo da magérrima modelo britânica Kate Moss, que assina uma linha especial para a rede. “Se Kate pode, eu também posso.” Por que não? Na semana passada, mais de um ano depois do desabafo, chegou às lojas a primeira linha da cantora desenhada por ela para a Evans, grife de tamanhos generosos do grupo Arcadia, também detentor da Topshop.

Beth tem companhia de peso nessa batalha. Apesar de não haver um movimento organizado no mundo, as gordinhas estão cansadas de recorrer às lojas de tamanhos especiais, não encontrar peças que lhes caiam bem e pagar mais do que as magras pela mesma roupa. Ou seja, estão cheias de ser tratadas de maneira diferente. As clientes da rede de lojas britânicas Marks and Spencer protestaram contra uma decisão da empresa de vender sutiãs tamanho maior que 48 por duas libras (R$ 6,50) a mais. Resultado: conseguiram que a loja repensasse a política e cobrasse o mesmo preço. Houve, inclusive, pedido público de desculpas da empresa. Por meio de um cartaz, a M&S disse “We boobed” – boob é uma gíria em inglês para seio e a expressão quer dizer “bobeamos”. A situação é tão complicada no Reino Unido que até a editora de moda da revista Vogue UK se manifestou contra as grifes que vendem modelagens cada vez menores. Há duas semanas, Alexandra Schulman escreveu uma carta a estilistas como Karl Lagerfeld (Chanel) dizendo que as roupas de hoje só vestem modelos esquálidas. “Preciso chamar modelos muito magras para caber nelas”, disse. “Depois é preciso aumentar as curvas no photoshop (um programa de computador).”

O problema, no entanto, não é exclusividade dos britânicos. Consultora de marketing e fundadora do blog Mulherão, a paulistana Renata Poskus Vaz diz que a gordinha brasileira sofre para se vestir. Vaidosa e orgulhosa de seus 74 quilos distribuídos em 1,70 metro de altura, Renata gosta de se arrumar e sente falta de modelos compatíveis com o frescor de seus 27 anos. “Só encontramos roupas de gordinhas do tempo da vovó”, diz. “Quando achamos uma loja mais descolada, temos de desembolsar fortunas.” A carioca Fluvia Lacerda, 28 anos, conhecida como “Gisele Bündchen GG”, é modelo de roupas plus size. Bastante requisitada no Exterior – ela mora em Nova York -, Fluvia diz que as inglesas reclamam de barriga cheia. “No Brasil é muito mais difícil se vestir”, diz. “As roupas são feias, caem mal, parecem um saco de batata.” Em São Paulo no início deste ano, a top foi ao shopping e não encontrou uma peça sequer do seu tamanho. “Tenho a impressão de que o dinheiro de uma mulher que veste acima de 44 não tem valor no Brasil”, diz ela, que tem manequim 48, mede 1,72 m e diz não saber quanto pesa.

As mulheres que fogem ao atual padrão de beleza colecionam histórias de discriminação. “Fico revoltada quando entro em lojas que têm um corner para tamanhos especiais”, diz Fluvia. “Especial por quê? Tenho duas cabeças por acaso?” Renata também foi vítima. “Certa vez, ao notar que a camisa não fechava no meu busto, a vendedora me perguntou se eu não pensava em tirar um pouco do meu seio”, conta a consultora, que usa sutiã 44. “E eles, não pensaram em fazer roupas com tamanhos maiores?” Manter a confiança em si mesma com esse bombardeio é difícil – por isso a vestimenta adequada é tão fundamental. “Muitas vezes me fizeram pensar que eu era uma aberração”, diz Renata. “Mas estou apenas um pouco acima do peso e muito fora do padrão.”

Mas, como sempre há um outro lado da moeda, a valorização das gordinhas está sendo posta à prova. Inspiração para as mulheres que buscam harmonia com o seu corpo acima do peso, Beth Ditto foi demonizada pelo médico britânico Michael Mc- Mahon na semana passada. “Celebridades como Beth Ditto banalizam o sobrepeso e influenciam negativamente”, disse. “A obesidade reduz em dez anos a expectativa de vida das pessoas.” Fica o alerta para as seguidoras incondicionais de Beth: de nada adianta elevar a autoestima se a saúde não estiver também na medida certa.

Confira a matéria:

http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2070/artigo143861-1.htm

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Dica para o fim de semana: filme, pipoca e cobertor!

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Para o domingão, indico um dos meus programas favoritos para um dia de inverno: pipoca e cobertor, assistindo um filminho. De preferência, o divertido “O Diário de Bridget Jones”.

Tenho uma coleção com mais de 200 títulos. Um dos meus filmes prediletos, que não canso de ver e rever, é o Diário de Bridget Jones. Conta a história de uma mulher de 32 anos que resolve começar a escrever seu próprio diário, que se tornará o mais provocativo, erótico e histérico livro jamais lido. No elenco, Renée Zellweger, Hugh Grant, Colin Firth e Jim Broadbent.

O que este filme tem de especial?

Bridget tem as mesmas dúvidas, incertezas e inseguranças que nós, mulheres acima do peso. O filme foi lançado em 2001, mas garante boas risadas até hoje. Prestem atenção na trilha sonora, é genial!

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Entrevista para o JT, na Paulista

Em pleno feriadão de 9 de julho, as meninas que farão a primeira sessão de fotos do “Dia de Modelo” do Blog Mulherão, concederam entrevista para o Jornal da Tarde. Segundo Gilberto, repórter incubido de entrevistar essas mulheres lindas, a matéria sobre as amigas será veiculada na próxima terça-feira no caderno de cultura do JT. Então, galera, na data, corram para as bancas!

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Da esq. para direita: Nelaine, Grazi, Soviética, Aline, Dani, Renata, Rebecca (e sua bela baby no colo) e Luciane. Ao centro, o irreverente jornalista Gilberto.

Lembrando que Janaina, Danúbia, Gisele, Luciana e Jojo não puderam estar presentes no encontro.

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Mulherões de Joinville no desfile da Elegance

Para quem pensa que a moda GG de qualidade está restrita ao eixo rio-são paulo, a  Elegance, em Joinville, Santa Catarina, prova o contrário. No dia 03 de julho, a marca lançou a sua coleção Next Trip, Verão 2010.

A Elegance também vestirá as meninas do “dia de modelo”. Confira dois looks da nova coleção.

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Bijoux de Celina Lulai Rosa no “Dia de Modelo” do Mulherão

Celina Lulai Rosa, além de ser uma requisitada modelo Plus Size paulistana, também é uma artista de mão cheia. Cria bijoux especiais e exclusivas, com delicados detalhes e acabamento refinado.

No nosso dia de modelo, no dia 18 de julho, ela cederá parte de sua coleção para que as meninas fiquem ainda mais bonitas nas fotos.

Obrigada, Celina, por também acreditar em nosso trabalho!

Para encomedar as peças de Celina, acesse o orkut dela:

http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=18200743402377168925

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Leitora do Blog Mulherão fala sobre o prazer de se sentir mulher

Gisele Leal, 32 anos, revela segredos para não deixar a auto-estima cair

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“Meninas, vou falar uma coisa: auto-estima é uma coisa de louco! Baixa ou alta, é um ciclo repetitivo.

Se estivermos com a auto-estima alta, nos sentimos lindas, nos arrumamos, nos perfumamos, fazemos maquiagem, e ficamos com a auto-estima melhor ainda. Em compensação, naqueles dias em que acordamos e levamos um susto ao nos depararmos com o espelho, nos sentimos péssimas. Resultado: mal penteamos o cabelo. Pegamos a primeira roupa que vemos pela frente. Perfume e maquiagem? Pra que? E aí, ficamos nos sentindo pior ainda. Parece que estamos 10 kg mais gordas do que no dia anterior.

Não tem nada mais poderoso para derrubar uma auto-estima do que roupa apertada. Então meninas, sem essa de guardar aquela calça jeans pensando que vai usá-la novamente quando emagrecer. Não! Livrem-se de todas as suas roupas apertadas (tem muita gente por aí que vai adorar ganhar essas roupas que estão paradas no seu armário). Roupa apertada destaca os pneuzinhos e reforça a baixa auto-estima, enquanto uma roupa do tamanho certo acentua as curvas e nos faz sentir como deusas. Não estou dizendo que não podemos usar roupas de modelagem sequinha ou justa. Podemos sim, compor o visual com peças de modelagem justa – mas no tamanho certo! 

Outro vilão no armário é o sutiã! Tenho uma dificuldade enorme em encontrar um sutiã legal, porque meus seios são pequenos e minhas costas são grandes. O que acontece é que o sutiã pequeno aperta as costas e deixa o caimento da roupa comprometido (eu particularmente fico me sentindo aquele boneco do Michelan – cheia de dobras). No final de semana passado, estive em uma loja de lingerie (aqui onde moro não conheço nenhuma loja de lingeries que ofereça tamanhos especiais), e encontrei um sutiã da Liz que é maravilhoso (Liz Fit Sense – http://www.liz.com.br/fitsense/pt/). Ele tem as laterais mais largas e reforçadas e as costas também, além do bojo menor (como se fosse um bojo 44 e as costas 46). O resultado foi maravilhoso, pois modelou e reduziu o meu tórax (e eu no meu otimismo acredito que vá melhorar a deformação que o uso de sutiã errado causou. Vamos ver, depois conto para vocês).

Voltando ao ciclo repetitivo que é a auto-estima, cheguei a essa conclusão há pouco tempo. Todas nós uma vez ou outra, acordamos com o pé esquerdo, nos sentindo a pior das mortais. Quando isso acontece, faço um tratamento de beleza expresso em casa mesmo.

Encaro um banho daqueles (com direito a esfoliante corporal), limpo bem a pele do rosto (adoro o sabonete gel da linha Faces da Natura) e me perfumo toda. Se a sobrancelha está deixando minha expressão pesada, já dou uma limpada na sobrancelha durante o banho (é isso mesmo, coloquei um espelho dentro do box!). Saio do banho abuso do hidratante – Atenção meninas, ou hidratante perfumado ou perfume – nunca misturem os dois, pois o resultado pode ser um desastre! – Ponho uma roupa decotada, um salto alto, seco o cabelo e faço uma maquiagem básica: corretivo nas orelhas, rímel preto e batom cor de boca. Um brinco, básico, ou não, para finalizar a produção e… Pronto! Fico me sentindo outra.

Não tem como falhar. Tentem, vocês verão como funciona. Os elogios já começam quando saio do quarto. Meu marido elogia, minha filha diz que estou linda e quando chego no trabalho também ouço elogios!

Nesta altura já estou me sentindo a mulher mais linda do mundo. E nem me lembro que estou com mais de 20 kg acima do peso, pois quebrei o ciclo vicioso da baixa auto-estima e iniciei um novo ciclo: o virtuoso.

Cabe apenas a nós iniciar todas as manhãs um o ciclo virtuoso da auto-estima. É uma opção que podemos e devemos fazer todos os dias: viver o prazer de se sentir um mulherão! “

 

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Saiba tudo o que rolou no Mulheres, da TV Gazeta

Primeiramente, gostaria de agradecer todas as manifestações de carinho recebidas após a minha aparição no Programa Mulheres, no dia 03 de julho (sexta-feira), na TV Gazeta, com apresentação de Kátia Fonseca. Prometo que responderei a todos os comentários feitos aqui no blog, assim que possível.

Na ocasião, eu, Renata Poskus Vaz (autora do blog Mulherão) e Danúbia Riolo (consultora de crédito), fomos entrevistadas sobre como seu uma gordinha feliz e bem-resolvida. O bate-papo durou cerca de 20 minutos e conseguiu provar e comprovar que a única saída para ser feliz acima do peso é se aceitar do jeito que é, não ligar para comentários alheios e se amar acima de tudo.

Em breve, postarei o video aqui. Aguardem!

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Ao lado da apresentadora Kátia Fonseca, Renata Poskus e duas leitoras do Mulherão

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Renata Poskus Vaz

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Gordinhas no Programa Mulheres da Tv Gazeta

Sexta-feira, dia 3 de julho, bate-papo no Programa Mulheres da TV Gazeta com gordinhas.

Renata Poskus Vaz, autora do Blog Mulherão, Andrea Boschim, modelo plus size e Danúbia Riolo, consultora financeira são as convidadas da apresentadora Kátia Fonseca.

Não percam!

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NOVO NÚMERO DE CELULAR

Meu número de telefone mudou. Para entrar em contato, ligue (11) 9216-8590

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