“Sou vítima de preconceito em minha própria casa”

Por Renata Poskus Vaz

Recebo centenas de e-mails com pedidos desesperados de ajuda de mulheres que sofrem preconceito dentro de suas próprias casas. Elas vivem uma rotina diária de ofensas e humilhações vindas do marido, pai, mãe, irmãos e até dos próprios filhos. São piadas, comentários maldosos e apelidos que se transformam em uma violência moral sem limites, que fere e às vezes mata. Sim, mata. Pois alguns casos de depressão podem se tornar irreversíveis quando a mulher desiste de lutar e acaba tomando como realidade o que os outros dizem e se nega a continuar vivendo.

Marido frustrado

É comum mulheres casarem magrinhas e depois de um tempo engordarem. Alguns maridos não admitem isso. Homens que se prezem reconhecem a dificuldade da mulher em controlar o peso e a auxiliam a emagrecer, convidando-a para caminhadas, sugerindo gentilmente mudanças na alimentação e até acompanhando-a em consultas médicas. Tudo sem pressão e alicerçado em muito amor e carinho. Há também homens maravilhosos que não se importam com o fato da esposa ter engordado, pois reconhecem que se ele teve o direito divino de criar uma barriguinha de chope e ficar calvo, não há nada demais em ela ter engordado alguns quilos.

Agora, há maridos intolerantes, grossos, que não percebem que as pessoas mudam e exigem que a mulher fique com o mesmo corpo que tinha aos 20 anos. Ofendem, gritam, humilham… Como se tivesse diante de um bem desvalorizado por causa do tempo. É por isso que eu digo: não mude por ninguém. Se tiver que emagrecer, que seja por você mesma. Não seja tola. Um homem que te maltrata não te merece. Você pode até emagrecer por ele, mas assim que engordar alguns quilos este ciclo de humilhações vai voltar. É assim que você quer viver? Em pânico?

Pais intolerantes

Alguns especialistas afirmam que mais do que fatores genéticos e hormonais, os maus hábitos alimentares são as principais causas da obesidade. Eu, por exemplo, tomava coca-cola na mamadeira e comia Nescau de colher desde os quatro anos de idade. Quem comprava essas delícias em casa? Aposto que se com 4 anos não existissem tantos alimentos gostosos e hipercalóricos na dispensa, eu certamente passaria muito bem só com uma bananinha.

Os pais enchem seus filhos de gostosuras. Filho gordo, na infância, confere título de pai zeloso, que não deixa faltar nada ao pimpolho. Só que depois que as crianças crescem, a gordura, ao invés de passar a idéia errônea de saúde, passa a falsa idéia de relaxo e ociosidade. Então, o que era um sentimento de orgulho para o pai, assume a característica de fracasso. Aí, o que eles fazem?

Poucos estimulam seus filhos obesos. A maioria faz piadas, desacredita o potencial de seus filhos e alguns até demonstram se envergonhar deles.

A única maneira de ser feliz é enfrentando o preconceito

A saída quando se é “perseguida” dentro da própria casa por pessoas que deveriam lhe dar amor, proteção e carinho, é procurar um profissional especializado em psicologia. Faculdades de psicologia costumam oferecer este serviço gratuitamente. Em alguns casos de agressão verbal é possível denunciar o agressor à justiça.

Outro passo importante é ter uma conversa franca com sua família e explicar que não é gorda porque quer e que não se sente bem com aquele tipo de tratamento. Mostre o Blog Mulherão para sua família. Se as ofensas continuarem, organize-se e saia de casa. Sem paz, ninguém consegue ter saúde e felicidade.

Lembre-se, você é especial e não é menos do que ninguém só por causa do seu peso.

29 Comentários

Arquivado em comportamento, Preconceito, Relacionamento

29 Respostas para ““Sou vítima de preconceito em minha própria casa”

  1. Eu vivi isso e vejo hoje minha sobrinha sendo humilhada pelo próprio pai por ser gordinha. Ela se esforça, faz natação, mas é uma criança [tem 09 anos] e ás vezes se descontrola.
    Meu irmãozinho mais novo [de apenas 07 anos], depois de ouvir tantos comentários maldosos da família, deixa de comer porque não quer ficar “gordo”.
    Dizem que obesidade é uma doença, mas vejo que os doentes são os adultos, impondo um padrão com uma violência absurda enquanto deveriam educar.

    • renatavaz11

      Sim, a agressão quase sempre começa em casa. É muito difícil para um pai admitir que errou, procurar acompanhamento médico etc. O pior de tudo não é isso. Mesmo sabendo que crianças adoram refrigerantes e guloseimas, muitos pais continuam comprando essas deliciosas porcarias. Poxa, vida! Qual criança resiste a um armário repleto de tentações?
      É mais cômodo para uma mãe dar aos filhos um fast food do que cozinhar, descascar legumes etc. Aí depois desconta no filho. Dureza, né?

      Bjs

  2. Angélica-PR

    eu vivo isso diariamente com minha família, em especial uma tia e um tio, que já chegou a me falar que nem mesmo cirurgia dava jeito. E o pior de tudo isso é que ele faz tratamento pra emagrecer com sibutramina pois está bem acima do peso. Irônico não???

    • renatavaz11

      Angélica,

      Eu me lembro bem de um casamento em que fui com minha família. Repeti meu prato e um tio gritou, na frente de todos para chamar atenção: “come bem, hein, bolinha!”. Aí eu levantei e falei sorrindo: “se a bolinha aqui fechar a boca, pode emagrecer e ficar sarada em dois meses. agora nem que se passem séculos vc vai deixar de ser ridículo”. Todos riram e zombaram dele.
      Acho que às vezes temos que ser mais despeitadas e mandar todo mundo à merda. rsrsrs

      Bjs

  3. Olha, eu sei muito bem como é isso. Passei minha infância e adolescência INTEIRA sendo chamada pelo meu pai de ORCA e ouvindo dele que eu nunca ia arrumar um namorado gorda daquele jeito (detalhe que, na época, eu tinha 1,60 e pesava 60kg). Resultado: Me achava horrível e só vestia calças e blusas dois números maior, pra esconder o meu corpo. Minha auto-estima estava no pé, e eu não conseguia ver que o problema não era o meu corpo, mas a mente do meu pai. Hj estou qse 30 mais gorda do que naquela época, mas nunca me senti melhor. Raramente vejo o meu pai mas, quando o vejo, ele ainda vem com aquele velho papo de que eu deveria emagrecer se quero arrumar alguém e ser feliz. Só que eu SOU feliz e oq ele fala não me fere mais.

    Kissses

  4. Olha, eu sei muito bem como é isso. Passei minha infância e adolescência INTEIRA sendo chamada pelo meu pai de ORCA e ouvindo dele que eu nunca ia arrumar um namorado gorda daquele jeito (detalhe que, na época, eu tinha 1,60 e pesava 60kg). Resultado: Me achava horrível e só vestia calças e blusas dois números maior, pra esconder o meu corpo. Minha auto-estima estava no pé, e eu não conseguia ver que o problema não era o meu corpo, mas a mente do meu pai. Hj estou qse 30 mais gorda do que naquela época, mas nunca me senti melhor. Raramente vejo o meu pai mas, quando o vejo, ele ainda vem com aquele velho papo de que eu deveria emagrecer se quero arrumar alguém e ser feliz. Só que eu SOU feliz e oq ele fala não me fere mais.

    Kisses

  5. marisa

    sei bem o que isso cada vez que o ponteiro da balança sobe as pessoas acham mais motivos pra piadas

  6. Nossa amei vcs estão de parabéns sei como é em casa mas enfin uma das pessoas que mais amo fazia isso comigo mas hj não aceito mais , ela se irrita mas fzer o que a vida é minha enfin quem toma rédia da nossa vida somos nos mulheres de fibra e garra!!!

  7. Eu sei bem como é isso. Passei a minha infância e adolescencia inteiras ouvindo o meu pai me chamar “carinhosamente” de ORCA e dizer que eu jamais ia arrumar um namorado se continuasse gorda daquele jeito (detalhe que, na época, eu tinha 1,60 e pesava 60kg). De tanto ouvir o meu pai falando isso, acabei acreditando nele, e só vestia calças e camisetas dois números maiores pra esconder o corpo que eu achava feio. Levei muito tempo pra notar que o problema não estava no meu corpo, mas sim na mente do meu pai. Hoje em dia estou quase 30 quilos mais gorda do que naquela época, mas nunca me senti mais bonita e bem comigo mesmo. Raramente vejo o meu pai mas, quando o vejo, ainda tenho que ouvir que se eu não emagrecer nunca vou ser feliz e arrumar alguém pra mim. Mas agora o que eu sei é que SOU feliz, SOU desejada e ninguém tem o direito de me fazer pensar o contrário, mesmo que seja o meu pai. Graças a deus eu aprendi e o que ele fala não me fere mais.

    Kisses

  8. Renata, isso acontece muito mesmo, principalmente dentro de casa. Meu pai chegou a me falar que eu estava deformada e que se eu não emagrecesse, ele iria me internar!!
    Um tio veio tirar sarro da minha cara porque eu estava com frio e ele falou: E desde quando gordo sente frio?
    São muitas situações humilhantes mesmo. E quando começa dentro de casa, tudo fica pior.
    Minha mãe ainda tem a coragem de me dizer que eu sou tão bonita, quando emagrecer vou ser tão feliz…
    Nossa, esse dia fiquei possessa. Desde quando a felicidade se mede em quilos?!!? E quanto menos quilos, mais feliz?!?!
    Então as anoréxicas devem ser as mais felizes da galáxia, e chegam até a morrer de tanta alegria que têm dentro de si…
    Eu sei bem, assim como tantas leitoras, o constrangimento que nos fazem passar. Mas pense bem: mesmo com todos os nossos quilos, somos pessoas divertidas, inteligentes, bonitas e educadas. Muitos magros não são nada disso e, ainda por cima, têm que carregar o fardo do mau humor que os impedem de enxergar outras belezas além dos ossos…
    Azar o deles e viva a beleza de cada um!!!
    Beijosss

  9. ANGELA OGGIONI

    Oi Re, escrevo muito pra Dani, mas sua materia hoje me chamou atenção. Fui magra até meus 16 anos, quando engravidei( isso mesmo aos 16), casei, mudei pra longe da minha família, enfim, mudei tudo em minha vida, inclusive o peso. Quando minha filha nasceu de 66k fui para 92 e não consegui perde-los. Meu marido vivia pedindo para que eu tomasse remedio para emagrecer. Eu tomava, mas me fazia muito mal, de deixava pra baixo, infeliz, nervosa, ate o desejo sexual diminuia. Isso se arratou por 4 anos e eu infeliz, foi quando eu virei pra ele e disse: VOCÊ QUER UMA MULHER MAGRA E INFELIZ OU UMA MULHER GORDA MAS SUPER FELIZ (e eu sempre fui muito feliz mesmo)?
    Ai ele pediu um tempo para pensar, mas com dez minutos ele me deu a resposta. Hoje temos 10 anos de casados e mais uma filha linda.
    Resumindo: VOCÊ TEM QUE SE IMPOR, NÃO DEIXE QUE SUA PRÓPRIA FAMÍLIA TE DEIXE PRA BAIXO. AFINAL, FAMILIA É PRA DAR APOIO E CARINHO. BJOOS…

  10. LÍVIA NORTE

    Nossa…
    como esse blog ta me fazendo chorar hoje.
    É muito duro mesmo ouvir coisas desse tipo de pessoas que amamos tanto e que gostaríamos que nos admirasse ao invés de nos criticar.
    Passo por isso frequentemente e admito que estava bem deprimida antes de conhecer o Blog e antes do Dia de Modelo.

    Mas precisamos ser fortes e enxergar nossas qualidades acima de tudo!

    bjsss

  11. NATALI

    oi !!! Nossa cada história dessa e parece que estou ouvindo a minha própria história.Minha mãe morreu quando eu tinha 05 anos , e até essa idade ela me enchia de comida ( coisa de mãe achando que gordura é saúde) ela me acordava pela magrugada para me dar sucos e leite em pó .Durante o dia , era uma sessão de biotônico fontoura e remédio para abrir apetite, e eu já era bem gordinha.Um dia ela estava comigo no ponto de ônibus e uma senhora virou e disse: – ELA É ANÃ???? Quando minha mãe morreu , emagreci muito e com 11 anos estava sequinha, mais não durou muito tempo. Minha vó paterna que me criou , tratou logo de me encher de comida , e foi criando dentro de mim uma frustração.Sempre eu ouvia piadinhas , e ela me fazia usar roupas como as dela ( que viveu a vida lutando para emagrecer com ajuda remédios e não resolveu) , eu usava coisas que não eram para minha idade, fui podada sempre.Ela morreu e novamente emagreci… comecei a usar coisas que combianavam comigo, afinal eu tinha 18 anos, mas mesmo assi nunca arrisquei nada ousado pq na minha cabeça eu era feia pra usar aquilo.Casei e só emagrecia pq mudei de cidade e tudo era novo, lembro que um dia meu marido me disse na 1ª semana na nova casa: – promete que fica sempre assim , linda? Enfim , como se eu pudesse controlar isso kkkkkk engordei !!!!Faz 05 anos dessa união e ele sempre me deu a maior foça pra emagrecer, mais eu nunca quis.Sempre cultivei um pouco aquela coisa ” sou gorda e não posso usar isso”.Faz dois meses eu estava me sentindo triste e feia, sei lá , algo tocou dentro de mim.Resolvi mudar minha vida , não por ele , nem por ninguém , resolvi que eu podia por uma questão de qualidade de vida mudar um pouco, afinal venho de uma família de cardiopatas e tenho transtorno de ansiedade.Entrei na academia , estou fazendo reeducação alimentar e me sentindo bem. Não quero seguir padrão algum , e acho que se até hoje não tinha despertado em mim essa vonatde de mudar , é pq ainda não era verdadeiro pra mim … e sim para a alegria alheia.Agora pretendo sim emagrecer um pouquinho pq breve pretendo ter um bebê … aí né … sejam bem vindos kilinhos rsrsrsrs bom essa é um pouco da minha história !!!

  12. ana pauala

    primeira fez que li este blog adorei…tenho hoje 106k.(estou passando pelo pior momento de minha vida)eu casei com 53k tenho 13 anos de casada uma filha de 11,estou no estremo de depessão tudo por causa de estar gorda, meu marida não aceita,suporta mas como eu o conheço a 21anos, ele nunca gostou de gordinha imagne casada com uma,esta sendo muito difisel pra mim,os comentarios dele me deixa pior estou estudando apossibilidade de fazer uma redução.bjs……….

  13. Vania

    Nossa!!!
    Cada história!!!
    Muitas lágrimas e sofrimento, pelo motivo que as pessoas gostam de cuidar da vida alheia, eu tb ouvi alguns comentários maldosos em casa, mas nunca dei muito ouvidos, sempre fui atrás dosm eus sonhos, realizei coisas que muitas magras na família nunca fizeram, fiz teatro por 10 anos, muitas peças, muitas apresentações, já fui pra muita balada, beijei na boca, fiz faculdade pública federal, tenho muitos amigos e amigas, me casei, sou muito saudável, sou muito amada e muito feliz!!!Não me troco por magrela nenhuma claro que eu me cuido, controlo a dieta, vou á academia…mas nada muito sério!!!rsrsrsr
    A vida é muito boa pra ser levada a sério…
    bjos

  14. Alanna

    Sei muito bem como é este lance de preconceito até dentro de casa. Quando eu era mais nova meus irmãos usavam meu peso pra “xingar”, e surtia efeito, é claro. Eu nunca me aceitei gorda, acho que isso vem de cada pessoa, mas as pessoas ao redor sempre influenciam.
    Minhas amigas sempre foram magrinhas, e na minha família o máximo é tio barrigudo por causa de cerveja, mas gente gorda não tem. Minto, tem eu!
    E claro, a “diferente” é sempre a hostilizada.
    Eu juro que tento ler estes blogs com uma cabeça aberta e tentar ser feliz como vocês, mas não consigo me aceitar gorda, mas nunca consegui emagrecer. Atualmente tomo remédio mas tem me deixado mal, por dentro e por fora, eu fico irritada toda hora e minha pressão abaixa.
    Meu pai sempre fez piadinhas indiretas, ele não pode ver uma gorda ta tv q escraxa até não poder mais, zomba, debocha… eu acho que ele odeia gordos, ainda mais que casou com minha mãe, que na época era mega magrinha, claro q depois q casou engordou um pouco, mas hj em dia é normal eu diria.
    Afffffeeeee pq eu não consigo ser feliz como vcs e me aceitar de vez gorda como sou?

  15. Camila

    Muitas vezes cheguei a sentir que sofria de preconceito dentro de minha casa
    cheguei pra m inha mãe e disse o que eu estava sentindo e isso fez com que ela percebece meu sofrimento.
    Tudo o que acontecia eu achava que era culpa minha
    pq eu sou diferente da minha irmã que tem um corpo perfeito
    meu pai era um dos que mais me fazia sofrer
    com o tempo me acostumei com uns apelidos
    mas hj em dia se esse preconceito ainda existe está bem escondido
    pq com a ajuda de minha mãe consegui mostra pro resto da familia que todos tinha defeitos e qualidades
    e isso fez com q eles pensassem nos seus atos e me respeitassem e aceitassem como eu sou
    hj em dia me sinto mto feliz e amada por todos
    bom é isso que eu tinha pra contar
    bjos

  16. Tati Rocha

    Bem, meu caso também não é nada diferente de vocês, sempre tive corpo violão, até os 26 anos, depois disso o violão desapareceu dando lugar a outras alterações associadas ao aumento expresivo de peso, meu imc que era 22 passou para 30. Isso tudo em 4 anos.Todo mundo passou a me ver como uma pessoa descontrolada, as roupas não me caíam bem, minha mãe que é costureria e costumava a me ter como manequim dela ficava sempre me chingando, e ela fazia isso na frentede todo mundo!!!Meu pa sempre falando mal de mim por onde ia, mas nenhum deles nunca parou e conversou comigo educadamente, perdi meu namorado(claro que só estava comigo pelo meu corpo!), passei a me isolar, fiquei desestimulada, e agente só encontra pessoas para te jogar no ch~~ao, evitei reuniões de família, pois a única palavra que sai é :NOOOOOOOOOOOOOSSAAAAAAAAAA como você engordouuuuuuu!!!!!!!!!! (risos cínicos).

    Todo mundo me rejeitou!Como ainda rejeita!, Cansei de tudo e de todos, procurei uma nutricionisata(é claro que no início todo mundo fala que é bobagem, isso não funciona),mas vou te falar uma coisa, mesmo com toda a minha obesidade, meus exames são normais, esbanjo saúde muito maior que as” falsas magras “da minha família, estou fazendo acompanhamento na Una há 1 mês e de 84.3 passei para 75,9 quilos, e estou me empenhando e muito, pois o planejamento era o de reduzir 3 quilos ao mês comendo de tudo de 3 em 3 horas, respeito os horários(mesmo quando os ouros dizem que não é hora de comer), bebo água constantemente e sem remédios!!!Estou chegando ao meu ideal, deixei de dar ouvidos a quem quer me destruir.Ninguém me quer bem a não ser eu mesma, eu vibro com cada graminha menos , vou me superar! Estou recuperando minha auto-estima, claro que devagar.Mas Deus está me ajudando dia 23/05 será o meu retornoà clínica da UNA/BH.E vou chegar oa meu peso ideal até dezembro de 2010e não vou recuperá-los!!!!Um beijo a todas !!!Vamos ser felizes sem deixar os ourtos nos atrapalhar, perdi 30 anos da minha vida escutando os outros eme deixando em segundo plano!Os primeiros passos já estou dando ,que Deus abençõe vcs!!

  17. movan

    Ola é muito complicado mesmo,acho que as pessoas são lindas cada um no seu jeito,acompanho este blog e parabenizo as pessoas que o fazem funcionas,adoro um mulherão,e sempre darei maior apoio e divulgação,sobre vocês

  18. Anônima F.

    Meu reino por quilos a mais, sei que estou no “blog errado”, mas sofri sempre da minha propria familía. Todas as mulheres são perfeitas, seios fartos, bumbuns bonitos, pernas grossas. E eu cá, magrela, tábua… acaba que toda humilhação me fez ter uma auto-estima tão baixa que até hoje sou corcunda, não consigo encarar nos olhos. Pura vergonha por ser quem sou. Tenho todo tipo de complexo com meu corpo. Caramba, eu quero acreditar que sou mais que isso!
    Boa sorte, meninas.

    • Renata Poskus

      Não tá no Blog errado não. rsrsrs Vc sempre será bem-vinda. Eu aposto que vc é linda, só precisa reconhecer e valorizar seus atributos e potencialidades.

      beijos e não fique triste!

      • Anônima F.

        Obrigada (rsrsrs). Não estava esperando uma resposta!
        Eu estou procurando ajuda, como na dica no final do post: conversar com a familia… venho fazendo isso faz alguns dias e me sinto menos vergonhosa com eles. Depressão não leva ninguém a nada, certo? Até porque meu corpo não muda, e ainda não tenho permissão pra fazer cirurgia. :/

      • Renata Poskus

        Isso mesmo, converse com eles. Chore, brigue, sei lá… Bote a boca no trombone. às vezes eles te ferem sem perceber, sabe? Virou rotina te fazer sofrer com piadas, ofensas etc.

  19. Me sinto sortuda de ter um marido que me olha com o mesmo desejo que no dia em que nos conhecemos, mesmo eu estando 30kg maior. Mas é difícil ver pessoas acima do peso livre de preconceitos. Meu pai vive dizendo que eu tenho que emagrecer, mas é só chegar na casa dele que as porções de lanches ou outras refeições são absurdas. Famílias, cadê a coerência?

  20. Minha sogra é uma ex obesa que, pelos problemas de saúde, foi forçada a perder peso e conseguiu. Só que ela despreza os gordos referindo-se a eles como “cara de retardado” ou “pessoas moles” enfim, uma série de adjetivos que eu até entendo que seja para mim. A falta de auto estima dela não me abala pois meu marido me aceita e tem orgulho de mim. Pode ser que não nos damos bem justamente por eu ser o que ela sempre quis ser, uma pessoa de bem consigo mesma.

  21. Lili

    Passo isso diariamente com meu mArido, engordei uns quilinhos depois do casamento e quando tive nossa filha há um ano , ele diz q não sente mais atração por mim e que não acha q não e obrigado a me aceitar assim, bom sei com isso q ele deixou de me amar mesmo assim falta coragem pra me separar por causa da minha filha ao mesmo tempo não quero viver com medo , o que fazer?

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