Arquivo do mês: janeiro 2010

Air France desmente que obesos terão que pagar 2 passagens

Por Renata Poskus Vaz

Com colaboração da leitora Andrea Delgado

Em novembro, a foto de um passageiro obeso sentado na classe econômica de uma companhia aérea levantou polêmica sobre o direito ou não das companhias aéreas em cobrar duas passagens de pessoas consideradas gordas demais para ocupar a pequena poltrona da classe econômica.

Hoje, por exemplo, a Air France desmentiu que quer obrigar seus passageiros a pagar duas passagens para viajar. Em contrapartida, pretendem convencer os obesos de que viajar em duas poltronas pode ser muito mais confortável (e por um preço salgado não poderia deixar de ser!).

Veja a matéria na íntegra e opine. Clique aqui.

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Espaço da leitora: Lorena Lennertz

Vocês já repararam que os mulherões estão marcando presença nas nossas novelas?

A Malhação, por exemplo, na temporada passada tinha uma personagem gordinha, Domingas Gentil (Carolinie Figueiredo), que era super atuante no colégio e não se chateava quando alguém tentava fazer com que ela se sentisse menos por ser gorda. Bom, ela continua nessa temporada, agora bem mais magra.

Carolinie Figueiredo

Na temporada atual já vi três personagens. Uma delas é a Zuleide, interpretada pela atriz Priscila Marinho , que fez a empregada doméstica Sheila, fiel escudeira de Melissa Cadore, em Caminho das Índias. A personagem dela é a maior figura e está sempre de alto astral.

Priscila Marinho

Tem a sobrinha dela, Juju (Rafaela Ferreira), que também é bem pra cima, com um estilo peculiar de se vestir. E ainda tem a Rita (Olivia Torres), uma outra menina que eles lá dizem que é uma gordinha com problemas de aceitação, com baixa auto-estima. E tem um menino gordinho também.

Rafaela Ferreira

Na novela das 18h, Cama de gato, tem a Débora (Guta Gonçalves) que aparenta uma adolescente rebelde, com cabelão vermelho.

Guta Gonçalves

E na novela das 19h que acabou agora, Caras e bocas, tinha Ísis (Carina Porto) que estava sendo disputada por dois gatinhos.

Carina Porto

Cada personagem tem seu estilo, sua beleza, seus mistérios.

Achei muito legal porque essa é a realidade em que vivemos. É só olhar ao redor: vamos ver gente de todo jeito! Se os gordinhos fazem parte da vida de todos, então que façam parte das novelas também! É lindo mostrar a diversidade de tamanhos, de cores, de sotaques…

E como as meninas já disseram, agora só falta o Maneco escrever pra uma Helena gorda!

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O “atrevimento” do Fashion Weekend Plus Size

Por keka Demétrio


Sempre achei que em certos casos o pensamento comum restringe a liberdade de escolha, e ser vaquinha de presépio não é muito a minha área. Por isso sempre gostei do diferente, do inusitado, e até homens prefiro aqueles de beleza indecifrável. Enquanto a grande maioria se extasia com a loirice de Brad Pitt, eu me deleito com os lábios caídos que completam a beleza feia de Nicolas Cage.

Essa possibilidade de escolhas, da visão além da grande massa é que dá um sentido especial à vida. Você, dono da suas vontades, descobrindo o que, como e quando ser feliz. E a vida adora gente que se aventura nas diferenças, nas divergências, que são audaciosas e atrevidas, e fazem disso uma ponte entre o que eram por determinação dos outros e o que realmente querem ser por vontade própria.  Pessoas assim mudam suas vidas e sua história.

E é isso que vamos assistir no Fashion Weekend Plus Size, mulheres que decidiram transpor essa ponte e assumir para o mundo o quanto são belas. Mulheres deslumbrantes que mais do que roupas estarão desfilando auto-estima, quebrando regras, paradigmas e conceitos.   Talvez por eu sempre ser muito atrevida e me identificar com elas, não vou perder este evento por nada. E também porque preciso saborear o gostinho da libertação de uma ditadura que alguém, não sei onde e nem porque, e isso também não mais me interessa, disse que pra ser feliz eu tinha que ser magra, ou melhor, macérrima.

Acho que quem ditou isso nunca soube o que é felicidade, mas eu sim, eu sei, porque felicidade para mim é muito mais do que ter um corpo sem gorduras, sem flacidez, sem estrias ou celulites, felicidade é entender que sou única, especial e que tenho uma história para escrever onde a autora sou eu.

A cada entrada dessas mulheres na passarela quero aplaudir e me curvar diante de sua audácia em se desnudarem para o mundo, onde cada sorriso será como se dissessem: Isso, olhem, olhem bastante, porque eu sou mesmo muito linda.

E é esse tipo de beleza que o FWPS vai mostrar, uma beleza que vai confrontar um preconceito que magoa, exclui e anula o direito à felicidade, colocando à margem mulheres capazes, inteligentes, e lindas como qualquer ser que se ama.

Vou linda, porque assim tem que ser para assistir a um show de mulheres lindas, fortes, com personalidade, dobrinhas, seios fartos e nádegas voluptuosas, e muita, mas muita atitude.

Nada será mais excitante do que aplaudir tanto atrevimento.

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Espaço da Leitora – Cleide Cavalcante

Nossa leitora e amiga Cleide Cavalcante enviou a sugestão de um video muito reflexivo sobre da Ditadura da Beleza imposta pelos meios de comunicação. Confira:

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Gordinha sim, talentosa sempre, peluda nunca!

Por Renata Poskus Vaz

Na entrega do 67º Globo de Ouro, premiação que elege as melhores produções do cinema de 2009, a atriz Mo’Nique, que atua no filme “Precious” ao lado de Mariah Carey, levou o título de melhor atriz coadjuvante. Ela é gordinha, linda e talentosa. Mas olha só o estado das pernocas da pretensa Diva! Ao levantar seu vestido chiquérrimo, Mo’Nique mostrou que não está nem aí para a depilação. Mas deveria, porque de nada adianta uma mega produção, com vestidos caríssimos e penteados da moda, se a depilação não estiver em dia.

Fica a dica para vocês, mulherões. Deixem sempre a depilação em dia, unhas feitas, cabelo com pontas aparadas, pele limpa… Pequenos cuidados que fazem uma baita diferença no resultado final da sua produção.


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Para os fãs do Big Brother Brasil

Apoiar Elenita, a participante gordinha do BBB 10. Este foi o pedido de uma de nossas leitoras. E agora? Aceitar ou não?

Por Renata Poskus Vaz

Para algumas pessoas, Big Brother é perda de tempo. Para mim, é laboratório da vida real. Quantas vezes você já não se identificou com algum dos personagens da casa e reconheceu nas atitudes deles – boas ou más – as suas próprias atitudes?

Meu namorado já percebeu: quando começa o big brother ele não se atreve a me ligar até que o programa termine. Segundo ele, para mim o BBB funciona como uma espécie de gaiola cheia de ratinhos, em que analiso o resultado da convivência deles como uma experiência científica.

Sim… Ah, quantas vezes não vemos mocinhos virando vilões e vilões virando mocinhos, igualzinho na vida real? Falsidade, mentiras, amores, paixões, amizades verdadeiras, conveniências… Tudo escancarado e claro, bem diferente do que encaramos no nosso dia-a-dia. Big Brother Brasil 10 começou e me arrependi amargamente de não ter feito a minha inscrição e nem ter insistido para que minhas colegas de blog fizesses. Afinal, nesta edição, fenômenos de acesso na internet garantiram seu lugar no jogo e o mulherão é um dos sites mais acessados em sua categoria. Nada mais justo que uma gordinha do nosso grupo integrasse a casa dos BBBs. Sonho? Não! Para quem já sentou no sofazinho da Hebe (sem nenhuma modéstia) ocupar um lugar na casa seria perfeitamente viável.

Sim, mas nós nem pensamos em mandar nossas fitinhas para a seleção do programa. Mesmo assim, a direção consciente ou inconscientemente colocou na casa mais vigiada do Brasil uma representante mais corpulenta, com pernas grossas e braços bem torneados. Perto daquele monte de meninas mais esguias, uma verdadeira gordinha: Elenita. Jovem, professora universitária especializada em lingüística.

Em sua entrevista no processo de seleção para a casa, Elenita pediu desculpas pela sinceridade e se definiu como alguém “muito inteligente”. Ontem, recebi um comentário de uma leitora solicitando que levantássemos um mutirão a favor de Elenita para que ela, neste primeiro paredão do Big Brother Brasil 10, não fosse eliminada.

De acordo com a opinião de nossa querida leitora, não poderíamos deixar que a única representante plus size da casa fosse eliminada. Entretanto, para desapontamento dessa e de possivelmente outras leitoras, o Blog Mulherão não vai levantar bandeira para a permanência de Elenita na casa. Ao longo dos primeiros dias de programa, a participante demonstrou se tratar de uma pessoa culta, mas não necessariamente esperta. É o que eu digo, não basta ser inteligente, é necessário ser esperto. Elenita foi instável, não soube perder, passou a se sentir perseguida após a sua indicação ao paredão, exigiu demonstrações de fidelidade de pessoas que conhecera há dois dias e passou a queimar o próprio filme sucessivamente diante de todo este desequilíbrio emocional.

Como maluca que também sou, compreendo as ações de Elenita, mas para mim é necessário muito mais do que uma identificação com o peso ou devaneios dela para elegê-la merecedora de um prêmio de R$ 1,5 milhão. Sim. Nosso peso (e o de Elenita também) é só uma entre milhares de características que possuímos. Nenhuma de nós se resume a quantos quilos são apontados pela balança. E o fato de ser “fofa” por fora não nos garante ternura por dentro.

Por isso, não apoiamos e nem deixamos de apoiar Elenita. Que vença a pessoa com o caráter mais admirável e conduta ilibida. Se for a Elenita, legal. Se não for, tudo bem.

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Olha só quem vai dançar (no bom sentido) no FWPS

Por Renata Poskus Vaz

Shaide Halim tem tudo para ser uma modelo plus size de sucesso: tem um belo corpo com harmoniosas medidas, é linda e fotogênica. Embora reúna todos esses predicados, o negócio dela é mesmo dançar. Iniciou no estudo do ballet clássico em 1982, mas não parou por aí. Cursou jazz, flamenco, sapateado, danças afro, tribal, brasileiras e indianas, entre muitas outras modalidades. E para nossa grande satisfação irá se apresentar no Fashion Weekend Plus Size.

Em 2009 cria a C’est Vintage Cies des Arts, grupo que resgata danças pouco exploradas atualmente, como o charleston, can can, jazz cabaret, rockabilly e outras danças antigas, além de performances pin up e burlesque.

Atualmente, Shaide Halim coordena seu estúdio de dança e demais projetos culturais, leciona na Escola Sete Véus, na Zona Norte de São Paulo (jazz, dança indiana e estilo tribal), atua como  diretora e coreógrafa da CiaHalim Estilo Tribal e C’est Vintage Cies des Artes, além de ministrar shows, cursos regulares e workshops pelo Brasil.

Veja uma das apresentações de Shaide com suas alunas:

Shaide tem um estúdio de dança na Vila Mariana, em São Paulo. Clique aqui e saiba mais.

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Ditadura da beleza

Por Grazi Barros

Vivemos em um mundo onde o padrão de beleza da mulher ” magra”/sarada é o que conta e para conseguir esse ideal de beleza, as pessoas fazem as maiores loucuras e até se matam com doenças como a anorexia e a bulimia e foi pensando nisso que separei vários trechos do livro A DITATURA DA BELEZA e a revolução das mulheres, de Augusto Cury, ed sextante.

Recomendo a todos a leitura completa do livro que é muito enriquecedor e extremamente bem escrito e inteligente. É um livro para se ter na cabeceira e nunca mais largar!

Eis alguns trechos do livro:

“Influenciadas pela mídia e preocupadas em corresponder aos inatingíveis padrões de beleza que são apresentados, inúmeras mulheres mutilam sua auto-estima-e, muitas vezes, seus corpos- em busca da aceitação social e do desejo de se tornarem iguais ‘as modelos que brilham nas passarelas, na TV e nas capas de revistas.”

“O objetivo da ditadura da beleza é promover inconscientemente a insatisfação, e não a satisfação. Pois uma pessoa satisfeita, bem-humorada, feliz, tranquila, não é consumista, consome de maneira inteligente, não precisa viver a paranóia de trocar continuamente de celular, de carro, de roupas, de sapatos. Todavia, pessoas insatisfeitas projetam sua insatisfação no ter. Consomem cada vez mais, porém sentem cada vez menos.”

“As correções estéticas num mundo que supervaloriza a imagem pode aliviar a ansiedade e gerar auto-estima. No entanto, se as mulheres não resolverem a síndrome do padrão inatingível de beleza, a intervenção estética não solucionará a insatisfação com elas mesmas. Hoje operam o seio, amanhã o nariz, depois o rosto. O buraco é interior.”

“Quando se olham nos espelhos, as mulheres valorizam mais seus defeitos do que suas qualidades, pois se vêem através das janelas doentias que construíram em sua psique.”

“Mulheres e homens precisavam ter a convicção de que não existe beleza perfeita. Toda beleza é imperfeitamente bela. Jamais deveria haver um padrão, pois toda beleza é exclusiva com um quadro de pintura, uma obra de arte.”

“Quando vocês, mulheres, fazem propaganda para seus homens de uma área do seu corpo que rejeitam, que tipo de janelas vocês plantam na memória deles?

_ Muito bem. Por isso, eles passam a dar importância ‘aquilo que antes não era essencial. Os defeitos, passam a ser observados por eles e a incomodá-los também. Isso contribui para a destruição do encanto e da sensualidade da relação e para corroer o romantismo.”

“QUEM NÃO É FIEL À SUA CONSCIÊNCIA TEM UMA DÍVIDA IMPAGÁVEL CONSIGO MESMO.”

Espero que esses trechos ajudem a todas as mulheres a refletirem sobre o que é realmente beleza, saúde, não esquecendo que o que é mais importante é a fidelidade a você mesma e a sua verdade. Se você não se gosta mais gordinha, não queira fingir que gosta, emagreça! Não há nada mau nisso, você não é mais, nem menos por causa do seu corpo físico. Você é você e ponto final.

Agora, se você verdadeiramente se ama mais gordinha, permaneça assim e seja feliz e nunca, jamais, em tempo algum, esqueça de sua saúde porque quem se ama de verdade zela por seu bem-estar e por ter uma vida saudável e de qualidade.

As mulheres que se amam e se aceitam de verdade, não se comparam a ninguém, não têm inveja, não criticam os corpos das outras, sabem que cada um tem um biotipo, uma estrutura, uma genética, afinal, elas respeitam a liberdade de escolha e o gosto de cada pessoa, que obviamente não são os mesmos e graças a Deus que não são os mesmos, porque é essa diferença que torna a vida interessante e enriquecedora.

O alerta do livro não é criticar, mas sim chamar a atenção para a ditadura da beleza, os padrões impostos e todas as doenças decorrentes disso, como a bulimia e a anorexia e assim, mostrar que cada pessoa tem a sua beleza, seu encanto, seu valor e que ele não está associado apenas ao corpo físico , mas sim ao conjunto da obra.

Cada ser é único e todos são belos!

“A beleza está nos olhos de quem vê”!

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Vocês compraram a Veja SP desta semana?

Por Renata Poskus Vaz

Meninas, na Veja São Paulo desta semana, vocês podem conferir uma matéria do jornalista João Batista Jr. sobre o Fashion Weekedn Plus Size. Para quem é de fora de São Paulo, vale dar uma espiadinha no site da revista. Basta clicar aqui.

Na foto, Andrea e Renata, com roupas da Janette Boutique

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Passarela com curvas

Artigo sobre a importância do Fashion Weekend Plus Size, gentilmente escrito por William Douglas, juiz federal, professor e escritor

Mayara Russi e Bianca Raya – as duas tops integram o casting do FWPS

Fico me perguntando como deveriam sofrer as mulheres magrinhas naquela época em que os pintores consideravam musas apenas as mulheres mais portentosas.  É… os tempos mudam! Veio o tempo das modelos altas e magras, e até mesmo o das macérrimas, anoréxicas, literalmente morrendo de fome. Mas o pior da modernidade nem foi isso, mas o photoshop: esse recurso tecnológico que leva a todos os não “photoshopizados” a sensação de feiura, débito plástico e imperfeição física. Quantas pessoas não se sentiram feias na hora da nudez só porque a nudez, ou semi-nudez, da mídia não é sincera? Quantas não são as modelos e atrizes que, mesmo nuas, ou semi-nuas, estão a vestir na pele inteira o photoshop?

Devia haver uma lei proibindo o photoshop, talvez, para redimir a autoestima dos homens e mulheres que não andam nas capas das revistas.

Quantos meninos e meninas andam fazendo bobagens, ou operações, para se colocarem no formato adequado, como se a raça humana fosse assim: peças de encaixar, como ovos padronizados que precisam ficar no tamanho exato da caixa de isopor?

Num mundo tão complicado, onde a tirania da beleza esquálida e dos padrões não humanos que alguns estilistas engendraram faz tanto mal, é uma alegria ver que nem tudo está perdido. Falo do Fashion Weekend Plus Size, onde desfilarão moças lindas, livres – elas e nós – da ditadura da anorexia.

Abaixo todas as ditaduras que pretendem impor um padrão de beleza: são bonitas as altas e as baixinhas, são bonitas as claras, as negras, são bonitos todos os tipos de cabelo, todas as formas de mulher. Quem escolhe que só é bonita uma mulher alta, macérrima não entende nada de diversidade e, aposto, muito menos ainda de mulher.

Entre as maldades feitas com quem foge ao padrão de beleza propugnado há a falta de cuidado com o desenho das roupas. O problema é que aqueles que desenham as peças para pessoas plus size não parecem tão esmerados, e seguem linhas como se todas tivessem que se vestir quase com uniformes.

Além de ser um mercado numeroso e em crescimento – razões comerciais e capitalistas suficientes para levar essas pessoas a sério – creio que aprender a desenhar com estilo e graça para todas é algo que refere-se à civilidade e ao respeito à dignidade da pessoa humana.

Erra quem pensa que “direitos humanos”, “democracia”, “respeito” etc são termos meramente jurídicos e que só interessam em alguns cenários ou espaços sociais. Respeitar a diversidade e ver a beleza que há em cada uma das formas e cores de cada ser humano é um valor que se tem ou não dentro da gente. Se ele existir, vai valer em tudo, desde fazer roupas até aprovar um candidato numa seleção de emprego; se não existir, vamos continuar a discriminar pessoas tanto nas passarelas quanto nas ruas, empregos e empresas.

Por tudo, então, o Fashion Weekend Plus Size é o mais bonito dos desfiles. Bonito porque mostra gente bonita, e as magras também o são, e bonito porque mostra para todo mundo que a beleza não tem regra, peso ou altura. Assim como o feio também não.

*William Douglas é juiz federal, professor e escritor.


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