Arquivo do mês: março 2010

Espaço da leitora: Vivi Oliveira

“Fui recusada em um trabalho por causa da minha raça”

Pensei bem antes de escrever este texto, com medo de parecer piegas ou que as pessoas o entendam de forma pejorativa. Nunca levantei bandeira contra o preconceito racial, por considerar isso um tanto quanto pequeno em pleno século 21, além de,  sinceramente, acreditar que acima da raça encontra-se o ser humano. Entretanto, para minha absoluta surpresa e também para que eu comprovasse o quanto ainda sou imatura cedendo a pedidos dos quais desconheço a procedência exata, decidi não só escrever-lhes, mas também fazer um alerta. Jamais enviem fotos a desconhecidos ou divulguem as mesmas em sites dos quais não saibam efetivamente a conduta dos responsáveis por ele.

Fim de semana passado, recebi um telefonema no qual me propunham um trabalho. Durante a conversa, ela me pediu que enviasse duas fotos, uma maquiada e outra sem maquiagem, pois a marca que desejava meus préstimos gostaria de conhecer meu rosto. Prontamente e “burramente” enviei as mesmas.

Após alguns minutos, recebi um retorno da mesma pessoa que me procurou anteriormente, evidentemente sem jeito e pisando em ovos ela me disse: Oi Vivi, me diga o que você se considera…. Negra, mulata, morena ou branca? Só pude rir e dentro do meu eterno humor responder que me considerava “japonesa”, evidentemente à resposta foi dada num tom ácido. Ela educadamente, afinal notava se seu constrangimento emendou que eu me encaixava em tudo, mas que por eu ser negra não poderia fazer o trabalho… Tudo isso rodeado de mil desculpas, avisando que no próximo me chamaria e que ela cometeu o “”erro””  pois antes de perguntar minha descendência, pediu minhas fotos. Ou seja, sem querer me vi a frente de duas situações lamentáveis, uma por ter sido recusada para um trabalho por ser negra e outra que além de lamentável é bizarra, ter sido questionada sobre minha raça, sobre minhas raízes. 

O questionamento sobre o que me considero, além de burro demonstra uma imensa ignorância e uma dose de bizarrice com hipocrisia. Vivemos num país mestiço onde poucos podem afirmar descender de uma “raça pura”, sejam brancos, negros ou amarelos. Lamento passar por este tipo de constrangimento em um país onde no último SENSO constatou se que mais de 50% da população é mestiça.

Minha indignação resume se a apenas dois fatos: ainda haver atitudes racistas num país que se diz moderno, democrático e isento de racismo, em pleno século 21 e, mais ainda, por hoje em dia sermos passíveis de rótulos. Se eu me considerar negra sou negra, se me considerar branca viro branca e por aí vai, lógico isso diante de pessoas de pouca ou nenhuma inteligência.

Reafirmo que raça pra mim não tem significado algum desde que não se torne motivo de bulling, deboche, chacota, exclusão ou até mesmo protecionismo. Digo isso sem qualquer medo ou apelo piegas, afinal eu sendo negra, sou contra esta tal cota para negros em universidade. O foco não deveria ser cota para uma determinada raça, e sim ensino decente e digno para que todos competissem em pé de igualdade como há algumas décadas atrás. 

Afirmo isso de consciência limpa, pois sou universitária, meu pai que fez colégio público é mestre assim como minha mãe, que também fez colégio público. A diferença é que meu pai fez uma universidade conceituada particular e minha mãe fez uma universidade de referência mundial pública. Logo, ambos vindos de escolas públicas tiveram a mesma chance de cursar universidade. Concluo que antes de fazer apologia a cotas, ou usar camisetas que remetam à quaisquer tipo de discriminação, seja por da raça, condição da pessoa ou situação em que alguém se encontre, o importante e o fundamental é que todos tenham o mesmo direito à saúde, educação e  a alimentação, que estas sim devem ser à base de uma nação onde as pessoas se dizem inteligentes, democráticas e avançadas.

Inadmissível é alguém hoje ser julgado melhor, pior ou inadequado para algo devido ao seu tom de pele. Horrores já aconteceram por conta da cor de pele de alguém e mesmo assim o mundo de hoje ainda se prende a estes detalhes esquecendo o bem maior: a vida, o respeito, o ser humano. 

40 Comentários

Arquivado em comportamento, Espaço da Leitora

Assoprando velinhas: Mulherão completa 1 ano de existência!

Em 26 de março, o Mulherão completará 1 ano de vida. Parece mais, não é mesmo? Afinal, todo mundo aqui, tanto as leitoras, como as colunistas e a equipe que integra o Dia de Modelo, dividem o mesmo sentimento gostoso de “amizade antiga”. Quando converso com as meninas de nossa equipe, sinto como se falasse com uma amiga de infância, irmã, que tudo sabe sobre minha vida, meus medos, meus anseios…

A transição de mulherzinha para mulherão

O Blog Mulherão surgiu de maneira despretenciosa. Eu acabara de sair de uma empresa de comunicação em que atuava como gerente, para montar minha própria empresa de comunicação. O Mulherão, então, foi uma forma para “desabafar” sobre minhas tentativas fracassadas de emagrecimento e escrever sobre “coisas de menina”, uma satisfação pessoal, enquanto editava uma revista sobre mecãnica de caminhões, um jornal para advogados etc.

Organizei o primeiro Dia de Modelo e utilizei minhas habilidades em assessoria de imprensa para que este evento se tornasse conhecido nacionalmente. Entretanto, eu nada conseguiria sozinha. Ainda me lembro da dificuldade em conseguir as 12 meninas para participar do primeiro Dia de Modelo.

Do dia 26 de março de 2009 até agora, muitas pessoas contribuiram para com o Blog. Algumas seguiram seus projetos individuais, outras permanecem até hoje fazendo com que Mulherão creça a cada dia. Nossa equipe cresceu, conquistamos novas leitoras e ajudamos (esta é a melhor parte de tudo!) muita menina a redescobrir que é bela e tem o direito de ser feliz. Com isso, também passamos a ser mais felizes e seguras.

 Promoção de aniversário

Para comemorar o nosso primeiro ano de existência, vamos premiar 10 histórias de amor entre o Blog Mulherão e as suas leitoras. Escreva para mulheraopremiado@hotmail.com contando a sua história. Vale tudo! Conte como o conheceu, o que ele representa em sua vida… Escolheremos 10 histórias que ganharão um brinde dos nossos patrocinadores. A promoção é válida até 31 de março.

Matérias especiais durante toda a semana

Até o fim de março, apresentaremos algumas matérias especiais em comemoração ao nosso primeiro ano de existência. Fiquem ligadas!

34 Comentários

Arquivado em Curiosidades

Dia 10 de abril, excursão para assitir a GORDA

Os Blogs Beleza sem Tamanho, Coisas de Gordinha, Poderosas Gordinhas, Gordinhas lindas e Mulherão querem convidar as suas leitoras paulistanas para uma “excursão” para assistir a peça GORDA, com Fabiana Karla.

Se você quer participar desta caravana que acontecerá dia 10 de abril, no teatro Procópio Ferreira, envie um e-mail para amigasdagorda@gmail.com.

Acesse o twitter: http://twitter.com/amigasdagorda

Vamos encher a peça de amigas.

Se você tem um blog e quer unir-se à nós, sinta-se à vontade para replicar este post às suas leitoras.

Um abraço das amigas e amigos da GORDA.

5 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Teoria da sandália arrebentada

Por Eduardo Soares

Caminhava tranquilamente pelas ruas do bairro onde moro quando de repente aconteceu um imprevisto: minha sandália Havaiana arrebentou! E a minha cara de vergonha? Se isso acontecesse próximo da praia, iria ficar descalço e pronto, afinal caminhar assim por aquelas bandas é algo pra lá de comum. Mas a onda mais próxima quebrava no mar a uns vinte quilômetros de onde eu estava e por isso corri em direção ao mercado mais próximo e tratei de comprar novas sandálias.

De certa forma tal situação me fez pensar em algo: estamos preparados para os imprevistos que a vida nos oferece? Não, certamente não estamos. Quando acontece algo fora do comum, nossa estrutura psicológica fica abalada. Bate aquele desespero enorme, os pensamentos se perdem e a razão parece fugir daquele momento. Parece que estamos sem roupa no meio de uma tempestade de neve.

Bom seria se o destino (ou algo equivalente a este) colocasse no nosso subconsciente como forma de alerta aquelas placas típicas de obras de rua: “Desculpe o transtorno. Estamos trabalhando para melhor servi-lo. Em breve voltaremos as atividades normais ”. Mas aí deixaríamos de ser humanos, tornando-se então robôs milimetricamente programados para o não sofrimento. Assim, palavras como “experiência” e “vivência” seriam riscadas do dicionário. Todos nós sofremos mas ninguém gosta de passar por isso. Com o tempo vemos todas as experiências vividas servem como aprendizado para as coisas que devemos ou não fazer no futuro.

E quando aquele namoro que parecia ser perfeito termina do nada? A tristeza é o sentimento mais natural para aquele que ama (ou pelo menos nutre um gostar forte). Mas aí mora a escolha de cada um: a fossa é natural mas o desespero é opcional.

Só uma observação antes da sequência da nossa conversa. Nunca devemos depositar nossos sonhos exclusivamente sobre o(a) parceiro(a). Com o tempo,( leia –se noivado , casamento ou “juntamento” dos trapos), podemos no máximo dividir nossos projetos junto de alguém que queira (e mereça) fazer parte deles.

E como agir depois do fim do namoro, casamento, noivado, ficação ou (faltou algo?) rolo? Tem gente que faz de tudo para encontrar pessoas que sejam diferentes do (a) falecido(a) enquanto outros saem justamente a procura de alguém que seja semelhante ao(a) filho(a) da mãe! Erro! Nota zero, com risco de reprovação sem direito a recuperação!

Certas pessoas acumulam insucessos sentimentais e com isso a visão das futuras escolhas deturpa a foco da realidade. Buscam-se rostos mas encontram-se apenas sombras. Em outras palavras,enquanto procura por pessoas perfeitas (ou ideais) essa gente fecha os olhos para o mundo real, de pessoas com qualidades e defeitos, abrindo os olhos apenas para o mundo de utopia. Se você não é perfeito(a), porque raios quer encontrar alguém que seja assim? Você não fala que precisa ser aceito(a) do jeito que é, então porque vai querer alguém imune a erros? Na minha opinião, ninguém é ideal ou perfeito. Somos certos um para o outro e ponto.

E nessa tentativa absurda de busca pelo inexistente, grandes oportunidades que CERTAMENTE estão ao nosso redor entram e saem de nossas vidas sem percebemos. Mas tem gente que nasceu com pandeiro virado pra lua e assim, a sorte bate a porta, esfrega-se na cara e as oportunidades ficam à espera apenas da nossa resposta: afinal, você quer uma pessoa ideal ou a pessoa certa?

14 Comentários

Arquivado em Uncategorized

O poder do pensamento inteligente

Por Keka Demétrio

Sempre tive pensamentos e raciocínio meio sem lógica dentro do que o senso comum chama de normal. Por exemplo, se estou sem fazer nada, refestelada em um sofá, isso para mim é estar fazendo alguma coisa, mesmo que seja o que todo mundo chama de nada.

Sempre soube do poder do pensamento, mas nunca havia trabalhado isso a meu favor até que alguns acontecimentos me obrigaram a procurar saídas rápidas e de resultados positivos, então passei a observar como eu reagia diante de certas situações e a querer me “educar” emocionalmente.

Não existe nada que me deixa mais irritada do que não almoçar…aff, fico sem café da manhã, como qualquer coisa no jantar, mas meu almoço é sagrado, é como se o meu dia dependesse dele. Quer dizer, era assim até o dia em que me vi, novamente, aos berros com minha filha sem ela ter feito sequer uma malcriaçãozinha, é que eu não havia almoçado, teria que sair para comer fora e pior, sozinha, e odeio comer sozinha.

A sensação que senti foi de total desacordo comigo mesma, de frustração por estar agindo daquela forma, então respirei fundo pra ver se o cérebro oxigenava mais e a sensatez retornasse e pensei: caramba, estou sendo dominada pela comida. É, pode até parecer um tanto quanto dramático demais, mas não é, é real, bem real. Pior de tudo é sentir que é um vício, e então penso o quanto sofrem as pessoas que possuem algum tipo de dependência, seja ela física, química, emocional, ou qualquer outra. Só quem tem sabe o quanto é difícil brigar, discutir, e enfrentar a si mesmo e, muitas das vezes, ser derrotado por você mesmo.

Evidente que nesse instante eu comecei a comandar os meus pensamentos. Procurei controlar a respiração e a ordenar pensamentos que trabalhariam a meu favor. Se eu não queria sair para almoçar por diversos motivos, ninguém tinha que pagar o pato, o marreco, o ganso, ou o terreiro inteiro por causa disso, eu quem tinha que decidir como agir e pensei no lado positivo de não comer aquele prato de arroz, fritas e picanha (sim, prefiro a picanha porque o filé é magrinho e adoro uma gordurinha, a comida fica mais suculenta..rs). Fui sentindo meu corpo relaxar, o ar ficar leve e esbocei um sorriso de vitória, pois eu havia conseguido dominar a mim mesma apenas com um pouco, ok, não tão pouco, de esforço e pensamentos realmente inteligentes.

A partir deste dia, entendi que o meu organismo reage de acordo com o que penso, e isso, ao mesmo tempo em que influencia minhas emoções, também se deixa influenciar por elas, criando um complexo sistema onde existe uma interdependência entre corpo, alma e coração.

Meu corpo se alimenta não só de sólidos e líquidos, ele também se alimenta de emoções que podem alterar todo o funcionamento do sistema. Através dos pensamentos ruins, todo o nosso organismo é afetado por uma corrente de mal estar, e então nos sentiremos pesados, arrastados, de mal com o mundo e pior, com a vida. Do lado contrário, os bons pensamentos fazem com que nosso corpo reaja de forma favorável, ficamos leves, receptivos e prontos para receber as maravilhas que a vida quer nos oferecer.

Sei perfeitamente que não é tão fácil assim ter apenas bons pensamentos, até porque somos seres em constante evolução, e por isso mesmo cheios de imperfeições, mas devemos travar essa luta diariamente, procurando cada vez mais dominar esse lado obscuro que todos nós temos, mas que pouquíssimas pessoas admitem realmente possuí-lo.

35 Comentários

Arquivado em comportamento

Rádio Mulherão: A-HA

Por Hugo Palazini


Hoje venho trazer para nossas maravilhosas e perfeitas os fofinhos do grupo A-HA. Amigos de infância, “Pal Waaktaar” e “Mags Furuholmen” começaram a tocar juntos numa banda de nome Black Sapphire. Inicialmente, começaram mais por um hobby, sem demais pretensões de ‘’conquistar o mundo’‘.

Acontece que, com o passar do tempo, chegando na adolescência e muito envolvidos com a música, enxergaram que podiam ter muito futuro se encarassem o hobby como possibilidade real de profissão. No decorrer da caminhada, conheceram “Morten” que era de uma outra banda, foi ai que então sairam pra batalha musical.

Um belo dia , enquanto tocavam com um harpista, esbarraram em Andy Wickham (caçador de talentos da Warner), que pediu aos três o k7 para que pudesse ouví-los melhor . De tão impressionado , ligou para Terry Slater ,um dos “todo-poderosos” da gravadora. Terry contactou seus amigos, dizendo-se interessado numa banda nova, de um grande futuro. Pela influência de Terry-que viria a ser o empresário da banda nos primeiros 8 anos de carreira-, o a-ha recebeu um adiantamento de 125.000 dólares , que gastaram “com roupas, diversão, essas coisas”.

O nome “A-HA” foi “achado” por Mags no caderno de notas de Pal e vem da interjeção “aha!” como descoberta, surpresa , enfim. A justificativa para “a-ha” foi a de que os rapazes queriam um nome curto, de fácil memorização, e que lembrasse o som do idioma norueguês. Logo, “aha” era o nome perfeito para a banda, gravado apenas com o hífen para obter um melhor efeito.

O A-HA justificou plenamente o adiantamento da Warner Bros. com um álbum de estréia que vendeu perto de 10 milhões de cópias em 1985, “Hunting high and low”. De cara, o disco emplacou três hits : “Hunting high and low”, “The sun always shines on TV” e “Take on me”. “Take on me” alcançou os primeiros lugares das paradas de vários países, dentre os quais Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Áustria, Suíça e , claro, Noruega , somando ao todo 23 países simultaneamente.

Essa semana, fizeram o último show aqui no Brasil, foi um show maravilhoso e emocionante, Essa grande banda, vai deixar saudades em todos nós. Fiquem com esse lindo clipe “HUNTING HIGH LOW”.

Bom começo de semana pra todas nossas fofinhas, maravilhosas e perfeitas.

Com carinho,

Huguinho.

9 Comentários

Arquivado em Artistas, Rádio Mulherão

Coca-cólatras anônimos

Por Renata Poskus Vaz

Este fim de semana, em uma longa viagem de carro que fiz com meu namorado, percebi em que ponto lastimável chegou o meu vício por coca-cola. E o pior, além de me viciar, acabei corrompendo e induzindo ao vicio o meu gato, que era adepto de uma alimentação saudável e se limitava apenas a tomar suquinhos naturais, vez ou outra.

Na estrada, a cada vez que parávamos para abastecer o carro ou para ir ao banheiro, eu rapidamente sacava dinheiro da carteira para comprar uma latinha daquele elixir dos deuses. E lá iam uma, duas, três, quatro… Mais de 10 latinhas de coca por dia. Não sei o que me desperta tanta vontade por esta bebida. Talvez seja o prazer inenarrável que aquelas bolinhas de gás dão quando em contato com nossa boca. Ou então, seja a cafeína que confere aquela sensação de satisfação.

Momento família: guaraná para eles, coca-cola todinha só para mim!

Vicio mascarado que prejudica a saúde

Quando falo em ser viciada em coca-cola, não falo brincando. Tomo cerca de 2 litros da bebida por dia, o que tem debilitado muito a minha saúde. Os dentes ficam amarelados, o estômago dói, a barriga fica repleta de gases causando desconforto. Então, porque não parar?

Não é tão fácil para quem foi apresentada à bebida na mamadeira, muito antes de completar 1 ano de idade. Meus pais, que são da época da tubaína servida apenas aos finais de semana e coca-cola somente em ocasiões especiais, como nos casamentos dos primos ricos, não imaginavam que a bebida poderia ser prejudicial à saúde.

Em novembro, desesperada tanto quanto um alcoólatra tentando me desvencilhar da bebida que por quase 30 anos consumi, escrevi um e-mail para a coca-cola pedindo auxílio para me livrar da dependência (tá, sei que parece gozação, mas foi real) e recebi a seguinte resposta:

Prezada Sra. Renata,

Agradecemos sua atenção com a nossa empresa!

Respondendo ao seu questionamento, afirmamos que todos os produtos comercializados pela Coca-Cola, não contém qualquer substância nociva à saúde e todos os nossos ingredientes são testados e analisados criteriosamente, não existindo, portanto, a menor possibilidade de fazer mal ao organismo. Além disso, são fiscalizados no Brasil pelo Ministério da Agricultura e pelo Ministério da Saúde.

Acesse também http://www.institutodebebidas.org.br, com dicas de saúde e bem-estar.

Continuamos à disposição!

Coca-Cola Brasil. Viva Positivamente!

Seria cômico se não fosse trágico! Qualquer alimento, mesmo que um natural, quando consumido em excesso, causa algum tipo de efeito colateral. Por exemplo, se ingerir diversos mamões num só dia, certamente terá um desarranjo intestinal tremendo, já que a fruta contém propriedades laxativas. Então, acreditar que consumir coca-cola em excesso todos os dias não causa efeito algum é pura tolice.

Pesquisando na internet, descobri que a bebida foi criada em 1886 para servir como remédio. Isso mesmo. Imagine você fazendo um churrasco e servindo para seus amigos um copo geladinho de Biotonico Fontoura. Estranho, não é?

O nome coca-cola é inspirado nos dois ingredientes usados originalmente na bebida: cocaína, que vem da folha de coca e da noz de cola. Hoje, a cocaína foi substituída por cafeína.

O que fazer?

De acordo com o e-mail da Coca-cola Company, o consumo da bebida está liberado e não há nada de prejudicial nela. Este também deveria ser o discurso deles, há mais de 1 século atrás quando ela levava cocaína, uma temida droga da atualidade, em sua composição.

Então, tenho três opções. A primeira é liberar geral e continuar me entupindo de coca. A segunda é cortá-la definitivamente do cardápio e rezar para não cair em tentação. A terceira, e ao meu ver a mais viável, é reduzir as doses da bebida até que consiga consumi-la eventualmente, sem prejudicar a minha saúde, como vem acontecendo nos últimos tempos.

Na verdade, embora as propagandas nos estimulem a comprar a bebida e a criação que recebemos não tenha criado uma cultura de alimentação saudável, temos livre-arbítrio e comemos o que queremos. Ninguém vem aqui em casa me forçar a bebê-la 10 vezes por dia. Faço porque quero e só depende de mim mudar esta situação. Assim que conseguir susbtituir a “pretinha” por copos e mais copos de água mineral, volto para contar, tá bom? Afinal, não há problema em ser gordinha, desde que seja uma gordinha saudável, não é mesmo?

leia mais sobre a Coca, aqui.

71 Comentários

Arquivado em Saúde

Tenho meu lado brega, e daí?

Por Aline Gouvea

Tem algumas coisas que todo mundo tem, mas cisma em negar. Não to falando de celulite ou calcinha com elástico largo: isso a gente tem e pronto. Eu, pelo menos, tenho e nunca tive vergonha. É diferente de já ter lido mais de um livro do Paulo Coelho: nego até a morte, porque pega muito mal.

Mas tem umas coisinhas que queimam o nosso filme, mas não dá pra gente renegar. Meu lado brega, por exemplo. Ele é breguíssimo, mas não consigo simplesmente dizer que ele não existe só pra manter a pose. Deve ser breguice visceral isso. Não deve haver cura.

Minha primeira paixão neste estilo foi Sidney Magal. Sim, o “Cigano” Sidney Magal. Já dancei muito me imaginando a Cigana Sandra Rosa Madalena. Eu tinha uns 3 ou 4 anos, mas foi uma paixão marcante. Verdadeira. Não deboche, portanto. Outra paixão foi pelo Renato Gaúcho, quando ele jogava no Flamengo. Aquele cabelinho à lá Chitãozinho e Xororó era tudo de mais maravihoso na minha vida. Teve também a época que eu ia me casar com o Ray, do Menudo. Difícil de acreditar,né? Mas é verdade: esta alma aqui cheia de pose já amou um Menudo. Aliá, esta alma pseudo-fashion está ouvindo uma música que ai, ai, ai… Fez transbordar toda minha breguice latente: Fogo e Paixão, do Wando. Não gosto do cantor e sim da música. Gente, “Você é luz, é raio, estrela e luar/ Manhã de sol, meu Iaiá, meu Ioiô” deveria constar nos livros de literatura.

Parei meu trabalho burocrático e sem graça e corri pra escrever sobre isso. Estou me segurando pra não cantar em voz alta. Se no dia a dia sou séria e me deixo sufocar pelos compromissos, quando paro e escuto meu lado brega, sinto uma alegria, uma vontade de ser feliz.

Viva meu lado brega!

43 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Carlota lança coleção de inverno

Por Renata Poskus Vaz

A coleção de inverno da Carlota que foi apresentada no Fashion Weekend Plus Size já está à disposição das clientes. A Dani Lima está preparando um looshoo de matéria com informações sobre os 20 looks apresentados no FWPS pela grife. Enquanto isso, vale dar uma espiadinha no catálogo virtual. Clique aqui.

12 Comentários

Arquivado em Fashion Weekend Plus Size, FWPS, Moda e estilo, Modelo GG

Obesidade mórbida não é brincadeira!

Por Dani Lima

Vocês sempre me vêem aqui falando sobre moda para gordinhas, que devemos nos vestir bem e de forma moderna e condizente com as tendências, e que acima de tudo, tamanho do manequim não tem relação com beleza, felicidade e caráter; ou seja, não precisamos sofrer por não vestirmos 36 e sim, encarar o fato como uma condição normal do ser humano, que é ter uma forma de corpo: uns tem o corpo mais esguio, outros mais rechonchudos. Sim, temos que ser felizes, independente do nosso peso, e a partir do dia em que vivemos uma vida desencanada em relação a isso, todos os campos fluem de forma natural e encontramos a tão sonhada paz ou no mínimo, chegamos bem perto disso.

Contudo, é de senso comum, que é impossível que um espírito que habita um corpo sem saúde, tenha paz. Pelo contrário, ele viverá desorientado e em busca do equilíbrio, a procura do que chamamos de “mente sã, corpo são”.

Desta forma, sempre deixamos claro que não apoiamos obesidade excessiva, tampouco incentivamos as pessoas a engordarem e terem uma vida feliz de gordo. Levantamos acima de tudo, a bandeira de que é necessário ter uma vida saudável!

E esta semana, encontrei na Globo.com uma matéria na seção “Planeta Bizarro“, que contava que uma moça de 42 anos, casada, mãe de uma filha, tem a pretensão de nada mais, nada menos, entrar no Guiness Book, por ser a mulher mais gorda do mundo! Ela pesa hoje em dia 273kg e almeja chegar aos 453kg. Na verdade, não é só um desejo… ter esse peso é o seu maior sonho!

Li toda a matéria (que pode ser encontrada aqui) e lá eles contavam que segundo ela, sua saúde está em dia. Bom, não sou médica, mas falo pra vocês com sinceridade que não consigo acreditar que uma pessoa que ganha a vida comendo (sim, ela mantêm um website onde as pessoas pagam para vê-la comer, segundo a reportagem) e pese quase 300kg seja saudável por completo!

Não vou julgar a moça, pois não é do meu feitio, mas senti que precisava falar sobre isso, porquê achei no mínimo muito bizarro, fazendo jus à seção onde foi encaixada a matéria, na grade da Globo.com.

Fica o meu recado que sim, eu apóio todas as moças gordinhas , mulheres com sobrepeso e quem mais vier. Mas que venha saudável. Afinal, a imagem das moças que desfilam nas passarelas do mundo afora e parecem que podem quebrar a qualquer momento não me agrada nem um pouco, mas definitivamente, a imagem de uma pessoa que só come e lamenta o fato de não conseguir chegar aos 400kg, me deixa muito, mas muito triste.

Que fique claro que eu não estou julgando as pessoas que tem obesidade mórbida. Estou apenas ressaltando que fico estristecida com o fato que existem pessoas que, mesmo sabendo do seu estado patológico, conseguem (em termos populares) “fincar” ainda mais o “pé na jaca”!

20 Comentários

Arquivado em O que rola por aí, Saúde