Arquivo do mês: junho 2010

Espaço da leitora: Cybele Carneiro de Moraes

 

Meu nome é Cybele, sou arquiteta e trabalho também com pintura, artesanato e ilustrações. Sou tamanho G. Em 2005, pintei uma tela chamada “Júlia e o Gato”. Essa tela chamou atenção no ateliê por que a Júlia é um mulherão. E todos gostaram muito.

Construí a Júlia em minha mente. Ela é mulata, solteira, bem resolvida com suas curvas, bem resolvida na vida e na profissão. Trabalha o dia inteiro, à noite quer descansar e tirar um tempo só para si. Ama leitura e arte. Sabe que o amarelo lhe cai bem.

Quando finalizei a tela, a mesma me pediu um texto: “À noite, Júlia aconchega-se ao travesseiro enorme com um livro em mãos. O gato Fidélis aproxima-se manhoso, quer o aconchego e o carinho da dona, ausente o dia inteiro. Em algum lugar da cidade, alguém suspira pensando nela. Ela nem imagina.”

Ah, tem um segredinho no quadro… Eu pintei dois chinelos de pé esquerdo, inconscientemente porque sou canhota. Meu marido é quem descobriu.

Para ver outros trabalhos meus, clique aqui.

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Look do Dia

Por Dani Lima

Sabem quando uma roupa, sapato ou acessório é importante? Seja porque te veste bem, porque você cultiva carinho pela peça, ou até mesmo por lhe trazer a lembrança de um tempo, lugar ou pessoa? É o caso deste vestido, para mim!

Estive pensando em comprar um longo de malha, que pudesse ser usado com um casaqueto/jaqueta da mesma forma que pudesse ser usado sozinho… com um salto ou rasteira… ou seja, uma peça atemporal que fosse coringa, em meio à esse inverno carioca que dita se quer nos congelar ou queimar, à seu bel prazer! E ao encontrar este vestido em meio à outras roupas esquecidas, me senti uma tonta e cheguei a me punir por ter cogitado a idéia de comprar outra peça, uma vez que esta supria todas as minhas necessidades e ia além… era tão representativa!

É claro que ainda gosto dele… não sei porque o deixei guardado durante tanto tempo!

Vestido – TNG da coleção verão/2008, se não me engano

Casaqueto – Leader da coleção atual de outono/inverno. Esquenta muito!

Esmalte – Sereia, Impala

Laura, minha nova filha-gatinha-bebê, que me venceu pelo cansaço e apareceu nas fotos, como desejava! rs

Meus posts andam sumidos por um monte de motivos, mas sei que o interesse e curiosidade de vocês não acaba – Graças a Deus – “jamé“! E sendo assim, vou deixar abertas aqui na sequência duas enquetes relacionadas à tag de Moda e Estilo do blog, no intuito de saber como e o quê vocês tem interesse de ver aqui; para direcionar minhas postagens de ‘”retorno aos palcos“! rs A opinião de vocês é muito importante para mim… podem me ajudar?

Muito obrigada a quem puder responder! 😉

Ahn… e por falar no retorno das matérias… essa semana teremos a matéria sobre botas que eu prometo há um tempão! rs

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Para seu próprio prazer

Por Madame Juju

 Durante este fim de semana, conversando com a mulherada, tive a inspiração que faltava para escrever este post.

 “… a minha mãe me viu, aos 4 anos, me masturbando…” Le*

 “… Eu já havia feito sexo, mas não sabia que o clitóris estimulado me daria prazer. Descobri por acaso, com o chuveirinho….”  Ana*

 E essas frases, surgidas em bate-papos informais, me deram a vontade de conversar sobre o tal ato, formalmente chamada de onanismo ou masturbação, palavras descritas pelo dicionário como: proporcionar prazer a si mesmo.

 Fiquei surpresa em saber que de fato muitas mulheres não se masturbam. Eu acreditava que seria a vergonha de assumir o ato, mas não. Mulheres que sim, tem a vida sexual razoavelmente ativa, mas não conhecem muito do próprio corpo e talvez ainda tenham receio de explorá-lo. Então, sorte daquelas que descobrem, mesmo que por acidente, o lugar no corpo onde podem sentir prazer, afinal, além de ser prazerosa, esta prática nos traz vários benefícios.

Proporciona o auto-conhecimento do nosso corpo, aumenta a facilidade de atingirmos o orgasmo, relaxa, alivia as tensões acumuladas do dia e nos ajuda a dormir melhor, fortalece os músculos da pélvis além de melhorar a circulação sanguínea no corpo inteiro.

Conheço uma pessoa que usa o vibrador no carro, para não estressar no transito. A idéia é bem interessante, já que em São Paulo podemos passar horas dentro do carro facilmente. Ela fecha o vidro, coloca o vibrador em cima do clitóris e dirige feliz e contente.  

MAS ela carrega um vibrador na bolsa?

SIM. Hoje, no mercado de acessórios sexuais, há uma linha de vibradores disfarçados, como este da foto, dá pra carregar na bolsa tranquilamente. Então mulheres, encontrem o seu momento, o que preferem usar, façam adaptações e sejam felizes!!!

 Até a próxima!

 Cuidado: não usar objetos pontiagudos ou cortantes, ninguém quer parar no pronto-socorro por causa de uma masturbação mal sucedida.

*os nomes foram trocados

EXTRA: Queridas Leitoras, eu resolvi colocar aqui, um link que leva a uma matéria de Laís de Lima, Psicóloga e Psicanalista. Neste link ela explica para os Pais, como lidar com fato, e as razões da criança se tocar. Como sei que muitas de vocês são mamães, acredito que pode ser de grande importância. Clique aqui e leia.

 

 

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Coleção outono inverno da Shine

Por Renata Poskus Vaz

A Shine lançou sua coleção outono inverno e surpreendeu com muitas camisas e blusas com estampas exclusivas e cortes diferenciados. A musa da coleção é a Mayara Russi (olha a bonequinha aí dominando o cenário plus size). A grife tem lojas que revendem suas peças em todo o país.

Para saber onde comprar, escreva para atendimentoshine@gmail.com

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Porta giratória

Por Eduardo Soares

Imaginação aliada com inspiração formam uma dupla que chega a assustar. Quando menos esperamos, pipocam algumas idéias na cabeça. Boas, ruins, razoáveis, tanto faz. E quando fixam moradia na mente, ficam martelando, martelando, martelando até ganharem contornos verbais através de lápis e papel. Pelo menos comigo sempre foi assim.

Digo isso pois fiz uma comparação inusitada na tarde de hoje. Cerca de vinte pessoas desfilavam doses calóricas de paciência diante da morosidade de três míseros (e letárgicos) caixas. Eu era um dos felizardos clientes a espera da palavrinha mágica: ‘’próximooo”. Não bastasse esse panorama, ainda tive que aturar um casal discutindo a relação na minha frente. Sinceramente, fiquei revoltado comigo mesmo por ter esquecido de carregar a bateria do celular. Nessas horas, meter um fone no ouvido para passar o tempo é fator essencial no combate ao estresse. Bom, ambos cultivavam pilhas de faturas a pagar. E na mesma proporção das contas, surgiam argumentos recheados de acusações e ofensas recíprocas. Ele metia a mão numa das contas e dizia:

– Precisávamos disso? Não, me explica! Pra quê gastar com essa besteira?

Ela não deixava por menos e retrucava:

–   Olha aqui (mostrava a mão direita lotada de contas)! Isso aqui é tudo seu, meu bem! Não venha querer cantar de galo, viu? Boa parte dessa porcaria vem de você.

E tome tiroteio. Um apertava o gatilho enquanto o outro se esquivava das balas com a mesma habilidade de Neo na trilogia Matrix. Confesso que em certo momento esticava o pescoço para tentar ver o que era a tal ‘’besteira’’e o  “isso aqui’’citado por ambos. O tempo passava, a fila andava e a ladainha continuava. Quando o caixa chamou o casal, quase pedi para assoprar uma vuvuzela dessas da vida, tamanho meu alivio (mental e auditivo) pós teste de paciência.

Casais brigam por “N’’ motivos. Viver a dois não é tarefa fácil. Nem sempre estamos dispostos a aguentar aquele dia de mal humor do(a) parceiro(a), até porque esse dia de fúria pode ser exatamente o mesmo que o nosso. Aprendi com o tempo que ninguém vai mudar por mim. Somos assim e ponto. Podemos melhorar algo, amenizar algum defeito ou até quem sabe (com muito esforço e força de vontade) eliminá-lo de vez da nossa vida. Mas isso só ocorre quando queremos e não por pedidos de quem está do seu lado. Tem gente que encara esses pedidos como afronta pessoal. Aí frases do tipo “voce me conheceu assim então não pode reclamar” aparecem a todo instante. Para ser sincero, esse argumento não é de todo mal. Certas verdades doem. E nesse caso, por mais que fiquemos com raiva de ouvir coisas do gênero, devemos admitir que a pessoa tem lá sua razão.

Por isso tudo, considero o namoro como um excelente estágio sentimental. Você conhece boa parte da pessoa durante esse período. Suas manias, virtudes, defeitos, o que lhe agrada, o que incomoda. Nessa fase devemos fazer o seguinte questionamento: será que vou conseguir suportar aquela teimosia dele(a)? Erroneamente pensamos que o casamento modifica as pessoas e num passe de mágica todos os defeitos desaparecem. Aí escolhemos dois caminhos: conviver e aturar os velhos defeitos (aqueles que voce conheceu lá na época do inicio de namoro mas preferiu fazer vista grossa) ou pular fora do barco antes que sua vida afunde de vez.

Voltando ao inicio do texto, minha imaginação fez um link entre essa situação e a de certo serviço de segurança bancário. Seja onde for, desde a cidade pequena e pacata do interior até a opulente metrópole, todo santo banco possui porta giratória. Em determinados lugares, não posso sair da agência caso exista alguém do lado de fora bloqueando a porta devido a excesso de objetos metálicos. Em outra situação, quando vou sair aparece uma pessoa idosa com certa dificuldade para empurrar a porta. Sem que ela perceba, conduzo o movimento giratório e assim ela entra no banco ao passo em que saio do local e sigo meu rumo. Nunca vi alguém atravessar uma porta giratória com as mãos no bolso. Pode parecer algo banal, quem sabe até você nunca tenha parado para pensar nisso, mas dependemos de alguém para entrar/sair de qualquer agência bancária. É de certa forma uma questão de ajuda mútua, afinal não quero atrapalhar a vida de ninguém e não quero que ninguém me faça perder tempo.

Se você acha que seu(ua) companheiro(a) está travando sua passagem, até quando vale a pena insistir/esperar? Por outro lado, assim como qualquer conta a pagar nossa felicidade tem data de vencimento. Se vocês não souberem quitar as pendências do passado, a conta será paga tarde demais e aí os juros impostos pela escolha poderão causar prejuízos enormes. E depois não adianta culpar a vida. Boa parte da parcela de culpa pela sua (in)felicidade está nas suas mãos.  

Em outras palavras, vida a dois é como porta giratória: se um emperrar, o outro não anda.

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Modelos GG brilham em desfiles de Nova York

Por Dani Lima

Em ano de Copa do Mundo, as semanas de moda começam um pouquinho mais cedo! E enquanto não chega a hora de ver as lindas modelos brazucas no FWPS (que acontecerá nos dias 23 e 24 de Julho, no SENAC Lapa Faustolo – SP), vale dar uma espiada na semana de moda plus size de Nova York, né?! 😉

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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Saudade dói.

Por Keka Demétrio

Descobri que a vida, sempre valorosa e prestativa, nos ensina até quando a saudade dói.

Se tivermos saudades de um amor que se foi, dói, se temos saudades dos amigos que partiram dói, da inocência das brincadeiras de infância, dói, e das gargalhadas nas noites intituladas do pijama na casa das amigas, também dói. Dói até sentir saudades do que nunca se viveu de fato, mas que era tão bom nos sonhos de olhos abertos que também dói.

A gente sempre pensa que o amanhã vai ser melhor e acabamos por deixar de viver o hoje pensando no que virá. Daí, quando a gente olha para trás, percebe que o tempo que foi perdido não está à venda na mercearia da esquina ou em algum site na internet. Perder tempo é sentir saudade de uma vida que não vivemos, e isso também dói.

Semana que vem completo 38 anos (depois deixo o endereço para o envio de presentes..rsrs), e se por um lado não sinto que já vivi 13.870 dias, por outro tenho a sensação de que já vivi muito mais do que isso. Confesso que ela veio depois que comecei a me olhar como uma mulher de verdade. Hoje, os ponteiros do relógio não mais me assustam, a falta de viver é que me deixa apreensiva. Por isso não desperdiço mais meu tempo com os irritantes “se”, “talvez”, “quem sabe” ou “depois eu decido”. Aprendi que para viver e sentir saudade é preciso coragem para enveredar pelos sonhos, desejos, sentimentos. O brilho nos meus olhos passou a ser mais importante do que qualquer outra coisa, e aprendi também que para eles brilharem preciso ter consciência de que sou o ser mais importante nessa minha existência.

As marcas que insistem em aparecer em meu rosto são apenas indícios de que eu vivi, sofri, chorei, mas também de que eu amei, fui amada, dei colo e recebi afago. As pedras da vida me fizeram tropeçar por diversas vezes, mas a cada vez que eu me erguia me via mais forte e dona de mim, e tenho um baita orgulho porque não deixei que a raiva, a mágoa, o ódio, a tristeza, ou qualquer outro sentimento ruim permanecesse nesse coração. E embora, por diversas vezes tenham me provado do contrário, acredito fielmente no lado bom das pessoas, e quero continuar a acreditar, porque perder essa crença seria desistir de mim mesma.

Quero viver e criar muitas saudades, mesmo sabendo que um dia elas também irão doer. Porque infinitamente pior do que sentir dor de saudade é quando o coração chora porque está vazio de lembranças.

 

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Se só me restasse um dia…

Por Renata Poskus Vaz

Bom dia, meninas. Nesta quinta-feira, proponho um exercício diferente para todas nós. Algumas vão até pensar que se trata de filosofia demais para um blog de moda, beleza e comportamento. É claro que todas queremos falar e ler coisas boas, alegres e que levantam nossa alto-astral, mas às vezes é necessário, assim como dizia um célebre trecho de uma música dos Titãs, pensar em “o que você faria se só te restasse um dia”. Isso mesmo! “Se o mundo fosse acabar, me diz o que você faria”. 

Pensando nisso, também me coloquei a refletir que, muitas vezes, levo os meus dias com a certeza de que muitos outros virão. É aquela sensação de que temos todo o tempo do mundo para consertar erros, visitar parentes que amamos, mas que acabamos deixando de lado por causa da correria do dia-a-dia. É por conta dessa quase certeza de que muitos anos ainda virão que deixamos de pedir desculpas a quem magoamos, de nos declarar para quem amamos, de perdoar a quem nos tem ofendido… Opa, está parecendo conversa de igreja, não é mesmo? Mas é a pura realidade. Muitas vezes erramos (ou erram conosco) achando que amanhã ou depois tudo poderá ser “consertado”. Ok, ok…. Mas não somos nós que controlamos o tempo chamado VIDA.

Antes de ontem fui visitar meu avô, Vaitiekus Poskus, um lituano saradão de 82 anos, lúcido, inteligentíssimo, mas que já passou por 1 câncer de mama, 1 pancreatite, 1 câncer de pele, 1 enfarto, doenças vasculares e muitos outros pepinos mediciais próprios da idade. Cheguei lá e o velhinho havia ido cortar o cabelo, acompanhado de uma tia que, lembrando agora, fiquei de ligar para ela semana passada e esqueci. Na casa do meu avô, fiquei conversando com a empregada, vendo fotos antigas… Passou 1 hora, duas e nada dele voltar do cabeleireiro. Sabe o que fiz? Deixei um beijo por meio da empregada e fui embora. Entretanto, em nenhum momento me veio na cabeça a idéia de que meu vô, embora ativo, está praticamente fazendo hora extra aqui na Terra. E que aquele beijo que deixei por meio da empregada, se tivesse sido dado diretamente em seu rosto e acompanhado de um grande abraço, teria feito uma grande diferença para aquele homem que não vejo desde o início do ano, por “falta de tempo” (detalhe, ele mora há 20 minutos a pé da minha casa). E faria uma grande diferença para mim também!

Hoje, fico pensando que se, hipoteticamente, fosse meu último dia de vida, quanto rancor, mágoas e arrependimentos por coisas que fiz e deixei de fazer eu levaria comigo. Esta semana, já iniciei o exercício do “e se só me restasse um dia”. Conversei bastante com meu pai (ok, ok, foram 5 minutos, mas tratando-se de Sr. Roberto é praticamente uma eternidade). Também falei com minha irmã Barbara algumas coisas que achava necessário dizer, mostrei o quanto a amo e o quanto me orgulho da mulher linda que ela se tornou.

Mas neste exercício de “e se só me restasse um dia?”, esqueci de dizer às minhas amigas o quanto elas são especiais para mim, que eu adoraria que a Dani e a Keka continuassem cuidando do Mulherão e que nunca, nunca, permitam que ele fique cheio de banners xexelentos e demodés, repletos de propagandas… kkkkk (olha só o quanto sou materialista!). À minha família eu diria obrigada por tudo, ao Seu Toninho diria que ele não entende nada de chinelos novos e chinelos velhos, à Dea diria que conseguimos desmistificar a idéia de que pessoas com gênios completamente diferentes podem sim formar uma grande dupla. À minha amiga Mitiko eu diria que eu bem que avisei que a cirurgia de redução de intestino é uma furada (momento “praga de mãe pega” kkkkk).

Enfim, eu diria paratodos que fui feliz, entre tanto estresse, intolerância e exitações. E, para completar, comeria 6 pedaços de pizza portugueza do Ciccarino, com 1 litro de coca-cola e com uma torta de morango de sobremesa. Passaria um batom vermelho-periguete e assitiria pela última vez Diário de uma Paixão.

Agora, meninas, me digam uma coisa: “o que vocês fariam se só lhes restasse um dia?”

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Gordinhas começam a vida sexual mais cedo?

Por Renata Poskus Vaz

O prédio em que nasci e cresci mais parecia um harém. Não haviam muitos meninos e nós, garotas, formávamos um grande grupo de colegas quase inseparáveis. Uma delas era bem gordinha. E quando digo bem gordinha, quero dizer, na verdade, beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem gordinha. E ela era uma das mais namoradeiras, estava sempre rodeada de garotos e raramente levava um fora. Sendo os adolescentes seres tão preocupados com estética e beleza (sim, muitas vezes eles preferem correr atrás de uma garota chata, mas linda, ao invés de uma menos popular e muito mais interessante pessoalmente), o que justificaria a minha amiga beeeeeeeeeeeeem gordinha, mesmo na mais tenra idade, viver acompanhada?

Na última semana, uma pesquisa veio elucidar esta questão.  O Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas afirmou que meninas acima do peso comum iniciam a vida sexual mais cedo, acumulam vários parceiros durante a adolescência e usam menos camisinha. E não pára por aí. De acordo com a pesquisa, essas garotas possuem quase três vezes mais chances do que as outras de começarem a fazer sexo com menos de 13 anos, e estão 30% mais propensas a ter múltiplos parceiros durante a adolescência.

De acordo com Dr. Margaret Villers, um dos pesquisadores, a equipe não imaginava, no início da pesquisa, o quanto o peso poderia ser determinante na iniação sexual.  A  falta de autoestima das gordinhas poderia influenciar neste comportamento. Lauren Chernick, pesquisadora em medicina pediátrica, afirma que as garotas acima do peso tendem a usar o sexo para segurar os parceiros.

Bom, e sobre a gordinha do meu prédio, não acho que o fato de sempre conseguir bons namorados esteja estritamente ligado ao fato dela “apelar” para a sensualidade para não se sentir sozinha. Acredito, na verdade, que enquanto ainda éramos apenas garotas magricelas em desenvolvimento, a nossa amiga gordinha já tinha pernão, bundão, peitão… Coisas que garotos adoram. Além disso, porque a sensualidade não pode ser algo próprio dela? E que existiria da mesma forma se ela pesasse míseros 50 Kg.

E você, o que acha dessa pesquisa?

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Quanto “glamur”! Mayara Russi estampa catálogo de grife carioca

Por Renata Poskus Vaz

A nossa queridinha do cenário plus size, Mayara Russi, estampa o catálogo da Glamur Fashion. Roupas casuais, seguindo as últimas tendências da moda e em tamanhos maiores (ah, a loja também tem opções para a sua irmã magrinha…rsrsrsrs). A grife é mais uma opção para as meninas do Rio de Janeiro que tanto reclamam de não encontrar diversidade de roupas por lá. Para visitar o site da loja, clique aqui.

O que vocês acharam dos looks? Comentem!

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