Arquivo do mês: janeiro 2011

Fabiana Karla aparece ao lado de bonitão na praia e desperta debate sobre o preconceito

Por Renata Poskus Vaz

Hoje vi uma matéria no Jornal Extra que teria tudo para ser apenas mais uma manchete de casal famoso dando uns amassos na praia. Todavia, a protagonista desta cena é nada mais nada menos que a atriz Fabiana Karla, linda talentosa e gordinha. Ao lado dela, o novo namorado, lindo e atlético. Pronto! Estava armado o circo. Em quase 70 comentários sobre a matéria, ao menos 1/3 deles haviam ofensas. Veja um exemplo:

” Posso estar enganada e sendo preconceituosa, mas me perdoem, não acredito nesse tipo de amor. Acho que além da admiração tem que haver atração e acho muito difícil uma pessoa que está com tudo em cima se apaixonar por uma pessoa tão gorda. Ela pode ter muitas qualidades mas o físico conta muito… E, coincidentemente, só vemos isso no meio artístico. Estranho, né?” Laila 

Quanto preconceito! Eu namoro um homem magro, lutador de karatê e que só namorou meninas magrinhas a vida toda. A Andrea Boschim é casada com um homem magro e atlético. A Danizinha Lima também namora um magrinho. Não somos famosas, não somos ricas. Que interesse esses homens poderiam ver em nós se não o amor? Não somos reduzidas aos ponteiros que a balança marca quando subimos nela. A grandeza de nosso caráter ou a qualidade de nossa companhia não se mede pela quantidade de celulite de nossas pernas.

Esta história da Fabiana Karla lembra muito bem a que há alguns dias tratamos aqui, sobre a Big Brother gordinha que ficou com o amigo de confinamento bonitão. Só que na história de Fabiana Karla existem sentimentos de verdade envolvidos. Deve ser duro para uma mulher que ama e se sente amada escutar que o amor de sua vida só está com ela por interesse financeiro ou para pegar carona em sua fama. Mesmo sabendo que isso é despeito e falta de limite por conta da sensação de impunidade que a internet dá, não há autoestima que aguente!

Queria pedir às pessoas que gostam da Fabiana e que não aprovam aqueles comentários maldosos proferidos no Jornal Extra, que deixem seu carinho aqui (e lá também) para a atriz. Ela é uma querida amiga e torcemos por sua felicidade.

E seguindo o exemplo da Fabiana, vamos beijar muito, mulherões. Afinal, a gente pooooooode!

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Blogueiras podem ganhar ingressos para FWPS incluindo visita ao backstage e lugar na primeira fila

Por Renata Poskus Vaz

Devido a importância dos blogs de moda para o segmento plus size, a produção do Fashion Weekend Plus Size premiará 10 blogueiras com uma credencial que permitirá o acompanhamento integral do evento, incluindo acesso ao backstage. E as leitoras também serão premiadas! As blogueiras premiadas poderão realizar em seus blogs o sorteio de dois convites para o desfile do dia 12.02. As premiadas sentarão nas duas primeiras filas do desfile!

Para concorrer, envie para imprensa@fwps.com.br:

Nome completo:

Blog:

Cidade/Estado:

Telefone celular:

E-Mail:

 O resultado do sorteio sairá sexta-feira, dia 4 de feverereiro. Participem!

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Não contrate um gordo.

Por Keka Demétrio

Todos os dias enquanto me arrumo para ir trabalhar, e modéstia parte, desempenhar muitíssimo bem meu trabalho, deixo a TV ligada no programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo de Televisão, que na última sexta-feira exibiu uma reportagem que me deixou, no mínimo, irritada.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/01/sete-em-cada-dez-empresarios-no-brasil-nao-querem-empregar-gordos.html

 De acordo com a matéria, em uma pesquisa realizada, constatou-se que 70% das empresas brasileiras não contratam profissionais que se enquadram na categoria: gordo.  Pelo que entendi que se dane se você amassou o seu grande bumbum em uma cadeira de universidade, se possui MBA, mestrado ou se pode ser chamado de Doutor. O que importa não é o quanto você exercita o seu cérebro, mas sim os seus glúteos e se está com tudo em cima.

Tô cansada e careca de saber que existe preconceito em tudo o que é lugar, mas diante de um mercado cada vez mais competitivo e globalizado escolher candidatos pelo físico é no mínimo burrice. Ok, eu sei que existe a possibilidade de um obeso ficar mais doente do que um sujeito magro, mas que garantia temos disso? As estatísticas? Ótimo, adoro gráficos, porém as estatísticas também comprovam que empresas que possuem um quadro de colaboradores mais eficientes do que a concorrência sai na frente e abocanha uma fatia maior do mercado. E eu nunca ouvi dizer que inteligência e competência se mede com fita métrica.

As pessoas nos olham e acham que somos preguiçosos e lentos, eu não os julgo por pensarem assim, porém, existe a lei da compensação, se somos mais lentos fisicamente, nosso raciocínio não depende de nossas pernas para criar estratégias de mercado brilhantes. Aliás, hoje em dia a questão mercado/consumidor é um dos maiores desafios, pois estes estão mudando quase que com a velocidade da luz, e nada como um bom gordinho que sempre ficou à margem de bons empregos e salários, excluídos das festas e baladas, e teve que aprender a entender o comportamento do ser humano (uma forma de não sofrer tanto pela discriminação) para ensinar como observar e definir o que o consumidor pensa e quer.  

Meu nome é Angélica Demétrio, estou bem mais do que 10 quilos acima do meu peso normal, e sim, sou inteligente e perfeitamente capaz de exercer a minha profissão de Publicitária e Executiva de Marketing. E se algum dia alguma empresa deixou de me contratar por eu estar gorda, só tenho a lamentar…por ela!

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E no Big Brother, o gatão pegou “a gorda”…

Por Renata Poskus Vaz

Quem acompanha a décima primeira edição do Big Brother Brasil, sabe que a direção do programa cumpriu sua “cota gorda” inserindo na atração a jovem estudante de farmácia Paula, 24 anos, natural de Rondônia. Quando digo “cota” é porque poderiam sim integrar mais pessoas com corpos normais nessa turma de participantes. Paula é a única mulher acima do peso daquela casa.

A moça não se tornou uma diva para as gordinhas. Com modos e postura duvidosos, meio sem sal nem açúcar, custou a cair na graça do povo. Além disso, ninguém se transforma em ídolo só por causa do seu corpo. Com início de brincadeiras por parte dos participantes em que a chamavam de “jabulani”, fazendo referência à uma bola de futebol (seria por causa do seu bumbum redondinho ou porque ela é gordinha mesmo?), ela foi conquistando a simpatia alheia. Afinal, quem nunca sofreu com esse tipo de discriminação? Se ela tinha tudo para cair no desgosto popular, acabou se aproximando do público.

Para completar, na noite de ontem, durante uma festa para os enclausurados desta edição do BBB, Paula beijou um dos gatões da casa, o Cristiano. Ao ver que suas amigas de confinamento tentavam seduzí-lo, Paula não deixou barato, grudou no candidato à galã e o beijou muuuuito. Ele retribuiu e parece ter gostado bastante do envolvimento relâmpago com a gordinha.

Hoje, nos twitteres da vida, a indignação popular. Como pode Cristiano ter ficado com uma gorda?- perguntavam os internautas. Veja o comentário de uma seguidora da atração:

“O Cristiano era a unica salvação desse BBB e me pega tds as moças de uma vez em uma festa só?Inclusive a Paulinha? amigo tem q ver isso ai! há 2 horas e 8 minutos” @thaisaiorio

A indignação da telespectadora acima, não foi somente pelo fato do Cristiano ter beijado diversas moças numa festa só. Ao dizer “inclusive a Paulinha” demonstra preconceito. Deixa claro que até que é tolerável beijar diversas mulheres, mas uma gordinha não. Eu, por outro lado, já acho que a Paula tem potencial para se envolver com qualquer homem daquela casa e que poderia ter sido mais seletiva não ficando com o rapaz em questão. Só porque somos gordas não podemos escolher?

Ainda dizem que Big Brother é cultura inútil. Não concordo. Lá as pessoas parecem ratinhos de laboratório. Conseguimos estudar seus comportamentos que são idênticos aos de muitas pessoas que conhecemos aqui fora. É por meio do Big Brother que conseguimos enxergar, na lata, questões como a do preconceito.

Você que acompanha a atração, acredita que Paulinha será uma boa representante dos mulherões?

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Procura-se homens que calcem 45 para desfile de calçados em evento GG

Por Renata Poskus Vaz

Meninas, vamos sondar quanto calçam nossos maridões e inscrevê-los no casting do Fashion Weekend Plus Size para modelos com pés gradinhos. Vejam os pré-requisitos:

* ser simpático

*calçar 45

* de preferência ser fofinho

Os candidatos devem enviar fotos de rosto e corpo inteiro para casting@fwps.com.br com  nome e telefone.

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Dando um tempo para a alegria.

Por Keka Demétrio

Mais um dia, mais uma semana, mais um mês. Lá vamos nós para fevereiro e parece que a vida ainda não aterrissou em 2011. Penso, repenso e sei que preciso recomeçar algumas coisas, mas vou adiar tudo para amanhã, aliás, nem tudo, algumas coisas ficarão para depois de amanhã, ou quem sabe para a semana que vem. Ok, eu vivo dizendo que temos a obrigação de lutar pela felicidade o mais rápido possível, mas também acredito que esse time nas atitudes faz parte de uma reciclagem necessária para se recomeçar qualquer projeto de vida.

Tenho um monte de coisas para contar para vocês, como a viagem que fiz até Joinville para o lançamento da coleção inverno da Elegance, mas qualquer coisa que eu fale hoje sobre o assunto não terá a emoção necessária e condizente com tudo o que presenciei por lá. Então isso também vai ficar para depois. É, hoje estou naqueles dias em que, ou a gente se retrai, ou sai por aí sem eira nem beira (aff, esse ditado é bem antiguinho…rsrs). Preferi me fechar em meu quarto, o qual denomino “meu mundo”.

Hoje tô dando um tempo na minha alegria e no meu sorriso fácil. Às vezes é preciso saber se nos acostumamos em dizer que somos felizes e se nosso sorriso é mesmo sincero, ou se nos condicionamos a agir assim. Para descobrir é preciso fazer um chek list do que vivemos, do que estamos vivendo e do que queremos viver, e mergulhar um pouco na melancolia, na tristeza, ou no que quer que seja contrário aos parâmetros que temos para definir felicidade. Ninguém saberia o que é amargo se não tivesse experimentado o que é doce. Ir até o inferno é o que nos possibilita enxergar o céu.

Posso me gabar de muitas coisas em minha vida, inclusive de ter ido ao fundo do poço muitas vezes. Mas me gabo mais ainda por ter tido a fé e a coragem necessárias para subir novamente. E ter aprendido nas inúmeras quedas que sou mais forte do que suponho, e que hoje, quando caio, o desespero não toma mais conta de mim, porque aprendi a confiar mais em mim e isso tem tornado minha relação com Deus um caso de amor puro e verdadeiro.

Portanto, posso me dar o direito de ficar triste, de chorar, de rever minha vida sempre que achar necessário. E ele sabe que quando faço isso não estou reclamando ou me lamentando, mas que é, dentre tantas outras, uma forma de me conhecer e tentar ser melhor comigo mesma.

Ps: escrevi esse texto ontem de noite, e hoje, ao me olhar no espelho não deu pra conter o sorriso. Ele realmente faz parte do que sou.

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Vestidos de festa para gordinhas (copiem e se joguem)

Modelo: Fluvia Lacerda/ Vestidos da Monif C Plus Size

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