A foto como instrumento de democratização da moda e do corpo da mulher real – Parte II

Por Renata Poskus Vaz

Olá! Quem perdeu a primeira parte da nossa matéria sobre a importância das fotos na democratização da moda e do corpo da mulher real, clique aqui primeiro.

Não há como falar de fotos polêmicas com gordinhas sem citar a capa do CD de estréia de Preta Gil, o Prêt-à-Porter, lançado em 2003.  Nua e envolta por fitas do Senhor do Bomfim, a cantora e filha do renomado ex-ministro, cantor e compositor Gilberto Gil, escandalizou.

Naquela ocasião, em entrevista para a revista Época, Preta afirmou: “Já tive um filho, quilos a mais, estrias e celulite. Fiz lipo, tomei remédio, fui parar no hospital por ficar sem comer. Hoje acho meu corpo bonito, sensual.”

As fotos foram feitas por Vânia Toledo. No encarte, a cantora e atriz ousa mais e aparece com os seios e o bumbum de fora. Gilberto Gil afirmou que achou desnecessária a exposição da filha. Todavia, foram aquelas fotos, muito mais do o disco em si, que elevaram Preta à fama.

Wilza Carla em sua época de vedete 

Mas quem acha que Preta Gil foi a primeira artista gordinha brasileira a exibir suas formas voluptuosas por aí está muito enganado. A atriz Wilza Carla, nascida em 1935 e falecida em julho deste ano, foi a primeira gordinha consagrada e que, por diversas vezes, exibiu o corpo nu nas trelas de cinema e em fotografias.

Ex-vedete, Wilza não era considerada gorda em sua juventude, afinal, naquela época ter curvas era o que definia uma mulher bonita de verdade. Ela interpretava papéis sensuais em filmes da era das chanchadas. Posteriormente, aproveitando o fato de que havia engordado bastante, celebrizou-se nos filmes do gênero pornochanchada.

Wilza viveu a personagem Dona Redonda, na novela Saramandaia, exibida em 1976 pela Rede Globo. Embora tivesse um grau elevado de obesidade e encarnasse sempre papéis cômicos, Wilza era considerada uma mulher extremamente sexy e reune fãs até hoje, mesmo após a sua morte.

Semana que vem tenho mais uma série de novidades sobre fotos com gordinhas para vocês, garotas! Não percam.

8 Comentários

Arquivado em Artistas, Curiosidades

8 Respostas para “A foto como instrumento de democratização da moda e do corpo da mulher real – Parte II

  1. Falando em nudez, como historiadora, acho que nada representa melhor na Historia da humanidade o referencial de beleza do que as mulheres da renascença. Belas, densas e suaves.
    Sempre imaginei nessa minha mente fértil um ensaio plus size inspirados em obras renascentistas, seria um luxo só!
    Beijos Renata 😉

  2. Edu Soares

    A mocinha do link abaixo vestia 46 (e fazia um enorme sucesso)…

  3. é verdade, sempre lembro tbm nas obras renscentistas…e de umas esculturas q estudei na facul, acho q se chamam Vênus gordinhas (Mariana Ouriques, historiadora, corrija se eu estiver errada, por favor), as mulheres mais cheinhas,com seios fartos e quadril + largo eram as preferidas, pq representavam a fertilidade feminina.
    Mto louco de ver como o conceito da sociedade mudou….tds sabemos dos preconceitos q vivemos e já passamos, nem vale a pena falar nisso.
    Parabéns + uma vez Renata, os seus posts sempre nos ensinando cada dia + e + sobre nós mesmas…

    Bjs *-*

  4. Raquel Baraldi

    Um dos melhores post… esclarecedor, histórico, real… Parabéns!

  5. evandro queiroz mattos

    bela arte

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