Arquivo do mês: junho 2012

Matéria da revista Época deste fim de semana traz a Top Cleo Fernandes na capa

Fonte: Revista época

O triunfo dos gordinhos

Eles já são maioria em várias capitais. De discriminados, passaram a valorizados – pelo mercado e pela cultura pop

Fonte: Revista Época

O Brasil é um país exibido. Nas praias e nas ruas, a exposição generosa de pernas, tórax, bíceps e bumbuns é previsível como o sol quase diário num país tropical. Nos últimos anos, os contornos ganharam volume. Somos hoje uma nação de gente cheinha – ou redonda, ou gorda, o adjetivo depende do observador. Quase metade da população (48%) pesa mais do que deveria. Os gordinhos já são maioria (52%) na população masculina. Em várias capitais, o excesso de peso é a regra entre os moradores de ambos os sexos. É o caso de Porto Alegre (55%), Fortaleza (53%), Cuiabá (51%) e Manaus (51%). Apenas o Sudeste não tem nenhuma capital que tenha alcançado esse nível, mas o Rio de Janeiro está quase lá (49%).

Esse novo cenário do Brasil – agora, além de país mestiço, também um país roliço – inspira uma mudança cultural. Antes desprezados, os gordinhos passaram a ser valorizados. Alguns indícios.

• A convicção de que existe beleza gorda tornou possível a criação de um concurso disputado por mulheres que inspirariam qualquer pintor renascentista. A atual Miss Brasil Plus Size pesa 98 quilos – e, como é possível observar na foto de abertura desta reportagem, é linda.

• A C&A convidou a cantora Preta Gil para ser garota-propaganda. Em julho, a rede de lojas lança uma linha inspirada nela. Os tamanhos vão de 46 a 56. De gordinha excêntrica, Preta se tornou representante de um tipo genuinamente brasileiro. Outras grifes vêm lançando uma variedade sem precedentes de produtos para o público GG (leia os quadros ao longo desta reportagem).

• No mundo da cultura pop, os gordinhos também triunfam. É o caso da rainha do tecnobrega, a paraense Gaby Amarantos (1,66 metro e 76 quilos). E também do ator Tiago Abravanel, que brilhou nos palcos como o cantor Tim Maia. Ele será um dos destaques da próxima novela das 9 da TV Globo, Salve Jorge, na pele de Demir, um sedutor irresistível.
No mundo do design, hoje é possível encontrar cadeiras de escritório nas versões P, M e G, assim como mouses de computador ideais para mãos gordinhas. Encontrar anéis e alianças em numerações maiores deixou de ser um problema. A maioria das joalherias pensa nisso e oferece soluções.

Capa da revista Época - edição 737 (Foto: divulgação)

As brasileiras aprenderam a valorizar o padrão de beleza da mulher real. Essa tendência foi captada pelo Instituto Data Popular, especializado em pesquisa e consultoria em estratégias de negócio. ÉPOCA publica em primeira mão, na edição da revista que chega às bancas e ao seu tablet (baixe o aplicativo) neste fim de semana, os dados dessa pesquisa. Foram entrevistadas 15 mil mulheres acima de 16 anos, de todas as classes sociais. As voluntárias receberam fotos de três mulheres famosas (sem identificação do rosto), vestidas apenas de lingerie. Na página de ÉPOCA no Facebook e no Google+, você pode ver essas fotos e também opinar: qual o corpo mais atraente? Qual o deles você gostaria de ter? Para 72%, o corpo mais atraente era o mais curvilíneo. A maioria (59%) gostaria de ter aquela silhueta. “O padrão de beleza deixou de ser o das passarelas. Ele é considerado pelas mulheres, e até pelos homens, pouco atraente, nada sensual e até feio”, diz Renato Meirelles, sócio diretor do Instituto Data Popular.

Leia mais sobre o levantamento e o fenômeno da ascensão da classe GG em ÉPOCA que está nas bancas (ou no seu tablet).

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10 dicas para você não querer ser modelo plus size

Por Renata Poskus Vaz

O título deste artigo pode parecer um tanto quanto pessimista. Sei que aquela coisa de dizer “acredite em você, persista, não desista nunca etc” é muito bacana. E é mesmo. Desde que estejamos acreditando e apostando em nossas verdadeiras vocações. Quando se aplica a ser uma modelo plus size também é excelente insistir, persistir, desde que se tenha uma real visão acerca deste universo, dos obstáculos e de suas potencialidades neste quesito. Por isso, hoje, ao invés de uma matéria com dicas para ser uma modelo plus size, decidi escrever uma lista de motivos para você não ser. Este artigo foi feito com base em depoimentos de minhas seguidoras do Facebook.

1)    Muita modelo para pouco trabalho

 Há uns 4, 5 anos eram poucas as modelos no mercado plus size e essa minoria trabalhava bastante. A modelo não precisava ser linda, maravilhosa e tampouco existia um padrão para classificá-las como aptas ou não para este trabalho. Até porque, anos atrás, poucas eram as “corajosas” que assumiam suas curvas e se predispunham a fotografar para “grifes de gorda”.

A quantidade de novas grifes e de antigas que passaram a investir em catálogos aumentou muito. Mas a quantidade de aspirantes a modelo cresceu muito também. E não proporcionalmente, infelizmente. Hoje, há uma legião de gordinhas querendo realizar o sonho de ser modelo, mas não há grifes suficiente para absorver essas aspirantes.  E mesmo as que conseguem uma oportunidade, levam muitos “nãos” antes do primeiro trabalho, o que pode ser frustrante.

Conclusão: Se você não está preparada psicologicamente para toda essa concorrência e para possíveis reprovações em castings, não tente ser uma modelo plus size.

2)    Você pode não ter perfil para modelo plus size

Mayara Russi, manequim 52

Como disse logo acima, antes não existiam padrões para modelo plus size. Com excesso de candidatas, as exigências foram aumentando. Da mesma forma que nem toda magrinha bonita consegue ingressar na carreira de modelo, nem toda gordinha bonita conquista sua oportunidade no mercado de modelos GG. As características físicas desejadas pelos contratantes atualmente são: corpo proporcional estilo ampulheta ou corpo formato pêra (com quadril largos, sem exagero), desde que a modelo não tenha pouco seio. Os manequins prediletos são o 46 e 48, mas o mercado tem boa receptividade também para as profissionais que vestem de 44 a 50. Há exceções, como Mayara Russi, que veste 52.

Silvia Neves: perto dos 40 anos, com muito sucesso

A pele deve ser bem cuidada, sem espinhas, acnes e manchas (celulite e estrias estão liberadas, sem exagero!rsrs). O cabelo esperado quase sempre é o de comprimento médio ou comprido, que permite maior variação de penteados (mas nada impede de você ter cabelos curtos e usar aplique, quando preciso).  A preferência é por modelos altas, acima de 1,65m e com idade até 30 anos. Há quem fuja a regra, como as modelos Marcia Ornellas, Silvia Neves e Marcia Saad, que já completaram ou estão prestes a completar 40 anos e continuam trabalhando – e muito!

As Marcias: Saad e Ornellas

Uma dica que dou quando me perguntam: “tenho perfil para ser modelo plus size?”  é que a aspirante se compare com as modelos que trabalham atualmente no Brasil e veja se o seu perfil físico se assemelha ao delas. A opinião não precisa vir de um estranho, mesmo que seja um profissional da área, porque somos adultas e maduras suficientemente para não uma autoanálise. Obvio que uma modelo com um perfil bem diferente possa mudar todo esse padrão atual, como Gisele Bündchen mudou o perfil das modelos magrinhas, por exemplo. Então lá vem a pergunta para você que é completamente diferente das modelos plus size em atuação na atualidade: “você acredita que vai revolucionar o mercado GG? Acredita que tem esse “q” a mais? Então, vá em frente!”.

Conclusão: Se você é linda e maravilhosa, mas não está dentro do padrão atual das modelos plus size, tem duas opções: tentar mudar esse cenário insistindo até que alguma grife invista em seu perfil, ou não tentar ser modelo plus size.

3)    Os cachês são baixos

Fluvia Lacerda: a top que diz ganhar 30 mil por trabalho

A gente abre o jornal e lê uma notícia em que Fluvia Lacerda diz ganhar 30 mil em um único trabalho como modelo plus size. Isso enche os olhos. E enche mesmo. Mas tirando Fluvia, nunca ouvi ou conheci alguém que divulgasse  e/ou provasse receber um cachê tão substancioso. Os cachês mais altos costumam vir de catálogos de lojas de departamento, comerciais de TV e grandes marcas que não trabalham apenas com o público GG. São cachês que variam em média de2 a5 mil (e quase sempre você tem que pagar de30 a40% para uma agência que intermédia sua participação).

Ok, você vai pensar que isso é bom demais. Mas quantos catálogos de lojas de departamento, grandes marcas ou comerciais com gordinhas você viu este ano? A maioria dos trabalhos, vêem de confecções e lojas plus size que pagam de400 a2 mil de cachê. E há quem não pague nada.

Além disso, você deve ter em mente que essas empresas fazem catálogos apenas duas vezes ao ano. Em junho, julho mais ou menos começam a fotografar as coleções de verão. E em novembro as coleções de inverno. Só.

Cleo Fernandes, que trabalha todos os meses

Conclusão: Se você precisa de dinheiro para pagar contas ou para contribuir no orçamento familiar, não tente ser uma modelo plus size. Se der sorte ou tiver beleza, perfil, talento e vocação como as Tops Mayara Russi e Cléo Fernandes, terá trabalho (e dinheiro!) todos os meses. Caso contrário, poderá ficar no vermelho por muitos meses, mesmo que seja bem rígida com suas finanças;

4)    Ter disposição para trabalhar exclusivamente como modelo plus size

Simone Fiuza: trabalha exclusivamente como modelo plus size

Há alguns anos, como não existiam muitas modelos plus size disponíveis no mercado, a meia dúzia que trabalhava no setor poderia até conseguir ter um emprego fixo. As lojas, sem opções, adequavam suas agendas à agenda da modelo. Quase sempre as fotos eram feitas em horários alternativos e/ou aos fins de semana. Hoje, com excesso de oferta de modelos, as grifes seguem seus cronogramas e as modelos é que se adéquam a eles.

Além disso, como há grande oferta de modelos, são realizados castings, que são seleções presenciais, que podem acontecer a qualquer dia ou horário. Quase sempre funciona assim: você manda a sua foto, se passar na primeira triagem precisa comparecer a um casting presencial na hora determinada pelo cliente. Lá, vão outras pré-selecionadas também. Tudo isso consome tempo, muito tempo.

Conclusão: a não ser que você tenha um chefe camarada, que te libere quando for preciso para os castings e trabalhos, não tente ser uma modelo plus size.

5)    Paciência para lidar com panelinhas

Existem no mercado da moda das magrinhas e no mercado GG não seria diferente. Eu, por exemplo, sou super a favor das panelinhas, que prefiro denominar “relações de confiança”. Querem um exemplo? Preciso de uma modelo loira manequim 48 para indicar para um cliente. Quem indico, uma modelo 48 linda que conheço pessoalmente e sei que tem uma excelente postura profissional ou aposto em uma modelo com beleza semelhante, mas cujo profissionalismo (ou falta dele)  desconheço e que pode me comprometer profissionalmente?

É só olhar para dentro das suas próprias casas. Você colocaria em casa uma diarista ou uma babá para seus filhos sem conhecê-la, sem indicações ou sem buscar referências? No mundo plus size é igual. Mas não significa que novatas não terão sua chance.

Erica Calderal: sem book, na persistência e na cara-de-pau conseguiu seu primeiro trabalho

Erica Calderal, por exemplo, modelo do Rio de Janeiro, que já fotografou para a Elegance (sonho de consumo de qualquer modelo plus size), não era amiga de nenhuma pessoa que pudesse favorecê-la em seleções e, mesmo assim, integrou o casting selecionadíssimo de modelos da marca. O segredo ela me contou: passou dias enviando suas fotos (pessoais, pois ela não tinha book) para as marcas prediletas e solicitando uma oportunidade como modelo plus size. Calhou da Elegance estar procurando uma modelo de pele morena ou negra manequim 46 e Erica reunia essas características além de ter talento e vocação.

Conclusão: Se você não tem paciência para conseguir sua primeira oportunidade, não tente ser modelo plus size, pois pode demorar muito tempo.

6)    Lidar com egos inflados, fofocas etc

 Como disse acima, sou super a favor da valorização das relações de confiança. Mas fazer grupinho para denegrir, ofender, desmerecer ou prejudicar uma concorrente profissional é o fim da picada e, infelizmente, isso rola muito no meio plus size. Para nosso consolo (ou desespero) não é exclusividade nossa esse tipo de comportamento. Dizem as más línguas que as modelos magrinhas também vivem em pé de guerra. Muitas vezes, você entra em um lugar, faz seu trabalho direitinho e mesmo assim vira alvo de fofocas por parte de “colegas”. Se cumprimentar e for atenciosa com todo mundo é chamada de pegajosa, falsa ou bajuladora. Se disser somente o necessário é chamada de seca, metida e mal criada. Enfim, lidar com tantos egos mega inflados não é fácil.

Muitos falam em união entre a classe, mas a maioria das modelos plus size não vão te dar indicações, te convidar para castings e nem te indicar agências. Não se engane.

Conclusão: Se você não está preparada para um mundo de vaidades, não tente ser modelo plus size.

7)    Disposição para fazer o próprio Marketing

Jovianny Sierascky mantém um site de divulgação com todos os seus trabalhos

A modelo é um ser humano, fato. Mas neste cenário a modelo também é como um produto. É necessário sempre cuidar desse produto: trate bem do seu corpo, do seu cabelo e manter um material atualizado. Monte uma página no Facebook e alimente-a com seus trabalhos, como um portfólio virtual.  Se engordar, emagrecer, cortar radicalmente o cabelo, tingi-lo, faça novas fotos. Não é necessária nenhuma super produção, apenas uma foto para mostrar como você está atualmente. Assim como fez Erica Calderal, envie suas fotos para as confecções e produtores. Não espere que façam isso por você e lembre-se sempre que quem não é visto não é lembrado. Fique de olho nas postagens na internet que divulguem seleções para catálogos e desfiles. Faça isso todos os dias, incansavelmente.

Conclusão: Se não tiver tempo para o marketing pessoal, não tente ser modelo plus size.

8)    Fotografar com roupas que você jamais compraria

Fluvia Lacerda para Vogue Itália

Como modelo você sabe que precisa trabalhar. Como um ser humano responsável, você jamais fotografaria para uma grife que usasse roupas feitas com peles de animais, ou que fossem feitas com trabalho escravo ou matéria prima roubada. Fato. Isso é crime. Mas e fotografar roupas feias, que você não gosta, não é um crime consigo mesma? Em um mercado tão concorrido, você deixaria um cachê graúdo de lado simplesmente porque não curte as roupas da grife?

Uma modelo profissional tem que vestir uma roupa horrorosa e fazer cara de felicidade. Até mesmo porque o seu gosto pode não ser o mesmo de outras pessoas, consumidoras em potencial. Eu mesma canso de ver modelo ser chamada para um trabalho e, quando chega lá, quer mudar a roupa com o argumento de que não gostou daquele modelo, ou porque não combina com ela etc. Um absurdo!  A modelo é um cabide e as roupas que ela fotografa não devem necessariamente exprimir a sua personalidade.

Conclusão: Aceitou um trabalho, então faça cara de “to linda!” e não reclame. Ou então, não tente ser modelo plus size.

9) Banalização do termo “modelo plus size”

Hoje, qualquer gordinha sai dizendo por aí que é modelo plus size. Basta entrar no Facebook e você verá: “Fulana de tal, modelo plus size”. O status que esse termo poderia conferir, hoje, já virou motivo de piada. Modelos plus size de verdade evitam colocar a descrição de suas atividades em seus perfis justamente por conta dessa banalização. Há também aquelas que dizem ser modelo há mais de “x” anos e não tem um único trabalho remunerado em seu portfólio para comprovar. Compartilham fotos de lingeries ou seminuas em poses semi-ginecológicas tiradas em casa, sem nenhuma produção ou cuidado, na tentativa de atrair atenção e acabam gerando a errônea ideia de que as modelos plus size são desfrutáveis ou vulgares, o que não corresponde com a realidade da maioria que trabalha verdadeiramente com isso. Isso gera uma série de aborrecimentos para quem trabalha de forma séria, por conta das comparações muitas vezes injustas.

Conclusão: Se não quer receber propostas indecentes de homens pela internet que te confundem com as “modelos plus size” não atuantes , não tente ser modelo plus size. 

10) Você pode ser feliz mesmo não sendo modelo plus size

Eu achava que ser modelo plus size mudaria minha vida

As vezes a gente insiste em ser modelo plus size porque quer o reconhecimento e aprovação alheia. Falo com propriedade de causa, porque em 2007, mesmo no fundo do poço da baixa-estima, fiz meu primeiro desfile como modelo plus size. Eu queria que me achassem bonita, que me aceitassem como sou. Entretanto, a grande mudança em minha vida não aconteceu porque desfilei na TV para uma grande marca de moda GG. A grande mudança aconteceu dentro de mim, não quando os outros passaram a me achar bonita, mas quando eu mesma me achei bonita, por dentro e por fora. Foi quando reconheci em mim as minhas mais fortes potencialidades, e minha beleza não era a maior delas. Percebi que eu ra determinada, esforçada, que escrevia bem e que conseguia tocar as pessoas com minhas idéias e meu jeito de olhar a vida. Vi que, com isso, poderia investir em minha carreira como jornalista e, posteriormente, de empresária e consultora de moda. Continuei, é claro, fazendo alguns trabalhos como modelo, mas como um aditivo, um passatempo. O que me realiza é me comunicar com meu público fiel, seja na TV ou por meio das redes sociais.

Conheço mulherõesadormecidos que também são obcecadas com a idéia de ser modelo para obter esse mesmo reconhecimento que eu buscava. Mulheres que podem se tornar excelentes enfermeiras, secretárias, donas de casa, advogadas, empresárias, professoras, diaristas… Mas acham essa vida normal pequena demais, ou insuficiente demais para conquistar a admiração alheia. Na verdade, essas mulheres devem mudar primeiro a visão que têm de si mesmas para só depois entenderem que não é só o trabalho de modelo plus size que lhes dará essa sensação de reconhecimento.

Conclusão: Se a sua intenção é conquistar a admiração alheia, não tente ser modelo plus size. Antes, admire-se primeiro!

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Opção ou escolha

Por Keka Demétrio

A vida sempre nos apresenta opções e junto com nossas escolhas são elas que determinam se vamos sorrir ou chorar, cair ou permanecer de pé, se vamos realizar ou não nossos sonhos, e até mesmo a forma como vamos evoluir como seres humanos. Para quase tudo na vida existe uma opção, mas o que não pode acontecer de jeito nenhum é você permitir se tornar uma opção na vida de alguém.

Você, eu, ninguém, absolutamente ninguém, deve ser apenas uma opção na vida de outrem. Todos nós merecemos amar e sermos amados, mas principalmente sermos respeitados em nossa individualidade e até mesmo em nossas fraquezas. Ao se permitir ser apenas uma opção, estará sendo um paliativo para tapar buracos emocionais existentes na vida do outro e, pior, abrindo feridas bastante doloridas em si mesmo.

Você não tem que estar sempre em primeiro lugar na lista de prioridades dele, mas tem que ter lugar cativo e preferencial. Sem essa de você ficar se iludindo, criando desculpas para o encontro que não aconteceu, para o fim de semana em que ele não apareceu, para o telefonema que ele não te deu. Quem gosta, quem se importa de verdade, não arruma desculpas, arruma tempo, dá um jeito. Eu sei que quando temos sentimentos de amor por alguém, não é fácil encarar a realidade de que o outro não nutre por nós a mesma coisa, dói, mas é melhor encarar, chorar, sacudir a poeira e seguir em frente, do que ficar vivendo de ilusão, de sonhos que não vão se realizar, desperdiçando vida.

Desde a hora em que acordamos já temos milhares de opções para escolhermos, e algumas nem fazem tanta diferença em nosso dia, então, entenda e acredite de uma vez por todas que você é especial demais para figurar como uma simples opção na vida de alguém. Você faz a diferença onde quer que vá, onde quer que entre, no que quer que faça, para receber amor, atenção, carinho e sexo, em migalhas. Quando você é opção, é o outro quem determina quando, como e onde você vai ser feliz.

Se você aprendeu a amar quem te faz de opção, então não vai ser difícil aprender a amar a si mesmo, porque quando isso acontece, deixamos de ser opção e passamos a ser prioridade, primeiro em nossa própria vida e depois na vida de alguém que mereça de verdade o nosso amor por inteiro, aquele amor que dignifica, apóia, auxilia, admira, entusiasma, incentiva e até diverge, mas que transborda e faz um querer que o outro evolua e seja melhor a cada dia. E isto não é questão de opção, é escolha.

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Rascunhos de casal

Por Eduardo Soares

Por mais que seja cena relativamente comum, não consigo ficar indiferente. Com esse negócio de Eurocopa, estou com a bendita camisa da Holanda na cabeça. Para quem não é familiarizado com futebol, imagine um uniforme cor de cenoura debaixo do sol de verão. É mais ou menos por aí.

Começo da noite, tinha acabado de sair do cinema e para passar o tempo resolvi procurar a tal camisa de futebol. Encontrei algo parecido. Acho que era o terceiro, quarto, nono uniforme do Barcelona. A tal cena comum vem agora. Minha atenção foi dividida entra a camisa e um belo casal que estava a dois metros de mim. O carinho, digamos, alternativo de ambos era impressionante. Lembro-me do seguinte diálogo:

– Você vai ficar desfilando na loja, mulé? Ou compra logo ou vamos embora, estou de saco cheio! Tu fica feito uma palhaça, não sabe o que quer da vida!

– Baixa a bola! Se não quer ficar, pode ir. Estou me lixando pra você. Vou ficar aqui o tempo que for, e daí? Vai me bater?

Isso foi apenas o começo. Mas o espaço (e o bom senso) não me permite reproduzir o restante dos mimos verbais. E nem vale a pena. O que eu vi, os caixas viram, o segurança viu e os clientes também foi uma sucessão interminável de impropérios e ameaças de agressão física. Sabe aquela pressão psicológica do tipo ”tem coragem? Duvido! Não me provoca! Olha que eu faço”. Bom, até onde eu vi, ninguém saiu no tapa pelos corredores do shopping. Mas, vai que num dia qualquer, a paciência de ambos atinja o limite que não era pra ser atingido e a pancadaria come solta? Olha a que ponto certas pessoas chegam a troco de..de…de quê?

O maior medo do navegador é encontrar uma tempestade em alto mar. Por mais experiente que seja, ele não tem como prever o que irá acontecer daqui a dez segundos com o oceano em tormenta. Pelo menos, caso tenha amor a vida, ele vai tentar sair dessa da melhor forma possível. Mal comparando, tem gente que não consegue sair daquela situação fadada ao fracasso. É como se o relacionamento ficasse preso ao redemoinho, sendo que, ao contrário do navegador, essa gente parece gostar de viver 24 horas por dia sobre o efeito da tormenta.

Adrenalina tem limite. Quer aventura? Vá praticar alpinismo, asa delta, bungee jumping, rapel, surf, skibunda no asfalto, jogar peteca revestida com urtiga. Brincar de “até onde posso ir” é desperdício de tempo e inteligência. O pior é quando o coração fica acostumado a esse tipo de situação. Pode pintar a pessoa mais carinhosa do mundo. Ela até poderá entrar, mas certamente vai ter uma participação relâmpago na vida de quem prefere viver à base de trovoadas.

Sinceramente, o conceito do “Entre tapas e beijos/É ódio é desejo/É sonho é ternura/(…)E assim vou vivendo/Sofrendo e querendo esse amor doentio…” serve apenas pra música ou seriado. Quando isso vira trilha sonora da relação, acredito ser a hora de trocar de rádio/CD.

Tem par que nasceu pra ser admirado e até invejado. Gente que serve como exemplo para vários. Outros, porém, preferem a pompa, o status, são verdadeiros mentirosos (ou mentirosos com síndrome da verdade), oficializam união, fazem votos, juras, assinam a certidão. Mas no fundo eles não passam de rascunhos de casal descasado.

Namoro, casamento, noivado. Não importa. Você a(o) escolheu e vice-versa. Ninguém apontou uma arma na sua cabeça para obrigá-lo(a) a estar com a pessoa de quem você gosta.

Por mais intimo que seja o casal, nenhuma das partes tem o direito de pulverizar o outro com vilipêndios e ameaças. E se isso for uma constante, seja inconstante. Ao encostar sua cabeça no travesseiro, pense nas próximas 24, 48, 72 horas. Vale realmente a pena entrar no redemoinho?

Segundo o dicionário, rascunhos são “trabalhos iniciais em que se fazem as correções necessárias antes de dar-lhes a forma definitiva”. Você é o único professor dos seus sentimentos. Observe o momento atual. Caso o rascunho do relacionamento demonstre contornos feios, veja se é possível haver correção.  Se incorrigível for, e se mesmo assim você optar em ir até o fim, receba duplamente meus parabéns. 1 – Persistência não lhe falta (sobra a falta de vergonha na cara); 2- Você traçou com perfeição o definhamento definitivo de toda sorte que a vida poderia lhe oferecer.

“Mas quem sofre sempre tem que procurar/
Pelo menos vir a achar/
Razão para viver/
Ver na vida algum motivo pra sonhar/
Ter um sonho todo azul/
Azul da cor do mar…”

Toca o barco, comandante…

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Pauta do Hoje em Dia transferida para sexta-feira

Por Renata Poskus Vaz

Olá, mulherões! Tudo bem?

Todos os meses (as vezes 2 vezes por mês) somos convidadas a falar de moda para gordinhas no programa Hoje em Dia da Rede Record. Hoje, fomos lindas e fofas para mais uma pauta. Desta vez, eu falaria sobre cintos para gordinhas. Infelizmente a Cris Flores ficou indisposta e o nosso quadro, que quase sempre abre o programa, foi sendo adiado, na esperança que ela se recuperasse e fosse apresentar a nossa pauta.

Imprevistos acontecem, né? Principalmente em um programa ao vivo.

Mas a nova data já está marcada. Sexta-feira estaremos novamente na Rede Record para a pauta de cintos para gordinhas, com roupas da Etiketa e cintos da Korukru. Não percam!

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Novidades da Loja Mulherão: coleção de inverno da La Mafê

Por Renata Poskus Vaz

Olá, mulherões! Agora vocês já podem encontrar a coleção de inverno da La Mafê na Loja Mulherão. Veja só alguns modelos:

www.lojamulherao.com.br

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Terça-feira: veja dicas de cintos para mulherões no Hoje em Dia da Record

Por Renata Poskus Vaz

Mulherões, amanhã, terça-feira (26/06), darei dicas quentíssimas sobre cintos para mulheres plus size no Hoje em Dia da Rede Record. Não percam! As roupas que as modelos usarão no palco são da Etiketa Plus Size. E os cintos da marca Korukru.

Na foto, Mayara para Korukru no FWPS

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