Arquivo do mês: junho 2012

O apressado come cru e o barato que sai caro

Por Renata Poskus Vaz

Aprendi na própria pele que o barato pode sair caro, muito caro. E que sempre que temos pressa acabamos comendo cru. Minha amiga Simone Fiuza se casou no último fim de semana. Passei quase dois meses combinando com minhas outras amigas os vestidos que usaríamos no grande enlace da Fiuza. Um montão de modelos plus size reunidas mereciam vestidos lindos. Mas deixei para fazer o vestido de última hora e pensei que economizaria na confecção do meu modelo escolhido.

Não tinha nada em casa luxuoso e que me vestisse bem, já que engordei um bocado e minhas roupas já não me servem. Visitei algumas lojas e vi muito do mesmo nas vitrines. Lembrei de uma costureira que me fora muito bem recomendada e que havia me prometido a confecção de um vestido em troca de divulgação.

Erro 1: achar que vestido feito na costureira sai mais barato

Embora eu não tenha pago o feitio do vestido, tive que comprar o tecido. Fui à GJ, uma casa de tecidos na ladeira Porto Geral, em São Paulo, pertinho da 25 de março, na saída do metrô São Bento. Comprei 4 metros de cetim e 4 metros de renda. O valor da renda era de R$69,90 o metro. Achou caro? A minha era uma das mais simples e baratas, e olha que essa loja fica em uma rua de comércio popular. Lá há rendas que podem ultrapassar os R$2 mil. O total em tecidos saiu R$300. Se eu fosse pagar o serviço da costureira certamente o valor do vestido ultrapassaria o das lojas especializadas. E isso porque nem computei o valor com combustível para os meus deslocamentos.

Erro 2: achar que em 1 semana é possível se fazer um vestido de festa

Pesquisei alguns modelos de vestido de festa e optei por um modelo rendado, estilo sereia, com um ombro só. Tive a ilusão de que seria um modelo simples a se fazer. Meu maior erro, sem dúvida,  foi achar que em 1 semana seria possível se fazer um vestido de festa perfeito. Perguntei para a costureira e ela disse que levava 2 dias para fazer um vestido. Acreditei. Mas pelo que percebi não é tão fácil assim. Não pude ir no dia da prova de roupa, no outro dia a costureira é que não poderia me atender. Fiz a prova no sábado. E o casamento era no domingo. Tudo muito corrido, infelizmente.

Erro 3: confiar plenamente no trabalho de um profissional 

A costureira que estava fazendo meu vestido poderia realmente ser maravilhosa, conforme me disseram, mas o pouco tempo para confecção do vestido talvez não tenha permitido que ela se dedicasse ao meu modelo como eu gostaria e merecia (mesmo não tendo pago o feitio, pois a idéia era divulgá-la aqui). O erro da profissional foi ter aceitado fazer o vestido mesmo sabendo que neste tempo era impossível. Sou leiga nisso, óbvio que eu queria o vestido para ontem. Fazendo o vestido ás pressas, sem estrutura, comprometeu o resultado do trabalho.

Resultado

Quando fui buscar o vestido no domingo, já maquiada e penteada, só de olhar vi que ele pouco tinha a ver com o modelo que eu escolhera. O resultado ficou péssimo. O que recebi foi um modelo extremamente largo e mal acabado. Fiquei me sentindo um saco de batatas. A manga de renda que era para ser justinha no braço ficou larga. A minha cintura não ficou marcada. A barra ficou reta, bem diferente da referência que passei. O vestido que deveria ser sereia parecia um quadrado. O que menos gostei foi do busto largo, que não dava sustentação ao seio e a renda e o forro que ficou torta na parte superior. Fiquei envelhecida. Nem a avó da noiva usaria um vestido daqueles.

Mas até aí, eram já 15h de domingo e o casamento estava marcado para as 16h.

Fiquei muito triste e decepcionada. Esperei muito por aquele momento e estava vendo tudo indo por água abaixo. Agradeci gentilmente à costureira que, bem ou mal, se privou do fim de semana para fazer o vestido pra mim.

No carro, olhei para meu namorado e disse: “eu não vou assim. Estou péssima!”. Já estava pensando nas desculpas que inventaria para a Fiuza não ficar brava com minha ausência em seu casamento, mas achei muita sacanagem. Acompanhei de perto todos os preparativos e sei que embora não seja sua amiga de infância, eu integrava uma seleta lista de convidados e minha presença era sim esperada.

Então, fui para casa e vasculhei algo que não fosse muito pobrinho e que coubesse em meu novo manequim 48. Encontrei um vestido que ganhei do meu ex-namorado em 2007 e que eu usei uma única vez em um Dia de Modelo. Depois, emprestei para umas 2 ou 3 garotas fotografarem com ele e nunca mais ele foi usado. Embora não fosse um vestido de tecido plano, era perfeito para um casamento realizado à tarde, no campo. Não fique linda, maravilhosa, mas me senti confortável e apresentável para confraternizar com os noivos e meus amigos.

Olha só o vestido que usei:

A foto não está muito boa, porque foi tirada por celular.

Amanhã vou mostrar os vestidos das outras convidadas. Elas sim arrasaram. 🙂

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Perdão

Por Keka Demétrio

Segunda-feira que vem, 25 de junho, completo meus 40 anos de vivências, experiências, lutas, quedas, realizações, glórias, sonhos, transformações, bênçãos, aprendizado e evolução. Queria escrever sobre como não me trocaria por quando tinha 20 anos, mas que no auge dos meus 40 gostaria de manter o mesmo frescor daquela época, onde os sonhos existiam bem mais do que cicatrizes. De como eu consegui chegar até aqui tendo errado tanto, acertado tanto, e hoje sentir orgulho do que sou e do quanto acredito que vou conseguir a vir a ser o que tanto sonho. Refletir sobre o ano que passou, ou os anos, no meu caso, sobre as perdas, os ganhos, as promessas não cumpridas, os sonhos desfeitos e os realizados.

Estive em São Paulo no último fim de semana, e me aconteceram coisas maravilhosas, mas também alguns fatos que levaram um amigo muito, mas muito especial, cuja presença em minha vida remete a pouco tempo, mas é de uma profundidade tão grande e que tem nos possibilitado um ensinamento mútuo fantástico, me dizer: Perdão! E eu, dentro da minha tristeza, apenas responder: Desculpa, mas preciso me perdoar primeiro. Aquilo me doeu de tal forma que foi meu pensamento e algumas lágrimas, na minha volta de São Paulo para Minas.

Eu preciso me perdoar por ter deixado a situação chegar ao ponto onde um outro ser querido ter que me pedir perdão. Me perdoar por mais uma expectativa frustrada, e ao mesmo tempo deixá-la me fazer entender em definitivo que o mais importante não são as frustrações, mas no que as transformarei.

Quantas vezes perdoamos e fomos perdoados? Quantas vezes achamos que fizemos um esforço homérico para perdoar alguém, quando na verdade não era o outro quem precisava de perdão e sim nós mesmos?

Quando dizemos que perdoamos alguém, será que fazemos isto realmente do coração? Porque só perdoamos realmente alguém que nos fez algum mal quando nos lembramos do feito e não sentimos mágoa, porque se não for assim, foi apenas do boca para fora.

É que antes de perdoarmos alguém, é preciso aprender a perdoarmos a nós mesmos. E é por isto, que de hoje em diante farei um esforço enorme para me perdoar pelas vezes em que me senti frágil, desanimada e vulnerável, porque é quando estou neste estado que percebo o quanto já estive mil vezes mais frágil, mais desanimada e mais vulnerável, portanto, evolui e sinto que posso mais e mais.

Perdoar a mim mesma por ter errado tanto na ânsia de querer sempre acertar, me esquecendo, em diversos momentos, o quanto sou humana. Perdoar a mim mesma por insistir em sonhos que talvez nem virem realidade, mas que são combustíveis para outros sonhos. Me perdoar pelos passos errados, pelos rabiscos mal feitos no livro da minha vida. Me perdoar por pronunciar palavras incertas que vez ou outra feriram um amigo ou mesmo um desconhecido, e por não ter deixado pessoas especiais entrarem ou ficarem em minha vida por medo de sofrer ou de desapontá-las.

Vou me perdoar pelas lágrimas que deixei correr por algo ou alguém que não valia à pena, porque posso até tentar controlar minhas emoções, mas jamais permitirei que a razão se apodere de mim impedindo que novas emoções floresçam. E por ser assim, vou sempre me perdoar por não desistir de acreditar nos bons sentimentos alheios, mesmo sabendo que posso vir a sofrer por causa disso. Porque triste daquele que desiste de ter fé em seu semelhante, e eu quero continuar a fazer a minha parte.

Quero me perdoar quando o meu coração algumas vezes insistir em oferecer amor para quem não quer receber o meu amor, porque entendi que desperdiçar amor dói, mas às vezes é essencial para que sejamos capazes de resgatar o nosso amor próprio.

Perdoar por acreditar nas palavras das pessoas, quando no fundo elas nem sabem o que estão dizendo. Pelas vezes em que perdoei alguém por ter quebrado a confiança que acreditava pautar o nosso relacionamento. Perdoar por ter sonhos e em algumas vezes permitir que outras pessoas os destruam, por não ter vomitado tudo que me amargurava e me fazia triste. E me perdoar por ter deixado passar a oportunidade tão almejada, porque sempre é tempo de recomeçar.

Ao me perdoar, quero abrir o meu coração e entender que de todas as formas e em qualquer tempo, minhas atitudes irão refletir também na vida dos que participam da minha vida, estando perto ou longe fisicamente, por isto tomarei mais cuidado com o que faço e com o que falo.

Poderia escrever aqui mil outras coisas que devo aprender a perdoar, porém, mais uma vez, reafirmo que palavras podem ser escritas em qualquer papel e pronunciadas por qualquer boca, mas são as atitudes que marcam, resgatam, ampliam e enobrecem o amor, o respeito, a admiração e faz valer de verdade o significado da palavra “perdão”.

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Confecções: vamos definir uma padronização das medidas de roupas plus size?

Por Renata Poskus Vaz

Meninas, esse post é especialmente para as confecções de roupas plus size. Mas vocês, como consumidoras, podem me dar uma forcinha e ajudar a divulgar esse post para as suas lojas preferidas. Afinal, a padronização das medidas de roupas plus size é um interesse nosso!

Nós que usamos a partir do manequim 44, sofremos muito com relação a padronização das medidas das roupas. A cada loja especializada que entro visto um manequim diferente. Em algumas sou 44, em outras 46 e em outras 48. Isso gera um estress desnecessário. Queremos, como clientes, ser tratadas com respeito e vestir a mesma numeração em cada loja que entremos. Não é mesmo?

A Abravest (Associação Brasileira do Vestuário) fará uma reunião esta semana com modelistas, estilistas e proprietários de confecções plus size. E o Fashion Weekend Plus Size está apoiando essa iniciativa. A reunião acontece dia 27 de junho de 2012, às 9h30 na Avenida Indianópolis, 2855.  A pauta é Vestibilidade – Avaliação de medidas necessárias para definição de Plus Size. Para participar os responsáveis das confecções devem levar as suas tabelas de medidas para que sejam iniciadas as tabulações.

Os donos de confecções podem achar até besteira participar. Mas se eles não comparecerem e discutirem o padrão das medidas plus size, correrão o sério risco de suas medidas atuais ficarem completamente fora do padrão definido pela ABRAVEST. E uma rejeição por parte das consumidoras será inevitável.

Ajude a divulgar essa iniciativa para suas marcas prediletas!

Para mais informações: contato@abravest.org.br

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Desafio Mulherão: Roupas de festa junina

Por Renata Poskus Vaz

Quando lancei o Desafio de São João achei que poucas teriam coragem de mostrar um visual caipira aqui no Mulherão. Ainda bem que temos leitoras bem-humoradas e participativas. Vejam que bacana:

Essa foto da Carol Lages ao lado do maridão é de 2005, eles tinham algumas ruguinhas e alguns quilinhos a menos. Mas eles ficaram tão bonitinhos, que achei uma baita inspiração e não tive coragem de não postar. Arrasaram!

Gabriella Maria, lá do Rio de Janeiro, aceitou ir trajada de caipira em uma festa, desde que a irmã encontrasse uma roupa que servisse nela. E não é que a irmã da Gabi encontrou uma roupa? E muito da bonitinha!

A caipirinha aí de cima é a Débora Linhares de Valparaíso de Goiás. Essa roupinha foi confeccionada por ela mesma, de  improviso, com fitas e TNT.

Adriana Rodrigues está tão bonitinha com esse look country que poderia ir sem medo assim no show dos meus tchutchucos Edson e Hudson.

Karla Tayana de Souza de capirinha friorenta, com direito a cachecol. Imaginem o friozinho que está fazendo em Araranguá/SC.

E para encerrar esse Desafio, nossa linda Carol Caran, de noivinha. Detalhe para  o óculos. Muito fofa!

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Desafio Mulherão: Roupas de São João

Por Renata Poskus Vaz

Fabiane Belarmino, um dos mulherões que acompanham nosso Blog, sugeriu uma matéria sobre roupas para festas de São João. Como ainda vão rolar muitas festas juninas pelo País por todo o mês de junho, que tal vocês mandarem seus looks para nosso desafio? Vai ser bem bacana! Participem!

Enviem suas fotos com nome e cidade em que mora para blogmulherao@hotmail.com

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Novidades da Loja Mulherão

Por Renata Poskus Vaz

Meninas, duas novidades na Loja Mulherão para quem curte a marca Elegance: vestido e  camisa jeans rendada.

 

 

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Cidade Maravilhosa, eu tô chegando!

Por Renata Poskus Vaz

Mulherões, dia 23 de junho, sábado, estarei no Rio de Janeiro para a quarta edição do Dia de Modelo Plus Size em terras cariocas. Vai rolar make, cabelo, produção de moda com looks da Via Plus, fotos e presença de modelos famosas que vão ajudá-las nas poses fotográficas.

Ainda há 3 vagas. Faça sua inscrição: blogmulheraorj@hotmail.com

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Gaby Amarantos: ícone fashion?

Por Renata Poskus Vaz

Já conhece Gaby Amarantos? Não? Trata-se da musa do tecnobrega, um estilo musical que mistura ritmos brasileiros, sobretudo do norte do País, com batidas eletrônicas. Ela é quem canta a música  “Ex Mai Love” tema da novela Cheias de Charme, da Rede Globo e, atualmente, também participa da Dança dos Famosos, no programa do Fautão. É conhecida como a Beyoncé do Pará.

Gaby é um mulherão. Aparenta ser baixinha, tem cintura fina, as maçãs do rosto são fofinhas, tem braços e pernas roliças. Enfim, Gaby, com sua cor morena jambo e suas lindas curvas, se parece com muitas de nós. Como musa do tecnobrega, óbvio que ela tinha que ser um tanto quanto brega extravagante em seus looks.

No palco, tudo é válido. Gaby mistura paetés, vinil, veludo, renda, cetim, tudo numa só roupa e fica lindo. Com a simpatia e desenvoltura dela, o visual fica perfeito. Mas só para o palco, meninas! Não dá para seguir no dia a dia o estilo de Gaby. Quer ver só:

Renda está na moda. Cetim está na moda.  Macacão está na moda. Saia mullet está na moda. Agora, misturar tudo num look só é privilégio só para as musas do tecnobrega, ok? Na foto acima, Gaby estava na Bienal, visitando o São Paulo Fashion Week.

A foto aí de cima Gaby fez para a revista Vogue. E quem sou eu para criticar uma produção da Vogue, né? Mas vamos lá… A Vogue traz tendências. Isso é, não significa que tudo o que você ve na revista tenha que usar no dia a dia. Use algumas referências de cada look, mas não o look completo. No conjunto acima, por exemplo, amei a combinação preto com dourado. Eu tenho uma jaquetinha dessas, da Carmella Cloo. Mas não acho que esses colares fiquem bem em que tem pescoço gordinho ou pescoço curto, muito comum em mulherões. Cria um volume desnecessário acima do busto que, quase sempre, já é muito grande na gente, né?

Dizem que gordinha não pode usar macacão e eu discordo. Porém, macacão muito grudado assim fica muito vulgar em nós, meras mortais além de marcar demais as gordurinhas. Eu gostei da estampa, e se esse macacão tivesse a perna mais larga, eu usaria sem medo. Menos essa sandália, que achei uó. Acima, ela estava no Fashion Rio.

Bom, resumindo. A Gaby Amarantos é uma linda, tá sempre maquiada, com o cabelo volumoso e bem cuidado e eu adoro as brequices dela. E vocês?

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Feliz Dia dos Namorados, com ou sem namorado!

Por Renata Poskus Vaz

Eu gosto de cafuné, de dormir de conchinha, de andar de mãos dadas sentindo-me amada e protegida. Gosto de amar, gosto de ser amada. Todo mundo gosta, não é mesmo? Hoje sou uma mulher comprometida, mas já fui solteira e curti muito aquela fase, igualmente feliz. Sabia que faltava alguém especial em minha vida, mas que seria apenas uma questão de tempo encontrá-lo.

Acredito que a data de hoje sirva para que os amantes, amados, reforcem seus laços (e gastem muitos dinheirinhos com presentes). É uma desculpinha gostosa (e que o comércio adora!) para comemorar intensamente a união. Para as solteiras, passar o Dia dos Namorados sozinha não pode, em hipótese alguma, ser motivo de vergonha. Lembrem-se que o fato de ter um marido, um namorado, só é troféu para as fracassadas. Ter um companheiro é uma benção e não uma propriedade ou atestado de feminilidade. Mulherão de verdade sabe muito bem que é preferível andar só do que mal acompanhada. Para ter um homenzinho, melhor não ter nenhum, concordam?

Então, enquanto o homenzarrão não aparece, divirta-se com as amigas! Assista um filminho na TV, passeie, vá ao cinema, ao teatro…

Para marcar o dia de hoje, quero dividir a foto de alguns casais que compareceram no último Dia de Modelo de São Paulo:

Dani com seu maridão

Marlei e o esposo

Maria Gisele e o namorado

Andreza Juliana e o namorado

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Fotos realizadas no Dia de Modelo do Blog Mulherão/ Fotógrafa: Katia Ricomini/ Make: Jovi Sierascky e Valéria Porto/ Cabelo: David Kapper/ Roupas: Milanina Plus Size/ Acessórios: Kell Girardi.

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Beleza alheia

Por Keka Demétrio

Por mais que se aceite, que se ache bonita, uma vez ou outra vai acabar se comparando com outras mulheres. Isso é perfeitamente normal, e sinto em te informar que é óbvio que sempre existirá alguém mais bonita que você. Mas isso não é um problema, a não ser que seja tão vazia que a única coisa que conta é a beleza. O que não deve acontecer, é você ser muito menos interessante que a maioria delas, mais bonitas que você, ou não.

Preocupamo-nos demais com a questão da beleza física e nos esquecemos de que ser uma mulher interessante requer outros requisitos fundamentais como caráter, senso de humor, educação, inteligência emocional, entre tantos outros. Portanto, para de se sentir fragilizada pela beleza ou inteligência de outra mulher, se estiver frágil que seja porque ainda não desenvolveu seu senso critico e estabeleceu que irá crescer cada dia mais, valorizando as coisas boas que possui. Jamais paute sua vida, seus sonhos de conquistas pela vida dos outros, cada um é cada um, e sendo assim, sentimos, vivemos, aprendemos e evoluímos de formas diversas e diferentes.

Não se sinta diminuída porque outra mulher é mais bela. Nenhum homem que valha realmente à pena vai ficar com você depois do baile só porque era a garota mais bonita da festa, se tiver que ficar será muito mais pela luz que exala do que pelo brilho dos seus cabelos. Será muito mais pela forma como você se trata, do que pela forma como você cuida da sua pele. Portanto, ao invés de ficar se comparando com outras mulheres, avalie-se e procure evidenciar as coisas boas que possui. Quanto as ruins, se for inteligente e souber entender a si mesma, aceitar e trabalhar tudo isso, elas ficarão encobertas pela luz do seu amor próprio.

Porque, definitivamente, beleza física pode até contar, mas não se sustenta sozinha. Não é o que ele vê fisicamente em você que fará a diferença, mas o que você o faz sentir quando está ao seu lado, independente do seu corpo, cor dos seus cabelos ou o tom da sua pele.

O que vai fazer com que ele deseje estar ao seu lado é a forma como vai fazê-lo sorrir e perceber que a vida pode ser leve. É exatamente isso que vai fazer com que ele deseje compartilhar com você tudo, principalmente os maus momentos, porque são estes que nos fazem querer ficar perto de quem realmente a gente gosta, confia e que sabemos que se importa conosco.

Quando nos tornamos, e sabemos ser interessante, beleza alheia nenhuma nos ofusca. Ficamos mais seguras, donas de nossas emoções e sensações, e o homem para estar ao nosso lado tem que nos fazer sentir amadas, desejadas, queridas e especiais, mesmo que ele esteja a quilômetros de distância, porque, proximidade física é bem diferente de proximidade, intimidade e sintonia emocional.

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