Arquivo do mês: abril 2013

Gordas que não gostam de ser chamadas de gordas

gordinha

Foto: mulher de 30

Por Renata Poskus Vaz

A palavra gorda, que tanto me assustava quando eu ainda lutava para ter um corpo magro, hoje faz parte do meu vocabulário. Antes, eu tinha pavor de ser chamada de assim. Era a morte. Ofendia mesmo, de fazer meus olhos lacrimejarem em questão de segundos.

Em 2009 fiz um texto exatamente sobre isso. Para ler, clique aqui. Na época, eu disse que a palavra gordo, em latim, significava grotesco e estúpido e mulherões como nós não merecíamos ser chamadas de tal forma.

Enquanto o tempo passava, fui convivendo com mulheres bem mais gordas do que eu e que pouco se importavam quando eram chamadas assim. Muito pelo contrário, elas mesmas se auto-intitulavam gordas. Era um tal de gorda pra cá, gorda prá lá, que virou música para meus ouvidos. Fui percebendo que a palavra gorda tem poder ofensivo porque nós damos essa carga negativa para ela.

Gorda é uma palavra. Só isso. E comecei a usá-la. Quanto mais me referia a mim mesma como gorda, menos as pessoas me chamavam assim. Parece psicologia reversa. Quando você deixa de se incomodar, ninguém mais te chama desta forma. No entanto, esqueci que o poder negativo da palavra havia desaparecido para mim, mas que isso não significa que o restante do mundo também teria que, de uma hora para a outra, achar super bacana ser chamado de gordo.

Há alguns meses, conversando com um amigo que estava acima do peso, chamei-o de gordo. Calma, não partiu de mim com a intenção de ser uma ofensa e estava inserido em um contexto. Recordo que estávamos falando sobre nossas novas amizades e ele comentou que estava malhando muito, porque seus novos amigos eram todos sarados. Diante disso, ele sentia essa necessidade de se sentir inserido na galera se esforçando para adquirir músculos. Eu, então disse: “Amigo, mas você sempre foi gordo. Não vá se esforçar demais, pois este é o seu biotipo”. Meu Deus! A casa caiu. Vi uma amizade de anos acabando ali. Falei demais. Ele se ofendeu, disse que só porque não ligo de ser chamada de gorda que não tinha o direito de chamá-lo assim. E nunca mais nos falamos. Óbvio que achei um exagero por parte dele, mas tenho certeza que se fosse comigo, há uns 6, 7 anos, eu teria agido da mesma forma. Também me sentiria ofendida.

 Porém, embora tenha sofrido com a distância do amigo, eu não havia aprendido a lição. Semana passada, na academia, batendo papo com uma colega de turma com o corpo bem parecido com o meu, discutíamos se era possível ou não perder peso com a aula de hidroginástica. Então, eu disse: “ah, acho que nós que somos gordas conseguimos perder um pouco de peso sim”.  Gente, o rostinho lindo e sorridente da minha colega se transformou no semblante mais triste que vi nos últimos tempos. Vi na cara dela o quanto a magoei falando que era gorda. De repente, ela nem se considera como uma mulher gorda e o fato de eu me colocar no rolo, não diminuía a sensação ruim que ela estava sentindo. Sensação essa que eu conferi com minha indelicadeza. Pedi desculpas, mas desculpas não apagam palavras proferidas.

Dia desses, na Fan Page do Blog Mulherão no Facebook, houve reação parecida por parte de uma leitora, que pediu que eu parasse de usar a palavra gorda e usasse “fofinha”. Claro que não farei isso, mas achei curioso o pedido. Ainda tem gente, aliás, muita gente, que se ofende com isso.

Cheguei à conclusão que não podemos pressupor que as pessoas tenham o mesmo grau de autoestima do que nós, ou mesmo que tenham autoestima, que sejam obrigadas ou que gostem de se autodenominar como gordas. Tudo o que é forçado, imposto, não é natural.

Continuarei, é claro, me referindo às mulheres gordas como gordas em minhas redes sociais, de forma genérica, pois aqui é meu espaço para me expressar e me recuso a usar palavras no diminutivo, como fofinha, redondinha, gordinha… Diminutivos me reduzem e não combinam com um mulherão como eu.

No entanto, lá fora, no mundo real, tomarei mais cuidado para não ofender ninguém. Que eles são gordos eles são. Mas como diz minha amiga Keka Demétrio, “a verdade não é uma pedra, para sairmos atirando nos outros, machucando-os”. Então, vamos deixar que descubram sozinhos que ser gordo não é defeito.

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Entenda o que significa “BBW”, “Plus Size”, “Thick Girl”, “Pumper Girl” e “Chubby Girl”

Por: Francisco Osires

Atendendo ao pedido de minha amiga Renata Vaz, fiz uma pesquisa que pudesse elucidar aos admiradores de gordinhas um pouco da vastidão dos termos que circulam na mídia e que muitas vezes colocam em um mesmo pacote várias categorias de gordinhas em um mesmo pacote.

Temos visto que se confunde muito a arte das fotos, das pinturas e das passarelas colocando rótulos de que gordinha é tudo igual, mas não é; e que “Plus Size” é um nome bonitinho para não chamar uma mulher de gordinha, que por sinal tem funcionado e sido bem aceito o termo. Mas na realidade o fato desta aceitação vem do glamour e respeito que foi agregado ao nome como se criasse a relação Plus Size = Gordinha Chic. E justamente por conta da falta de informação acabam aparecendo algumas distorções, criando sensações de mau gosto. Afinal o mau gosto não está somente na forma de como o tema é abordado, mas principalmente na ideia que se faz do tema, como ele é discutido e da maneira que ele é veiculado. Cada coisa deve estar em seu devido lugar para que não cause constrangimentos. Por exemplo, um fato ocorrido em um Rock In Rio em que colocaram o Carlinhos Brown para apresentar um show para um público que era composto por fãs de Rock, não que ele seja um mau músico, ou ainda, que ninguém goste dele, mas foi de mal gosto a organização fazer isso, pois o público não era de Axé e foi uma confusão danada aquele evento. Bem assim vemos que a mídia tende a tratar tudo de maneira sintética e pouco se explica e muito “se mal informa”.foto 1

Desde a antiguidade que o homem venera as qualidades da fertilidade feminina, prova disso é a Vênus de Willendorf, hoje também conhecida como Mulher de Willendorf, é uma estatueta com 11,1 cm (4 3/8 polegadas) de altura representando estilisticamente uma mulher, descoberta no sítio arqueológico do paleolítico situado perto de Willendorf, na Áustria, c. de 2500 a 2000 a.C. A Vênus não pretende ser um retrato realista, mas uma idealização da figura feminina. A vulva, seios e barriga são extremamente volumosos, de onde se infere que tenha uma relação forte com o conceito da fertilidade. Os braços, muito frágeis e quase imperceptíveis, dobram-se sobre os seios e não têm uma face visível, sendo a cabeça coberta do que podem ser rolos de tranças, um tipo de penteado ou mesmo vários olhos.

No século 17, o Pintor Peter Paul Rubens (Siegen, 28 de Junho de 1577 — Antuérpia, 30 de Maio de 1640), fez uma de suas obras primas conhecida como “As Tres Graças”. Na mitologia grega, as Graças ou Cárites (no singular Cáris) são as deusas do encantamento, da beleza, da natureza, da criatividade humana e da fertilidade da dança. Eram filhas de Zeus e Hera, segundo umas versões, e de Zeus e da deusa Eurínome, segundo outras. Por sua condição de deusas da beleza, eram associadas a Afrodite, deusa do amor (ou a Vênus, na mitologia romana) e dançarinas do Olimpo. Também se identificavam com as primitivas musas, em virtude de sua predileção pelas danças corais e pela música. Seus nomes eram: Aglaia – a claridade; Tália – a que faz brotar flores; Eufrosina – o sentido da alegria. Curiosamente, todas gordinhas, porque será? Novamente o sentido de mulher fértil, saudável e que seria mãe de filhos fortes, era o que dominava o pensamento na época. Não se valorizava a mulher pela sua inteligência, mas sim pelo tamanho de suas curvas. Ser grande era estar na moda. Padrão único de beleza.

três graças

Pierre-Auguste-Renoir-300x248Nosso mais importante e famoso fã foi o pintor impressionista francês Pierre-Auguste Renoir, ou simplesmente Renoir, que têm em suas obras um retrato fiel da beleza genuína da mulher de curvas. E como ele mesmo costumava declarar: “Meu principal objetivo é conseguir realizar uma obra agradável aos olhos…”

Se um gênio da pintura faz uma declaração como essa e em suas obras o que se vê são somente as formas redondas e angulosas da mulher, ele, com certeza, falava com propriedade.

Durante um tempo e mais acirradamente hoje em dia começaram a surgir a preferencia pelas mulheres magras, não que não sejam bonitas, mas por serem modelos, acabaram se tornando o padrão de prefêrencia dos homens, por uma questão de status, de serem bem vistos na sociedade e para as mulheres uma tirania de dietas, academias, remédios e sem falar do preconceito das pessoas em falarem mal ou serem vistas em companhia de gordinhas.

foto 4

                 Esta volta pelo tempo e espaço foi necessária para mostrar que gordinhas não são todas iguais e que com o passar do tempo, a moda e as preferencias dos homens em relação a elas se transformam, mas mantem firmes as suas bases. Neste sentido vamos passar agora as classificações e tamanhos de gordinhas. Na realidade, muito pouco se acha sobre isso na internet, então foi necessária uma pesquisa de termos e fazer uma tradução e associação livre entre eles.

O primeiro termo “Plus Size” , Primeiro, vamos entender o significado da palavra Plus Size. Este nome foi dado pelos norte-americanos para modelos de roupas acima do padrão convencional usado nas lojas, ou seja, Plus Size = Tamanho Maior, segue acima do tamanho 44 de manequim. Esta é uma forma de incluir modelos maiores ao mundo da moda e aumentar o número de roupas vendidas.

O Brasil adotou este sistema de modelagem e vem ganhando espaço. Produtoras, agências de modelos, logistas, marketing entre outros, já estão incluindo o modelo plus size em suas propagandas. De um lado, é muito bom porque abriu campo para as gordinhas artistas se destacarem mais, por outro lado, ainda está ruim a forma de pagamento para modelos plus size, porque em muitos lugares o cachê é inferior aos das magras e muitas interpretam como descriminação.

plus size

Outro termo muito comum é o “BBW”, acrônimo para o termo em inglês “Big Beautiful Woman”, é uma denominação frequentemente utilizada no contexto ou na afirmação da atração sexual por mulheres obesas, embora seu uso seja controverso.O termo foi criado por Carole Shaw em 1979, quando ela lançou a BBW Magazine, uma revista de moda e estilo direcionada ao público feminino acima do peso corporal médio. Existe também o fetiche por mulheres supergordas as SSBBW (Super Size). Algumas que não podem nem se locomover, também são “objetos” de desejo de alguns admiradores de mulheres que possuem esse tipo físico.

bbw

Outros termos que veiculam muito são Plumper Girl e Chubby Girl, respectivamente Garota Roliça ou Rechonchuda; e Garota Gordinha.

FWPS
got curves

Por último encontramos também o termo Thick Girl, que pode ser traduzido como Garota pesada, cheia, abundante, compacta, densa, que também se entende por “Garota Pera” ou a menina de seios pequenos ou médios, cintura fina com quadris e pernas fartos ou ainda dependo das circunstancias o tipo mulher violão quando apresenta seios fartos.

Este tema é muito vasto e complexo, pois ser Plus Size não é só ser uma Gordinha, existe também a questão do comportamento que varia das Passarelas, aos Fetiches bem como a mídias mais picantes que aqui não vem ao caso, mas que existem e mostram a sensualidade e a beleza sem sentidos, que apelam ao sexo ao invés da autoestima. Espero de coração que este artigo possa ajudar a elucidar mais as coisas deste universo maravilhoso, pois a carência de informações sobre as definições acima é enorme e fotos que condizem com o nosso perfil encontradas na net tem que serem avaliadas com muito cuidado. Fiz uma enorme colcha de informações compartilhei, roubartilhei, rsrsrs, mas enfim, reafirmo e espero que não ofenda a ninguém!!!!

Abraços e Boa Sorte a Todas Vocês, Gordinhas, Mulherões de Verdade!!!

Francisco Osires

09/04/2013

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O dia em que fiquei entalada no maiô da hidroginástica

gordas no maiô

Por Renata Poskus Vaz

Existem situações constrangedoras pelas quais uma gorda passa, mas nenhuma se compara a ficar entalada ao experimentar ou vestir uma roupa.

Há cerca de um mês, comprei maiôs novos para a hidroginástica na loja Centauro de São Paulo. Experimentei, na loja, o modelo de uma marca na cor azul e ficou muito bonito e confortável em mim. A toquinha que vinha de brinde também ficou ótima. Na hora de pagar, peguei um modelo idêntico, da mesma marca, do mesmo tamanho, na cor Pink. Não experimentei porque achava que se tratando de peças idênticas, do mesmo tamanho, apenas em cores diferentes, isso seria perda de tempo. Percebi, da maneira mais terrível, que deveria tê-lo experimentado sim.

Com o maiô Pink na bolsa, fui para a academia. Normalmente eu me troco em casa, já vou com o maiô da hidroginástica por baixo da roupa, mas naquele dia estava atrasada. No vestiário havia umas 20 mulheres, todas esperando para entrar na piscina. Então, eu, como uma bela gordinha bem-resolvida, tirei meu maiô da bolsa e fiquei peladona, na frente de todas, para colocá-lo.

Senti uma certa dificuldade em passá-lo pela perna. Estranhei.  Ele quase entalou em minhas coxas, mas puxei firme e forte até cobrir meu bumbum. Não havia o porquê daquele maiô não entrar em mim e eu estava indignada com essa situação. Suei frio. E se ficasse entalado de verdade, como faria para retirá-lo? Todas olhavam para mim. Continuei tentando puxar o maiô para cima, mas ele não subia. E, para piorar, enrolava em meu próprio suor, dificultando ainda mais o trabalho que eu estava tendo para colocá-lo. Por falar em enrolar, é impressionante que as roupas, em gorda, enrolem sempre bem no meio das costas, onde nunca conseguimos alcançar.  Parece até piadinha divina para gordos.

 Naquele momento comecei a fazer promessas para São Longuinho e bolar teorias mirabolantes para sair daquela situação constrangedora. Foi quando uma senhora, vendo meu sofrimento, sem me dizer uma única palavra, desenrolou a parte de trás para mim. Olhei para ela, sorrindo (claro, com o sorriso amarelaço) e disse: “acredita que peguei o maiô da minha irmã por engano?”. Meu Deus, por que menti? Se eu me acho a rainha da autoestima, por que menti que o maiô era da minha irmã e não meu? A verdade é que mesmo a mais bem resolvida das mulheres, jamais aceitará que fez uma compra errada, por impulso, ou que cometeu a burrada de tentar entrar em uma roupa muito menor do que o seu manequim.

Enfim, eu me tranquei no banheiro para colocar meus seios no maiô e conseguir encaixar meus braços. Precisei esgarçar o maiô para meus seios entrarem e eles ficaram bem esmagadinhos, coitados! Mas o sofrimento não terminou por aí. A toquinha também era bem menor. Fiquei parecendo o Dunga dos sete anões com ela. Mas tudo bem, isso foi fácil de encarar. Não desisti de colocar o maiô, pois minha determinação em fazer a aula foi bem maior. Fiquei orgulhosa de mim mesma.

Acabei jogando fora aquele maiô, que apesar de ser vendido como sendo de uma numeração, era bem menor. É uma pena que não exista, no Brasil, uma lei que coíba essas disparidades de tamanhos.

Toda essa história seria engraçada, se tivesse acontecido apenas uma vez. Mas não. Eu sempre entalo nas roupas. Essa é a minha sina de gorda. rsrsrs Inúmeras vezes fiquei entalada em blusas e vestidos em provadores minúsculos de lojas de roupa, passando calor. E quanto mais eu suava, mais a roupa entalava. Sempre dá aquele desespero, um desejo inconsciente de rasgar tudo e sair correndo. O pior é a vendedora, do lado de fora, querendo entrar no provador para ver se “ficou bom”.  É um sufoco danado.

Torço pelo dia em que as roupas terão um padrão, a mesma medida, para que eu não fique entalada quando prová-las.  E se for para ficar, que seja em um provador bem grande, com ar condicionado, com a cara da riqueza e sem uma vendedora chata na porta querendo testemunhar tudo.

Fiquei entaladaEsse texto foi dedicado às minhas amigas da Fan Page Plus Size Depressão 😉

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Saia de bailarina plus size

Por Renata Poskus Vaz

Olá, mulherões! Eu já contei aqui no Blog Mulherão diversas vezes que dancei ballet dos 7 aos 17 anos, mais ou menos. E, já velhinha, aos 28, voltei a dançar. Parei há 1 ano, pois engordei bastante e já não aguentava mais ficar sobre minhas finas perninhas (sim, porque sou gordinha de perna fina!rsrsrs). Enquanto não perco ao menos 10 Kg, o suficiente para voltar ao manequim 46 e aos 78 Kg, terei que dar mais um tempinho de pausa nessa minha grande paixão.

Todo esse lenga-lenga é pra dizer que, além de ser encantada com a dança clássica, também sou apaixonada por tutu (lê-se titi, sem anasalar). Tutu é aquela sainha de bailarina, feita de tule. Um tecido barato, porém delicado e super feminino. Andei pesquisando em alguns blogs plus size e acho que esse modelo de saia super vai me favorecer. Por ter seios fartos e um quadril que parece menor do que realmente é, já que não tenho, atualmente, tanta cintura, esse modelo vai valorizar a região do meu quadril.

Já estou pesquisando preço de costureiras e, assim que tiver o orçamento, eu mostro para vocês. Qual cor vocês acham que eu deveria escolher?

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Renata Poskus confere palestra sobre mercado plus size para alunas de pós da Belas Artes

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Por Renata Poskus Vaz

Meninas, fui convidada para dar uma palestra na Belas Artes, sobre a trajetória de sucesso do Fashion Weekend Plus Size. Falei para as alunas da  disciplina Jornalismo de Moda, do curso de pós-graduação “Comunicação e Cultura de Moda”. Quem me fez o convite foi a professora Eleni Kronka, que também edita o World Fashion Varejo e é uma das profissionais de comunicação mais respeitadas no mercado da moda. 

Já faz algumas semanas que dei essa palestra, mas só tive acesso às fotos agora, e quis muito dividir com vocês esse momento especial. Para quem não sabe, a Belas Artes é uma instituição de ensino super prestigiada e falar para um grupo que está se pós-graduando é uma grande honra. O mais bacana foi ver que 90% da sala era formada por profissionais da moda e jornalismo super magrinhas. Mesmo assim, elas se interessam – e muito! – pelo mercado plus size e se mostraram empenhadas em contribuir, de alguma forma, no futuro, para com este setor.

Na foto, estou com cara de “tadinha”. Havia recém-saído de um período tenso, com dores estomacais. Tô perdoada, né? rsrs

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Empresa aérea vai cobrar mais caro de passageiros ‘gordinhos’

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Por Renata Poskus Vaz

Parece que agora virou moda e mais companhias aéreas estão aderindo às taxas extras para que gordos possam viajar em suas aeronaves. Veja essa matéria que extraí do UOL:

Uma empresa aérea de Samoa (arquipélago do Pacífico, na Oceania) anunciou que o preço das passagens será determinado pelo peso dos passageiros: quanto mais pesado, mais caro. Segundo a Samoa Air, os preços podem variar de R$ 2 a R$ 8 por quilo, dependendo da distância percorrida pelo avião.

No momento da compra da passagem os clientes da empresa terão de informar o peso para que seja feito o cálculo do preço. Para evitar fraudes, a empresa afirma que irá pesar os passageiros antes do voo.

“Esta é a maneira mais justa de viajar”, afirmou o presidente da Samoa Air, Chris Langton, ao jornal australiano “The Sydney Morning Herald”.  “Não há nenhuma taxa extra em termos de excesso de bagagem”, afirmou.

O problema da obesidade é comum nas ilhas do pacífico, e Samoa se destaca entre os países com habitantes obesos do mundo.

Com a alta no preço dos combustíveis, as empresas aéreas têm buscado soluções para baratear o preço dos voos. Algumas empresas dos Estados Unidos já obrigam os passageiros obesos que não cabem em um único assento a pagar por dois lugares, por exemplo.

Empresas devem cobrar mais de obesos, diz especialista

As companhias aéreas deveriam cobrar mais de passageiros obesos, sugere um economista norueguês, apontando benefícios para a saúde, o ambiente e a economia.

Bharat Bhatta, professor-associado da Faculdade Sogn og Fjordane, disse que o setor aéreo deveria seguir o exemplo de outras formas de transporte que já cobram segundo o espaço ocupado e o peso embarcado.

“À medida que os passageiros perderem peso e, portanto, reduzirem as tarifas, a economia resultante será um benefício para os passageiros”, escreveu Bhatta nesta semana na publicação “The Journal of Revenue and Pricing Management”, especializada em questões de faturamento e estabelecimento de preços.

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