Arquivo do mês: junho 2013

Look do dia – Vestido Preto e Trench Coat Cereja

por Litha Bacchi

Hoje o look é pra sair! Vestido colado, trench coat e clutch são itens amor no meu guarda roupa pra sair à noite. Infelizmente a foto usando só o vestido ficou extremamente tremida, não dá pra ver os detalhes… Então segue uma foto de estúdio usando o vestido:

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Vestido: C&A / Trench Coat: Loja de ponta de estoque em Londres / Sapato: Arezzo / Clutch: Mezzo Porto / Pulseira: Ebay / Brinco: C&A

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Franja curta em mulheres gordinhas

Por Renata Poskus Vaz

Se você, mulherão, sonha em usar franjinha, saiba que, na verdade, as restrições ao uso de franja não tem nada a ver com o excesso de peso, mas com o formato do rosto e tipo de cabelo. Uma dica bacana é que a franja curta fica melhor para mulheres de cabelos lisos ou que façam escovas com frequência.

Já com relação ao formato do rosto, quem tem rosto oval ou com a testa larga e o queixo menor, fica super bem com franjas curtas. Rosto redondo, quadrado ou triangular, fica melhor com franjas um pouco mais compridas, desfiadas. Mas como somos do contra, e gostamos de ousar, achamos que você,  mulherão, pode arriscar usar franjinha, mesmo que seu rosto seja redondo. Afinal, franjinha é um corte moderno, rejuvenesce e mesmo que não goste do resultado, cabelo cresce! Veja exemplos de mulheres plus size famosas que arrasaram na franjinha:

franja Katherine Roll

Modelo plus size Katherine Roll

franja juliana romano

Blogueira Juliana Romano do Blog Entre Topetes e Vinis

adele franjinha

Cantora Adele

suzane franjinha

Corset Maker Suzane Barbosa

franja keka

Publicitária e colunista Keka Demétrio

Fabiana Karla de franjinha

Atriz Fabiana Karla,  Pérsefone de Amor A Vida

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 Jornalista Damaris Bortolozi e eu! 🙂

Bia Lage

Modelo Plus Size Bia Lage

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Top plus size Cléo Fernandes aparece com olho roxo em solidariedade às manifestações contra o governo

Por Renata Poskus Vaz

A foto da repórter da Folha de SPaulo, Giuliana Vallone, atingida propositalmente pela polícia com uma bala de borracha no olho, chocou o País. Isso foi há quase 20 dias, em meio aos protestos contra o aumento pelos R$0,20 nas passagens de ônibus de São Paulo. A intolerância policial e falta de diálogo, somados as cenas como a do olho ferido de Giuliana, fizeram com que o Brasil inteiro se compadecesse e fosse às ruas protestar não só pelos 0,20 centavos, mas por tudo o que lhe incomodava na má administração governamental do País.

A jovem modelo plus size Cléo Fernandes, brasileira, publicou uma foto em seu Facebook com o olho roxo. Veja só:

Cleo olho roxo

A ideia do olho roxo, reproduzida por Cléo, foi adotada nas redes sociais da internet por muitas outras personalidades. É uma forma de dizer que a dor de Giuliana e de todos os que protestam, é a dor de todos nós.

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Fashion Weekend Plus Size Verão 2014: tops GG fazem ensaio especial em clima retrô Black&White

Fonte: assessoria de imprensa FWPS

Ensaio fotográfico para divulgação da próxima edição do FWPS conta com a participação das modelos Plus Size que mais se destacaram em 2012

A oitava edição do “Fashion Weekend Plus Size – FWPS” , que apresentará os lançamentos para o Verão 2014,  chega em clima retrô e dentro de uma das principais tendências da estação: o optical graphic e a clássica e eterna composição Black&White. O evento acontece no dia 21 de julho, no Auditório Simon Bolivar – Memorial da América Latina, na capital paulista.

A cada edição do FWPS, a diretora do evento, Renata Poskus Vaz, utiliza um critério diferente para escolher as modelos que vão participar da foto conceito para a divulgação pré-evento. Podem ser, por exemplo, os grandes destaques da moda Plus Size, ou as new faces mais encantadoras. Desta vez, as modelos fotografadas são as seis tops GG que mais trabalharam e faturaram no Brasil em 2012. Elas têm idades, alturas e perfis variados, mas experiência como modelos e desfilam com frequência no FWPS.

As modelos Alessandra Linder, Bianca Raya, Celina Lulai, Márcia Saad, Silvia Neves e Simone Fiuza foram clicadas pela fotógrafa Kátia Ricomini vestindo peças nas cores preto e branco. “Trabalhar com cores sóbrias no verão, de forma divertida, trouxe um resultado mais instigante do que explorar o jogo de tonalidades coloridas”, afirma Renata, que assina também a produção das fotos. A grife de moda praia e fitness Plus Size Cachopa Brasil desenvolveu, especialmente para o ensaio, minivestidos, blusas com mangas morcego e as famosas hot pants. O toque final está nas bolsas sustentáveis assinadas pela marca As Marias Arte Reciclagem, elaboradas com caixas de leite e nos cintos de verniz da Korukru by Lu Oliva.

Conheça um pouco mais sobre as modelos que fazem parte do ensaio fotográfico do FWPS Verão 2014:

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Alessandra Linder – Com 28 anos de idade, manequim 46 e seis anos como modelo Plus Size, a campineira – que atualmente mora em São Paulo – começou a carreira quando morava na cidade de Americana, no interior do estado. Depois que um amigo mostrou suas fotos feitas em uma fazenda para o dono de uma grife GG que precisava de uma modelo, ela foi contratada e  até hoje fotografa para a marca. Em 2012, Alessandra chegou a fazer cerca de 90 trabalhos entre catálogos e editorias de moda, além de 30 participações em desfiles.  Para ela, o mercado mudou muito e hoje exige que as modelos se profissionalizem. “Antes a exigência era apenas vestir tamanho Plus Size para mostrar que a grife era direcionada ao público GG; hoje, tanto as grifes quanto as agências de modelos querem um perfil definido de modelo Plus Size, com o corpo proporcional e elegância na passarela”, afirma Alessandra.

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Bianca Raya – Jornalista por formação, vive atualmente do trabalho como modelo Plus Size. Paulistana de 31 anos, 1,65m de altura e manequim 46, começou a carreira de modelo GG após a mãe ter visto uma matéria sobre esse mercado em uma revista. Ela se inscreveu como modelo em um site plus size e, após um ano, foi chamada para um teste de fotogenia, no qual foi aprovada e virou a capa da revista eletrônica. Bianca participou de todas as edições do FWPS e acredita que o mercado para modelos Plus Size mudou muito nos últimos anos e vem aumentando, mesmo com a concorrência cada vez maior. “Creio que a concorrência é superválida e tento lidar da melhor maneira possível. O cliente escolhe as modelos de acordo com o perfil da marca dele”, conclui Bianca.

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Celina Lulai – Mineira de 30 anos, reside em São Paulo, e , além de modelo GG, é proprietária de e-commerce. Está há 19 anos no mercado, pois iniciou a carreira aos 11 como modelo convencional e, após engordar, ficou alguns anos sem trabalhar na área. Foi redescoberta por uma produtora de moda e já desfilou em quatro das oito edições do FWPS, ficando de fora apenas no período da gestação e nascimento de sua filha. Hoje Celina faz em média seis trabalhos por mês e lida normalmente com a concorrência do mercado: “Não vejo a concorrência como algo ruim, ela nos ajuda a sermos melhores naquilo que fazemos”, conclui.

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Márcia Saad – Modelo paulista de 40 anos acompanhava o mercado Plus Size através da TV e das mídias sociais como consumidora, na busca de informações sobre as tendências da moda. A oportunidade da carreira de modelo GG surgiu ao pegar algumas dicas com uma jornalista, que mostrou suas fotos para a revista para qual escrevia. Logo foi convidada para o primeiro trabalho, para uma marca de jeans, e não parou mais. Márcia desfila para o FWPS há quatro edições e acredita que o mundo da moda descobriu uma consumidora exigente, antenada e muito ativa. “Fico feliz quando vejo empresários, estilistas, produtores de moda supercompetentes e atuais se voltando para o mercado Plus Size”, afirma Márcia.

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Sílvia Neves – A morena de 39 anos é mineira de Pirapora e vem fazendo sucesso no mercado da moda Plus Size, onde ingressou ao participar de uma das edições do projeto “Dia de Modelo”, organizado por Renata Poskus Vaz e divulgar algumas fotos em agências de Belo Horizonte. Em 2012, participou de mais de 30 eventos entre desfiles, fotos e entrevistas, além de ser clicada em editoriais de oito grifes. Sílvia destaca que hoje as aspirantes a modelo estão se conscientizando de que é preciso preparo e profissionalismo: “As new faces investem em cursos, pesquisas e na aparência, o que é imprescindível para conquistar um lugar no mercado”.

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Simone Fiuza – Há nove anos no mercado como modelo Plus Size, a paulista de 28 anos participa de do FWPS desde a sua primeira edição. Sua carreira começou após ser mandada embora de uma grande multinacional onde trabalhava no departamento de marketing e decidiu que ia ser feliz e fazer algo prazeroso. “Vi na TV uma matéria sobre modelos Plus Size nos Estados Unidos e fui atrás do assunto. Fiz minhas primeiras fotos para uma revista eletrônica voltada para o público GG e, a partir daí, não parei mais de trabalhar, nem mesmo quando fiquei grávida do meu primeiro filho, Davi”. “São nove anos de felicidade”, declara Simone. Sobre o mercado Plus Size,  Simone acredita que o caminho ainda é longo, mas que quem aposta no segmento está na rota certa. “É um mercado muito promissor e já representa 5% do faturamento do setor de vestuário”, completa.

Renata Poskus Vaz declara: “O FWPS é um ponto de encontro entre confeccionistas e lojistas. Graças ao evento, muitos lojistas, de diversas regiões do país, hoje vendem produtos diversificados, que até então não eram conhecidos pelos consumidores regionais”. E completa: “Os confeccionistas de moda Plus Size estão cada vez mais atentos ao que os consumidores querem e o Verão 2014 será muito sensual, com decotes ousados e comprimentos curtos, que exigem roupas com recortes estratégicos para as mulheres que estão acima do peso, realçando seus pontos fortes com roupas que valorizem suas formas”.

Ficha Técnica:

 Fotos Conceito  ‘FWPS Verão 2014’

Produção: Renata Poskus Vaz/ Fotógrafa: Kátia Ricomini/ Make: Renata Albaneja/ Cabelo: Pam Archanjo

Minivestidos, blusas e hot pants: Cachopa Brasil/ Cintos: Korukru/ Bolsas: As Marias Arte Reciclagem

Modelos: Alessandra Linder, Bianca Raya, Celina Lulai, Márcia Saad, Sílvia Neves e Simone Fiuza

 Serviço:

Fashion Weekend Plus Size Verão 2014

Data: 21.07.2013 (domingo)

Desfiles: a partir das 17 horas

 Salão de Negócios: a partir de 11 horas

Local: Auditório Simon Bolivar – Memorial da América Latina

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda

São Paulo – SP

Classificação: Livre 

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A gorda que agrada todo mundo e desagrada a si mesma

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Por Renata Poskus Vaz

Quantas vezes você se anulou para ser aceita na família, pelos amigos ou no trabalho? Quantas brincadeiras sem graça e que te feriram teve que aguentar? Quanto preconceito teve que suportar? Quantas vezes engoliu a sua própria opinião porque ela jamais seria aceita, respeitada? Tudo isso para ter uma vida social equilibrada, na tentativa de ser uma pessoa agradável para os outros, mesmo que desagradando a si mesma.

E aí eu te pergunto: vale à pena?  Você se sente bem sendo, aos olhos dos outros, alguém sem opinião? Alguém submisso? Alguém que não sabe dizer não e ri quando na verdade gostaria de chorar?

Não, não vale. Tenho certeza que quando coloca, à noite, a sua cabeça no travesseiro, não se sente a amiga, esposa, colega e filha perfeita. Você sabe que isso é um personagem, que existe um cérebro e muitos sentimentos por trás da gorda fofinha que você tenta encarnar.  Você se sufoca. E sofre.

Um dia esse mulherão escondido por trás do seu corpo gordo virá à tona, seja explodindo em um acesso de fúria, ou implodindo com uma depressão ou uma doença grave. Mas ela virá à tona.  Não é melhor deixar com que ela apareça, lentamente, todos os dias?

Eu me lembro que, quando pequena, era muito geniosa. Porém, recordo-me, nunca fui uma menina má. Tinha um senso de justiça e lealdade que poucas pessoas têm (modéstia à parte), não iniciava brigas, porém, não fugia delas. Definitivamente, não era uma menina fofa. Nunca fui tolerante, sempre reagi de imediato às ofensas e provocações. Isso, é claro, fez com que algumas pessoas se afastassem de mim. Sempre questionei porque a Lídia do prédio sempre tinha que ser a professora nas brincadeiras de escolinha, na nossa infância, ou porque as meninas, na juventude, insistiam em ser falsas com a Fabiana, falando mal dela pelas costas, mas aturando-a porque tinha carro para nos levar à balada. É claro que elas não gostavam disso. Não gostavam que eu lembrasse que suas atitudes poderiam não ser as mais corretas. Com o tempo, para ser aceita, comecei a fazer vistas grossas a essas injustiças. Não emitia mais minha opinião. Engolia. Suportava. E morria aos poucos.

Sim, porque não acho que seja certo sair dando voadora no peito dos outros a cada discordância de opiniões, mas ter que fingir que concordava com algo para ser aceita, não era bacana. E me calar, abriu precedente para que zombassem de mim e que não me respeitassem mais. Ok, respeito não se conquista no grito, mas se conquista com postura. E nunca com uma postura passiva.

Isso refletiu também em um de meus relacionamentos, sempre abaixando a cabeça, pedindo desculpas por erros que meu próprio parceiro cometia comigo. Sim, ele errava comigo, virava o jogo e eu, mesmo vendo claramente essa manobra egoísta, pedia desculpas só para ficar bem com ele. Mas não ficava! Essa situação só se prolongava, fazendo com que o relacionamento acabasse de qualquer forma, mais tarde, causando muito mais decepção e sofrimento.

Foi quando dei um basta. Voltei a expor minha opinião e admirar pessoas que fazem o mesmo (mesmo não concordando com elas). Não gosto de gente muito calada, que concorda com tudo, pois mesmo uma pessoa muito tímida pensa, tem sua visão particular sobre tudo e não ter acesso a isso me deixa insegura, pois ela não mostra de verdade quem ela é.

Com o meu atual trabalho, lidando com moda, mulheres e egos, decidi que ou me dedicaria a fazer amigos, ou a trabalhar. E escolhi trabalhar. É muito difícil dizer não para uma modelo em um casting. São poucas que reagem de forma positiva. A maioria fica brava comigo, mesmo dizendo a  elas a verdade de forma polida. Não, não posso mentir! Nem para mim mesma, nem para elas. Mesmo que isso me custe a ficar sozinha. Mas não fico! 

Assim como eu, quando você aprender a ouvir e a falar, nunca estará sozinha. Pode não ter mais a aceitação de 100 pessoas, mas sempre terá, ao seu lado, gente do bem, que admira amigos pensantes. Sempre existirá alguém que irá gostar de quem você é de verdade, mesmo brigando, discordando… Amigo que é amigo não vai embora só porque você não concordou com ele.

E é isso que eu espero que você, leitora, compreenda. Não omita, não minta, não sorria quando na verdade quer chorar. Não desagrade a pessoa mais importante da sua vida: você mesma.

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Qual o casaco certo para gordinhas?

Por Renata Poskus Vaz

Acho que vocês já sabem que tenho um quadro de moda plus size no Programa Hoje em Dia da Rede Record. Na última quinta-feira levei dicas de casacos plus size, pra gente ficar linda e quentinha sem parecer mais gordinha do que já é. Vejam algumas dicas que dei no programa:

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A Bianca Raya tem o corpo formato pera, com o corpo mais estreito em cima e com o quadril largo. Em corpos como o da Bianca é possível usar xadrez ou uma cor mais chamativa. Caso não queira ressaltar o quadril escolha uma estampa neutra, ou um casaco chamativo mais curto.

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Este detalhe nas costas ajuda a acinturar o casaco. Não importa qual o seu tipo de corpo, jamais use casacos retos!

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Casacos podem ser usados com jeans, calça social, legging… Escolha sempre uma peça “sequinha” mais ajustada. A bota é uma excelente pedida.

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Quem tem barriguinha saliente pode escolher casacos que disfarcem bem a região do abdômen e valorizem a cintura.

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Casacos que fecham na lateral ou na diagonal, favorecem a cintura.

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Preste atenção no look preto da Claudia, acima, que tem corpo triângulo invertido.

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O casaco com cintura ajustável, por cima da roupa, a deixou mais magra.

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Por fim, Helena Custódio, que tem o corpo retangular (com cintura, busto e quadril com medidas parecidas) ficou com cintura fina com esse casaco  evasê (chega a parecer um peplum)

Os casacos, inclusive o que eu estava usando, são da Etiketa Plus Size. www.etiketaplusize.com.br

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Estarei no quinto grande ato contra aumento das passagens em São Paulo. PARTICIPE!

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Por Renata Poskus Vaz

Hoje, minha amiga, eu não poderia ficar aqui, quieta, fingindo que nada está acontecendo em nosso País, postando looks do dia ou matérias comportamentais. Vou me juntar a mais de 100 mil pessoas no Largo da Batata, em São Paulo, para uma grande mobilização popular e gostaria de convidá-la para estar lá, comigo.

Não, eu não ando com frequência de ônibus. Poderia não me importar e achar que não é problema meu essa onda de protestos em São Paulo e no Brasil inteiro contra o aumento das passagens.

Não, eu não sou uma blogueira política. Eu falo de moda e poderia achar essa coisa de exigir que meus direitos como cidadã sejam respeitados – que a polícia não me bata, não me ameace, não me oprima – e que os governantes não mintam nas campanhas políticas e não sejam corruptos – seja um tanto quanto démodé, coisa da época da ditadura militar.  Mas não, não é.

 Não, eu não sou uma estudante, com tempo livre e disposição para encarar passeatas e também não sou militante política de nenhum partido.

Vou me juntar à mais milhares de pessoas nesta segunda-feira, às 17h, mesmo cheia de trabalho a fazer, mesmo com medo de bombas de efeito moral que podem atacar minha asma, me deixar doente, e balas de borracha que podem me machucar gravemente, mesmo com o risco de ser presa, de ser ferida ou de ser morta. Fiz essa escolha, porque sei que essa luta não é por causa de um aumento de R$ 0,20 em um ônibus. Eu me alio a outros paulistanos por causa do descaso dos nossos governantes municipais e estaduais diante dessa situação e por causa dos exageros cometidos pela polícia. Eu me alio porque sei que se nosso transporte tivesse qualidade, não haveria tanto trânsito em São Paulo.  Eu me alio, porque gostaria que os governantes aumentassem os salários dos servidores públicos com a mesma rapidez e “eficiência” que aumentam tributos, passagens de ônibus e impostos. Eu me alio, porque acredito que se houvesse menos corrupção em nosso País, sobraria muito mais dinheiro para investir na saúde e na educação de nossas crianças.

 Não, eu não sou boazinha. Só estou de saco cheio.

E embora eu venha aqui sempre falar de make, de roupas da moda e de questões que cercam o comportamento feminino, antes de tudo sou uma cidadã consciente.

Compareça! 

Concentração às 17h no Largo da Batata, em São Paulo.

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