Violência verbal contra criança também machuca!

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Por Renata Poskus Vaz

Mulherões, peço licença para falar sobre algo desumano que presenciei hoje. Muitas de vocês são mães e, mesmo as que não são, como eu, mas têm sensibilidade e respeito por outros seres humanos, entenderão minha revolta.

Frequento todos os dias uma padaria chamada Dom Filippe, situada na Rua da Bica, na Freguesia do Ó. Vou lá, compro meu brigadeirão, meu refri, coisa gostosa e obrigatória diária de gorda. Hoje, por volta das 20h30, estava eu lá, linda, fofa e feliz, olhando para a vitrine de doces, quando ouvi uma mulher, na porta da padaria, xingando MUITO sua filha. A garotinha mais parecia uma boneca com sua roupa de bailarina e tinha, no máximo, uns 4 ou 5 anos. Parei e comecei a olhar. Não importa o que a criança fez ou deixou de fazer, se trata de uma garotinha que pode sim ser repreendida, mas jamais humilhada, menosprezada, ofendida, muito menos por sua própria mãe. A mulher, com seus 50 e tantos anos, gritava: “sua burra, idiota, imprestável, paspalha, fedelha… Olha só o que você fez!”.  E quanto mais as pessoas olhavam, mais alto ela gritava. O que ela mais repetia era: “sua burra, imprestável, idiota” e completava com diversos: “vou meter a mão na sua cara”. Ou seja, ameaças, ameaças, ofensas que podem destruir a alma dessa criança e transformá-la em uma adulta problemática e sem um pingo de autoestima.

Eu fiquei lá quieta implorando em pensamentos que aquela mulher parasse com as ofensas, para que eu não precisasse intervir. Sim, pois sou dessas que não consegue fingir que não está vendo uma sessão de humilhações e torturas. Mas não, a mulher continuou e realmente deu um tapa na filha. A menina, de tão magrinha, cambaleou.

Naquele momento, intervi: “para de xingar e bater na sua filha”.

Foi aí que o demônio tomou conta daquela mulher. Ela me deu um tapa no braço, me xingou, me ameaçou e disse, com todas as letras, que a filha era dela e que ela tinha o direito de xingar e bater quantas vezes quisesse na menina.

Em outras situações, eu que sou uma lady da periferia, certamente quebraria aqueles dedos imundos que ousaram tocar com violência o meu alvo e delicado braço. No entanto, eu via aquela carinha linda da filha dela, que por mais que sofresse humilhações vindas da mãe, se sentiria impotente e imensamente triste ao ver a mãe apanhando de mim.

Então, mantive-me calma, embora firme e disse que havia leis em nosso País que proibiam a violência física e moral aos filhos. O barraco correu solto, a mulher gritava, xingava e a filha chorando, pedindo para ela parar. Me xingou de vadia etc e tal, mas isso eu já previa vindo de uma mulher que humilha e xinga a filha caçula publicamente.

 Ela foi embora quando me viu ligando para a polícia. Simplesmente 5 vizinhos da mulher vieram me parabenizar por minha atitude. Segundo eles, trata-se de uma moradora do Edifício Parque dos Pássaros, situado na Rua da Bica, número 410, na Freguesia do Ó, bem em frente à padaria que frequento.

O que mais me doeu é que todos foram unânimes em dizer que aquela mãe grita e humilha os filhos constantemente. E o pior, disseram que a pequenina é filha adotiva. Não sei se essas denúncias conferem, mas só o que vi na padaria já é o bastante para perceber que esta mulher não merece ser mãe.

Pergunto-me o porquê de ninguém fazer nada. Até entendo que as pessoas tenham medo, devido ao comportamento anti-social e desequilibrado que demonstrou ter a mãe, isso poderia gerar uma vida difícil entre os condôminos. Porém, o conselho tutelar recebe denúncias anônimas.

Amanhã vou ao conselho tutelar e protocolarei minha denúncia. A Padaria tem filmagens que comprovam o que estou dizendo. Espero, de coração, que o conselho tutelar apure esse caso.

A garota é linda, de classe média, bem alimentada, não tem marcas de violência no corpo, provavelmente estuda em escola particular, mas imaginem o que ela carregará na alma se a atitude que a mãe teve seja algo corriqueiro na vida delas?

Depois conto para vocês se o Conselho Tutelar investigará ou não minha denúncia.

No mais, fica minha dica para vocês, amigas e leitoras, que não se calem diante dessas situações. Crianças são pequenas demais, devem ser educadas, repreendidas, mas jamais humilhadas e ofendidas.

Violência verbal também é crime. Violência verbal também machuca.

34 Comentários

Arquivado em Bullying Nunca Mais, comportamento

34 Respostas para “Violência verbal contra criança também machuca!

  1. Naiana santos

    GENTE QUE ABSURDO,EU SOU MÃE E ESTOU INDIGNADA COM ISSO,E COMO ESSA MULHER AINDA TEM CORAGEM DE ADOTAR UMA CRIANÇA.E COMO AS PESSOAS PODEM OUVIR E NÃO DENUNCIAR ALGO TÃO SÉRIO??QUE DEUS POSSA CUIDAR DESSE ANJO INDEFESO!!!E POR FAVOR GENTE NÃO NOS CALEMOS DIANTE DE TAL COVARDIA,DENUNCIEM!!

  2. ISIS LEAL

    Os traumas da infância,duram pra vida toda e são difíceis de serem superados.As feridas que ficam na alma nunca são totalmente esquecidas.
    Parabéns Renata pelo texto e pela iniciativa!

  3. Lena

    Parabéns Renata pela coragem, acho que eu não conseguiria, iria logo acionar a polícia mas não repreenderia a mãe, eu já fico mal quando vejo estas cenas na tv, se visse ao vivo acho que ficaria em choque. Tomara que a mãe pague pelas suas atitudes, que se tornam mais graves pelo fato de ser uma criança adotada.

  4. Giovanna

    Que raiva!
    Lágrimas nos olhos. É incrível que as pessoas lutam para poder bater nos seus filhos, xingá-los, como se fosse pelo bem deles.

  5. Olha, fiquei chocada, mas eu posso dizer que sou experiência viva de como a violência verbal machuca e traumatiza para o resto da vida, principalmente quando essa violência vem de alguém da sua família. Não vou contar toda a minha história aqui, mas imaginem só. Eu sempre fui gordinha, minha vida inteira, só que principalmente a minha avó, nunca aceitou o fato de ter uma neta gorda. Acho que aquilo para ela era a pior coisa que podia acontecer. Então imaginem, ela não me deixava em paz. Eu nunca fui daquelas crianças que adoravam passear na casa da avó. Casa de vó para mim era e ainda é, sinônimo de tortura. Quando eu era criança, todo mês de julho minha mãe tinha a infeliz ideia de me deixar o mês inteiro na casa dela, até porque ela morava em outra cidade. Eu chorava de vontade de voltar pra casa, e ainda por cima ela me chamava de mimada, como se não soubesse o motivo do meu choro. Ela nunca me agrediu fisicamente, mas as palavras machucaram bem mais do que se ela tivesse me batido. A lembrança mais forte que eu tenho da minha infância e adolescência, é quando eu tinha uns 16 anos mais ou menos, e eu tinha acabado de chegar na casa dela, ao invés de me cumprimentar, falar um “oi”, “boa tarde”, a primeira coisa que ela fez quando me viu foi colocar a mão no meu rosto, olhar bem pra mim e dizer: “menina vc precisa emagrecer, seu rosto tá ficando deformado”. Na hora eu não tive forças nem pra reagir. Enfim, não sou daquele tipo de neta sempre presente na casa da avó, pelo contrário, vou lá raramente e por obrigação, para não desapontar minha mãe. Por isso, eu digo de coração, meçam muito bem suas palavras antes de falar pra alguém. Quem fala, logo esquece, mas quem ouve, não esquece jamais!!!!

  6. Raianny Yulle Rousan

    Muito triste mesmo, inclusive estava estudando hoje na faculdade teorias que afirmam que a nossa personalidade e o nosso comportamento são moldados no período de 0 a 5/7 anos de idade, e a nossa base (família) é essencial, se vemos tantos adultos problemáticos no mundo e a violência está do jeito que está, é por causa de pessoas como essa “mãe”, que não merece esse título, não por ser adotiva pois mãe é quem cria, mas por não ter as atitudes que correspondem as de uma verdadeira mãe!

  7. Mirtis Finatti

    Faltou uma Renata, na minha infância!
    Enfim, não devemos jamais tolerar esse tipo de conduta., as crianças agradecem!

  8. Maria Faria

    Meu Deus, não imaginava que leria isso um dia. Este caso merece denúncia sim.

  9. Cleo Oshiro

    Estou chocada e revoltada!Como pode um ser humano agir de violência contra uma criança indefesa?Existem pessoas que não são merecedoras da dádiva de um filho,ou muito menos lidar com qualquer criança que seja.Parabéns pela sua atitude…merecedora de toda admiração e respeito!Cleo Oshiro(Colunista Social do Portal Mie Japan)bjos

  10. Fiquei abalada com esse relato, costumo pensar que isso é coisa de novela, filme, mas no fundo sei que acontece aos montes, esses dias mesmo estava conversando com minha mãe, falamos da quantidade de pessoas que deve existir que esconde suas histórias, seus traumas, com medo e vergonha, quantas mulheres já foram essa menininha?
    Que bom que há pessoas como vc, e creia sua atitude não vai impactar apenas essa história, certamente vai inspirar muitas de nós também.

  11. ***É isso Renata!!! Vá adiante mesmo, eu também não me calo diante de situações como essa, também tenho medo do que pode vir a me acontecer por ser assim, não sabemos o que nos espera quando enfrentamos pessoas desconhecidas, mas para mim seria muito pior fingir que não vi e ter de aguentar o peso da minha consciência no travesseiro***

  12. Renata C Nóbile

    Parabéns pela coragem Rê!!!!! Nos informe sobre o desenrolar dos fatos dessa história…Estamos torcendo pra tudo dar certo…se preciso use o blog,nós te apoiaremos!!!!!!

  13. Paula Regina

    Renata, me orgulho de poder te conhecer, nem que virtualmente, e parabenizá-la pela atitude cidadã, acima de tudo.
    Oxalá a sociedade tivesse esse tipo de condução e olhar ao que se passa com o outro.
    Essa, hoje menina, vai carregar a vida toda (e sei bem do que escrevo aqui) esse “aleijão” psicoemocional; que ela não presta para nada, é idiota, imprestável e tudo aquilo que é repetido a mesma até a completa exaustão.
    É sabido que todo adulto agressor foi uma criança agredida, que essa marca fica como um cruel carimbo, seja em sua vida social, familiar e/ou profissional.
    Que o Conselho Tutelar aja e possa oferecer à essa menininha um acompanhamento psicológico e que a Justiça cumpra com seu propósito derradeiro e puna essa Sra. pelos danos causados à filha.
    Certa vez eu li algo que eu carrego em mim e partilho sempre que posso: “Com o tempo, aprende-se a “baixar o volume” dessas vozes, mas elas não vão embora jamais. Nossos pais ficam dentro da gente para sempre.” Ariela.

    Renata, parabéns pela nobreza no gesto e deixa a gente aqui informada.
    beijo grande.

  14. Somente hj eu li o que realmente está escrito neste post. Sou mãe de duas meninas, e o meu coração não me permite ver violência contra crianças. Choro só de pensar que isso existe. Mesmo antes de ser mãe me dava um aperto no coração, imagina hj que sou mãe.
    Já presenciei várias mães maltratando crianças na rua por conta delas não conseguiram a esmola ou a venda de seus produtos, e em uma dessas quase tomei partido da criança,mas vi um grupo de pessoas em volta da mesma e não faziam nada. Procurei um guarda ou um policial, mas na hora não havia ninguém. Realmente é lamentável ver as pessoas paradas e não fazem nada. Eu fico sem ação, sem palavras, trêmula, sei lá. Dá vontade de sair socando essas mães, mas não tenho forças nem pra me mexer vendo um ato desse.
    O conselho tutelar é complicado, pois eles averiguam tanto e não fazem nada. Sei pois já denunciei casos. Realmente um canal de atendimento como esse que vc, Renata, falou nesses dias eu não conhecia.
    Lidia Lemes, não sei nem o que falar após ler seu depoimento. Peço tanto a Deus que proteja minhas filhas e todas as crianças das coisas ruins do mundo. Sei que as marcas ficam na alma, mas desejo que Deus conforte seu coração para apagá-las.
    É triste ver a que ponto a humanidade está chegando, principalmente se tratando de nossas crianças.
    Obrigada Renata por ter feito algo por essa criança. Com certeza as mães que leram o seu depoimento agradeceram pelo seu ato de coragem e de amor ao próximo.

    Bjinhos meninas.

  15. Cris Miranda

    Orgulhosa de vc amiga, por ter tido uma atitude tão louvável diante de uma situação tão lastimável. Que não venhamos nos calar diante desses absurdos!

  16. Melissa Castro

    Muito triste, pra um adulto sofrer esses maus tratos já é difícil imagina pra uma criança. Parabéns pela atitude Renata, se todos fizessem isso que você fez em ralação a estas situações muita coisa mudaria neste país.

  17. GRAÇAS A DEUS Q EXISTE O NUMERO 100 Q PODEMOS DENUNCIA-LA RÊ ESTAMOS COM VC.

  18. Mari

    Nossa, eu até chorei! Fico imaginando as minhas filhas (6 e 3) no lugar da menininha… É muito triste ver esse tipo de coisa acontecer… Por mais que a criança tenha feito qualquer coisa que possa ser”errado”, ninguém tem o direito de agredir. E as vezes as palavras acabam afetando muito mais do que um tapa…. Muito triste mesmo!!! Espero que as autoridades tomem providencias!

  19. Rê, OBRIGADA pela coragem, poucos fariam isso! E certeza que nos inspirou a tomar atitude perante uma situação dessa. Nem preciso dizer que estou chorando só de imaginar a cena. Por isso e por outras que vc é minha AMIGA, vc é zicaa!!

  20. Lana Lolla

    Sou agente educadora, trabalho há anos com alfabetização de crianças e adolescentes, hoje atuo como servidora em um colégio municipal no Rio de Janeiro e de início já te digo que pelo E.C.A, (estatuto da criança e do adolescente) ela cometeu crime grave constrangendo ela, isso caracteriza crime no artigo 146 do código penal, humilhar e constranger uma criança é crime
    ARTIGO 5º – Lei 8.069/90
    ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
    Nenhuma criança ou adolescente será objeto de
    qualquer forma de negligência, discriminação,
    exploração, violência, crueldade e opressão, punido
    na forma da lei qualquer atentado, por ação ou
    omissão, aos seus diretos fundamentais.
    ARTIGO 5º – Lei 8.069/90
    ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
    O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da
    integridade física, psíquica e moral da criança e do
    adolescente, abrangendo a preservação da imagem,
    da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e
    crenças, dos espaços e objetos pessoais.
    ARTIGO 17 – Lei 8.069/90
    ARTIGO 146 DO CÓDIGO PENAL
    Constranger alguém, por
    qualquer meio, a capacidade de resistência, é
    crime de constrangimento ilegal.
    ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTES
    Criado em 1991, pela Lei nº 8.242, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) foi previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente como o principal órgão do sistema de garantia de direitos. Por meio da gestão compartilhada, governo e sociedade civil definem, no âmbito do Conselho, as diretrizes para a Política Nacional de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes. o artigo 227 da Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90).

    Sem falar nas agressões verbais direcionadas a vc também.
    Domingo acompanhem por favor uma reportagem no fantástico que falará sobre este tema. Uma criança linda e gordinha sendo humilhada e agredida verbalmente pela mãe em pleno uma praça de alimentação, por ela estar acima do peso. Na verdade são atrizes encenando a pedido do programa para perceberem a reação das pessoas ao redor, como elas reagem, se saem em defesa da criança. bem interessante a matéria, fica a dica.
    Finalizando meu post gigantesco mas informativo ( espero) , gostaria de parabenizar vc Renata pela atitude, humana, corajosa e precursora. Se existissem mais pessoas assim no mundo em defesa das nossas crianças maltratadas e humilhadas ( que por sinal são números alarmantes), elas certamente cresceriam melhor, renderiam mais nas escolas e poderiam construir um Brasil mais justo pra todos, querendo ou não elas são nossos futuros contribuidores e construtores da nação.
    PORTAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLECENTE(http://www.direitosdacrianca.org.br/)

  21. Pati

    Conte o desfecho, é bom sabermos o que a justice faz em casos como esse…

  22. Lívia Moraes

    Renata, já passei por isso,de ver uma criança ser humilhada e agredida verbalmente, essa criança aparentava ter uns 2 3 anos, estava numa van coma mãe, e essa mãe do nada começou a gritar, xingar com palavras horríveis, palavrões, era uma coisa fora do normal, uma brutalidade imensa.
    E se eu disser que o motivo de tanta agressividade era apenas por essa menina queria o colo da mãe, provavelmente estava cansada de viajar em pé, essa menina nada fez ou falou, apenas abaixou a cabeça e deixou cair as lagrimas, num gesto automático, de quem já passa por aquilo constantemente.
    Senti a dor daquela criança, tbm deixei cair lagrimas dos meus olhos, pq sei que aquela criança talvez nunca ouviu ou vai ouvir uma palavra doce que quem a gerou, não fiz nada por não houve agressão física, e fui covarde de não ter falado algo mesmo assim, a van estava cheia e todos tiveram a mesma reação que eu, que dizer, ninguém teve atitude.
    Tenho uma filha de 4 anos, que me dá um trabalho daqueles, uma menina esperta, que tem as respostas na ponta língua pra tudo, que preciso falar varias vezes pra ela poder me obedecer, estou sempre policiando as atitudes dela, que as vezes ela em diz que só faço reclamar de tudo que ela faz.
    Mas mesmo com tudo dificuldade pra educa-lá, me estressando com suas biras ( ontem mesmo ela chorou da casa da avó até a nossa, num percurso de 15 minutos, sem parar, berrando alto, chamando a atenção de quem estava na rua, simplesmente pq queria dormir com a avó e eu conversando, me segurando e rezando pra não fazer besteira), mesmo assim, desde que ela nasceu todos os dias eu digo que a amo, que ela é minha razão de viver, pq filhos são presentes de Deus.

  23. Erika

    Renata, eu que tento adotar uma criança ha dois anos me sinto indignada, revoltada mas feliz pela sua atitude. Uma criança não pode ter feito nada que justitifique tamanha humilhação. Esse tipo de pessoa dificulta a vida de quem realmente tem amor para dar e estraga o futuro de mais uma criança. Só peço a Deus que dê um jeito na situação e que logo essa menininha vá para um lar mais feliz.

  24. Graziela Barros de Moura

    Re,

    Agora que li. Parabéns por sua atitude. Claro que o Conselho Tutelar vai investigar e tem testemunhas, os vizinhos. Bom, estou aqui torcendo para tirarem o poder familiar dessa mãe e a criança voltar para o abrigo. Nesse casos, é melhor ela voltar e ter a chance de encontrar uma família que realmente ela mereça! Danos ela já tinha e vai ter mais ainda se ficar com uma mãe assim. Já vi um caso igual no abrigo que frequento. Ou seja, os pais adotivos espancavam as crianças e eles mesmo acabaram devolvendo. Conheço os meninos, hj eles estão REPLETOSSS de sequelas ! Dps te conto. Me mantenha informada e qq coisa, ligue.

    Bjo grande E SUPER, MEGA PARABÉNS PELA ATITUDE !

  25. ESTOU CHOCADA, NÃO AGUENTO VER O PAI DA MINHA FILHA REPERDENDO ELA POR QUE SINTO MUITA DÓ. MEU DEUS ONDE ISSO VAI PARAR,

  26. patricia r

    ola sou mãe de sangue de 3 lindos filhos e de 3 de coração são filhos do meu marido .pois eu trato de igualmente os 6. as crianças são o nosso futuro. não há nada no mundo em comparação a estes seres.,,,anjos,,mas eu venho aqui para pedir ajuda se me sabem disser a onde ou o que posso fazer em relação a uma situação que venho a viver já o 8 anos e sinceramente to cansada.
    a mãe dos meus 3 meninos sempre me tratou mal verbalmente mesmo com as crianças ela não sabe falar já fiz queixa no tribunal e nada foi feito mesmo assim os meninos vão a casa dela 15 em, 15 dais, eu pergunto me que vai ser deles meninos quando forem adultos, já hoje eles teen atitudes diferentes quando estão com ela. ajudem me (patricia.milton@hotmail.com) obrigada de coração

  27. Evelyn Possenti

    oi meu nome é evelyn tenho 16 anos, meus pais estão separados a quase 10 anos, e deis de então sou xingada humilhada e algumas vezes ela já me bateu, sofro muito com isso, hoje ela já não me bate mais, porem hoje eu posso dizer que não respeito a minha mãe, e sim tenho medo dela, medo que se eu fizer alguma coisa ela vá me bater, ou qualquer coisa do tipo, é sim revoltante ver de fora essas historias mais posso dizer, é muito pior estar dentro dela, principalmente quando se é a criança, ou o adolescente, doí demais saber que a pessoa que a gente deveria correr pra pedir ajuda é a pessoa que mais nos machuca, hoje tenho um namorado, ele não pode fazer muita coisa por mim, porque ainda sou menor de idade, mais o que pode ele faz, me da atenção e todo carinho que não recebo da minha mãe, e isso não é só as brigas, são as coisas que trazem isso tudo, são problemas para se relacionar, tanto em relação a namoro, quanto amigos, queria deixar o meu depoimento aqui, porque tirando meu namorado não tenho mais ninguém pra conversa 😥

  28. Franci

    Olá amigos, estou neste site e li o relato da Renata, e gostaria de saber como entrar em contato com conselho tutelar, hoje presenciei, na verdade ouvi, um pai aos gritos com a mãe xingando muito ela, mas já pude ouvir o pai e a própria mãe aos gritos com o filho de 5 anos, são palavrões horríveis, muita humilhação a criança, ao ponto de um dia ela não querer comer e ele, parece que quebrou o prato ou jogou a comida no chão e gritou que a criança deveria comer do chão, gente é horrível, pois as vezes é com a criança, as vezes é o pai xingando muito a mãe e as vezes a mãe agredindo ao pai ou a criança, não sei o que fazer, pois moro em um condomínio e eles são meus vizinhos, todos ouvem estes escândalos, mas dizem que não adianta fazer nada, porém como estou mais próxima os gritos veem dentro do meu apartamento, tem que existir um meio de ajudar a criança e eles falarem mais baixo ou até mesmo pararem de agredir a criança com ofensas, vocês não imaginam o que é ouvir os gritos dos pais brigando e a criança em casa ouvindo tudo e outras vezes sofrendo as agressões verbais, são palavrões muito graves, o que devo fazer? O conselho tutelar poderia ajudar?

    • Renata Poskus

      Querida,

      Eu acho que você tem que fazer alguma coisa. Mesmo que não de em nada, você saberá que agiu e não se culpará depois.

      Ligue no Disk 100, que recebe denúncias de violência (física e verbal) contra crianças e adolescentes. Você pode pedir anonimato. Eles mandam sua denúncia para o conselho tutelar checar. Pode ter certeza que eles vão ficar com medo.

      Obrigada por fazer a sua parte e não se calar.

  29. anonimo

    sou pai e passo por isso em casa tenho dois filhos e minha esposa, não quer saber de trata-los como se deve, tratar uma criança, xingamento ,ofensas agressões físicas são constantes já procurei ate a assistente social, ela disse para eu aguardar para ver se melhora, mas esta difícil segurar a barra vocês que são pais devem entender, hoje dia 14/10/14 estarei correndo atrás de orientações mais drásticas pois como esta não pode ficar, ela não quer ter obrigações tanto com os filhos como a casa. tem dia que a sujeira ta demais e remédios espalhados pelo chão meus filhos tem dois anos e meio e o outro apenas um ano. isso esta sendo agravado de uns dois meses ate agora, ela confessou para mim e a assistente social que precisava de tratamento, mas também disse que ninguém vai obrigar ela a fazer.se tiver alguém que poder me orientar melhor por gentileza eu agradeço

  30. cintia tasca

    DEUS PROTEJA A MIM E AOS MEUS REAIS VERDADEIROS AMIGOS E A MEU REAL VERDADEIRO AMOR EM NOME DE JESUS!

  31. cintia tasca

    deus me leve em uma balada numa boate vip de madrugada em nome de jesus!

  32. cintia tasca

    as duas da madrugada…

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