Arquivo do mês: novembro 2013

Look do dia – Vestido retrô

por Litha Bacchi

Primeiramente peço que me perdoem pela má qualidade da foto. Minha câmera está entregando os pontos, coitada!

Usei esse look pra ir num encontro no museu de ciências =D O vestido não é tão longo quanto aparenta na foto, ficou assim por causa do ângulo do qual a foto foi tirada. O salto é baixinho e bom pra caminhar pelo museu – mas não aconselho pra quem não está acostumada a andar tanto de salto quanto eu hehe. 

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Vestido: Hell Bunny / Sapato: Via Marte / Bolsa: Accessorize / Anel: Etsy / Brincos: Primark

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A gorda rejeitada

coracao-partido

Por Renata Poskus Vaz

Quando ele disse com todas as letras que não me queria mais em sua vida, meu coração se despedaçou.  Entrei em depressão profunda. Não comia, não sorria…  Não vivia. Foram meses trancada em um quarto escuro, deitada, torcendo para que o dia passasse rápido e eu conseguisse adormecer novamente. Era só dormindo que eu podia esquecer a tristeza e a vergonha de ser o que eu realmente era: uma gorda rejeitada.

Talvez esse tenha sido o primeiro momento em minha vida em que eu tenha me sentido, de fato, um lixo. Eu estava convencida de que era insuficiente como mulher. Em três anos de namoro, ouvi diversas vezes o quanto a sua ex-namorada era melhor, mais legal e mais bonita do que eu. E o pior, ao mesmo tempo em que aceitava por anos todas as ofensas travestidas de sinceridade masculina, ainda amava a cada dia mais aquele homem. Amor? Será que era amor?

Após o fora e os meses de reclusão, não lembro ao certo do dia em que enxuguei as lágrimas e me levantei. Estava cansada de estar cansada. Estava cansada de esperar pelo dia em que aquele homem se arrependeria e viria atrás de mim. Olhei no espelho e vi que não tinha jeito. Ou me recuperava e aprendia a seguir sozinha, ou morreria.

De volta à vida, transformei aquele antigo amor em pesadelo, atribuindo ao ex-namorado o papel de vilão que fez pouco dos meus sentimentos e me criticava sem dó nem piedade.

Depois de alguns anos de separação, já em outro relacionamento, amando e sendo amada de verdade, finalmente tive estômago para voltar a falar com meu ex-namorado. Acreditava que o fato de não termos dado certo como amantes, não anularia a possibilidade de sermos bons amigos. Temos amigos, trabalho, tantas coisas em comum…

Comecei a pensar que talvez tivesse sido injusta com aquele homem no passado. Atribuía a ele a  depressão pela qual passei, minha baixa-estima, minha total falta de amor próprio. Pensei que poderia, de fato, ter criado um pesadelo em minha cabeça para justificar a rejeição pela qual eu havia passado. Será que o transformei em bicho-papão no meu conto de fadas? Será que estava exagerando?

Pensei que já que amo e sou amada por outro homem,  não havia mais motivos para crucificar um ex-namorado.

Recentemente o reencontrei. Após o tradicional “boa noite”, a primeira coisa que ele me disse foi: “Nossa, Renata, vi uma foto sua em um Fashion Weekend Plus Size…  Meu Deus, como você estava gorda, como você foi ficar daquele jeito?”.  Ao ver minha cara de “cale a boca ou vou te matar agora”, tentou consertar: “Mas agora você emagreceu, está bem melhor”.

Minha primeira reação foi segurar as lágrimas e baixar a cabeça, como passivamente eu fazia na época em que namorávamos. Mas não. Não havia mais espaço em minha vida para submissão. Então, disse: “E o duro é ouvir isso de um cara que está ficando careca e que é  velho, feio e pobre! Mas fico feliz em saber que você gasta seu precioso tempo olhando minhas fotos recentes na internet”.

Acostumado com uma Renata subserviente, ele se assustou com o que e como ouviu. Ficou calado, sem graça e se sentindo ridicularizado pelas gargalhadas que minha irmã não conseguiu conter ao ouvir minha resposta. Aquele jeito que ele falou comigo me fez ter certeza de que não fui injusta e de que não fantasiei sobre os anos de humilhação que passei.

A errada, claro, fui eu que aceitei sem reclamar as ofensas por todos aqueles anos. Eu não era propriedade dele, não nascemos grudados… Vivi uma espécie de síndrome de Estocolmo, em que a vítima se apaixona por seu algoz. E se fui rejeitada um dia por um homem é porque antes, muito antes, eu mesma me rejeitei, me  abandonei.

Ao chegar em casa, após muito refletir, vi como Deus age de forma maravilhosa em nossas vidas. O término daquele relacionamento me libertou para que eu me redescobrisse como mulher e, depois, conhecesse uma nova pessoa e vivesse um amor de verdade. Não é um relacionamento perfeito, mas o amor é. Embora vez ou outra tenha minhas recaídas e permita que baixe em mim aquela síndrome de gorda rejeitada, logo volto a ser a Renata de sempre. A Renata que jamais deixaria de novo ser comparada com qualquer mulher que seja, que não permitiria ser humilhada, depreciada, hostilizada.

Não quero agora entrar no mérito sobre qual tipo de homem consegue namorar por tanto tempo uma mulher sem amá-la e respeitá-la como deveria. Arrisco dizer que apenas homens inseguros, que se achem insuficientes e incapazes de manter uma mulher ao seu lado são capazes de humilhá-las tanto. É como se quisessem convencê-las de que são ruins como eles. Mas isso é uma conversa longa, para outra hora.

E vocês, já se sentiram assim?

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Veja como ficar na moda com os maiôs e biquínis da Acqua Rosa

Por Renata Poskus Vaz

Olá, mulherões! O verão está aí. Separei algumas sugestões da Acqua Rosa para mostrar que algumas tendências do verão em moda praia também podem ser usadas por nós, mulheres plus size.

Preto e Branco

O clássico maiô preto que muitas gordinhas são fãs, agora surge mais moderno, em conjunto com o branco, em estampas gráficas.

moda praia plus size 1

1. O biquini com bojo projeto os seios deixando o colo mais atraente (ui!). A calcinha, comportada, tem uma faixa preta na cintura, logo abaixo do umbigo, que faz aquela região parecer menor/ 2. Quem disse que estampa engorda? O maiô do meio tem um  detalhe em tecido preto, na lateral do corpo, que marca bem a região da cintura valorizando suas curvas. As alças são largas, para quem deseja se sentir mais confortável e segura/ 3. O maiô preto (dir.) tem o bojo, perfeito para quem quer dar aquele “up” nos seios. Para dar charme à peça, a estampa gráfica foi aplicada no bojo.

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4. Mulherão de branco na praia fica parecendo uma deusa grega. Essa saída de praia é acinturada e o charme fica por conta da abertura na lateral do braço./ 5. Saída com estampa gráfica com alças largas e decote em V. Pode ser usado como um minivestido, também fora da praia/ 6. Essa saída preta rendada nunca sai de moda e é sensual na medida certa.

Navy

Navy é outra tendência clássica, que utiliza motivos náuticos e as cores azul, branco e vermelho na moda.

moda praia plus size 37. O biquíni, além do detalhe no busto em vermelho, azul e branco, tem um lindo pingente de âncora. A calcinha vermelha também traz uma faixa com dupla finalidade: dar aquele charme com a combinação náutica e ajudar a segurar a barriguinha.

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8. O maiô azul marinho traz detalhes na alça e na cintura, bem delicados./ 9. A saída de praia lembra uma chamise que pode ser usada também em um almoço,  como vestido, ou com um shortinho./ 10. Já o biquíni é como o modelo vermelho número 7.

Étnico 

As estampas com motivos tribais, étnicos fazem parte das grandes tendências do Verão 2014.

moda praia plus size 5

11. O maiô traz a estampa étnica apenas em um pequeno detalhe no busto. Ele tem bojo, porém essa versão tem a alça mais larguinha. / 12. O biquini do meio é perfeito para quem tem muito busto. Repare que além de ser frente única, permitindo regular ao seu tamanho, tem uma faixa larga abaixo do busto, reforçando ainda mais a sustentação/ Já a calcinha, larguinha, tem um detalhe na lateral que deixa a peça diferenciada/ 13. Já a saída de praia é regulável na cintura. Traz um barrado com motivos étnicos, manguinha com recorte e decote em V.

Folhagem

Primeiro a moda foi a do animal print e agora uma estampa em alta na estação mais quente do ano é a de folhagem, com motivos que lembrem plantas e a natureza.

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14. Esta peça é perfeita para quem gosta de proteger os ombros quando exposta ao sol. Veja que a pate de cima cobre parte dos ombros (embora você possa regulá-la deixando mais ou menos franzida e consequentemente mais ou menos decotada). / 15. Este modelo de biquíni tem alças largas (perfeito para quem tem muito busto) e o bojo estampado. Já a calcinha em cor lisa recebe faixa estampada e uma fivela poderosa.

Gostaram?

Vocês podem encontrar Acqua Rosa nas seguintes lojas:

onde encontrar acqua rosa

Ou então, pelas lojas virtuais. Para saber a lista de Lojas Virtuais, contate a Acqua Rosa pelo Facebook: clique aqui. 

www.acquarosanet.com.br

*Este texto é um publipost.

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Qual adoçante é melhor: aspartame ou sucralose?

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Por Renata Poskus Vaz

Meninas, agora, toda segunda-feira, no nosso tão conhecido dia internacional da dieta, vou trazer aqui no Blog Mulherão dicas da Saison Spa para nossa saúde, alimentação e qualidade de vida.

Para começar, uma coisa que sempre me intrigou na hora de fazer reeducação alimentar: o que é melhor, aspartame ou sucralose?

Nas prateleiras dos supermercados eles, normalmente, ocupam espaços nobres. Antes restritos às dietas de diabéticos, os adoçantes vem conquistando cada vez mais consumidores, desde que passaram a fazer parte também do dia a dia de quem quer emagrecer. O uso dele em substituição do açúcar pode até contribuir para o resultado no corpo, mas o que nem todo mundo sabe é que alguns deles podem trazer mais malefícios do que benefícios ao organismo. É isso mesmo: antes de escolher o adoçante é importante entender o que todas aquelas letrinhas menores que identificam a substância utilizada para adoçar querem dizer. Na dúvida, a nutricionista da Saison Spa, Thaysa Diniz, ensina: opte pela sucralose!
Quem procura por um adoçante vai encontrar no mercado pelo menos nove alternativas, mas as mais comuns são a sucralose e o aspartame. A substância, sempre indicada no rótulo principal do produto, passa despercebida por muitos consumidores, mas, de acordo com Thaysa Diniz, deveria receber mais atenção. Isso porque pesquisas já comprovaram que o acúmulo de substâncias que compõem o aspartame podem ter efeitos sérios no organismo, contribuindo inclusive para a ocorrência de danos cerebrais.
A nutricionista explica que o aspartame deriva de uma combinação de dois aminoácidos – o ácido aspártico e a fenilalanina – e é cerca de 200 vezes mais doce que o açúcar. Quando digerido, ele se quebra em três componentes – ácido aspártico, fenilalanina e metanol – e extamente esta quebra que gera problemas. Especialistas dizem que o metanol pode causar danos ao organismo, bem como a fenilalanina isolada. Para a maioria das pessoas, a fenilalanina é processada por meio de enzimas, mas pessoas portadoras de fenilcetonúria não conseguem produzir enzimas suficientes para quebrar a substância, o que pode ter consequências graves.
A sucralose, alerta Thaysa Diniz, é melhor porque não é absorvida, devido a sua estrutura molecular. “Ela não é metabolizada pelo organismo, por conta das moléculas de cloro em sua composição. Por isso ela não tem calorias e nem restrições”, explica a nutricionista. A substância adoça 600 vezes mais do que o açúcar, mas entra e sai do corpo da mesma maneira, sem sofrer alterações. As moléculas de cloro também são responsáveis pela resistência da sucralose a altas temperaturas, o que permite inclusive seu uso culinário, mesmo em pratos assados e cozidos, o que não é possível fazer com o aspartame e tantos outros adoçantes artificiais.
Gostaram das dicas? Aproveitem e vejam o vídeo com o meu depoimento e da Hannah lá na Saison Spa:
*este texto é um publipost

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Glamur Fashion vestirá as participantes do Dia de Modelo Plus Size do RJ

Por Renata Poskus Vaz

Em 14 de dezembro estarei no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, para a última edição do ano do Dia de Modelo Plus Size. A grife Glamur Fashion será, mais uma vez, a apoiadora do nosso evento. A equipe de estilo da Glamur providenciará para as participantes looks da nova coleção de verão, que poderão ser usados nas fotos.

Veja alguns dos looks:

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glamur plus size 5

glamur plus size 6

Para participar do Dia de Modelo, inscreva-se por e-mail: blogmulheraorj@hotmail.com

ddm-rj

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Como é ser gorda fora do Brasil?

por Litha Bacchi

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Ano passado vim morar em Londres. E devo dizer que ser gorda no Brasil e ser gorda aqui é completamente diferente. O título do post está meio vasto demais; não sei dos outros países, só posso falar pelo Reino Unido.

A primeira coisa que me chamou atenção quando eu cheguei é que ninguém liga se você é gorda. Ninguém te olha torto no metrô. Ninguém se mete no que você está comendo. Ninguém fala que você tem um rosto lindo. Você ser gorda é problema seu e ninguém acha importante apontar pra você o que o espelho e a balança já te contaram.

Eu me acostumei muito rápido com isso e parei de reparar. Até que um dia desses, algo engraçado aconteceu. Eu estava trabalhando numa casa de chá, onde eles vendem o chá da tarde inglês, com vários tipos de bolos e guloseimas pra escolher. Eis que entra um grupo de brasileiras. Como percebi que eram brasileiras, resolvi falar em português com elas. Elas ficaram felizes em ter uma garçonete brasileira as atendendo. Nesse dia tínhamos uns 5 ou 6 tipos diferentes de bolos e eu perguntei se elas gostariam de ir até o mostruário para dar uma olhada. Então a mais velha do grupo, na casa dos 50 anos, me faz a pergunta: “Qual deles você gosta mais? Ah, você é tão magra que deve gostar de todos, mas recomenda algum em particular?”. Essa alfinetada, sem motivo nenhum de ser, é muito típica do Brasil. Os brasileiros acham que têm que assinalar o quanto você é gorda o tempo inteiro. Mesmo quando você está sendo super legal com eles. Mesmo quando eles nem te conhecem. Mesmo que eles não deem a mínima pra sua saúde porque nem a desculpa de que estou gastando o dinheiro dos impostos dela com hospital ela tem – estou usando o sistema de saúde britânico.

Londres é uma cidade absurdamente multicultural. Tem gente de todos os países do mundo aqui. Sabe quantas dessas pessoas sentiram necessidade de assinalar que eu era gorda, dentro deste 1 ano e 2 meses que estou aqui? NENHUMA. Porque fora do Brasil, ser gorda é problema seu.

Agora, falando especificamente dos britânicos: a média de tamanho das mulheres aqui é 14-16UK (exatamente o tamanho que eu visto). Muita gente já fez cara de confusa quando eu disse que era modelo plus size porque pra essas pessoas eu não era gorda. Eu acho roupas facilmente em qualquer loja. A loja mais popular do país, a Primark, vai até o tamanho 20UK, que é algo como um manequim 50-52. Mas se você veste mais do que isso, há várias lojas com seção plus size, como a Forever 21. Lá eu visto tamanho XL e as roupas vão até o tamanho 3-X. A marca Hell Bunny, pra qual faço trabalhos de modelo (a foto do post é do meu trabalho pra eles), tem roupas até o tamanho 4X (eu visto XL com eles também).

Resumindo, há uma maior aceitação e um maior respeito pelos outros. Mesmo as pessoas que preferem ser magras (que fazem dieta) nunca virão até você pra dizer que você devia emagrecer. Nem mesmo se for alguém próximo a você. As conversas de bar entre um grupo de mulheres dificilmente agrega o assunto “dieta”. Elas estão lá, bebendo uma cerveja, falando de homem, política, roupas, seus trabalhos, mercado imobiliário, música, carreira… Mas dificilmente sobre dieta.

O que o Brasil podia aprender com isso? Menos neura e mais respeito, na minha opinião =)

Vocês tem alguma experiência que gostariam de contar sobre o assunto? Deixem nos comentários =)

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Bar de Salvador faz piada sem graça com gordas e recebe críticas de internautas

Por Renata Poskus Vaz

O 30 Segundos Bar, localizado no Rio Vermelho, em Salvador, publicou uma imagem em sua Fan Page do Facebook com a intenção de fazer piada, mas que conquistou a ira de alguns internautas. A imagem mostra uma moça gorda, vista através do copo com uma silhueta fininha. Na legenda, os seguintes dizeres: “Beba com moderação… O resultado pode ser desastroso”.

Acho que não preciso explicar a piada sem graça, mas vamos lá… O que eles quiseram dizer é que se beber demais, o cara corre o sério risco de cometer o terrível engano de ficar com uma gorda.  O post foi apagado, mas muita gente reclamou e continua reclamando. E o mais bacana é que tem muita gente magra indignada também.

Piada sem graça com quem é gordo e com quem gosta de gordo. Não sou de Salvador, mas se fosse, certamente faria uma passeata da banha na frente deste estabelecimento, regado a muito beijo na boca entre magrinhos e gordinhas.

postagem ofensiva com gorda

Colaboração de Lou Oliveira. 

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