Arquivo do mês: março 2014

Audiência Pública em São Paulo sobre obesidade

audiencia publica obesidade

Por Renata Poskus Vaz

A Deputada Mara Gabrilli realizará audiência pública em 28 de abril, na Assembléia Legislativa de São Paulo, em parceria com a deputada Célia Leão, para discutir políticas públicas para pessoas com obesidade.

Mara Gabrilli é uma famosa e respeitada Deputada, que trabalha pela melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, pela inclusão e acessibilidade.

É importante que todas nós participemos dessa audiência pública, em 28 de abril, na Assembléia Legislativa de São Paulo, para sugerirmos medidas políticas públicas para pessoas com obesidade.

Entre outras questões, a Audiência abordará os seguintes temas:

1) acessibilidade: aos meios de transporte, vestuário, edificações e serviços;
2) saúde: acesso a medicamentos e apoios;
3) obesidade infantil: prevenção e vida mais saudável;
4) discriminação no mercado de trabalho.

Local: Assembléia Legislativa de São Paulo – Auditório Paulo Kobayashi – Av. Pedro Alvares Cabral, 201 – São Paulo

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Confira as novidades da La Moda Lidi em desfile do Miller Boulevard

Por Renata Poskus Vaz

Este recadinho é para você, leitora, dona de loja ou de boutique (a La Moda Lidi não vende para público varejista 😦  ).  A La Moda Lidi, que desfilou no Fashion Weekend Plus Size, vai participar de um pocket desfile, dessa vez no próprio Shopping Miller Boulevard, onde fica a sua loja de pronta entrega.

Muitos dos looks abaixo, que foram conferidos na passarela do FWPS, bem como outras novidades, estarão à venda  a pronta entrega, do manequim 44 ao 60. Isso mesmo! A La Moda Lidi é uma das únicas marcas brasileiras com o compromisso de oferecer um leque mais amplo de manequins, sem preconceito e com muita qualidade.

É uma marca ideal para executivas e pessoas que precisem ou curtam um visual elegante e social, com destaque para as camisas, vestidos de tecido plano e calças de alfaiataria.

Veja alguns looks:

moda plus size 1moda plus size 3moda plus size 2moda plus size 8moda plus size 6moda plus size 7moda plus size 4

Serviço:

Lançamento à pronta entrega da La Moda Lidi e pocket desfiles das lojas do Shopping Miller Boulevard

Dias: 17, 18 e 19 de março.

Horários dos desfiles: 11h/ 13h/ e 14h30  sempre gratuitos e abertos ao público

Endereço: Rua Miller, 561 Brás, em São Paulo. Acesso também pela Júlio Ribeiro, 235

Telefone da La Moda Lidi: (11) 2692-1847

Desfile moda Miller Boulevard

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Curso de mecânica básica para mulheres em São Paulo

Por Renata Poskus Vaz

Cansada de ver por aí mecânicos tentando te enganar, te empurrando consertos desnecessários para o seu carro? Então, que tal fazer um curso de mecânica básica, de graça?

Se você chegar no mecânico mostrando certo conhecimento em mecânica, ele vai pensar duas vezes antes de falar que você precisa gastar muitas dilmas pra reparar a rebinboca da parafuseta. (ok, tem muito mecânico gente boa e honestíssimo por aí, mas a mulherada sabe bem do que estou falando).

A DPaschoal, uma das maiores redes de serviços automotivos do Brasil, realiza em três unidades da cidade de São Paulo, no dia 22 de março, a partir das 14h, um curso de mecânica básica gratuito desenvolvido especialmente para o público feminino. As aulas, gratuitas, são ministradas por especialistas da DPaschoal, que mostrarão os cuidados necessários para manter o veículo em boas condições. Com o curso é possível aprender de maneira simples e prática, como conservar o carro, dicas sobre segurança, manutenção, direção defensiva e a troca na hora certa de peças que sofrem maior impacto e desgaste nos veículos, como pneus, suspensão, amortecedores, bateria e freios.

 Serviço

 Curso de Mecânica Básica para Mulheres

Local: DPaschoal – Avenida Professor Francisco Morato, n°1258, Butantã – São Paulo/SP

Data: 22/03/2014 – a partir das 14h

Informações: 3273-4200

Curso de Mecânica Básica para Mulheres

Local: DPaschoal – Avenida Washington Luís, n°4670, Aeroporto – São Paulo/SP

Data: 22/03/2014 – a partir das 14h

Informações: 5034-5354

Curso de Mecânica Básica para Mulheres

Local: DPaschoal – Avenida Nazaré, n°1520, Ipiranga – São Paulo/SP

Data: 22/03/2014 – a partir das 14h

Informações: 2061-8187

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Reprovada em concurso público por estar obesa

professora obesa

Por Renata Poskus Vaz

Esta semana, li uma desagradável notícia de que uma professora que passou em segundo lugar no concurso público da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo foi impedida de assumir seu cargo por ter sido considerada inapta por ser obesa, na análise do perito médico do estado.

A professora, que há anos já atua como professora substituta na rede pública de ensino, disse que nunca foi afastada por problemas de saúde e que seus exames pré-admissionais não apresentaram nenhuma alteração.

Enfim, eu pergunto, cara leitora, qual o problema de uma mulher gorda lecionar? Se ela passou em segundo lugar em um concurso público, isso mostra que pelo menos academicamente ela está preparada – e muito – para assumir o cargo. E as chances dessa mulher ter um afastamento médico por problemas de saúde é a mesma que um professor com idade mais avançada, uma magra aparentemente saudável, mas que toma remédios para emagrecer, um professor com problemas oftálmicos, uma professora que tenha acabado de casar e queira ter 5 filhos… Enfim… Todos os professores são doentes em potencial, não só os gordos.

Tenho alguns professores “diferentes” que me ensinaram muito a entender, aceitar e respeitar a diversidade humana. No primário, todas as minhas professoras eram mais velhas que a minha avó. Tive que aprender que nem toda velhinha é gagá e que devia respeitá-las muito. Isso aconteceu também no colegial, em que meu professor de educação física era um senhor já de idade, negro, alto e manco. Ele não reproduzia nenhum exercício, devia ter algum problema sério na coluna ou nos membros inferiores, mas sabia nos orientar a fazer. Era crítico, exigente e muito amado por todos os alunos. Ainda dá aulas, na mesma escola.

Minha primeira professora de ballet também era mais gordinha. E ela era atenciosa com todas as alunas, sem exceção. Foi ela quem me fez me apaixonar pelo ballet. Eu a admiro até hoje.

Na faculdade tive o primeiro contato com professores gays, homens e mulheres (pelo menos assumidos) e, coincidentemente, era os que eu mais admirava.

Crescer e ser educada com as diferenças, com certeza faz com que nos tornemos adultos muito mais seguros e tolerantes.

Para saber mais sobre a história dessa professora, clique aqui.

E você, já sofreu preconceito no trabalho por estar acima do peso?

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Preconceito contra profissionais gordas

Por Cíntia Rojo

balança fat

Estou super feliz, meninas, porque fui aprovada para trabalhar numa multinacional. Eu andava um tanto desmotivada, profissionalmente, porque tinha a impressão que meu currículo não era suficiente para conseguir uma boa colocação no mercado de trabalho. Graças a Deus, porém, recebi a notícia de minha aprovação na semana do Carnaval e imediatamente comecei a correr com o processo admissional (motivo pelo qual estive ausente do blog e peço desculpas. Eu estava com saudade de vocês!).

Enquanto eu estou super feliz celebrando minha conquista e pensando em como vou decorar minha estação de trabalho no novo escritório, li no Portal G1 a luta da professora Bruna Giorjiani de Arruda, 28 anos, para assumir seu cargo como professora da rede estadual.

Bruna foi aprovada em segundo lugar (!) no concurso, tem as qualificações necessárias para exercer a função e foi conisderada apta no exame médico admissional mas seu nome não apareceu na lista final dos aprovados. O médico Carlos Henrique Thirone Silva atestou “candidata com obesidade mórbida” e, do ponto de vista legal, “não apta ao cargo público estadual”. A professora pesa 110 kg e tem 1,65 m de altura e  de acordo com o Índice de Massa Corpórea (IMC) superior a 40,  é considerada obesa mórbida estando inapta para exercer a docência – atividade que ela já exerce em outras instituições. Ele não considerou, por exemplo, que Bruna nunca precisou se afastar por qualquer problema de saúde relacionado à obesidade e sobe escadas, em casa e no trabalho, sem qualquer limitação.

Bruna veio a São Paulo para descobrir o que havia acontecido e declarou ao G1 que se sentiu humilhada e menosprezada. Quem não se sentiria? O Sindicato dos Professores de SP vai entrar com uma ação na Justiça para defender os direitos de todos os docentes que são desclassificados em concursos por causa do peso.

Sobre o médico, acho triste ver que ele preferiu usar um cálculo matemático ao invés de uma boa avaliação física e outros exames clínicos que poderiam indicar qualque condição de risco na saúde de Bruna.

Para Bruna, quero dar os parabéns por seu excelente desempenho no concurso e por trabalhar numa área tão importante que é a Educação e dizer que estou torcendo por ela e pelos bons profissionais de todas as áreas, independente do IMC, pois acredito que é a competência e a responsabilidade que podem melhorar a situação do nosso país e não o manequim dos nossos professores, médicos, bombeiros, advogados, entre outros.

(Com informações do Portal G1)

(Foto: Internet)

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Bota para pernas gordinhas

Por Renata Poskus Vaz

Depois que publiquei as fotos da minha coleção para a Marri Gattô, muitas leitoras vieram me perguntar de onde eram as botas que eu usei e se elas servem em pernas gordinhas.

foto 11

 

Servem sim. Essa bota acima, da Passarela, além de ter a amarração na frente, que você pode deixar bem apertadinha ou mais afrouxada, também tem zíper atrás. É fácil de colocar. Mas atenção. Ela é toda com furinhos. Na foto acima usei com um meião por dentro, já na foto abaixo, usei sem nada, aí fica aparecendo a pele (além de ter ficado com umas bolhas no fim do dia. rsrsrs) O ideal é usar pelo menos com meia fina.

bota 2

www.passarela.com.br

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Minhas 8 ações solidárias escolhidas para 2014

Por Renata Poskus Vaz

Antes de ontem pedi sugestões para minhas leitoras de ações solidárias para eu fazer em 2014 (veja aqui). Pedi 8, porque é o número de meses que teremos neste ano, contando a partir de abril (preciso de 1 mês para começar a me preparar, né? rs).

Recebi diversas sugestões. A maioria pelo Facebook. Veja as 8 escolhidas:

1) Apoiar uma ONG que luta contra o tráfico internacional de pessoas e a exploração sexual.

desafio 7_exploração sexual

2) Doar sangue e me cadastrar no banco internacional de medula óssea

desafio 5 _doação de sangue e medula

3) Fazer trabalho voluntário na limpeza de um abrigo para animais

desafio 8 _abrigo de animais

4) Fazer um Dia de Modelo/Beleza em um asilo

desafio solidário 3_asilo

5) Fazer um Dia de Modelo/Beleza com pacientes com câncer

desafio 6 _ dia de modelo hospital do cancer

6) Distribuir sopa para moradores de rua no inverno

Desafio 1_sopão7) Ajudar a arrecadar fundos para o tratamento da filha de nossa fotógrafa Tati, do Rio de Janeiro. A pequena Bia nasceu com microcefalia e precisa de cuidados médicos e terapias bem específicas, cujo valor é incompatível com a condição da família.

desafio 4_tati

8) Bazar beneficente plus size

desafio 2_ bazardesafio 9_ bazar celidonio

Se você tem uma empresa e pode de alguma forma me ajudar em algum desses projetos, por favor, entre em contato: blogmulherao@hotmail.com. Juntos podemos muito mais!

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Desafio pessoal: 8 ações solidárias e 8 zueiras para serem feitas em 2014

Por Renata Poskus Vaz

Acho que já comentei por aqui que tenho como plano profissional a curto prazo abrir uma loja física, né? Por conta disso, tenho economizado e ficado MUITO em casa. E essa calmaria não combina em nada comigo. Então, conto com a ajuda de vocês para animar minha vidinha, ocupá-la, gastando pouco.

Farei duas listas de desafios que eu cumprirei durante este ano de 2014. Quem vai me sugerir esses desafios são vocês.

A PRIMEIRA LISTA É DE DESAFIOS SOLIDÁRIOS/SÉRIOS/SOCIAIS

Como sou eu que vou cumprir esses desafios e já falei que estou pobre, não rola me sugerir ir ajudar as criancinhas da Somália, pois embora seja algo que eu super curtiria fazer, não terei renda para isso. Também não tenho como fazer doações materiais. O que tenho para doar é parte do meu tempo.

A SEGUNDA LISTA É DE DESAFIOS PESSOAIS/ZUEIRÍSTICOS / BRINCADEIRA /HUMOR

Sejam criativas! Vocês mais do que minhas leitoras são minhas amigas e sabem bem coisas que ainda não fiz e que gostaria de fazer, ou então que jamais faria, a não ser que fosse num desafio como esse rsrsrs. Pode ser coisa trash… De repente, eu chamo algumas leitoras para cumprir o desafio comigo, assim dividimos a vergonha e nos divertimos muito.

Preparadas? Aguardo as sugestões!

Serão 8 desafios do bem e 8 zueirísticos, porque calculei realizá-los a partir de abril, todos os meses. 🙂

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Bola fora: Riachuelo fez propaganda racista?

Por Renata Poskus Vaz

Com a patrulha do “politicamente correto” fazendo muita tempestade em copo d´água por pouca coisa, quando li uma matéria dizendo que a Riachuelo tirou do ar um vídeo, por suas clientes estarem a acusando de “racismo”, achei que se tratava de mais um mimimi.

Então, resolvi ver o vídeo:

Após assistir, confesso que me senti muito incomodada. Mesmo percebendo que os editores usaram uma série de recursos e elementos negros, não somente a mão que a vestia, foi impossível não me sentir remetida à escravidão, em que a negra vestia a sinhazinha branca. Fiquei com vergonha alheia pela marca, sabe?

Achei uma bola fora, e uma grande pena essa repercussão negativa, porque a Riachuelo ainda é um dos lugares mais em conta para “mãos brancas” e “mãos negras” fazerem suas compras de moda.

E vocês, o que acharam?

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Pelo direito de ser dona de casa

dona de casa

Por Renata Poskus Vaz

Sempre defendi que nós, mulherões, devemos ser independentes. Devemos estudar, trabalhar, ter o nosso próprio sustento para podermos ir e vir, sem depender de ninguém, muito menos de homem, gozando plenamente da nossa liberdade.

Defendia isso com tanto afinco, que não entendia como algumas mulheres de sujeitavam a encostar a barriga no tanque e serem sustentadas pelo marido. “Isso não é ser livre!”, eu pensava.

Hoje, mais madura e após algumas observações da vida alheia e sessões de terapia, cheguei à conclusão que ser livre é poder decidir o que se quer para a própria vida. E isso inclui o direito de querer ser dona de casa.

Cada um tem um objetivo na vida. Uma prima minha, Patrícia Vaz, uma vez me disse: “eu prefiro trabalhar o mês inteiro e gastar o meu dinheiro todo pagando o salário de uma empregada doméstica, a ter que ficar em casa”. Uma amiga de infância, Priscila, me disse na adolescência: “eu serei muito feliz se puder ficar em casa, cuidando dos meus filhos e lavando as cuecas do meu marido”.

Eu compartilho da visão de Patrícia, mas entendo que outras mulheres podem curtir os trabalhos domésticos, cuidando dos filhos em tempo integral e se dedicando aos afazeres do lar que, por sinal, não são nada leves e não são remunerados.

Ser dona de casa imediatamente se aplica a estar casada.

Ter uma vida de dona de casa não significa necessariamente que essas mulheres serão submissas ou desrespeitadas por seus maridos. Uma leva nova e louvável de maridões surge por aí. Caras bacanas, respeitadores, que admiram e valorizam suas esposas. Espero que as aspirantes à dona de casa almejem esse tipo de cara. Para os babacas, machistas etc, já existem algumas leis que não impedem, mas acabam coibindo de alguma forma seus atos de violência. E, até aí, nós, mulheres que trabalham fora, também podemos – infelizmente – sofrer violência doméstica.

As pessimistas dirão que, em caso de divórcio, essa mulher pode ficar desamparada, sem dinheiro etc. Mas é para isso que as donas de casa devem combinar e estabelecer em contrato, nem que seja na própria certidão de casamento, o tipo de divisão de bens que terão em caso de divórcio. O casamento, nesse caso, é uma espécie de sociedade em que um trabalha dentro de casa e o outro fora, os dois com direitos iguais! Um seguro de vida do maridão também vai bem. Se ele partir, infelizmente, você precisará de uma renda! Tem que pensar em tudo, até em possíveis e indesejáveis desfechos tristes e ser tão meticulosa quanto qualquer mulher que trabalhe fora e que não dependa financeiramente do marido.

A verdade é que nem para nós, mulheres que trabalham fora, o futuro é certo. Então, que possamos escolher sempre viver da forma que nos faz felizes de verdade.

Feliz Dia Internacional das Mulheres!

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