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“Não é porque ele namora uma gorda, que vai ficar a fim de você”

Por Renata Poskus Vaz

E finalmente você começa a namorar um cara legal e muito gato. Um sujeito magro, forte, bonitão, pinta de galã da novela das oito, um perfil que provavelmente ninguém nunca fosse imaginar que um dia fosse se apaixonar por uma gordinha. Mas vocês se conheceram, se curtiram e começaram a namorar.

A  lista de amigos do cara no Facebook era vazia antes de se conhecerem. E, de repente, uma enxurrada de gordas passa a adicioná-lo. O pior é que são gordas com as quais você certamente já deve ter se cruzado nesse mundinho virtual, sem um mínimo de simpatia ou amizade entre vocês.

Do nada, elas se comportam como amigas de infância do seu gato. Curtem todas as fotos do bonitão. Todas. Deixam elogios exagerados, forçando uma intimidade que nunca existiu entre os dois.

Você já passou por isso?

Eu presencio essa situação todos os dias  com amigas desse mundo plus size. Num passe de mágica seus namorados viram objeto de cobiça alheia. E como eu mesma já passei por isso no passado,  passei a investigar o que leva mulheres a buscar incessantemente a atenção de homens comprometidos com mulheres, assim como elas, gordas.

Ilusão de que o cara tem tara por gordas

É uma ilusão pensar que há homens que namoram com bumbuns fartos, peitos gigantes e pernas grossas. Essas partes do corpo podem sim chamar a atenção de um cara a primeira vista, mas não são elas que o fazem ficar. E da mesma forma que há mulheres que preferem homens morenos, ou altos, ou mais velhos, podem sim existir homens que prefiram as gordinhas. Mas o que o faz namorar com uma é um conjunto de qualidades. Caso contrário, se fosse só por tesão, pele, não passaria de uma noite e nada mais.

O fato de um homem preferir namorar gordinhas, não faz dele um tarado adúltero, que trocará a namorada pela primeira gordinha safada oferecida que aparecer por aí. Embora gostemos de pregar que homens são todos iguais, todos safados, existe sim uma legião de caras que valorizam suas mulheres, que são fiéis.

Há outros que nunca gostaram de gordinhas e namoram uma pela primeira vez. E mesmo que terminem com a atual namorada, nada garante que se interessarão novamente por uma.

Gostar de competir e roubar o que é da outra para se sentir “menos pior”

Querer roubar namorado de outra não é um mal de gorda. É mal de mulher. E eu juro que mesmo com um espírito rancoroso, vingativo e amarguinho, não consigo acreditar que existam mulheres que se predispõe a isso. Tenho muito orgulho de dizer que jamais fiquei com ex-namorado de amiga minha, muito menos com ex de desafetos. Acredito em alma gêmea, mas nunca pensei que minha alma gêmea fosse o chinelo velho de alguém próximo.

Como diz minha irmã, em um mundo com 7 bilhões de pessoas, querer bem o bofe da amiga ou mesmo da inimiga  é um tremendo atraso intelectual, sentimental, de caráter e espiritual.

Eu demorei para perceber isso, que algumas mulheres próximas poderiam querer a todo custo o meu namorado. Mas na verdade, o que elas desejavam não era a pessoa maravilhosa que ele era, mas a relação que nós tínhamos. Elas não invejavam o fato de eu namorar ou o meu namorado como pessoa. Invejavam quem eu era quando estava com  ele. E isso não há como se copiar. O que faz um relacionamento são as duas pessoas. Ou seja,  ou você entra nesse triângulo amoroso (brincadeirinha!) ou esquece de vez, porque uma mesma pessoa se comportará de maneira diferente em outros relacionamentos.

Uma pessoa maravilhosa não te faz alguém melhor se você for alguém medíocre.

Toda relação tem um equilíbrio. É uma união e não uma compensação.

Achar que porque o cara não reclama, é porque está gostando

Homens são idiotas a ponto de não quererem criar inimizade com ninguém e negam até a morte que aquela garota que força uma intimidade está querendo alguma coisa a mais com ele. Ele sabe que não vai trair a namorada, que nenhuma biscate do mundo é capaz de separá-los, são racionais, talvez por isso não pensem que precisam excluir, bloquear ou destratar as penosas.

Nós já somos passionais, pensamos em mil e uma hipóteses sobre essas aproximações sem propósito. Pensamos no depois, no que estão pensando da gente, que vamos ficar com famas de corna, ou que há um plano maligno sendo tramado com o qual seremos surpreendidas no futuro.

Ou seja,  ele pode não reclamar por ser mesmo um banana. É claro que pode acontecer ao contrário, ele ser um grandiosíssimo filho da puta. Mas isso cabe a você sentir e descobrir.

Confiança é tudo!

É muito difícil se sentir confiante em uma situação dessas, mas façam o que eu digo, não façam o que eu faço! rsrsrs

Confiem em seus parceiros. Se o cara tiver que te trair, vai te trair. Seja com a gorda oferecida do facebook, ou com uma pessoa que você já mais viu em sua vida.

Isso não quer dizer que você precise se fazer de cega, surda e muda para mostrar que é uma mulher confiante. Chame o gato para conversar. Se ele se importar com você, vai evitar esse tipo de situação e conflito. Se ele continuar te ignorando, reveja se ele realmente se importa com seus sentimentos e se manter o relacionamento nessas condições vale a pena.

Com relação às destruidoras de lares e sentimentos alheios, se for sua amiga, corte-a. Amiga que é amiga entende os limites de qualquer amizade e não se insinua para seus namorados. Se for uma pessoa estranha, não gaste saliva.

Tenha certeza sempre que a coitada dessa história não é você. 🙂

Dica para aquelas que curtem o marido/namorado alheio

Gata, meu recado agora é para você. Não sou puritana, estou bem longe disso. Também não vou ficar vomitando aquelas histórias de que “Deus” está vendo etc. Também sei que o que vou dizer vai entrar pela sua orelha e sair pelo outro.

No entanto, no futuro, talvez você relembre das minhas palavras.

Pode parecer tentador roubar o namorado de alguém que você conhece. No fundo você tem aquela sensação de poder, se acha melhor em alguma coisa, com super poderes etc. Provavelmente você justificará a sua ação dizendo que: “se o cara gostasse dela de verdade, não daria bola para mim”. E até pode ter razão. Mas isso não quer dizer, também, que o gato vai te dar algum valor depois.

Se ele realmente te deu bola, quando estiver com você dará bola para outra. E aí a usadinha, corninha da vez, será você.

Conquistar e ser conquistada é muito bom! E fazer isso sem prejudicar ninguém, também.  É  bom viver uma história de amor em que a mocinha protagonista é você. Ninguém quer ser a vilã da sua própria história de amor.

Outra coisa importante a salientar é que pessoas infiéis ou que estejam envolvidas em uma história de infidelidade podem se prejudicar também em outras esferas sociais.  Todos os dias pessoas são despedidas por conta de interferências dessa natureza, que acabam refletindo em suas carreiras. Além disso, uma pessoa infiel no amor, ou que apoie uma traição, tem grandes chances de agir da mesma forma no trabalho, com familiares, amigos etc. Não só no amor.

Não se queime por pouca coisa. 😉

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Eu posso ser sexy!

Por Isabella Trad

Sempre fui uma destrambelhada, daquelas garotas que caem na frente do boymagia, tropeçam de salto no meio da rua (isso aconteceu essa semana), do tipo que quando chupa um sorvete não parece uma estrela pornô e sim uma criança, que se suja inteira e no final até come o palito.

Bem, só estrelas pornôs parecem estrelas pornôs chupando um sorvete. Na minha humilde opinião todo mundo parece uma criança com um picolé na mão.

Somos apresentadas diariamente a símbolos sexuais sarados, magros altos…Isso não é novidade. A novidade aqui é que você é sexy! E eu não estou falando de dobrinhas, bumbunzão e curvas. Estou falando da sua personalidade e confiança.  Ser confiante, ser inteligente e ser você é ser sexy.

E pra provar que eu consigo ser sexy, me dei a chance de fazer um ensaio sensual, com referência na fotografia Boudoir  (pra quem não conhece é uma palavra francesa que define um quarto, ou lugar privado onde as mulheres descansavam e apertavam seus corsets). Esse estilo é super suave, sexy e nada vulgar. Me senti super a vontade.

Contei sobre a vontade do ensaio pra uma amiga fotografa, ela topou na hora,  fomos  pra uma chácara em Jequitibá e lá rolaram os cliques.  Foi tudo muito divertido!  Eu quero agradecer de coração a Suzane Barbosa da Black Cherry Corstes por ter me emprestado os corsets para  o ensaio, a Camila Freitas e ao meu namorado Thiago, que me ajudaram nas poses e tiraram essas fotos maravilhosas! De coração!

Vou mostrar algumas fotos pra vocês,  aceito criticas! 

Para conhecer o trabalho da Camila é só clicar aqui 

Os corsets são da Suzane Barbosa, da Black Cherry Corsets – Clique aqui 

Beijos! Beijos Gente, até a próxima.

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“Litha, você emagreceu tanto, o que você fez?”

Por Litha Bacchi

Faz mais ou menos 1 ano que muitas leitoras vêm me perguntar isso. Eu me esquivei da resposta por muito tempo. Acho que, principalmente, porque eu ainda não tava vendo eu no meu novo corpo. Eu tinha aceitado que era gorda, eu estava feliz, era a minha identidade (não que eu tenha virado magra, longe disso, era apenas um corpo que eu não reconhecia mais).

Eu não fiz cirurgia. Eu não fiz dieta. Eu não tentei emagrecer. Foi uma combinação de fatores e muitas hipóteses. Eu me mudei pra Londres em setembro/outubro de 2012 e minha vida mudou muito.

1) Eu parei de tomar pílula anticoncepcional, pois aqui não dá pra entrar na farmácia e comprar, tem que ter receita médica todo mês. Fiquei enrolando pra ir e acabei decidindo não tomar mais mesmo.

2) Tenho uma doença auto imune na minha tireoide, que melhora ou piora por motivos que nunca dá pra saber direito quais são. Pois ela deu uma melhorada depois que eu vim, eu não sei o porquê. Eu tomava 150mcg de T4 e agora eu tomo 100mcg.

3) Londres tem muito mais escadas do que Porto Alegre. Eu faço muito mais baldeação no transporte público do que em Porto Alegre. Eu não tenho mãe ou amigos com carro, e o táxi é caro, então só ando de transporte público.

4) Eu comecei a trabalhar no setor de alimentação, primeiro num fast food, depois como garçonete. A gente passa muitas horas de pé, carrega peso, sobe e desce escada, limpa tudo, etc.

5) Eu não tenho mais comida à vontade, porque sou eu que compro a minha própria comida. Antes a minha mãe mantinha a geladeira cheia, às vezes até me dava o cartão dela pra eu mesma ir no super mercado e comprar tudo o que eu queria. Por incrível que pareça, quando eu era mais gorda eu comia muito melhor. Eu vivia comprando todos os tipos de legumes, carnes, peixe, etc, e tinha uma alimentação muito variada.

Quem nunca foi solteiro morando sozinho, que jogue a primeira pedra: mas comida não é um gasto prioritário pra mim. Eu compro comida o suficiente pra me manter alimentada, e como tudo o que posso quando é de graça (trabalho em restaurante). Perto de casa uma caixinha de frango frito é 1 libra, um pacote de cookies é 59 pence. Comida congelada é baratíssimo. Mas eu como menos do que eu comia antes. Não tenho uma alimentação tão boa, mas como menos.

Eu não tentei emagrecer, a vida me emagreceu. Talvez a vida me engorde de novo. Eu parei de perder peso espontaneamente e estabilizei. E também não estou tentando perder peso nenhum. Eu absolutamente detesto falar de dieta e métodos para perder peso porque isso me traz uma sensação muito ruim da parte da minha vida onde eu não me aceitava e me sentia muito triste. Por isso eu ignorei muitas vezes quando me perguntavam, ou dei alguma resposta curta. Porque o assunto me faz mal. Resolvi escrever esse post pra esclarecer e evitar que me perguntem novamente. Espero que entendam, mas o assunto “emagrecimento” me traumatizou muito durante a vida e não é algo que eu queira conversar sobre de novo.

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O desabrochar da Maitê

Por Renata Poskus Vaz

Hoje eu queria contar um pouquinho da história do desabrochar da Maitê. Não é a história dela por ela, mas o que vi.

Em 2009, na segunda edição do Dia de Modelo Plus Size, tivemos que negociar MUITO a sessão de fotos da Maitê. Ela não estava preocupada com o valor que teria que pagar, só tinha em mente uma coisa: que não fizéssemos fotos suas de corpo inteiro.

Ela realmente não gostava do que via no espelho. Então, com muito jeitinho (mentira, naquela época eu tinha menos jeito do que tenho hoje rsrsrs) expliquei que faríamos algumas fotos dela de corpo inteiro e meio corpo, mesmo que ela não quisesse publicá-las depois.

E lá foi Maitê, uma gordinha linda, tímida, fazer seu primeiro Dia de Modelo. Ela se divertiu, fez amizades e não se preocupou com as tão temidas fotos de corpo inteiro.

Maitê Spina 1Essa nova fase de “fazer as pazes” com o próprio corpo, a levaram a aceitar participar de alguns desfiles como modelo plus size.

Maitê Spína 2

Mesmo com essa nova onda de modelo plus size, na época, Maitê não consegui ser plenamente feliz. Desde 2008 ela passou por uma sequência de perdas muito grande, tanto de pessoas quanto de bens materiais. Com isso, não aguentou psicologicamente tudo aquilo, o ápice foi a chegada de uma depressão profunda e síndrome do pânico. Ela simplesmente paralisou sua vida, perdeu mais ainda os então que se diziam seus amigos, o namorado…  Ou seja, tudo e todos! E como se amar profundamente quando se vive um inferno astral desses?

Em algum momento, talvez nem ela saiba exatamente quando, Maitê começou a fazer terapia. Faz um ano e nove meses que ela está passando por esse processo de cura e aprendizado. “Mudei toda minha vida, minha alimentação, o conceito sobre mim mesma, afinal eu não me conhecia. Hoje eu me amo , me aceito e me dediquei a mim e o meu corpo respondeu”, declara a linda e nova Maitê.

Quando diz “meu corpo respondeu” ela se refere a perda de peso, uma consequência natural da reeducação alimentar, rotina de exercícios e autoconhecimento.

Maitê cortou o cabelo, adotou um loirão platinado, fez 2 novos Dias de Modelo e se prepara para fazer o terceiro, na semana que vem.

MaitêMaitê 3Maitê 4Isso sem falar na estreia de Maitê na última edição do Fashion Weekend Plus Size.

Maitê 5Ela continua firme e forte com sua terapia, com essa nova paixão por si mesma e cheia de planos, como investir na carreira de modelo plus size e abrir, no futuro, uma loja de roupas.

E eu… Ah, eu me sinto honrada de ter presenciado toda essa transformação!

 

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Pelo direito de ser dona de casa

dona de casa

Por Renata Poskus Vaz

Sempre defendi que nós, mulherões, devemos ser independentes. Devemos estudar, trabalhar, ter o nosso próprio sustento para podermos ir e vir, sem depender de ninguém, muito menos de homem, gozando plenamente da nossa liberdade.

Defendia isso com tanto afinco, que não entendia como algumas mulheres de sujeitavam a encostar a barriga no tanque e serem sustentadas pelo marido. “Isso não é ser livre!”, eu pensava.

Hoje, mais madura e após algumas observações da vida alheia e sessões de terapia, cheguei à conclusão que ser livre é poder decidir o que se quer para a própria vida. E isso inclui o direito de querer ser dona de casa.

Cada um tem um objetivo na vida. Uma prima minha, Patrícia Vaz, uma vez me disse: “eu prefiro trabalhar o mês inteiro e gastar o meu dinheiro todo pagando o salário de uma empregada doméstica, a ter que ficar em casa”. Uma amiga de infância, Priscila, me disse na adolescência: “eu serei muito feliz se puder ficar em casa, cuidando dos meus filhos e lavando as cuecas do meu marido”.

Eu compartilho da visão de Patrícia, mas entendo que outras mulheres podem curtir os trabalhos domésticos, cuidando dos filhos em tempo integral e se dedicando aos afazeres do lar que, por sinal, não são nada leves e não são remunerados.

Ser dona de casa imediatamente se aplica a estar casada.

Ter uma vida de dona de casa não significa necessariamente que essas mulheres serão submissas ou desrespeitadas por seus maridos. Uma leva nova e louvável de maridões surge por aí. Caras bacanas, respeitadores, que admiram e valorizam suas esposas. Espero que as aspirantes à dona de casa almejem esse tipo de cara. Para os babacas, machistas etc, já existem algumas leis que não impedem, mas acabam coibindo de alguma forma seus atos de violência. E, até aí, nós, mulheres que trabalham fora, também podemos – infelizmente – sofrer violência doméstica.

As pessimistas dirão que, em caso de divórcio, essa mulher pode ficar desamparada, sem dinheiro etc. Mas é para isso que as donas de casa devem combinar e estabelecer em contrato, nem que seja na própria certidão de casamento, o tipo de divisão de bens que terão em caso de divórcio. O casamento, nesse caso, é uma espécie de sociedade em que um trabalha dentro de casa e o outro fora, os dois com direitos iguais! Um seguro de vida do maridão também vai bem. Se ele partir, infelizmente, você precisará de uma renda! Tem que pensar em tudo, até em possíveis e indesejáveis desfechos tristes e ser tão meticulosa quanto qualquer mulher que trabalhe fora e que não dependa financeiramente do marido.

A verdade é que nem para nós, mulheres que trabalham fora, o futuro é certo. Então, que possamos escolher sempre viver da forma que nos faz felizes de verdade.

Feliz Dia Internacional das Mulheres!

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Uma franja e um medo.

Por: Isabella Trad 

Sempre tive medo de cortar franja, medo do meu rosto ficar mais redondo do que já é.

Confesso que sempre foi um medo muito bobo, afinal meu rosto é redondo. Privei-me de uma vontade por anos, só que não é a franja que vai me engordar gente! Então, decidi cortar e fui na raça e na fé.

Pedi uma franja maiorzinha que caso se me arrependesse ou enjoasse, eu conseguiria disfarçar e jogar pro lado formando um ‘’franjão falso’’

Estranhei muito, mas no fundo gostei. Estou me acostumando ainda e sinceramente não achei que meu rosto ficou mais ou menos redondo por culpa da franja, quebrei mais um preconceito pessoal.

Essa era uma das minhas metas, pequena e até bem boba. Só que senti um enorme alivio em conseguir experimentar um corte de cabelo que tinha medo por simplesmente me achar gorda demais pra usar aquilo. Me vi defendendo o estilo próprio e a vontade de usar o que quiser, mas me privando de algo por medo. Então meninas, não deixem de usar nada que te fara bem. Experimente e corra atrás de suas vontades. O cabelo cresce, roupas acabam, mas a satisfação de ter feito, usado e ousado no que você quis e te fez bem é unica.

E vocês, já ousaram esse ano? Conta pra gente!

Beijos!!!!!!!

Na foto: A tal da franjinha, uma menininha e o truque do 'franjão falso'

Na foto: A tal da franjinha, uma menininha e o truque do ‘franjão falso’

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Blogueiras Plus Size na Revista Glamour

Por Isabella Trad

Gatas, to sumida! Eu sei, ficaram com saudades? Sim, sim simmmm!!!?

Estou passando aqui pra deixar uma novidade pra vocês:

Fui escolhida pra representar o Blog Mulherão na revista Glamour!

Mas antes de correrem para as bancas e irem ver a ruiva de vocês eu quero contar essa experiência maravilhosa que tive! Vamos lá?

O ensaio foi em um restaurante no Itaim Bibi, logo que cheguei já fui correndo para a maquiagem, bati um papo maravilhoso e resolvi várias questões de maquiagens que já já faço um post pra vocês contando tudinho!

Na troca de roupa um sustinho básico, as fotos seriam no estilho ‘Rica poderosa e sexy’ com direito a lingerie e um casaco glamoroso. Morri de medo! Todas as fotos que já fiz foram na brincadeira e no estilo ‘Menina fofa’ encarar o mulherão sexy foi incrivelmente difícil pra mim.

Imagem

(Backstage: Tira foto no espelho pra postar no Mulherão)

Durante os cliques demorei um pouco para me sentir realmente a vontade, as outras blogueiras já tinham muita experiência como modelo plus e eu só brincava em casa e ao máximo fiz dois ou três trabalhinhos.

Realizei um sonho de conhecer pessoalmente a modelo e blogueira Carla Manso simpática e linda, alem de contar com a presença da nossa Miss Brasil Aline Zattar e a Blogueira e também modelo plus size Debora Fernandes. Fotografar ao lado dessas três mulheres foi uma responsabilidade imensa, uma honra. Foi realmente uma experiência única.

Esse ano o Blog Mulherão completa 5 anos e fico feliz em levar o nome dele em uma das grandes revistas de moda do Brasil. Espero realmente que depois das confusões, a coragem da revista de se redimir de forma tão maravilhosa consiga atingir todas as leitoras e assim mudar e até conscientizar de que somos lindas e maravilhosas desse jeito. A Glamour abriu um espaço maravilhoso, uma chance de mudar alguns padrões e valorizar a auto-estima e beleza de cada mulher brasileira.

Estou realmente feliz por essa oportunidade!

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(Foto: Página da Debora Fernandes Plus)

Blog dos mulherões da matéria:

Blog Fatshion – Carla

Blog Aline Zattar – Aline

Blog Debora Fernandes Plus – Debora

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Magras que engordam como forma de auto-sabotagem

renata 1

Por Renata Poskus Vaz

Outro dia, uma leitora me disse que em sua terapia descobriu que engordou como uma forma de se punir por ser muito bonita. Ela afirmou com todas as letras que a forma que encontrou para diminuir o assédio sexual que sofria na adolescência foi engordar.  Parece algo absurdo e até um tanto quanto prepotente, mas será que isso não é realmente possível? Engordar como uma forma de se auto-sabotar?

Hoje sabemos que podemos ser bonitas, sensuais e bem-resolvidas mesmo gordas. Mas como era o conceito que fazíamos do sobrepeso antes, na adolescência?

Não foi a primeira vez que escutei ou li esse tipo de comentário. Uma querida amiga, por exemplo, dona de lindos olhos azuis, inteligentíssima, sentia-se cobrada por seus pais. Ela era, aos olhos deles (mesmo que disfarçassem e não assumissem isso publicamente) melhor em diversos aspectos que a irmã. E quanto mais bonita ela ficava, mais cobranças acerca da sua beleza ela recebia. Ao engordar essas cobranças pararam. Ela deixou de ser considerada “acima da média”, virou a “inteligente da família”, enquanto a irmã era a “mais bonita”, aos olhos dos que as cercavam.

Nasci um bebê com peso normal e sempre fui muito ativa. Fazia volei, natação, ballet… Brincava de corre-corre, pique-esconde… Nas férias vivia no mar e andava todos os dias quilômetros e mais quilômetros de faixa de areia. Era uma criança magra.

Aos 12 anos, de uma hora para a outra, enormes seios surgiram no meu corpinho esguio. Surgiram também a cinturinha fina e o quadril largo. Porém, continuava magra. Aos 14 anos pesava 52 Kg e já tinha 1,72m.

Com esse corpo novo surgiram novas cobranças: “sente de perna fechada, mocinha não pode ser assim”. “Não estufe essa barriga!”… Para completar, tenho uma tia poucos anos mais velha do que eu. Ela é mais uma espécie de irmã mais velha do que tia, a Laiza, que sempre foi muito magra e linda. Óbvio que me comparavam com ela. E isso, para uma criança, dói.

Na escola, ouvia piadas e histórias de que eu tinha não sei quantos namorados, mas a verdade é que eu demorei pacas para dar meu primeiro beijo na boca, era tímida e encalhada e mesmo assim diziam que eu “transava com sei lá quem”. Isso para mim era humilhante. Eu tinha o sonho de casar virgem, pura e mais um monte de lenga-lengas românticos e me sentia desrespeitada. Acontece que eu era uma menina com corpo de mulher e isso talvez tenha dado margens à imaginação daqueles garotos idiotas e das meninas invejosas.

Na rua, ouvia cantadas de homens mais velhos, com idade para serem meus avós. Foi aí que aprimorei minha capacidade de ser grosseira e respondia sempre com agressividade a esses tarados.

Ser magra e bonita, realmente era um inconveniente! Além do mais, porque eu era, modéstia à parte, muito inteligente. E, por incrível que pareça, até mesmo por parte dos professores havia a ideia de que alunas bonitas são burras. Foram diversas as vezes em que tive que comprovar que minhas redações eram realmente minhas e que eu merecia as notas altas que recebia.

Com o tempo, deixei de me dedicar na escola. Tirar notas médias e baixas e engordar era uma boa forma de não ser notada, de ser como todas as outras garotas.

Hoje encaro meu corpo de outra forma e sei que esse engorda/emagrece/engorda também foram responsáveis pela Renata que hoje sou. Entretanto, o vício da auto-sabotagem, não só a do corpo, também refletiu em outros aspectos de minha vida. E é disso que eu preciso cuidar, hoje.

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Porque não precisamos de uma Barbie gorda

Por Cíntia F Rojo

Barbie Gorda

Eu não queria falar sobre esse assunto pois, para mim, o timing já tinha passado. Ficou lá atrás, no finalzinho de 2013 e todo mundo que tinha que se pronunciar a respeito já o tinha feito. Acontece que, como faço muitas pesquisas na área de maquiagem, estou sempre de olho nas pautas de beleza mundo afora e foi numa dessas pesquisas que eu cheguei a uma publicação mexicana, voltada para o público feminino de 15 a 20 anos, sobre a tal Barbie Gorda.

A Barbie Plus Size (eu sei que muitas pessoas não gostam da palavra “gorda”) foi uma iniciativa de uma agência de modelos, a Plus Size Modeling, que divulgou a foto no seu perfil do facebook com a seguinte pergunta: as empresas de brinquedos deveriam começar a fabricar Barbies plus size?

Eu já tinha visto a tal foto, já tinha opinado sobre a boneca e achei que, como “assunto do momento”,  a história toda tinha acabado. Hoje, porém, mesmo tendo se passado muitos dias, vi na revista estrangeira que o assunto continua entre os mais acessados entre as adolescentes daquele país e fui ler os comentários das meninas.

Existe um misto de opiniões: “deveriam fazer uma com medidas medianas para que, desde pequenas, as meninas saibam que não é bom ser magra demais ou gorda demais”; “não vejo sentido em lançar uma boneca dessas; é o mesmo que dizer que engordar é bom e isso pode influenciá-las negativamente”; “não me odeiem mas a gorda, definitivamente, não me agrada”. Mas eu gostei do seguinte argumento: “a verdade é que se os pais educarem adequadamente suas filhas, não terão que se preocupar com a influência da boneca sobre as meninas. Sobre ser muito magra ou estar acima do peso, não significa que sofram de transtornos alimentares. Há pessoas que nasceram assim como também há pessoas que nasceram com corpo atraente sem terem feito cirgurgia”.

A Barbie foi criada no final da década de 50 e simboliza uma mulher jovem, descolada, amiga, companheira, romântica e politicamente correta. Como sempre foi uma  personagem extremamente magra, nunca foi um modelo de opressão para as mulheres gordas. Ninguém nunca esperou de mim, nas curvas do meu quadril 48, que eu fosse como a Barbie e, com isso, sempre tive a chance de mostrar outras qualidades que as mulheres-barbie não têm a chance de mostrar pois acabam sempre sendo transformadas em troféus. Há mulheres que não se incomodam com isso – ok, cada um sabe o que lhe traz felicidade! – mas outras mulheres acabam se tornando reféns da própria beleza.

Eu gosto muito da beleza genuína, a beleza autêntica. Se temos uma festa de gala, parecemos deslumbrantes. Se vamos ao supermercado, parecemos lindas em nossos looks-de-empurrar-carrinhos. E tem a nossa beleza de quando vamos levar os filhos à escola, quando estamos na praia, quando vamos faxinar a casa (opa! Porque não?) ou quando temos que dar uma mãozinha de tinta no teto do banheiro (totalmente autobiográfico! Rs). As Barbies fazem essas coisas? Não. A Barbie é tão irreal, tão irreal, que devemos deixá-la do jeitinho que ela está: nas coleções dos aficcionados, nas prateleiras das lojas e nos baús de brinquedos.  Não há razão para nos preocuparmos com ela.

Creio que um pouco de fantasia não faz mal à ninguém e nossas meninas podem brincar à vontade com suas bonecas magrinhas e platinadas. A lição sobre auto-estima elas aprenderão quando olharem para nós, mulherões, e entenderem que é possível ser bonita, realizada e feliz independente do manequim.

(Foto: internet)

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As mal comidas x as mal casadas

Por Renata Poskus Vaz

Outro dia li um texto pela net, em que uma mulher defendia que preferia ser solteira do que casar com qualquer um só para dizer que não ficou para titia. Aquilo me intrigou, porque é óbvio que é preferível ser solteira do que casar com um “zero a esquerda”, mas há a possibilidade também de conhecer um “zero à direita”.

Nem todo mundo que casa cedo, ou com um cara que conhece a pouco tempo, fez um péssimo casamento. Conheço muitos casos de casais que tinham tudo para dar errado, por divergência de comportamento, pouca convivência e até mesmo um casamento celebrado às pressas por causa de uma gravidez não desejada, porém, estão aí, firmes, fortes e apaixonados.

O casamento pode ser maravilhoso, cheio de bossa e iê iê iê. Nunca casei, mas tenho fé, escuto testemunhos de pessoas próximas.

Por outro lado, também não é difícil encontrar senhoras casadas chamando solteiras de “mal comidas”, como se o fato de uma aliança no dedo garantisse uma vida sexual ativa para alguém. Eu sempre me pergunto isso. Como pode uma mulher que se diz bem casada, com filhos, perder tempo ofendendo solteiras por aí? Será que ela é bem casada de verdade? Algumas dessas casadas agem como se fossem seres superiores por terem um marido e acham as solteiras menos mulheres por não terem conseguido ainda um marido, ou simplesmente por terem optado em viver na solteirice.

Se fôssemos resumir nossa existência ao sexo, de fato teríamos 3 tipos de solteironas:

  • As que não transam porque não querem (sim existem as celibatárias!), ou porque não conseguem um parceiro que consideram à sua altura;
  • As que são mal comidas (sim, porque ninguém transa sozinha, e na solteirice você nunca sabe se o gato com quem vai começar a se relacionar, é um fusquinha ou uma ferrari e nem sempre vocês tem como chegar à um entendimento na cama, se o envolvimento é passageiro);
  • As bem comidas aquelas que tem um namorado, parceiros fixos ou eventuais e que transam de vez em quando, ou muitas vezes, várias vezes… Ui

E ainda há uma quarta solteira, a que consegue ser não comida, mal comida e muito bem comida… Tudo junto, porque a vida é uma caixinha de surpresas. 😉

Ah, e tenho um segredo. Existem também 3 tipos de casadas, quando nos referimos a sexo. E quer saber de uma coisa? Ela também pode ser mal comida, bem comida ou nunca ser comida. Ou tudo isso junto! E as que saem causando contra as solteiras, quase sempre transam uma vez por ano e ainda engravidam neste único e santo dia de bimbadinha e ainda ficam felizes, porque podem continuar fingindo ter uma vida sexual ativa e fazendo piadas com as solteiras (Beijo no ombro, Rê).

 Enfim, o que eu queria mostrar é que vocês, mulheres, são muito machistas consigo mesmas.  Madre Teresa de Calcutá não era casada, nem trepava e ainda assim era muito mais evoluída do que eu e vocês juntas. Ou seja, o que te define como ser humano não é quantas bimbadas por dia você dá ou se não dá, se tem um boy fixo, um amante, um boy que te enfiou uma aliança no dedo e te chama de “minha fêmea” , ou se você tem uma mulher, ou se tem vários parceiros ou se não tem ninguém.

Cuide menos da vida da pepeca alheia e cuide mais do seu interior!

p.s: sei que usei umas palavras e expressões chulas que não costumamos usar neste blog. Mas é justamente assim que as solteiras e casadas andam se comportando por aí.

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