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Inveja mata

Por Keka Demétrio

Mulher é um ser tão sagrado que foi escolhido por Deus para gerar vidas, e, no entanto, ao invés de admirarmos umas às outras, darmos as mãos em busca de um mundo e uma vida melhor para nós e nossos filhos, sentimos demasiado prazer em criticar, humilhar, guerrear e cobiçar o que a outra possui.

Quantas e quantas mulheres se arrumam para fazer as outras invejarem sua roupa, seu cabelo, seu corpo, sua pele, sem se quer se lembrar que a inveja é um sentimento que devemos repudiar, porque sua energia é pesada e traz mal estar. Eu sei que não é fácil dominar este sentimento, principalmente se você não está de amores consigo mesma, porém, é uma luta interna necessária, porque te prejudica e faz ficar mais para baixo do que já está. Ao invés de invejar alguém, transforme isto em admiração, porque enquanto a inveja destrói, a admiração impulsiona.

Tem gente que sente tanta inveja que seu maior prazer é denegrir a pessoa invejada. É uma forma de, dentro da sua imbecilidade e inconsciência, diminuir o outro, e essa pequenez o faz feliz. Porém, é tão digno de dó quem age assim, porque nem percebe que o caminho deveria ser inverso, procurar se elevar e não se rebaixar ainda mais.

Inveja mata. Sim, mata sonhos, mata amores, amizades, companheirismo, coleguismo, mata vidas, porque a verdade é que a inveja amarga a boca, o coração e a alma. Antes de invejar, analise, busque saber por que determinada pessoa te provoca esse gosto ruim na boca, o que falta em você que tanto procura na vida dos outros? Acha mesmo que passando sua existência desejando o alheio vai te fazer conquistar tudo o que deseja e sonha? Enquanto estiver presa nesta vibração causada por sentimentos menos nobres, jamais vai encontrar dentro de si a capacidade de realização, a força necessária para lutar por si mesma e a sintonia tão necessária e fundamental com DEUS.  Não quero dizer que não deva ser uma excelente profissional, nem que não possa sair de casa linda, maravilhosa, perfumada e arrasando, acho que deve e tem que fazer isto todos os dias, mas por você, primeiro e exclusivamente por você.

Antes de tapar suas imperfeições físicas com produtos de beleza, lembre-se que falhas de caráter não podem ser encobertas, que não adianta fortalecer os músculos dos seus glúteos e deixar enfraquecer sues valores morais e éticos, de que não adianta dentes brancos e bem cuidados se seu sorriso não for verdadeiro, se de sua boca não sair palavras de incentivo, de amor, porque são estas atitudes que farão com que as pessoas te queiram bem, queriam você por perto, queiram experimentar o sabor da sua companhia, porque você exala e inunda o ambiente com sua luz. E não se preocupe, não serás atingido pela inveja daqueles que não conseguem ser otimistas como você porque você estará sorrindo com os olhos, e quem sorri com os olhos está blindado com a força do amor.

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Quem merece seu apreço?

Por Eduardo Soares

Nas últimas semanas a pergunta tem sido constante: Edu, quando você voltará a escrever exclusivamente sobre as questões envolvendo mulheres acima do peso? Tive duas conclusões: 1 – A repetição do mesmo pedido mostra a importância da visão masculina diante do universo G; 2 – De fato, faz tempo que não elaboro uma prosa à moda antiga para destinada ao público alvo deste espaço virtual.

Uma nova tendência (longe de ser unânime) tem incomodado não só a mim como a boa parte dos envolvidos no segmento plus size. Você, leitora acima do peso, que já sentiu ou sente na pele as conseqüências dos famigerados pré-conceitos e preconceitos impostos por uma parte estúpida da sociedade que insiste em julgar o caráter de alguém com base nos dígitos apontados pela balança, deve estar percebendo vários casos recentes de “bruxinhas” se transformarem em “ousadas Cinderelas plus size”.  Bom sinal? Nem sempre. Como assim? Quando o exagero faz-se presente em qualquer história, nenhum conto de fadas da vida moderna tem final feliz.

Até pouco tempo atrás, fotos de gordinhas nuas eram vistas aos montes em sites exploradores do tal “sexo bizarro”. A razão para tal é simples: assim como existe o cara que realmente aprecia o corpo da menina acima do peso, não são poucos aqueles que sentem prazer em esculachar o mesmo tipo tido como “fora dos padrões de beleza”. Essa galera está por aí através de piadas de humor duvidoso, nos abusos do humor negro, nos temas politicamente incorretos e na distorção do conceito da liberdade de expressão. Gente, todo mundo faz piada sobre todo mundo. Você, leitora, em algum momento da sua vida deve ter dito alguma coisa aceitavelmente engraçada pro seu parceiro sobre algo relativo ao seu corpo. A diferença reside em abrir a boca para ofender/atacar gratuitamente determinado tipo de pessoas a troco de meia hora de fama ou da admiração burra de gente com o nível de inteligência abaixo de zero.  Fora isso, você ainda precisa lidar com os sábios que continuam a julgar sua capacidade com base no tamanho da sua calça jeans (se for menor que 48, você serve), ou pelo abdômen não reto, pelos braços fortes, coxas grossas, seios fartos e rostos arredondados. E o pior vem agora. Pasme, ainda tem gordinha que ajuda a manter o racismo ou a criatividade insana dos piadistas de plantão.

Exibicionismo sempre existiu. Mas o que antes era um estilo exclusivo de mulheres donas de corpos esculpidos através de academia, hoje tem a presença cativa de belas (outras nem tanto) meninas acima do peso. O que tem de menina acreditando ser a capa amadora da Playboy ou Sexy é uma coisa de louco! Outras pensam que são atrizes do ramo pornô, vide a enxurrada de fotos/vídeos explícitos pipocando na web. Essas meninas, embaladas pelo boom da aceitação do corpo, tomam banho na fonte do (falso) amor próprio. Com isso, elas estão ao nosso redor, peladas, empolgadas e de bem com a vida.

Existe algo muito interessante que o amadurecimento oferece a todos nós com o passar do tempo: arrependimento. Vai que, aos 18, Luluzinha cismou em publicar suas fotos caseiras sensuais. Dez anos depois, Luluzinha (então uma advogada de renome) teve as mesmas fotos divulgadas por um sujeito que fora acusado por ela. Olha a dor de cabeça (evitável, diga-se de passagem)! Por mais que ela tenha se arrependido daquela peripécia, as imagens, uma vez na intenet, estarão para sempre à disposição dos curiosos. Sim, o Google exerce a função de acervo vitalício. Ou seja, por mais que você tenha vida séria, seu passado estará nos WWWs e emails com titulos como Caiu Na Net, Deu Mole, Ninfetinha Gordinha ou Gorda Exibida da vida.  E o arrependimento perdeu para a inconseqüência de anos atrás.

Tem casal que curte registrar a transa. Nada contra. Mas preserve o conteúdo fotografado ou filmado da noite tórrida. Divulgar fotos dos apetrechos utilizados como a lingerie, chicote rosa, salto alto vermelho e corselete vinho só atrairá tarados de plantão. Não vou elaborar uma cartilha com as “regras dos registros da transa”. O corpo é seu, valorize-o ou valorize-se como achar melhor. Agora, saiba do risco que você corre caso queira mostrar seus dotes para o mundo. E use do bom senso.

Com dois anos dentro do mundo plus size, vi vários ensaios sensuais maravilhosos.  Desde os temáticos (com direito a cinta liga, luva, dedinho na boca e o escambau) até os menos sofisticados. Todos primaram pelo bom gosto. Se você insiste em ser vista, pelo menos procure gente capacitada para orientá-la melhor. Falta grana para aquela produção top de linha? Espere um pouco mais. Enquanto isso, ensaie, treine, não pare. Sem divulgação. Seja sexy pra você. Depois, para quem está com você. Nunca para o mundo virtual. Lembra da Luluzinha? Pense que outros verão seu acervo também. Entenda por “outros” seus pais, filhos, chefe, amigos do marido…

Visão do homem: entre a gordinha gata escancarada e a não-tão-bela-assim fotografada num ensaio profissional (e que pode ser sensual), nosso foco dará exclusividade para o segundo exemplo. Que raios nós, homens, vamos pensar de uma figura que coloca suas fotos na rede aparecendo em poses ginecológicas?

TODA MULHER deve ser apreciada, desejada, cobiçada. Para  quem a mereça ou fez por onde tê-la nua na cama. Caso eu queria apenas um pedaço generoso de carne, tenho duas opções: busco informações a respeito daquela que expôs seus dotes descenessariamente ou vou ao açougue.

Entre sensualidade e vulgaridade existe o discernimento.

Entre o sujeito sério e o cara-a-procura-de-mais-uma-gostosa-exibida existe o merecimento.

Quem merece seu apreço?

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Sensualidade x vulgaridade

Por Keka Demétrio

Houve um tempo em que quem não me conhecia diria que eu era feminista. Na verdade, o que eu pregava era que toda mulher deveria ter o direito de estudar, crescer profissionalmente e ser capaz de pagar as próprias contas, porém, sem perder a feminilidade, a graciosidade, a delicadeza que deve ser inerente a todas as mulheres, independente da sua classe, cor, credo ou opção sexual.

Saímos para o mercado de trabalho, a cobrança em cima de nós ficou absurdamente grande, e a questão estética também passou a influenciar em todos os setores das nossas vidas. Com isto, a mulher que estava e está acima do peso, passou a sofrer cada vez mais discriminação, sendo preterida até mesmo pelo mercado de trabalho, onde, em alguns casos, sua competência perderia para o quesito porte física.

De uns tempos para cá estamos vivenciando o ‘afloramento’ do mundo plus size, onde mulheres acima do peso, cheias de curvas e atitudes vem desabrochando, conquistando sua independência emocional e descobrindo que ser sexy tem muito mais a ver com atitude do que com um corpo malhado.

Quando passamos a nos amar de verdade, cuidamos mais da gente, dos nossos sonhos, projetos e começamos a vivenciar uma liberdade excruciante que nos dá a sensação de euforia. A liberdade adquirida vem junto com um monte de sonhos que antes eram enjaulados dentro da gente e que começam a sair feito fera, em alguns casos desgovernadas, e ai está o grande perigo.

A auto aceitação pode vir camuflada e para embarcar nessa ‘onda’ do ‘eu me amo’, e para se sentirem amadas, desejadas, queridas, algumas mulheres saem se expondo ou expondo seus atributos físicos seja no seu dia a dia, seja nas redes sociais. Não é porque você se aceita, se acha bonita que deve colocar a sua intimidade para qualquer um apreciar, principalmente nas redes sociais, e infelizmente isso vem acontecendo muito e cada vez de forma mais pitoresca. Algumas mulheres vêm confundindo sensualidade com vulgaridade.

Do que você gosta, quer, ou faz entre quatro paredes é única e exclusivamente intimidade sua e do seu parceiro, e ninguém precisa ficar sabendo, principalmente pessoas que você nunca nem viu na vida, e é isso que acontece quando postamos nas redes sociais, explicitamente, nossos casos amorosos, nossas aventuras sexuais ou coisas do tipo. É isso que acontece quando publicamos fotos onde a sensualidade dá lugar à vulgaridade, onde o belo se torna escracho e onde o que era para ser valorizado cai em descrédito. Quer fazer uma foto pro gato, faça, mas para ele, e não para o resto dos homens do mundo. Quer realizar fantasias sexuais, realize, mas ninguém precisa ficar sabendo, quer ser a mulher dos sonhos do seu companheiro na cama, seja, e acho que temos mais é que ser mesmo, só que ninguém além de vocês dois precisa ficar sabendo o que acontece nesta intimidade.

Agora, se você acredita que se expor de forma vulgar te faz mais desejável e interessante, sinceramente, eu lamento, lamento muito em perceber que ao invés de aproveitar a oportunidade para se valorizar, você se sente feliz em ser vista como uma simples mercadoria exposta no mercado das redes sociais.

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De dentro pra fora

Por Keka Demétrio

Me descobri assim, de dentro pra fora. Enquanto me olhava ao inverso sentia as dores do mundo que sufocavam minha visão do todo. Tadinha de mim vivia em um mundo tão pequeno que a casa de um caracol seria o universo. Talvez na época esse mundo fosse mesmo gigante.

Aprendi a me reinventar, e assim fui expandindo esse universo chamado vida própria. Calei-me diante das hipocrisias somando e subtraindo o que me era devido. Achei o fio da meada e passei a creditar a mim todos os meus sucessos e fracassos. Da dor sentida ao perceber tamanha monstruosidade interna surgiu o amor próprio que insistia em guerrear com estes monstros de diversas cabeças e um corpo gordo.

Fui me achando. Corria atrás de mim e às vezes me abraçava e acarinhava feito criança assustada em noite de tempestade. Nessa busca me perdi tantas vezes que acabei descobrindo todos os caminhos que levavam até mim. E se hoje me perco, busco outros rumos, outros espaços, me tornei infinita. Tudo parece ser muito pouco, ou vazio, entendi que mais do que viver preciso preencher a alma.

Descobri que gosto de sentir os olhos marejando, o corpo arrepiando e um leve sacolejar de cabeça de tanta emoção por não sei nem o quê. Posto isso, entendi que precisava viver uma vida que me dissesse alguma coisa, que me olhasse nos olhos e me fizesse acreditar que estava tudo bem, que eu fiz tudo nos conformes, ou não, mas que isso também não importava porque eu ainda me emocionava e isso era a prova de que o caminho estava certo. Era o começo de uma nova vida, o meio de uma trajetória e o fim de uma velha e enfadonha história sem graça.

Assim aprendi que tudo o que quero é perfeito, mesmo sendo imperfeito, principalmente eu. E que sendo assim vou ter muita coisa para sentir, porque nada vai ser igual, previsível e chato. E é assim que quero, é assim que gosto. Foi assim que aprendi a me sentir viva.

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Marcas

Por Keka Demétrio

Já no início da adolescência, época em que os amores são descobertos de uma forma diferente, lembro que era eu quem acalmava o coração angustiado das amigas, cheios de dúvidas e incertezas. Como alguém na mesma idade conseguia isto eu não sei dizer, mas era a mim que elas recorriam e era eu também quem redigia as famosas cartas de amor que elas enviavam aos namorados na época.

Eu devia ter uns 13 ou 14 anos quando escrevi  o ‘texto’ abaixo e nunca mais o esqueci. Talvez na mais tenra adolescência eu já previsse que esse meu coração me faria emocionar, chorar, sofrer, rir, ser feliz, enfim, aprender as melhores coisas que alguém com tanto entusiasmo pela vida como eu poderia aprender.

Pensando bem, foi melhor assim. Todo começo sempre tem seu fim, toda ilusão é um não à realidade. O amor provém de meras circunstancias, mas não suporta a dor de uma distancia nem se contenta em fecundar saudades.

Pensando bem, foi melhor assim. Vou sem você e você sem mim. Partimos em busca de um outro amor e queira Deus que nossas tentativas possam apagar todas as ilusões vivas que a vida nos proporcionou, e se acaso um de nós fracassar, não custa procurar o outro e confessar que tudo deu errado, e que os sonhos do presente são marcas de um amor inacabado.

 P.S: Até hoje quando leio estas poucas linhas, mas tão cheias de significados, me emociono. rs

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As dores da vida

Por Eduardo Soares

Com o passar dos anos a vida nos oferece vários tipos de dores. Grande parte delas constrói nosso constante e eterno aprendizado. Em outras palavras: cedo ou tarde, inevitavelmente,  iremos nos confrontar com alguns dos inúmeros tipos de dores existentes pelos quatro cantos do mundo. Azar, desgraça, maldição? Longe disso. Não pense que o Sr. Destino (caso você acredite nele) sorteou seu nome numa chuvosa tarde de Outono, presenteando sua vida com um poderoso arsenal das agruras da vida. Independente do motivo, a dor da saudade que você sente tem em sua composição a mesma essência da saudade sentida por um australiano, vietnamita, ucraniano, húngaro, islandês, marroquino, canadense, seja lá pelo que/por quem for.

Dizem que a dor maior seria aquela na qual os pais enterram seus filhos, pois eles sofrem o oposto da ordem natural da vida. Impossível não citar a dor da derrota, dor do fracasso, dor da escolha, dor do silêncio (às vezes é preciso guardar as palavras para evitar confrontos), dor do arrependimento.

Para muitos a dor de fome pode gerar a dor pela falta de fé.Ainda assim, existe a espera e a esperança. Mas a escassez de alimento continua e os constantes pedidos também. Surge então a dor pela oração “não ouvida”. Acredite, ela será atendida no momento certo.

Dor da indignação/dor do “sim” ou do “não”/dor da permissão (quando discordamos mas somos forçados a fazer em prol de algo)/dor da omissão (permanecemos covardemente inertes durante um tempo e quando pensamos em agir, é tarde demais)/dor da decepção/dor da traição/dor daquilo que foi dito/dor daquilo que não pode ser desfeito/alguns sentem a dor pelo campeonato perdido/outros dão adeus à dor da aposta furada/Fácil sentir a dor do emprego perdido/difícil absorver a dor da humilhação (que surge em tom de piada).

Dor de barriga, que faz qualquer um ganhar status de rei e rainha, já que o “trono” é nossa única companhia; nossas preces são despertas visando o cessar da dor dos sisos; a dor do parto traz choro e alegria; dor intensa que aperta o peito nos instantes finais; dor que asfixia mesmo quando o ar que nos envolve não resolve; dor que limita movimentos de quem vivia sem limites.

Dor da lembrança que não será repetida, dor das lembranças que somem aos poucos da memória (quando a pessoa envelhece e percebe que dali a alguns meses não terá lucidez suficiente para contar suas histórias).

Dor do desapego/Dor do descaso/Dor da falência/Dor do despejo/Dor da mágoa/Dor do medo/Dor muita/Dor pouca/Dor para quem ainda tem muito a sofrer/Dor pelo pouco que ainda resta/Tem quem faça uso de uma dor fingida ou futilmente intensificada/Tem que sinta a dor da consequência pela inconsequência cometida.

Sexo causa dor. Dor pela primeira vez iniciada (com prazer) através do sangue ou a dor da transa forçada/não pensada, finalizada (com pesar) através do feto no lixo.

Citei algumas mas certamente existem outras dezenas de dores. Ah, se possível desconsidere a dor de amor. Mas, caso algum dia você venha a tê-la, troque de coração. Melhor, troque de hóspede. Ninguém que mora no aconchego do seu peito tem o direito de arruinar o maior/melhor dos sentimentos. Se a pessoa quiser vandalizar o carinho, que seja em outro lugar, de preferência com alguém que ele(a) mereça para fazer valer o velho clichê do “aqui se faz, aqui se paga”.  Nesse caso, o correto seria “aquele(a) que com um(a) fez, com dez pagará”.

Não se trata de vingança. É aprendizado, crescimento. Amadurecimento tardio ou imaturidade eterna. Ação e reação. Atos e consequências. Quem aprende, ganha. Que erra, paga.

É a lei da vida.

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Cinta, para que te quero?

Por Keka Demétrio

Você está usando uma revolucionária cinta modeladora e aparenta vestir dois números a menos, talvez até três. Sai de casa se achando a mais poderosa das mulheres, dona de curvas que desperta olhares de cobiça.  Até aí, ótimo, fico feliz por você estar se sentindo ‘ a delicia’.

Nessa de sair linda e se sentir como tal, seu poder de atração muda e não demora para que um homem interessante chegue mais perto e embale uma boa conversa. Confiante como você se sente, será natural que surja convite para um próximo encontro. E é claro, você aceita.

Dia e hora marcados, lá está você toda linda, exprimida em uma cinta que de tão justa parece que vai acontecer igual aos desenhos animados e a alma vai sair do corpo. No entanto, ela também faz com que seus medos e temores fiquem tão, ou mais, escondidos que suas gordurinhas.

Encontro vai, encontro vem, não necessariamente precisa ser depois de vários, isso só vocês decidirão, resolvem terminar o tal jantar na cama. Você não cabe em si de tanta euforia, também não é para menos, sua cinta modeladora, aquela que te deixa dois manequins e meio a menos não deixa caber mais anda mesmo, nem mesmo um grama a mais de sensações, e é nesta hora que a ficha cai e se lembra dela, a milagrosa que te molda o corpo. E agora?

Você não tem saída, tem que tirar a cinta, inclusive sem ele nem perceber, porque, convenhamos, estas cintas são sempre muito feias e broxantes (que dia vão inventar uma cinta sexy, hein mercado???), e dependendo do modelo demanda um malabarismo digno do Cirque du Soleil para ficarmos livres delas.

Mas este não é o principal problema, aliás, este é pequeno se aquela cinta foi o único motivo para que você se sentisse uma mulher digna de ser amada e desejada. Se a resposta for sim, sinto te informar que estará literalmente perdida assim que a tirar e suas dobrinhas virarem dobras de verdade. Vai puxar o lençol, apagar as luzes, recusar certas posições, vai engolir seco e ficar louca pra que as mãos atrevidas dele passem bem longe da sua barriga, por exemplo. Não vai ser capaz de dar e nem sentir prazer, porque estará tão ligada em estar nua e dois manequins e meio a mais, que o que mais deseja é que tudo acabe o mais rápido possível. O que era pra ser uma noite de amor deliciosa e digna de um homem e uma mulher que souberam despertar seus sentidos e seus instintos, transforma-se em ingrediente para afastar o moço e afundar mais ainda sua autoestima. Não lembramos que ele só está naquela cama porque soubemos despertar nele desejos, independente da famigerada cinta.

A verdade é que aprendi, e isso tem ajudado a modificar muitas coisas em minha vida, que quando damos muita atenção aos nossos defeitos, eles começam a se tornar mais evidentes do que realmente são, e isto não é só esteticamente falando. E se aquela cinta era apenas um apetrecho que você utilizava para complementar o sorriso que carrega nos lábios e o brilho de amor próprio que tem nos olhos, ele simplesmente não vai se importar, porque ele já sabe que você é especial independente de usar dois manequins e meio a mais ou a menos.

 

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A culpa não é sua, ele que complica

Por Keka Demétrio

Sempre adorei analisar as pessoas, suas emoções e reações diante dos acontecimentos, e muito do que tenho aprendido vem destas observações, inclusive observando o meu próprio comportamento nos últimos anos e diante de situações bem diversas. Toda este amontoado de informações, me levaram a concluir, ao menos por enquanto, que por mais que tenhamos vidas diferentes, sentimentos são sentimentos e o que nos diferencia é a intensidade com que cada um de nós sente as alegrias e os temores que todos, absolutamente todos os tipos de sentimentos nos proporcionam.

Não sei porque desde sempre o mundo diz que as mulheres são complicadas, que é impossível entender o que nós desejamos, mas ando chegando a conclusão é que complicado mesmo é o tal sexo masculino. Saber o que nós mulheres queremos não é assim tão difícil, é só analisar como reagimos diante das ações dos homens.

Não é preciso ser uma mulher que possui autoestima baixa porque sofre com uma sociedade hipócrita que mensura o caráter das pessoas através do ponteiro de uma balança, enquanto valores morais e éticos estão ficando fora de moda, ou porque cresceu ouvindo que temo rosto lindo como se todo o resto não servisse para nada, fazendo com que enterrasse em um buraco muito fundo todas as outras coisas boas que poderia oferecer, mas que passou a esconder por vergonha de criticas, para embarcar em relacionamentos confusos, onde costumeiramente confundem ‘as coisas’.

Depois de alguns relacionamentos que nos ensinam algumas coisas importantes, e outras desnecessárias, pode acontecer de conhecermos um homem inteligente, culto, bonito, descompromissado, bem resolvido profissionalmente e temente a Deus (algumas vão discordar neste quesito, mas para mim é fundamental). Um homem que qualquer mulher se apaixonaria por ele facilmente, e com você não seria diferente. Isso pode acontecer comigo, com você, com quem tá solteira ou não, com quem está procurando relacionamento, ou não.

São homens que nos envolvem e quando percebemos estamos apaixonadas. Homens que entram em nossas vidas em momentos de transformações profundas, e mesmo quando vão embora, continuam nos ensinando, mesmo que através da dor da ausência das palavras bem arrumadinhas que ele nos enviava, dos links de músicas com letras que falam de histórias de amor que todos queremos viver, dos e-mails cheios de carinho, dedicação e entusiasmo, nas mensagens, telefonemas e na atenção que nos dispensava. Era maravilhoso crer que existia alguém que nos compreendia e que ao mesmo tempo nos ensinava.  Então acreditávamos que era benção, só que a realidade era bem outra.

Era outra porque um belo dia descobre-se que tudo o que ele fazia para e por você não tinha a carga de sentimentos iguais a que você acreditava ter, e quando descobrimos isso já estamos envolvidas de tal maneira que voltar a realidade dói, mas dói e não é pouco não. Vem a sensação de ter se passado por boba novamente, a sensação de que mais uma vez fracassou. E nestas horas, nos culpamos tanto, nos sentimos tão pequenas, que nem nos lembramos que não criamos este sentimento sozinhas, que o outro contribuiu efetivamente com suas ações e atenção despretensiosa para que nos entregássemos a esta história.

Somos e estamos todos muito carentes. De que? Não sei. Cada qual com seus temores internos, suas duvidas e angustias. Porém, quando encontramos no ‘outro’ um ‘alivio’ para esses males, a vida passa a ficar mais leve. Nos apegamos a esta pessoa, e quanto mais carentes, mais nos esquecemos de tudo o que acreditamos ter aprendido com dores de amores passados, cometemos exatamente os mesmos erros e tornamos a chorar. Ora, não sofra tanto, não coloque em seus ombros um peso que não é só seu, cada um com sua cota de responsabilidade. Acredite, tudo passa, e a gente sai mais forte, mais viva, mais abençoada, mais poderosa diante de tudo.

Inclusive nem acho que existam culpados. O que de verdade existe é carência de um lado e do outro um amor que é dado de forma descompromissada, chegando a ser até meio irresponsável, não porque ele assim deseja, mas porque não sabe amar de outra maneira. Nesse bolo todo, o grande problema é que carências devem ser supridas de dentro para fora, através do autoconhecimento, do engrandecimento do amor próprio que é o que nos possibilitará exercer de verdade o amor pelo outro. O amor de outra pessoa para conosco nos auxilia, nos fortalece, é bom demais, mas apenas o amor que sentimos por nós mesmos é que realmente pode suprir todas as nossas carências.

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Cuidado: Área restrita

Por Eduardo Soares

“Veja bem, amor/ Onde está você?/ Somos no papel, mas não no viver/ Viajar sem mim, me deixar assim/ Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins. (Veja Bem, Meu Bem – Maria Rita)
“Você não tem culpa se eu estou sofrendo/Se fantasiei de verde esta história/Você tem namorado posso até estar errado/Mas tenho que ganhar você”. (Me Apaixonei Pela Pessoa Errada – ExaltaSamba)

 “Eu hoje tô tão dividido/ Sem saber o que fazer/ Uma tá sempre comigo/ E a outra eu sempre quis ter/ Será que isso é meu castigo/ Não sei se ligo ou não ligo/ Namorar com duas é um perigo/ Tem que tomar cuidado com o que vai dizer”. (Duas Paixões Netinho de Paula)

““Te perdôo/ Por contares minhas horas/ Nas minhas demoras por aí/ Te perdôo/ Te perdôo porque choras/ Quando eu choro de rir/ Te perdôo/ Por te trair”. (Mil Perdões – Chico Buarque)

 Se existe um tema polêmico, tenso, denso, evitável para alguns e relativamente natural para outros, é a traição. Bater no peito para berrar “eu nunca trai na vida” faz do orador um sujeito digno de inúmeras condecorações verbais. Mas quando a proclamação é dita da boca pra fora (geralmente no ato de conquistar alguém), ocorre então uma tentativa de amenizar/ocultar as manchas de um passado que nem sempre é tão passado assim. Assim como você, conheço várias pessoas partidárias da “pulada de cerca na surdina”. Para essa galera, a traição tem como objetivo a preservação do relacionamento frio. Bom, nesse caso acredito que pessoa erra a mão duplamente: 1-por não ter coragem de pular do Titanic (relacionamento afundando) no momento do choque com o iceberg; 2-por não respeitar o(a) companheiro(a) ao permitir a entrada de uma terceira pessoa numa vida que seria em tese (sentimental e moralmente falando) a dois.

Tem gente que trai como quem troca de roupa e vive bem, sem nenhum dilema moral ou dor na consciência. Pesquisas recentes mostram o crescimento da infidelidade feminina e por consequência nivelamento com a masculina. Partindo do principio dos diferentes focos que fazem homens e mulheres traírem por razões distintas, quais são os nossos (rapaziada) focos? Veja, homem trai devido ao instinto, pele, cheiro, contato/atração visual, incessante busca pela conquista e principalmente pela questionável autoafirmação de poder. Nossos argumentos chegam a ser imbecis: a bunda da secretária é gostosa, os peitos da estagiária são deliciosos, as coxas da faxineira são espetaculares, o rebolado da chefe acaba comigo, a vizinha (casada, safada, tarada) está me dando mole e se eu não pegá-la vou ficar sem moral na rua…

O tal “ficar sem moral na rua” dói. Afinal, homem faz questão de contar que está “pegando” a boazuda do bairro. No fundo, até se ela for tão atraente quanto uma sardinha-empanada-a-uma-semana-na-estufa-da-rodoviária serve. Traçou a mulher? Beleza, isso faz com que ele ganhe 10 pontos perante a galera. E se a moçoila for casada, a pontuação triplica, como se a conquista fosse um atestado de virilidade perante os amigos. Geralmente a mulher trai em silêncio, até porque em boa parte dos casos, surge um incessante dilema moral em sua cabeça recheada de questionamentos como “a culpa é minha?”, “porque ele não me procura mais?”, “onde foi que errei?”. Claro, nesse exemplo desconsideramos as mulheres de caráter duvidoso. Essas sim, não têm nada a perder e saem por aí, visando a mesma autoafirmação questionável de poder dos homens. Com o perdão da sinceridade, assim como tem homem galinha, o que não falta são mulheres (na falta de palavra mais amena e no pior sentido do termo) safadas.

Como disse acima, a mulherada pula a cerca em boa parte dos casos devido as crescentes fissuras sentimentais que não têm previsão de fechamento. Isso gera carência, tristeza sem fim, questionamentos culposos e fragilidade emocional. A mesma fissura dolorida daquele coração desprotegido cede espaço para que um sujeito aproveite a brecha para entrar (às vezes até) despretensiosamente naquela vida fadada ao fracasso. Com o tempo a mulher ganha vigor quase adolescente e assim o visitante torna-se presença cada vez mais agradável e necessária. Trocam sorrisos, confidências, declarações, ideias, pensamentos, intimidades. Trocam até os sentimentos: sai o medo explicito, entra o desejo guardado (e acumulado). Transformam-se em amantes. Transam. Entre beijos, mordidas, arranhões, (re)descobertas, suspiros, gemidos e um prazer relativamente incômodo, o liquidificador moral está ligado em rotação máxima na cabeça dela. “E quando eu chegar em casa, como vou ter coragem de olhar pra ele?”, pensa a mulher, conciliando o pensamento entre aquele momento delicioso com a pasmaceira instalada no relacionamento “oficial”. De um lado, ardência gostosa, calor proibido. De outro, clima glacial registrado em cartório. E um coração duplamente climatizado.

Alguns preferem o comodismo e fazem os amantes ganharem status de estoque reserva, conciliando assim o relacionamento “oficial” com a “sobremesa” aparentemente saborosa (que cedo ou tarde acaba como alimento indigesto, até porque nunca vi amante celebrar aniversário de romance, ou como costumo dizer, bodas de espelho no teto). Outros fazem da traição um subterfúgio para encarar um recomeço. “Melhor assim, dispensei o antigo, fiz a escolha certa”, pensam. Assim, o coração ganha uma nova redoma: sai o vidro arranhado, entra o cristal intacto. Até aí tudo bem mas numa eventual briga, adivinhe qual pensamento pulsará latejante na mente dela: ele tinha uma esposa e mesmo assim ficamos juntos. Se ele fez isso com a mulher dele, pode fazer o mesmo comigo.

Se determinados atos fossem calculados, evitaríamos vários tipos de dilemas. Fosse o coração uma terra desconhecida, a placa pregada na entrada dele seria assim: Cuidado. Área restrita. Melhor bater antes de entrar. Melhor conhecer antes de se perder. Melhor (in)validar antes de invadir. Melhor trocar o impulso pela pausa. Melhor deixar a casa antes de ser expulso.

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Sexo é bom. Sexo é muito bom

Por Keka Demétrio

Outro dia falei para Edu Soares que meu próximo texto seria sobre sexo, mas que estava sem inspiração. Ai veio a incredulidade em forma de pergunta: Você, Keka Demétrio, sem inspiração para falar sobre sexo?? Fui lendo e rindo, e a inspiração foi surgindo, porque me lembrei que nem sempre foi tão fácil falar sobre sexo, assim como não deve ter sido para a maioria das mulheres. Hoje em dia, não vejo problema algum em falar sobre o assunto, aliás, gosto bastante do tema.

Alguns anos atrás, mulheres falando sobre sexo era uma raridade, na verdade trocávamos algumas impressões e informações com as amigas mais chegadas e só. Era preciso descobrir por outros meios e pelas experiências. Porém, descobrir, buscar conhecimento, é uma coisa, porque conhecer nosso corpo e descobrir o prazer é um buraco bem mais embaixo. Sem trocadilho.

Como nos libertarmos de uma hora para outra da educação rígida e dos tabus a que fomos condicionadas desde a infância, quando sequer meninos e meninas podiam brincar juntos? E se essa menina estivesse acima do peso e além da rigidez da educação ela ainda tivesse sua autoestima abaixo de zero, como agir e reagir a isso tudo? Como faze-la acreditar que poderia se tornar uma mulher linda, desejada e com direito a sentir prazer como qualquer outra mulher, independente do seu corpo? Tarefa difícil, mas não impossível.

Quando não conseguimos trabalhar a autoestima dessas mocinhas, na primeira chance elas se jogam em relacionamentos onde o corpo é a válvula de escape para as angustias que sente por não se sentir inserida na sociedade do corpo ‘perfeito’. Presa fácil dos rapazes que se vangloriam pelo número de mulheres que conseguem levar para a cama e não pelo seu caráter, no caso aqui, duvidoso, vão passando de mão em mão buscando preencher o vazio cavado por anos e anos de autopiedade, preconceito e exclusão. O mais triste é que quando se deitam em suas próprias camas, sentem-se mais vazias do que quando acordaram, porque ao agirem desta maneira, estão esfacelando de vez o seu amor próprio.

Sexo é uma delícia, é saudável, faz bem para o corpo, para a pele, para a alma e para a vida, mas desde que você esteja fazendo com quem realmente valha a pena, que desperte em você a vontade de se sentir mulher. Sim, porque dizem que a maternidade é quem faz isto, mas devo dizer que não é somente ela, aquela sintonia, aquela química, as borboletas no estômago, o frio percorrendo a coluna quando está falando com determinado homem, são nossos instintos femininos declarando que estamos prontinhas para dar e receber prazer.

O grande problema, é, tem que existir problema, mas também tem solução, é que alguns homens são tão egoístas, egocêntricos, machistas e ridículos que tolhem suas mulheres. Castram seus desejos e sequer permitem que elas abram a boca para falar sobre sexo. Acham tudo maravilhoso com a mulher dos outros, tem fantasias com a gostosa da empresa, mas se sua esposa aparecer com uma lingerie mais sexy ele simplesmente a ignora ou diz que está ridícula. Mulheres de homens assim, e que continuam deixando eles agirem desta maneira, nunca poderão dizer que são mulheres de verdade, não só pelo prazer que nunca vão sentir, mas porque não sabem o poder que possuem para modificar a sua própria vida.

Mas graças a Deus existem homens de verdade. Homens que entendem a anatomia do nosso corpo, que possuem sensibilidade para saber o que desejamos, que nos deixam livres para falarmos o que, como, de que maneira e intensidade gostamos e queremos, que se deliciam ao nos fazer sentir mulher. Que não estão ali para reparar nas nossas celulites, estrias, flacidez ou gordurinhas, mas para descobrir nossas fantasias e dividir as suas conosco, e se for possível realiza-las vão querer fazer isto com a gente, porque sabem e conhecem a mulher que possuem dentro e fora de suas camas.

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