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Entrevista com Lauana Brambilla

Por Renata Poskus Vaz

Lauana Brambilla, 22, é atriz e integra o elenco do musical Chicago, uma sátira à corrupção na justiça criminal. A produção original da Broadway estreou em 1975. Em 2002 surgiu uma versão para o cinema e em 2004, Miguel Falabella trouxe a montagem para o Brasil. A montagem de que Lauana faz parte é uma adaptação livre do musical, com letras novas. Veja só a entrevista com Lauana:

Mulherão: Fale um pouco do seu personagem em Chicago

Lauana: A Mama é uma personagem que veio do nada, de uma família destruída e conseguiu ser alguém na vida, o que em 1930 era algo significativo para uma mulher. A personagem é engraçada, forte e marcante… Quem não quer ser assim, mesmo que no palco?

Mulherão: Você acha que o fato de estar acima do peso te ajudou a conquistar esse papel no teatro, tendo em vista que no cinema a atriz que interpretou Mama, Queen Latifa, também é gordinha?

Lauana: Ter sido escolhida pra fazer a Mama foi uma grande honra, mas também um desafio pra mim. Sempre foi o meu papel dos sonhos, e com papel dos sonhos a gente tem que ser muito cuidadosa. Acredito que o perfil influenciou sim. Sempre fui gordinha e sempre fui feliz com isso. Sempre aproveitei tudo ao máximo, e acho que nesse ponto eu e a Mama temos muito em comum. Isso influenciou na minha visão do papel e na forma como eu apresentei a personagem para o diretor.

Mulherão: Você acredita que a sua personagem pode servir como exemplo para as mulheres que estão acima do peso ?

Lauana: A Mama mostra como nós podemos SIM ser sensuais e poderosas mesmo acima do peso e o quanto a gente pode ser o que a gente quiser. Digo isso porque a Mama tem umas variações, onde em um momento ela provoca e sensualiza e no momento seguinte é completamente debochada. Essa variação torna a Mama muito interessante em vários pontos, mas pra saber mais vocês vão ter que conferir a peça!

Serviço: Dias 15 e 16 de outubro/ 16h e 20h30/ Teatro da Universidade Cruzeiro do Sul/ Av. Dr. Ussiel Cirilo, 23/ SP. SP

Mais informações, clique aqui.

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Diversão e lágrimas em excursão do Blog Mulherão e Poderosas Gordinhas à peça GORDA, com Fabiana Karla

Por Renata Poskus Vaz

No último sábado, leitoras do Blog Mulherão e do Blog Poderosas Gordinhas se reuniram para assistir à peça Gorda, cuja protagonista é Fabiana Karla. No final, muitas sairam emocionadas. Fabiana estava atrasada para o vôo que pegaria para o Rio de Janeiro e não teve tempo para tirar fotos com os fãs. Mesmo assim, arriscamos nossos cliques e nos divertimos muito. Confiram o nosso encontro:

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Fat Bitch – um espetáculo contra estereótipos

Por Ana Paula Menezes

Fat Bitch

Já não é mais novidade que as causas plus size estão começando a entrar em voga no Brasil. Emissoras de TV exibem nos mais variados formatos, diversos programas que falam da mulher gorda, gordinha. Os blogs que tratam do mesmo assunto também estão ganhando audiência e atualmente a atriz global Fabiana Karla está em cartaz com a peça “Gorda” no Rio de Janeiro. Mas não é apenas em terras tupiniquins que as gordinhas estão com tudo.

Nos Estados Unidos, talvez o precursor de todo esse movimento, temos sites, blogs, programas de TV e também peças de teatro que tratam sobre a causa GG. Uma dessas peças – na verdade como disse um jornal de Chicago “é um híbrido entre o teatro e a stand up comedy” –  estréia na semana que vem, se chama Fat Bitch (algo como “vadia gorda”) e é estrelada pela atriz, comediante e diretora Erica Watson (Erica não é muito conhecida aqui no Brasil) que também escreveu o espetáculo.

Fat Bitch traz ao mesmo tempo um olhar divertido e provocador à obsessão de nossa sociedade atual com o peso, raça e classe social. Fat Bitch explora e traz a tona como Erica lida com o impacto que as imagens da mídia causam em sua vida e na vida de mulheres que são negras e ainda acima do peso, refletindo a guerra contra a obesidade que se instaurou em todo o mundo e contra os estereótipos, não só das mulheres gordas ou negras mas de todas as pessoas (do homem negro, do homem branco, das mulheres e todo o resto). “Todos nós temos algo que o mundo usa contra nós mas que precisamos superar e seguir adiante”, declara Erica.

Perguntada em uma entrevista se ela já foi chamada de “vadia gorda” Erica responde: “Tenho sido chamada de vadia gorda por muitas pessoas, você escuta de um estranho na rua, numa música de hip hop e agora eu vou pegar esse termo e mostrar como a vadia gorda se criou. Eu gostaria de ser uma gorda-sortuda-feliz como o Papai Noel é, mas eu não posso. A sociedade me fez uma vadia gorda e meu show mostra como isso ocorreu.” Mais adiante o entrevistador pergunta a ela se “vadia gorda” é um termo ofensivo ou carinhoso na opinião dela e ela responde: “Palavras tem poder. Nós damos a elas poder. Às vezes as pessoas querem me magoar dizendo isso mas outras vezes usam como um termo carinhoso, tudo depende”.

Fat Bitch fica em cartaz em Chicago de 19 a 28 de Novembro. E para quem reside no exterior e puder conferir o espetáculo, vale a pena.

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