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Um dia de modelo para entrar para a história…

Por Renata Poskus Vaz

Eu havia jurado para mim mesma que nunca mais iria ao Rio de Janeiro promover um Dia de Modelo. Pronto, falei. Embora tenha feito muitas amigas cariocas nas duas primeiras edições, tive o desprazer de viver uma seqüência de situações desagradáveis que aconteceram após esses Dias de Modelo e que quase me fizeram desistir para sempre do Blog. Pensei comigo mesma: “se as cariocas quiserem fotografar conosco, que venham até aqui”. Acho que fiquei traumatizada e acabei descontando essa raiva de meia dúzia em um milhão de pessoas que nada tinham a ver com a história!

Após um ano, algumas meninas do Rio vieram mesmo para São Paulo, como a Aline Gouvea, a Gisele, a Tati Gaião, a Rosa, a Sérvula e a Silvia Kalil, proprietária da loja Thernura em Niterói. Todas me convenceram a fazer uma terceira edição no Rio. Então, superei meus traumas (no futuro contarei direitinho o que aconteceu) e marquei o dia de modelo para dia 25 de setembro, em Botafogo. Vi que o Rio é uma cidade que tem sim pessoas muito, muito especiais, que valorizam nosso trabalho e nos dão força e carinho, mesmo à distância.

Desta vez, a Andrea Boschim não pode ir. Ficamos tensas, apreensivas, mas não desmarcamos o Dia de Modelo no RJ. Alugamos um carro, colocamos no porta-malas todo nosso kit sobrevivência do Dia de Modelo e partimos para a cidade maravilhosa. No carro, comigo, meu lindo, a nossa fotógrafa Kelly Hato e minha assistente de produção e amiga Carol. A viagem de ida foi perfeita (na volta batemos o carro – isso quer dizer que da próxima vez iremos de avião ao Rio, mas nem isso diminuiu a nossa felicidade).

O Orion ter ido me deu segurança e muita tranquilidade. Substitui sem medo Andrea Boschim pois sabia que ele estaria lá para resolver qualquer problema que surgisse. Ele recebeu os pagamentos, preencheu os contratos, comprou o lanchinho e me paparicou enquanto eu trabalhava. (Ai, como eu amo esse homem!)

Chegamos no Hotel, tomamos banho e depois fomos jantar com algumas meninas do Dia de Modelo em um bar maravilhoso chamado Devassa. Comemos carne-seca com mandioca e tomamos muita coca-cola, é claro! 

No outro dia, hora de encontrar nossa equipe e conhecer as participantes. Pela terceira vez contratamos a cabeleireira e maquiadora Kátia Feitosa, que levou uma equipe de 4 pessoas com ela para maquiar nossas meninas e também para pentear os seus cabelos.

Chegando lá, logo vi a equipe da Loja Thernura, de Niterói. As sócias Lysandra e Silvia levaram uma porção de roupas lindas para as meninas do Dia de Modelo poderem escolher as prediletas para fotografar. Entre as marcas que a Thernura comercializa, as nossas conhecidas: Forma Rara e Program.

Depois, reencontrei minhas amigas e assistentes. Aline Gouvea, se matou na pré-produção do Dia de Modelo. Contatou as participantes, foi à Thernura selecionar roupas e não parou nenhum segundo durante um mês inteirinho. Também compareceram e trabalharam duro na produção, a Rebeca Doherty, que participou do II Dia de Modelo do RJ e a nossa colunista Dani Lima. Ah, para iluminar o nosso dia, o nosso colunista lindo, maravilhoso, gostoso e nossa-nossa, Edu Soare,s deu o ar da graça lá. Minhas amigas Cris Miranda e Aline Cravalho, que participaram da primeira edição do Dia de Modelo no Rio, me fizeram uma visita também. Ameeei!

Ah, detalhe… Aproveitei que estava no Rio para estrear meu vestidinho jeans curtíssimo que comprei na C&A e a minha sandália estilo gladiador que adquiri na Prego. Em Sampa não tenho coragem de usar este modelito, apenas na praia. O que vocês acharam da minha roupinha de periguete?

O Dia de Modelo do Rio foi bem puxado. Trabalhamos muito, muito mesmo. Mas o astral das meninas estava tão maravilhoso que tudo fluiu bem. Hoje estava preparando os envelopes para postar os CDs das participantes e, olhando CD por CD, percebi que muitas delas tinham mais de 50 fotos. Nós especificamos em contrato apenas 30, mas como estavam todas tão de bem com a vida, não víamos o tempo passar e a nossa fotógrafa clicou bastante as nossas modelos por um dia.

Na nossa parada para o lanchinho, fiquei feliz em apresentar para as cariocas uma iguaria que poucas conheciam. O fantástico, extraordinário, saborosíssimo: Kidoguinho. Comprei um kit festa com 2 bolos deliciosos, mais mini lanchinhos, brigadeiros e refrigerantes. É tão engraçado quando a gente vem de outra cidade e conhece coisas que as amigas da própria cidade ainda não conheciam, né? Tô com vontade de Kidoguinho. Alguém me manda por Sedex? rsrsrs

Não percam, amanhã, as fotos das participantes do III Dia de Modelo do Rio de Janeiro. Até lá!

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Me tira daqui!

Por Aline Gouvea

Não está me reconhecendo? Ok, não sou a típica Princesa, não tenho olhar frágil, não uso laço de fita no cabelo e nem tenho cinturinha de pilão, mas sou eu, acredita.

Me tira daqui. Me salva desse castelo assombrado. Só você pode me salvar, pelo menos foi o que me disseram desde menina.
Ok, sei que fui eu mesma que construiu essa torre inalcançável pra ficar isolada, mas agora eu quero descer. Olha pra cá, estou falando com você.

Eu sei que foi burrice envenenar a própria maçã e por isso mereço dormir esse sono de 100 anos, mas seu beijo pode me despertar. Quero conhecer o mundo de verdade, me ajuda vai: beija logo.

Puxa! O que custa você acreditar em mim? O fato de eu não usar sapatinho de cristal não quer dizer que deva ser condenada a ficar à mercê de dragões malvados. Olha, não é fácil usar sapatinhos de cristais. Principalmente quando se calça 39. Mas, vai por mim: sou eu mesma. Sua Princesa.

Para. Não precisa jogar na cara que não tenho absolutamente nada de Princesa, já sei disso há muito, muito tempo. E, pra seu governo, vivi muito bem até agora assim. Ser Princesa é muito desgastante quando se tem que ganhar o próprio salário, pagar mil contas e tudo o mais. Sim, rapazinho, eu mato um dragão por dia. Mesmo assim eu preciso que você me salve.

Me tira daqui, cara. Já estou perdendo a paciência e esse lance de ficar suplicando não faz minha cabeça. Além do mais, se eu precisar insistir muito vou acabar me convencendo de que é mentira essa estória de ter meu próprio Príncipe. Quebra meu galho e me tira daqui.

Me salva desse mar de lama, onde tem um monte de sapo que só serve pra uma noite e também pra me sentir culpada. Olha, embarquei nessa de ser salva pelo Príncipe porque me falaram maravilhas sobre você e seus nobres colegas. Pra te falar a verdade, eu até que me dou bem com alguns dos sapos deste imenso brejo que cerca minha vida, por isso mantenho o telefone deles na minha agenda. Eletrônica. Afinal, sou uma Princesa (sou?) moderna. Mas adorei aquela parte do “Felizes para sempre”. Só que você tem que colaborar.

Ai, ai, ai. Como é? Vai ficar aí parado enquanto eu vejo todas as outras Princesas se dando bem? Vai fingir que não é com você? Queria tanto participar do Grande Baile,  cheio de casaizinhos dançando lindamente. Mas se você não acreditar em  mim e não me salvar, nunca vou viver minha noite de sonhos. Acha justo? Pô! Que sacanagem.

Só uma pergunta (sou curiosa pra caramba): você tem várias Princesas ao longo da vida ou será que existe uma Princesinha feita sob medida pra você? Pergunto isso porque eu já descobri que na minha vida só existe um Príncipe (você!), por isso os outros têm aparência (alguns têm, inclusive, caráter) de sapo. Olha só, raciocina comigo: se você tem sua Princesa-metade (eu, obviamente) você não pode sair por aí beijando todas as outras. Ah, deixa disso: não estou com ciúmes. É curiosidade. Será que você não se sente perdido também? Será que não te dá aquela sensação de que seu pedaço de bolo veio sem recheio, ou que seu Sundae tem menos calda de chocolate? Sim, porque é exatamente isso o que eu sinto: na minha caixa sempre falta um bombom. Meu biscoito tem menos cobertura. É assim que eu sinto o mundo. Mentira! Não sinto o mundo todo assim, só o que diz respeito a beijos e aquelas outras coisas tão gostosas quanto bombom ou sorvete. Sinto que falta o melhor, falta o complemento. Por isso os classifiquei de sapos. E você, que me fará sentir finalmente o gostinho daquilo que tava faltando, eu chamo de Príncipe.

Vai continuar ai, né? Já entendi: se eu quiser descer daqui dessa torre gelada, eu que desça com meus pés. Até que você tem razão: fui eu que subi sozinha. Mas, puxa vida, custa me ajudar?

Ah! Quer saber de uma coisa? Agora quem não quer que você me salve, sou eu, tá legal? Fica aí, assiste seu futebol, toma sua cerveja que eu me arrumo. Já fiz coisas muito mais difícil do que despertar de sono de 100 anos. Não preciso de beijo de ninguém.

Eu só queria saber porque você não quis me salvar. Será que laço no cabelo é indispensável para uma Princesa?  Princesa de cabelo curto pintado de vermelho não tem chances de ser salva? Ou será que a tal aparência frágil e indefesa é que é fundamental? Mulher que sabe descer de torre sozinha tem mais é que ficar com sapo. É isso? Tenho de ser mais calminha, fazer dieta, ser mais passiva e viver à sua sombra? É isso que, no fundo, esperam da gente?

Príncipe, eu queria de verdade que você me salvasse do todos aqueles feitiços, dragões e sapos horríveis. Queria mesmo. Mas se o preço a pagar é perder minha identidade e ser do jeito que dizem que eu tenho de ser, é me comportar como boa moça e só fazer o que me permitem, bem, se o preço é esse, lamento informá-lo, mas estou fora!

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Espaço da leitora: Aline Gouvea

Mantra para não ficar chata

Ontem um velho amigo meu me falou “você já percebeu que em meia hora de conversa você já falou sobre mil defeitos seus?”. De fato, no meio da conversa eu soltava umas frases do tipo “nossa! minha unha tá horrível”, “meu cabelo tá sem corte” ou “tenho de voltar a malhar, tô gorda”.

Quantas vezes, num dia, a gente não repete essas coisas negativa sobre nós mesmas? A gente fala isso com tanta naturalidade, que nem percebe e, quando vê, esse monte de reclamações já virou uma grande verdade na nossa cabeça.

Falei pro meu amigo que ele me deu um toque muito importante, pois eu, assim como um monte de mulher que eu conheço, ando precisando gostar mais de mim. Aí ele se lembrou daquele tal bilhete que um ex apaixonado me mandou e disse: faça dele um mantra! Acredite em cada uma das palavras. Se não, você vai virar uma chata de galocha.

Po! Gorda de cabelo sem corte e ainda por cima chata? É melhor fazer o que ele, que gosta de mim, mandou: repetir que sou linda, maravilhosa e também ler este famoso bilhete, abaixo.

 “Será que você nunca reparou que pra mim não importa quanto você pesa? Em vez de tentar adivinhar isso, prefiro te abraçar e acariciar seu corpo macio. Aliás, adoro ver seu ritual de passagem de cremes: nas pernas, nos braços, na barriga. E quando você pede ajuda pra alcançar as costas, aí eu adoro ainda mais você.

Não sei seu manequim e nem me interessa. Sei o tamanho da sua cintura pelas minhas mãos e isso basta. E se alguma vendedora de roupa me perguntar seu tamanho vou responder: do tamanho exato para caber no meu abraço e dividir minha cama.

Aliás, foi uma resposta parecida que dei quando meu irmão perguntou como você era: do jeito que eu gosto. É, menina encanada com o peso e com o manequim, você é do jeito que eu gosto. Nunca reparou nisso, né? Por isso me deixa sozinho em casa e vai pra academia suar.

Não estou reclamando de você se cuidar. Eu só quero que você se goste desse jeito aí que você já é. E se você não acredita que é tudo isso, pergunta pra mim. Pra mim, viu? E não para nenhuma daquelas suas amigas do trabalho ou da faculdade ou sei lá de onde. Nenhuma mulher confessa para um homem que outra mulher é linda.

Para de me chamar de exagerado: eu acho você linda e pronto. Eu te olho diferente do que você se olha. Você está presa a padrões de beleza, já eu prefiro olhar pra você e descobrir cada dia um detalhe que te faz diferente e bela. Por exemplo, quando você toma uma decisão e nem me consulta: vai lá e faz. Eu faço cara de chateado mas acho um charme você saber o que quer. Também gosto de ouvir que eu não mando em você. Ah, e sua carinha de brava?É a coisa mais sexy que já inventaram. Aposto que tem amiga sua que treina na frente do espelho pra ficar igual.
Quer ver você me deixar com os quatro pneus arriados? É só dizer “Tô com fome de doce” e devorar aquela barra de chocolate sozinha, em 10 minutos. Quando você abre o armário e diz que não tem roupa e fica olhando pra 3 mil vestidos e saias e calças, eu penso “vou casar com essa mulher”.

Mas sabe o que me atrai mesmo em você? É que mesmo dizendo que é muito branca, que tem celulite desde que nasceu e que precisa de outra lipo, contraditoriamente você desfila pela casa sem roupa, numa naturalidade que me deixa perplexo. Eu amo ver você nua, ver suas pernas brancas, não ver nem marquinha de biquine. Outras mulheres precisam de marquinha de biquine para serem sensuais. Você não. Você só precisa ser você. De cabelo castanho ou vermelho, longo ou curtinho. Você está sempre na moda. Você merece sempre uma poesia. E eu sou louco por você”.

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