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Não contrate um gordo.

Por Keka Demétrio

Todos os dias enquanto me arrumo para ir trabalhar, e modéstia parte, desempenhar muitíssimo bem meu trabalho, deixo a TV ligada no programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo de Televisão, que na última sexta-feira exibiu uma reportagem que me deixou, no mínimo, irritada.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/01/sete-em-cada-dez-empresarios-no-brasil-nao-querem-empregar-gordos.html

 De acordo com a matéria, em uma pesquisa realizada, constatou-se que 70% das empresas brasileiras não contratam profissionais que se enquadram na categoria: gordo.  Pelo que entendi que se dane se você amassou o seu grande bumbum em uma cadeira de universidade, se possui MBA, mestrado ou se pode ser chamado de Doutor. O que importa não é o quanto você exercita o seu cérebro, mas sim os seus glúteos e se está com tudo em cima.

Tô cansada e careca de saber que existe preconceito em tudo o que é lugar, mas diante de um mercado cada vez mais competitivo e globalizado escolher candidatos pelo físico é no mínimo burrice. Ok, eu sei que existe a possibilidade de um obeso ficar mais doente do que um sujeito magro, mas que garantia temos disso? As estatísticas? Ótimo, adoro gráficos, porém as estatísticas também comprovam que empresas que possuem um quadro de colaboradores mais eficientes do que a concorrência sai na frente e abocanha uma fatia maior do mercado. E eu nunca ouvi dizer que inteligência e competência se mede com fita métrica.

As pessoas nos olham e acham que somos preguiçosos e lentos, eu não os julgo por pensarem assim, porém, existe a lei da compensação, se somos mais lentos fisicamente, nosso raciocínio não depende de nossas pernas para criar estratégias de mercado brilhantes. Aliás, hoje em dia a questão mercado/consumidor é um dos maiores desafios, pois estes estão mudando quase que com a velocidade da luz, e nada como um bom gordinho que sempre ficou à margem de bons empregos e salários, excluídos das festas e baladas, e teve que aprender a entender o comportamento do ser humano (uma forma de não sofrer tanto pela discriminação) para ensinar como observar e definir o que o consumidor pensa e quer.  

Meu nome é Angélica Demétrio, estou bem mais do que 10 quilos acima do meu peso normal, e sim, sou inteligente e perfeitamente capaz de exercer a minha profissão de Publicitária e Executiva de Marketing. E se algum dia alguma empresa deixou de me contratar por eu estar gorda, só tenho a lamentar…por ela!

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Posicionamento de mercado

Por Keka Demétrio

Tem alguns dias que venho pensando sobre o que escrever, e confesso que a inspiração às vezes me falta. Sabe quando sua ansiedade toma conta e as idéias ficam desconexas, pois é, é assim que estou esses dias, nada conecta com nada.

Não é a primeira vez que isso me acontece, acho que deve ser uma das características de quem é ansioso, de quem quer fazer o dia render 48 horas para poder abraçar o mundo. Aos poucos vou percebendo que as horas não vão mudar por causa de mim e dos meus desvarios.

São 19:17 e estou em plena agência escola, na Faculdade Triângulo Mineiro, onde dou aulas, esperando a turma que vai se formar no fim do ano em Publicidade e Propaganda para eu poder dar a minha orientação final para a primeira etapa do projeto que vai coroar os 4 anos em que passaram nas salas de aula adquirindo conhecimento para saírem rumo ao mercado de trabalho, no caso específico o mercado publicitário.

São jovens cheios de ideais e sonhos. Observo os pequenos trechos literários que ornam suas “agências” e nos sorrisos estampados nas fotos que complementam os espaços, percebe-se a individualidade de cada um. Cada qual com seus desejos mais secretos e íntimos, mas na essência todos querem a mesma coisa que você e eu, ser feliz.

O que mais anseiam esse resto de semestre é a colação de grau, mas antes disso precisam apresentar um projeto com coleta de briefing, pesquisas, análises, planos de ação, tudo extenso e bem planejado. São várias etapas onde colocarão em prática tudo o que sempre ouviram na teoria, culminando com uma campanha publicitária que deverá ir de encontro com as principais estratégias de marketing de cada cliente.

O empenho que cada um coloca no projeto é de entusiasmar, e então fico pensando se eles também colocam em sua vida pessoal todo esse tesão que demonstram ao querer fazer da sua “agência” a melhor.

E você, se for fazer um projeto para a maior empresa existente, no caso sua própria vida, quais as informações que seriam mais relevantes que daria sobre si mesmo? O que essa empresa possui de bom internamente que deve ser ressaltado e quais seus pontos fracos que devem ser trabalhados e transformados em pontos fortes? Qual o tipo de mercado em que você atua? Se a resposta a esse questionamento for um mercado onde as pessoas que te rodeiam adoram te colocar para baixo, pois adoram ressaltar suas fraquezas, não precisa nem passar pela etapa de pesquisa, pois qualquer uma que fizer irá afirmar e reafirmar que está na hora de mudar o foco da empresa e mudar de mercado.

Comece mudando o seu posicionamento, que é a forma como esse novo mercado vai te enxergar.  Sente na cadeira da presidência e deixe a porta aberta para que seus colaboradores, ou seja, seus sentimentos, desejos e sonhos, participem ativamente dessa reconstrução, ajudando sua racionalidade a dar formas a essa nova empresa. Agarre as oportunidades que esse novo mercado oferece e com os erros do passado aprenda a administrar as ameaças existentes.

Acredite, nada é mais excitante do que se sentir capaz de administrar a maior e mais importante empresa existente e ao final transformar isso em uma bela campanha publicitária.

Ao se reposicionar no mercado, qual a publicidade que fará da sua empresa?

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