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Ahh o verão, estação da diversão… mas muita gordinha já quis fugir dele!

Por Simone Fiúza

Daqui dois meses começa o verão aqui no Brasil e vem aquela história de projeto verão, verão sem canga e o enxame de comerciais na tv, revistas, internet insinuando uma busca perfeita do corpo, para exibir no verão. Somos cruelmente bombardeadas por essas propagandas que insinuam que para “não ter vergonha do corpo” precisamos estar magras, sem celulites ou estrias.

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Eu sempre fui uma gordinha que me cuidei, amo tratamentos estéticos, gosto de malhar, sério!! Mas não sou magra, estou longe de ser e me chateia essa busca incansável pelo corpo perfeito, sou a favor da busca pelo equilíbrio, pela vida saudável.

Na adolescência deixei de ir em passeios do colégio, quando ouvia piscina já riscava da agenda. Quando estava saindo com alguém já imaginava o convite no verão de ir à praia, piscina, ficava bem tensa e inventava desculpas. Porque na minha cabeça ninguém era obrigado a ver aquele monte de banhas e todo mundo me olharia de forma preconceituosa, me incluindo, claro! Rs

Eu amooooo o verão, acho a energia dessa estação deliciosa e ficava triste de passar o verão sem tomar um solzinho, sem encarar o biquíni, maiô e a canga. Ficava os meses que antecediam o verão me drogando com anfetaminas, fazendo dietas malucas pra tentar chegar ao que eu julgava ser o “corpo perfeito”, mas nunca conseguia chegar, ou seja, não encarava o verão!

Chegou uma hora que cansei, me aceitei e resolvi encarar o verão com a minha linda cara de pau e ai de quem se doer pelas minhas banhas.

A primeira vez que enfrentei a praia sem medos faz mais ou menos uns 5, 6 anos, acho que o fato do meu marido Michel me aceitar como sou, ajudou muito.

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Coloquei o biquíni de lacinho numa boa e fui curtir meu verão. Fiquei observando por horas, as mulheres que estavam ali também tinham celulites, estrias, gordurinhas, pancinha, umas mais, outras menos mas ninguém era “perfeito”, dei uma bela respirada. Logo a minha frente tinha uma gordinha linda, super chique, de maiô marrom, com dois filhos lindos e um marido belíssimo se divertindo horrores, bebendo, jogando conversa fora. Caraca e eu ali com medo de encarar a felicidade?!

Desse dia em diante notei que tinha perdido tantas oportunidades de me divertir, de ser feliz, perdi viagens, risadas, churrascos, mergulhos, tardes à beira da piscina e tudo isso pra que? Pra esconder o meu corpo, achando que eu era a pessoa mais feia e estranha do mundo.

Sou super a favor caso não esteja bem com seu corpo e queira mudar, encare dietas (com acompanhamento médico), tratamentos estéticos, para que se sinta melhor…mas se chegou o verão e você não alcançou o objetivo ou se curte o corpo do jeitinho que realmente ele é, SE JOGUEEE no verão!! Não se esconda nas cangas, coloque o bumbum de fora, vamos queimar o bacon, brindar com champanhe, caipirinha, vamos rir com os amigos, jogar conversa fora na beira da praia, comer um camarãozinho sem culpa, mergulhar sem se preocupar com a celulite e com o que os outros vão achar ou julgar.

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O verão está chegando, você vai deixar de aproveita-lo e viver momentos únicos mais uma vez? Eu não!! Com certeza me verão nas praias queimando o bacon e exibindo minhas celulites, talvez mais ou menos, mas estarei lá!

Bjokas e se amem!

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A Paquita gorda

Por Renata Poskus Vaz

Muitas mulheres da minha geração (sou uma balzaca plus size delicinha de 32 anos), sonharam em ser paquita da Xuxa. Eu não, porque com minha mega ambição só conseguia desejar ser apresentadora igual a Xuxa, não uma entre muitas paquitas. kkk

Mesmo assim, como não me encantar com aquelas meninas lindas, sorridentes, charmosas que tanto sucesso fizeram na década de 90? A minha paquita predileta era a Ana Paula, conhecida como Pituxita. Era uma menina linda, delicada.

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Ana Paula deixou de ser paquita por desejo de Marlene Matos, diretora da Xuxa, que mesmo com o sucesso das meninas preferiu demiti-las e criar uma nova formação. Pituxita trabalhou alguns anos na produção da Xuxa, namorou o jogador Romário, se separou e logo em seguida se afastou do meio artístico para casar, ter filho e se dedicar  à vida doméstica.



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Recentemente, ela apareceu em um desfile plus size como modelo plus size. Em meio às entrevistas em que dizia que se dedicaria à essa nova oportunidade, Ana Paula, a Pituxita, também dizia não gostar do seu corpo. Com todas as letras,  ela se disse infeliz com a silhueta plus size (e olha que ela virou uma gordinha muito gostosa!).

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Não cabe na mesma frase: sou modelo plus size e não me amo. Uma modelo plus size deve se amar, deve se gostar e se cuidar muito. Estar gorda não é motivo para não se gostar e não se cuidar. E o que eu vi na Ana Paula, naqueles poucos minutos de gravação, é uma mulher bonita, mas que não se enxerga assim e que está extremamente triste e com nada de autoestima. Alguém que poderia, mas que de fato não é um exemplo de mulher plus size bem resolvida.

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Confesso que se estivesse na condição de uma proprietária de uma confecção, jamais associaria a imagem do meu produto à uma pessoa que publicamente diz não se gostar por estar gorda. Nós queremos nos reconhecer na modelo, ser como ela é. E quem quer ser parecido com alguém que está infeliz e não se gosta?

Atualmente, Ana Paula passa por uma transformação no programa da Eliana. E o que eu acho disso? Que ela deve realmente buscar a felicidade. E se ela acha que a felicidade tem forma e esta forma é um corpo magro, que ela lute por isso. Todo mundo merece ser feliz e estar feliz com o que vê no espelho, todos os dias.

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Testei e amei – Nivea Hidratante Para o Banho

Por Simone Fiúza

Hoje eu vim pra contar pra vocês sobre um produto que adquiri esse mês e estou amando.

Não é jabá gente!! Eu comprei, testei e amei!

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O famoso BB, bom e barato, o Nivea In’ Shower, um hidratante para o banho. Gostei porque não é um óleo e sim um creminho com textura aveludada.

Em uma das minhas visitas em farmácias (amoooo passar horas por lá lendo as embalagens, fazendo comprinhas) quando vi essa belezinha não resisti, pensei na comodidade. Sempre fui bem preguiçosa para usar hidratante corporal, afinal não tenho paciência de ficar horas espalhando hidratante nesse “corpinho”.

Já estou chegando nos 30 e um dia a pele vai reclamar da falta de hidratação. O Nivea In’Shower Tem em duas versões com óleo de amêndoas para peles secas (comprei esse) e com minerais marinhos para peles normais , vale lembrar que o hidratante in-shower faz 40% do serviço de um hidratante normal, mas pra mim melhor 40% do que nada!

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Gente estou usando todos os dias, o cheiro é delicioso, deixa a pele macia, não é oleoso, tem a textura de um hidratante normal, paguei R$ 12,00. É facinho de usar, aplique depois do banho, enxágue e pronto! Já comprei mais 2 pra garantir o estoque.

Chega de preguiça minha gente pra hidratar o corpinho!

Bjokas e se amem!

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Magras que engordam como forma de auto-sabotagem

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Por Renata Poskus Vaz

Outro dia, uma leitora me disse que em sua terapia descobriu que engordou como uma forma de se punir por ser muito bonita. Ela afirmou com todas as letras que a forma que encontrou para diminuir o assédio sexual que sofria na adolescência foi engordar.  Parece algo absurdo e até um tanto quanto prepotente, mas será que isso não é realmente possível? Engordar como uma forma de se auto-sabotar?

Hoje sabemos que podemos ser bonitas, sensuais e bem-resolvidas mesmo gordas. Mas como era o conceito que fazíamos do sobrepeso antes, na adolescência?

Não foi a primeira vez que escutei ou li esse tipo de comentário. Uma querida amiga, por exemplo, dona de lindos olhos azuis, inteligentíssima, sentia-se cobrada por seus pais. Ela era, aos olhos deles (mesmo que disfarçassem e não assumissem isso publicamente) melhor em diversos aspectos que a irmã. E quanto mais bonita ela ficava, mais cobranças acerca da sua beleza ela recebia. Ao engordar essas cobranças pararam. Ela deixou de ser considerada “acima da média”, virou a “inteligente da família”, enquanto a irmã era a “mais bonita”, aos olhos dos que as cercavam.

Nasci um bebê com peso normal e sempre fui muito ativa. Fazia volei, natação, ballet… Brincava de corre-corre, pique-esconde… Nas férias vivia no mar e andava todos os dias quilômetros e mais quilômetros de faixa de areia. Era uma criança magra.

Aos 12 anos, de uma hora para a outra, enormes seios surgiram no meu corpinho esguio. Surgiram também a cinturinha fina e o quadril largo. Porém, continuava magra. Aos 14 anos pesava 52 Kg e já tinha 1,72m.

Com esse corpo novo surgiram novas cobranças: “sente de perna fechada, mocinha não pode ser assim”. “Não estufe essa barriga!”… Para completar, tenho uma tia poucos anos mais velha do que eu. Ela é mais uma espécie de irmã mais velha do que tia, a Laiza, que sempre foi muito magra e linda. Óbvio que me comparavam com ela. E isso, para uma criança, dói.

Na escola, ouvia piadas e histórias de que eu tinha não sei quantos namorados, mas a verdade é que eu demorei pacas para dar meu primeiro beijo na boca, era tímida e encalhada e mesmo assim diziam que eu “transava com sei lá quem”. Isso para mim era humilhante. Eu tinha o sonho de casar virgem, pura e mais um monte de lenga-lengas românticos e me sentia desrespeitada. Acontece que eu era uma menina com corpo de mulher e isso talvez tenha dado margens à imaginação daqueles garotos idiotas e das meninas invejosas.

Na rua, ouvia cantadas de homens mais velhos, com idade para serem meus avós. Foi aí que aprimorei minha capacidade de ser grosseira e respondia sempre com agressividade a esses tarados.

Ser magra e bonita, realmente era um inconveniente! Além do mais, porque eu era, modéstia à parte, muito inteligente. E, por incrível que pareça, até mesmo por parte dos professores havia a ideia de que alunas bonitas são burras. Foram diversas as vezes em que tive que comprovar que minhas redações eram realmente minhas e que eu merecia as notas altas que recebia.

Com o tempo, deixei de me dedicar na escola. Tirar notas médias e baixas e engordar era uma boa forma de não ser notada, de ser como todas as outras garotas.

Hoje encaro meu corpo de outra forma e sei que esse engorda/emagrece/engorda também foram responsáveis pela Renata que hoje sou. Entretanto, o vício da auto-sabotagem, não só a do corpo, também refletiu em outros aspectos de minha vida. E é disso que eu preciso cuidar, hoje.

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Uma mensagem aos incomodados com nosso peso

Por Cintia F Rojo

“Infelizmente, até hoje percebo, MUITO, o incômodo que uma mulher como eu provoca quando está com roupas menos volumosas, digamos assim…” (mensagem de uma leitora via facebook)

Pinup plus size na janela

Tenho recebido muitos relatos de mulheres lindas que descobriram que não precisam esconder o corpo dentro de um casaco super largo ou de qualquer outro esconderijo. Tudo começou com a confissão da Melissa McCarthy, contada nesse post aqui, que escolheu um casaco gigante, não valorizando suas curvas, para fazer a capa de uma edição especial da Revista ELLE americana no final do ano passado. Então pipocaram os relatos  incríveis na caixa de comentários e nas redes sociais.

O trecho que está em destaque é de um desses Mulherões que também ficou indignada com a escolha de Melissa e compartilhou a experiência de ter ido à uma costureira para confeccionar um determinado modelo sob medida. O curioso é que a tal costureira tentou dissuadí-la da idéia,  dando mil justificativas diferentes. A nossa amiga respondeu, então, que queria a roupa exatamente daquele jeito. Pra fechar o episódio, a costureira terminou seu trabalho dizendo que dava para ver a felicidade estampada no rosto do mulherão “mesmo ela sendo gorda”. E a palavrinha usada por ela e que acredito que traduza bem situações como essa que lemos é INCÔMODO.

Os padrões impostos pela mídia são especialmente cruéis com as mulheres gordas. Entretanto, o fortalecimento do movimento plus size, a relevância e o destaque que a moda GG vem recebendo no mercado e a valorização de diferentes padrões estéticos, de certa forma, nos ajudaram na luta pela libertação dessa opressão e ditadura da beleza. Entretanto, gente magra também sofre com a imposição desses padrões e a amiga do parágrafo acima quase respondeu à costureira: “dá para ver sua infelicidade mesmo você sendo magra”.

A grande verdade é que os padrões estéticos vieram com força total sobre qualquer pessoa, gorda ou magra, mas só vai causar estrago se tiver espaço para tal. O padrão photoshopado de beleza é inatingível simplesmente porque ele não existe e sabendo/aceitando/entendendo isso não vamos nos acabar de tristeza ou nos esconder porque temos espinha no rosto,  celulite no braço e estria na barriga. E se nós não estivermos incomodadas com isso, porque dar ouvidos aos comentários azedos de gente como essa costureira?

No final das contas, descobrimos que os incomodados com a nossa auto-aceitação são justamente aqueles insatisfeitos com o próprio corpo. “Como é possível essa gorda estar tão felizinha com o corpo que tem se eu, que sou magra, não estou?”. E eu não tenho uma fórmula secreta ou uma resposta correta para responder isso. Esse é o grande mistério da beleza genuína, aquela beleza que desfila na rua, no metrô, no shopping e – de  biquíni! – na praia e não está plastificada na capa das revistas.

(Foto: Internet via Google Images)

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De gorda tímida a nova blogueira do Mulherão

Por Isabella Trad

Isabella Trad (5)

Olá! Tudo bem? 

Sabe aquela vontade de levantar e dizer ao mundo que eu existo e posso conseguir tudo que eu quero,  aquela  vontade de gritar que eu sou capaz e posso ser feliz do jeito que eu sou? Então, passei por isso assim como várias outras mulheres e sempre deixei minha timidez e insegurança me impedir de sorrir.

Todos os dias levantava, me olhava no espelho e procurava todos os defeitos que as pessoas apontariam ao longo do dia , e como um modo de defesa, sempre escondi  todos esses defeitos com roupas pretas, largas, compridas e muitas das vezes bem masculinizadas.

 Tinha vergonha de buscar pizza quando era entregue na porta de casa, não comia direito na casa de amigos e parentes e sempre me calava ao escutar comentários sobre o meu peso e saúde.  Eu meu achava inferior pelo simples fato de ser gorda.

Passei anos tentando me esconder e achando que todo mundo ao meu redor me notava e reparava no meu peso o tempo inteiro. Jurando que todas as pessoas que cruzavam o olhar comigo eram donas de um pensamento negativo e maldoso. Foi depois de um tempo que eu comecei a prestar atenção em quem me amava e realmente me dei conta de que aquelas pessoas não pensavam e nem se importavam com o meu porte físico.

Foi  reclamando do meu peso pra uma dessas pessoas que escutei a seguinte frase:
– Você reclama tanto do seu peso, as vezes me parece que você só ta criando um escudo pra que as pessoas saibam como você é. É como se você quisesse que as pessoas sentissem dó de você por isso. Eu não sinto dó de você. Você é linda, saudável e não precisa desse escudo.

Eu fiquei com muita vergonha.

Eu esperava algo como ‘’Você reclama tanto do seu peso, por que não emagrece?’’ mas não foi isso, essa minha amiga me abriu os olhos pela primeira vez, eu não era inferior e ninguém precisava sentir pena de mim por isso.

Depois de um tempo, mantendo essas amizades e quem me ama por perto,  fui criando uma certa independência sobre o meu porte físico. Foi como se eu fosse reeducada e foi quando me apresentaram as modelos Plus Sizes pela primeira vez.

Eu tive vontade de ser uma delas, era como se eu conseguisse esse posto poderia realmente me amar e aceitar. Participei de concursos, tirei diversas fotos, fui a eventos, agencias e no final eu descobri que não precisava de nada disso.

Eu já me amava, eu superei toda essa timidez pra tentar ser algo que eu não precisava ser. Eu já  sou uma dessas mulheres. Eu já sou linda, gorda, saudável e amada.

Lendo blogs, conversando com outras meninas senti a necessidade de passar isso pra todas, criei um grupo, reuni as gordas e lá fiz outras amizades, conheci outras historias e aprendi muito mais sobre o amor próprio.

Antes que eu me esqueça:  Meu nome é Isabella, tenho 19 anos, peso 88kg, tenho de 1,55 de altura e me sinto cada dia mais um mulherão.

E como cheguei  a ser uma Blogueira aqui? Isso eu não conto! É um segredo que um mago da gordolândia compartilhou comigo em uma dessas historias.

Um beijo! E até mais! Isabella Trad (4)

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Ano Novo com estilo

Por Cíntia Rojo

Ines de la Fressange at Chanel SS12

Olá queridas,

Da última vez que escrevi sobre estilo o retorno foi muito bom (se você perdeu, leia aqui). Muitas amigas me disseram que aquelas perguntinhas simples, para descobrir o estilo pessoal, tinham ajudado muito nas compras (algumas até disseram “NÃO” para algo que não era a cara delas) ou naquela arrumação geral que o armário sempre pede no período exagerado de compras, entre o Natal e as liquidações de janeiro.

A meu ver, nenhuma época é mais propícia para auto-avaliação do que o Ano Novo e isso inclui estilo e imagem e pressupõe que avaliemos as roupas do armário com algumas questões: “essa roupa merece fazer parte desse recomeço?”, “que lembranças ela me traz? Quero conviver com essas lembranças?” ou – a mais importante de todas, na minha opinião – “essa roupa traduz minha personalidade? Essa roupa revela quem, de fato, sou?”.

Para dar mais uma ajudinha na minha organização de começo de ano, me espelhei em pessoas que admiro. Lembram-se que inspiração é mais importante do que ter peças da moda, não?! Depois que defini meu estilo, corri na internet pra pesquisar aquelas mulheres que sempre estão lindamente produzidas. Não olhei muitas fotos de tapete vermelho mas preferi aquelas fotos do dia-a-dia das celebs (obrigada, Paparazzi!). Comecei então a  agrupar as mulheres que estivessem com um estilo mais parecido, peguei o grupo com mais representantes e comecei a destrinchar no Google Images para ver como realmente essas mulheres se vestem. Daí cheguei na Inés de La Fressange, uma modelo francesa, de 54 anos, magérrima, que é autora de um livro sobre o estilo de vida parisiense (o livro é uma graça, um tanto esnobe como toda parisiense – palavras da própria Inés – mas é recheado de fotos inspiradoras).

Inés é muito alta por isso usa e abusa das sapatilhas e das sandálias rasteirinhas. Ela gosta de chapéus. Gosta de blusas sequinhas, ajustadas ao corpo, e cintos. A partir do estilo de Inés, faço adaptações como trocar o jeans de corte reto pelo corte flare (mais aberto na barra) para equilibrar minha figura (tenho quadris arredondados e o corte reto acentuaria essas curvas desproporcionalmente). A partir dessas dicas, ficou fácil manter ou descartar do armário aquelas peças que não traduzem quem sou.

“Mas, Cíntia, você se inspira numa magra para se vestir?” Bem, parto do princípio de que bom gosto e elegância independem do número do manequim, mas só para satisfazer os que discordam dessa opinião, gosto muito de Queen Latifah e Otavia Spencer, que se vestem muito bem em eventos oficiais sem a pompa do tapete vermelho.  É bacana achar alguém para te inspirar, especialmente naqueles dias em que você não tem idéia alguma de como se produzir. Mas se o seu gaurda-roupa já é fiel a seu estilo e personalidade, as coisas ficarão mais fáceis pois qualquer peça que você escolher mostrará ao mundo quem você realmente é.

(Foto: Inés de La Fressange para Chanel, via Google Images)

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