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Meu bebê

Por Keka Demétrio

Tem dias que você acorda e mesmo antes de abrir os olhos já está se sentindo cansada. Eu particularmente me sinto péssima quando acordo desta maneira, e embora raríssimas vezes isto tenha acontecido, sei como é olhar no espelho e ver o desanimo escancarado em meus olhos. Ontem foi assim, acordei já com o coração aos pulos e mergulhei nas minhas lembranças em busca de algum motivo aparente que estivesse me levando a querer fechar os olhos e dormir ao menos mais umas 10 horas ininterruptas.  Acredite, achei vários.

Época de mudanças, muitas coisas acontecendo de uma só vez e a sofrida aqui tendo que aprender a segurar as pontas e desacelerar a vida para que tudo entre nos eixos. Aprendendo que sonhos são realizados quando priorizamos determinados aspectos. E é isto que tá acontecendo, estou tendo que me desvencilhar de um monte de coisa que adoro, saindo da minha zona de conforto e encarando mais um monte de responsabilidades que estão vindo juntas com o meu mais novo bebê. Não, eu não estou grávida.  Para isto teria que não ser operada, ter um parceiro fixo (sou avessa a tal produção independente) que quisesse ser papy, e transar sem camisinha, coisa que não faço. Não gente, transar eu transo, tô falando da camisinha. ahaha (uauuu, meus filhos agora vão saber que a mãe deles transa!) Meu novo bebê é um projeto fantástico, que tem sido sonhado, pensado, repensado, adiado, e agora tá tomando forma, corpo, e se depender de mim, um corpaço. rs. Não dá para falar muito dele por agora, mas posso adiantar que fará com que a gente fique  cada vez mais íntimos.

Lembra do lance lá no primeiro parágrafo sobre acordar e querer dormir de novo? Pois é. Quando estamos dispostos a realizar sonhos tem sempre alguma coisa que parece querer nos desanimar. E quando não temos ninguém para nos auxiliar, nos estender a mão, para compartilharmos o danado do sonho, para podermos confiar e trocar ideias sobre, e temos que resolver e decidir tudo sozinhas dá um cansaço danado. Então, às vezes eu quero dormir para poder desafogar um pouco o corpo e a mente da danada da ansiedade para, assim, equilibrar razão e emoção e enfim tomar as atitudes certas, por minha conta e risco. Ah, e não me venha dizer que homem só atrapalha que isso é conversa fiada. Desde que você saiba bem o seu valor e até onde ele complementa a sua felicidade, ter alguém pra chamar de seu faz um bem danado!

Bom, se não temos companheiro com quem possamos dividir planos, acabamos fazendo isto com pessoas que nem sempre vale à pena, porque tem sempre os frustrados de plantão pra dizer que não vai dar certo, que você é maluca, que vive em outro planeta. Nestas horas, é bom a gente se calar para não darmos força a este tipo de coisa que emperra a vida. Neste silêncio, é preciso sintonizar com Deus e procurar ouvir o que ele tem a nos dizer, porque também vai ter sempre um monte de gente do bem usada por Ele pra te incentivar a levantar da cama com muito ânimo e com um brilho extremamente forte, que é pra afastar de você quem vive na escuridão e não suporta ver quem tem coragem, fé e determinação para realizar projetos pessoais.

Uma das coisas que mais admiro em mim é essa certeza que possuo de que a minha alegria sempre vai voltar a reinar. É que nem sempre é fácil, nem sempre o caminho é tranqüilo, principalmente se suas decisões irão afetar pessoas amadas e queridas. Mas sabe, não gosto do pensamento de que para chegar ao sucesso é preciso sofrer, acho que pensar assim acaba colocando um peso extra de negatividade no processo, prefiro pensar que no meio do caminho irá surgir uma pedra aqui, outra lá, outra acolá, que poderão me arrancar algumas lágrimas, mas que jamais machucarão os meus pés de tal maneira que eu não consiga chegar aonde eu determinei.

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Que bebê lindo!

Por Keka Demétrio

Além do nome, uma das primeiras coisas que perguntamos quando sabemos do nascimento de um bebê é com qual peso e altura ele veio ao mundo. Se for menos de 3 quilos todo mundo acha que nasceu pequeno e fraquinho, mas acima disso é um bebê grande e forte.

Ahh, não tem coisa mais linda do que aqueles bebês bochechudos, cheinhos de dobrinhas nas pernas e que enche nossos braços e todo mundo para pra ver, quer pegar, brincar, mas se é um bebê franzininho, coitadinho, todo mundo pensa que é doentinho, e até o olhar direcionado a ele é de pena.

O tempo vai passando e as opiniões começam a mudar. E é tão estranho isso tudo, porque é muito automático, as pessoas estão tão habituadas a enxergar saúde em bebês rechonchudos e doença em adultos gordos, que ao menor indício de acumulo de gordura já começam as cobranças. De bebê capa de revista a criança passa a sofrer discriminação das próprias pessoas do seu convívio, principalmente das outras crianças, mas não só delas, outro dia ouvi uma moça de 17 anos perguntando para a priminha que não tem mais do que 2 aninhos: o que você quer, gorda?

Crianças obesas crescem cercadas de apelidos que esmagam a auto estima. Ser chamado de elefante, orca, hipopótamo, pudim de banha, bolo fofo, bujão, rolha de poço, bolota, pançudo, bucho, saco de banha é humilhante e cruel, porque geralmente essas crianças vão crescer com aversão de si mesmas.

Criança que cresce sem autoestima, sem ser valorizada, é séria candidata a ser um adulto sem coragem de olhar para o próprio corpo e para dentro de si mesma, passando a se submeter às vontades e visão dos outros como forma de agradar e se sentir amado, deturpando o real sentido do que realmente vale a pena na vida.

 

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