Arquivo da tag: compras

Lições para quem tem muito estilo e pouca grana

Por Cíntia Rojo

“Dinheiro eu tenho, só me falta-me o glamour”

Lady Katy (Zorra Total)

“(…) vidas falsas e vazias não são preenchidas por armários lotados, e sim por pés fincados no chão (…)”

“Você não é menos incrível porque não tem um sapato da Prada. Nem menos interessante porque não tem grana para comprar um esmalte da Chanel.”

(Mariana Inbar, para o site Petiscos)


cintia rojo 1

Li recentemente que uma ex-blogueira de moda se afundou em dívidas de US$ 35 mil na ânsia de acompanhar as tendências. Ela não é plus size (nem brasileira ela é), mas fiquei pensando em mim e em vocês; em nós, mulheres comuns, que trabalhamos duro, temos nosso precioso dinheiro e muito, mas muito bom gosto. Nunca foi tão fácil comprar roupas acima do 44 em grandes cidades como Rio ou São Paulo. Fora desse eixo é relativamente mais fácil encontrar roupas em tamanhos cada vez maiores nas lojas on line que entregam em todas as regiões do país.

 Eu já me vi ensandecida diante de tantas ofertas de roupas do meu tamanho (um generoso 48) e muitas vezes cedi ao canto da sereia dos cartões de crédito e dos intermináveis parcelamentos. Um belo dia, porém, ao sair do provador com um daqueles-vestido-must-have, uma amiga perguntou: “é bonito, caiu bem… mas você realmente acha que esse vestido é a sua cara?” E o click aconteceu na minha cabeça! Adoro fazer compras mas aprendi a fazer algumas análises antes de sair de casa que ajudam a nortear meu passeio pelo shopping e a pensar mil vezes antes de usar meu cartão de crédito:

1) Faço as seguintes perguntas para mim mesma:

– Que tipo de roupa me é confortável?

– Que tipo de roupa eu acho bonita?

– Que marcas me oferecem roupas condizentes com minha personalidade a preços justos?

Para me deixar ainda mais feliz, descobri que meu estilo é bem simples, urbano e prático. Não preciso das últimas tendências para estar bem e vestida do meu próprio jeito. Os blogs me ajudaram bastante – especialmente o Mulherão, que me ensinou a entender o que valorizar no meu biotipo. Vira e mexe eu vou nos posts antigos do blog pra tirar alguma dúvida ou buscar inspiração de moda. Às vezes, o que você precisa é de inspiração, de uma idéia, e não de (mais) uma peça nova no guarda-roupa.

2) Passei a olhar, periodicamente, minhas peças antigas. Sim, a moda vem e vai, e é possível que alguma coisa velha, no fundo do seu armário, esteja de novo em alta. Isso ajuda – bastante! – a repaginar qualquer visual. Antes de comprar, então, eu vejo no armário se não tenho uma peça equivalente.

3) Pego roupas emprestadas. É muita satisfação saber que sua mãe tem um vestido “pretinho básico” que fica uma graça em você #BaseadoEmFatosReais. Também sou solidária e empresto roupas.

4) Me pergunto se eu realmente preciso daquela roupa. Eu não caio mais naquelas perguntinhas “eu vou ficar mais feliz se comprar essa roupa?” porque só se eu fosse muito, muito ingênua, eu diria que sim. Ninguém é mais feliz por que comprou algo!

5) Se eu cheguei à conclusão que preciso ou quero, quero e ponto. (Acontece!) comprar algo, eu procuro uma peça equivalente e faço uma doação. (Só não vale pra situações tipo… calça furada! Roupa para doação tem que ser roupa boa, ok?!)

E depois de ter dito tudo isso, realmente creio que mesmo se eu fosse rica (e não rycah), eu continuaria agindo dessa forma. Porque tem coisas que o dinheiro não compra; felicidade e bom senso, por exemplo. Ah, e glamour também não… sorry, Lady Katy

9 Comentários

Arquivado em comportamento, Moda e estilo

Doce e maldito sussurro no ouvido

Por Eduardo Soares

Até quanto você pode pagar? Débito ou crédito? Vai parcelar em quantas vezes? Pagamento em dinheiro ou cartão? Quanto custa com desconto? Se eu levar duas terei brinde?

Dia desses estava almoçando num shopping quando parei para ouvir um bate papo em tom de lamento entre duas senhoras: atualmente a criança mal sai do berçário e meses depois está lanchando aqui! Agi assim e hoje minha filha mais velha repete o ato com meu neto. Esse ambiente (dizia a senhora enquanto circulava a mão fechada com o dedo indicador apontado para cima) vicia. No fundo, acho que deixei minhas duas filhas mal acostumadas desde cedo, até porque alternava passeios nos parques com as idas frequentes aos shoppings. Com o tempo, criei duas consumidoras compulsivas. 

Parei de comer para analisar o desabafo daquela senhora. No fundo, a teoria fazia sentido. Sou um exemplo dessa questão de “ficar mal acostumado desde cedo”, afinal se tenho o cinema como um dos passatempos favoritos agradeço a minha coroa que encarava horas nas filas para assistir comigo a todos os filmes dos Trapalhões na década de 80. Fora as comédias com Eddie Murphy , Bud Spencer e Terence Hill ou as películas de ação que até hoje ela curte (e eu sempre ia no embalo).

De volta ao tema, encher a barriga ou o guarda roupas. Você escolhe. Quantas vezes comemos algo sem a menor fome? Fazemos isso simplesmente porque a torta é bonita (afinal, come-se com os olhos também). Impossível resistir ao pecado da gula? E aquela calça jeans (cuja etiqueta famosa a faz custar os olhos, retina, pupila e íris da cara) “pendurada” à sua frente, entre um manequim obviamente bem vestido (com a tal calça, claro) e outro não menos “fashion” que faz sua imaginação criar cenas maravilhosas e declarações do tipo: essa calça ficaria muito bem em mim! Ainda mais naquela festa que vai rolar no fim de semana! Cinco minutos depois você sai da loja com bolsas e a consciência devidamente pesadas.

Seu celular tem oito meses de uso. Os amigos desfilam com modelos tipo androide, symbian, siberiano, ciborgue, scambaulóide da vida. Sem motivo aparente (ou justificável) você começa a enjoar da cara do aparelho (comprado no Natal passado). Ah, deixa quieto, isso é bobeira – seu pensamento prefere aparecer para mostrar que a coerência seria mais forte que a inveja. No dia seguinte ao abrir sua caixa de mensagens, surgem aqueles e-mails com promoções “irrecusáveis” de compras coletivas cujo anúncio abusa na tentação: celular que tira foto em 3D, toca música extraterrestre, filma no formato raio X, frita ovo, faz suco, sugere posição do novo kama sutra, tem GPS (e ainda faz ligações) e tecnologia 8G por apenas R$ 1.299,99 ou em 10 suaves parcelas de 145,00! Danem-se os juros, promoção assim é imperdível! Click. Confirma. E é assim com a camisa, relógio, pulseira, bermuda, vestido…chega o dia 15 e a fatura do cartão de crédito vem rasgando sua carne para depois colocar sal na ferida: 800, 900 ,1.000 reais só com peripécias não planejadas como a compra do celular faz-tudo. Se você for solteira, a facada dói menos…

Juro, nunca entendi a fixação feminina por bolsas e sapatos. Parecem objetos de veneração hipnótica, do tipo “quanto mais se compra, mais poder a mulher possui”. É como se uma nova bolsa modelasse um novo chacra, sei lá. O despertar para realidade (quando) acontece vem de forma alarmante: você se dá conta que a quantidade de bolsas entocadas no armário é tamanha que o espaço restante não cabe uma calcinha sequer. Aí vem outro momento crítico: é preciso separar as peças que serão eliminadas. Nessas horas, tem gente que chora e tudo, como se estivesse dando adeus a um parente. Quantas vezes você usou aquela linda camisa comprada no impulso? Cá pra nós, sua grife favorita oferece (além do preço salgado) produtos de qualidade ou você compra apenas por causa da aparência? Por falar nisso, lembrei daquele velho e ultrapassado slogan do refrigerante. Imagem não é nada, sede é tudo. Atualmente, para saciar sua sede de consumo, imagem é tudo.

Foi-se o tempo em que as marcas tratavam as crianças apenas como pequenos e inocentes seres amáveis. Hoje, qualquer produto destinado ao público infantil enxerga neles pequenos-grandes consumidores com potencial indócil. Para os adolescentes e adultos, os comerciais/outdoors/banners/anúncios são tentadores, audaciosos, passam a imagem (ou tentam convencer o espectador/leitor) do poder absoluto a qualquer custo: você pode comprar, você ficará na moda, você será bem visto, você será o diferencial na festa ou no trabalho, você será o centro das atenções por onde passar, você nasceu pra ser destaque, você não tem limites, você nasceu para impressionar. Numa boa, não serviria para ser vendedor. No primeiro indicio de descontrole, eu abordaria o consumidor com alguns questionamentos: o que bolso lhe permite ter? Até quando você pode pagar pelo consumo D-E-S-N-E-C-E-S-S-Á-R-I-O? Quanto vale seu impulso? Qual é o preço do seu controle? Qual é a importância da compra pra você? E quando a compra acontece em excesso, o ato mostra o que você é ou quem gostaria de ser (e não pode)?

Deve existir uma voz que ecoa na cabeça do consumidor compulsivo com várias frases de incentivo: não olhe para a carteira; gaste só um pouquinho do dinheirinho guardado na conta corrente (amanhã o pedido se repete); ignore as faturas atuais (e não quitadas); os juros são baixos; compre aquela casa maravilhosa; o carro tem três anos de uso, troque-o (vem o doce e maldito sussurro no ouvido: você vai se apertar, mas tem jeito pra tudo); compre a TV de 152 polegadas; ou aquele aparelho de som gigantesco; coma com os olhos, depois você começa a dieta (amanhã o pedido se repete); compre o celular do momento (aquele que você não precisará acessar 80% das funções), entupa o guarda roupas, vai que alguém compre aquelas peças (vem o doce e maldito sussurro no ouvido: você vai se apertar, mas tem jeito pra tudo)…

Ainda bem que arrependimento não mata.

Ainda.

10 Comentários

Arquivado em comportamento, Edu Soares, Para Refletir

Faltou tempo para as comprinhas? Faça tudo pela internet!

Por Renata Poskus Vaz

As festas de fim de ano estão aí, mas nem sempre temos a tão exigida paciência para esperar nas lojas para sermos atendidas, provar roupas e enfrentar filas para pagar. Também há aquelas garotas que moram em regiões onde não existem lojas GG nas proximidades. Nesses casos, a solução são as lojas virtuais, com pagamento seguro e entrega garantida. Como se trata de lojas para gordinhas, não se esqueça de conferir quanto tempo a mercadoria leva para chegar e cheque a numeração. É bem simples. Você tira as suas medidas com fita métrica e envia por e-mail para as lojas perguntando qual a numeração ideal para você. Pronto! Agora é só comprar ou pedir para um “Papai Noel” te dar de presente.

Confira algumas lojas virtuais bacanérrimas:

Carlota

A Carlota acabou de lançar a sua loja virtual em dezembro e, para comemorar, não cobrará  frete  até o fim do mês.

Program

A coleção de verão da Program vem com muita cor e leveza. Mas apresse-se! Dia 24 a loja online dá uma paradinha e só volta depois de 4 de janeiro.

Forma Rara

O pessoal da Forma Rara resolveu tirar uns diazinhos de folga, mas a partir de 8 de janeiro você poderá comprar tudo pelo site.

GG Sexy Lingerie

Ah, agora não dá mais para reclamar que não encontra lingeries bonitas do seu tamanho, hein?!  Veja só algumas opções e confira mais na loja virtual da GG Sexy.

13 Comentários

Arquivado em Moda e estilo