Arquivo da tag: confiança

“Não é porque ele namora uma gorda, que vai ficar a fim de você”

Por Renata Poskus Vaz

E finalmente você começa a namorar um cara legal e muito gato. Um sujeito magro, forte, bonitão, pinta de galã da novela das oito, um perfil que provavelmente ninguém nunca fosse imaginar que um dia fosse se apaixonar por uma gordinha. Mas vocês se conheceram, se curtiram e começaram a namorar.

A  lista de amigos do cara no Facebook era vazia antes de se conhecerem. E, de repente, uma enxurrada de gordas passa a adicioná-lo. O pior é que são gordas com as quais você certamente já deve ter se cruzado nesse mundinho virtual, sem um mínimo de simpatia ou amizade entre vocês.

Do nada, elas se comportam como amigas de infância do seu gato. Curtem todas as fotos do bonitão. Todas. Deixam elogios exagerados, forçando uma intimidade que nunca existiu entre os dois.

Você já passou por isso?

Eu presencio essa situação todos os dias  com amigas desse mundo plus size. Num passe de mágica seus namorados viram objeto de cobiça alheia. E como eu mesma já passei por isso no passado,  passei a investigar o que leva mulheres a buscar incessantemente a atenção de homens comprometidos com mulheres, assim como elas, gordas.

Ilusão de que o cara tem tara por gordas

É uma ilusão pensar que há homens que namoram com bumbuns fartos, peitos gigantes e pernas grossas. Essas partes do corpo podem sim chamar a atenção de um cara a primeira vista, mas não são elas que o fazem ficar. E da mesma forma que há mulheres que preferem homens morenos, ou altos, ou mais velhos, podem sim existir homens que prefiram as gordinhas. Mas o que o faz namorar com uma é um conjunto de qualidades. Caso contrário, se fosse só por tesão, pele, não passaria de uma noite e nada mais.

O fato de um homem preferir namorar gordinhas, não faz dele um tarado adúltero, que trocará a namorada pela primeira gordinha safada oferecida que aparecer por aí. Embora gostemos de pregar que homens são todos iguais, todos safados, existe sim uma legião de caras que valorizam suas mulheres, que são fiéis.

Há outros que nunca gostaram de gordinhas e namoram uma pela primeira vez. E mesmo que terminem com a atual namorada, nada garante que se interessarão novamente por uma.

Gostar de competir e roubar o que é da outra para se sentir “menos pior”

Querer roubar namorado de outra não é um mal de gorda. É mal de mulher. E eu juro que mesmo com um espírito rancoroso, vingativo e amarguinho, não consigo acreditar que existam mulheres que se predispõe a isso. Tenho muito orgulho de dizer que jamais fiquei com ex-namorado de amiga minha, muito menos com ex de desafetos. Acredito em alma gêmea, mas nunca pensei que minha alma gêmea fosse o chinelo velho de alguém próximo.

Como diz minha irmã, em um mundo com 7 bilhões de pessoas, querer bem o bofe da amiga ou mesmo da inimiga  é um tremendo atraso intelectual, sentimental, de caráter e espiritual.

Eu demorei para perceber isso, que algumas mulheres próximas poderiam querer a todo custo o meu namorado. Mas na verdade, o que elas desejavam não era a pessoa maravilhosa que ele era, mas a relação que nós tínhamos. Elas não invejavam o fato de eu namorar ou o meu namorado como pessoa. Invejavam quem eu era quando estava com  ele. E isso não há como se copiar. O que faz um relacionamento são as duas pessoas. Ou seja,  ou você entra nesse triângulo amoroso (brincadeirinha!) ou esquece de vez, porque uma mesma pessoa se comportará de maneira diferente em outros relacionamentos.

Uma pessoa maravilhosa não te faz alguém melhor se você for alguém medíocre.

Toda relação tem um equilíbrio. É uma união e não uma compensação.

Achar que porque o cara não reclama, é porque está gostando

Homens são idiotas a ponto de não quererem criar inimizade com ninguém e negam até a morte que aquela garota que força uma intimidade está querendo alguma coisa a mais com ele. Ele sabe que não vai trair a namorada, que nenhuma biscate do mundo é capaz de separá-los, são racionais, talvez por isso não pensem que precisam excluir, bloquear ou destratar as penosas.

Nós já somos passionais, pensamos em mil e uma hipóteses sobre essas aproximações sem propósito. Pensamos no depois, no que estão pensando da gente, que vamos ficar com famas de corna, ou que há um plano maligno sendo tramado com o qual seremos surpreendidas no futuro.

Ou seja,  ele pode não reclamar por ser mesmo um banana. É claro que pode acontecer ao contrário, ele ser um grandiosíssimo filho da puta. Mas isso cabe a você sentir e descobrir.

Confiança é tudo!

É muito difícil se sentir confiante em uma situação dessas, mas façam o que eu digo, não façam o que eu faço! rsrsrs

Confiem em seus parceiros. Se o cara tiver que te trair, vai te trair. Seja com a gorda oferecida do facebook, ou com uma pessoa que você já mais viu em sua vida.

Isso não quer dizer que você precise se fazer de cega, surda e muda para mostrar que é uma mulher confiante. Chame o gato para conversar. Se ele se importar com você, vai evitar esse tipo de situação e conflito. Se ele continuar te ignorando, reveja se ele realmente se importa com seus sentimentos e se manter o relacionamento nessas condições vale a pena.

Com relação às destruidoras de lares e sentimentos alheios, se for sua amiga, corte-a. Amiga que é amiga entende os limites de qualquer amizade e não se insinua para seus namorados. Se for uma pessoa estranha, não gaste saliva.

Tenha certeza sempre que a coitada dessa história não é você. 🙂

Dica para aquelas que curtem o marido/namorado alheio

Gata, meu recado agora é para você. Não sou puritana, estou bem longe disso. Também não vou ficar vomitando aquelas histórias de que “Deus” está vendo etc. Também sei que o que vou dizer vai entrar pela sua orelha e sair pelo outro.

No entanto, no futuro, talvez você relembre das minhas palavras.

Pode parecer tentador roubar o namorado de alguém que você conhece. No fundo você tem aquela sensação de poder, se acha melhor em alguma coisa, com super poderes etc. Provavelmente você justificará a sua ação dizendo que: “se o cara gostasse dela de verdade, não daria bola para mim”. E até pode ter razão. Mas isso não quer dizer, também, que o gato vai te dar algum valor depois.

Se ele realmente te deu bola, quando estiver com você dará bola para outra. E aí a usadinha, corninha da vez, será você.

Conquistar e ser conquistada é muito bom! E fazer isso sem prejudicar ninguém, também.  É  bom viver uma história de amor em que a mocinha protagonista é você. Ninguém quer ser a vilã da sua própria história de amor.

Outra coisa importante a salientar é que pessoas infiéis ou que estejam envolvidas em uma história de infidelidade podem se prejudicar também em outras esferas sociais.  Todos os dias pessoas são despedidas por conta de interferências dessa natureza, que acabam refletindo em suas carreiras. Além disso, uma pessoa infiel no amor, ou que apoie uma traição, tem grandes chances de agir da mesma forma no trabalho, com familiares, amigos etc. Não só no amor.

Não se queime por pouca coisa. 😉

30 Comentários

Arquivado em comportamento, Relacionamento, Sexo

Conversa de pré-pai para quase filhas

Por Edu Soares

Hoje escrevo exclusivamente para nossas queridas leitoras adolescentes. Estou com 32 primaveras nas costas e começo a exercitar meu lado paternal (sem maldades) da melhor forma possível: proseando. Adoro debater, ouvir/ler opiniões distintas, conhecer os dois lados de um mesmo assunto. Exceto em raríssimos casos, unanimidade gera preguiça cerebral.

Acidentes de trânsito acontecem em sua maioria por dois motivos distintos:

Embriaguez – incrível como algumas pessoas teimam em beber e dirigir. Esquecem que álcool é combustível apenas para os veículos e não para seus condutores. Na verdade fico preocupado não com o motorista (caso este se prejudicasse sozinho, beleza) e sim com as pessoas que podem sofrer por causa da imprudência de um sujeito imbecil.

Excesso de confiança – para alguns, afundar o pedal direito e ouvir o motor roncando alto significa pilotagem profissional. Infelizmente estive envolvido indiretamente neste exemplo. E até hoje sofro por isso. Muita molecada bate com o carro por excesso de confiança. Fora isso, conheço gente que mal tirou a habilitação é já pensa em pilotar um carrão que vai de 0 a 100 em sete centésimos de segundo. Dizem que a mulherada é mais prudente do que nós, homens. Pode ser, mas imprudência independe de sexo, idade, nível de escolaridade ou classe social. Afinal de contas, ser atropelado por um Fusca verde ervilha 1969 ou um Mustang GT 500 gera a mesma fratura.

Bom, vamos pautar no segundo exemplo. Quantas vezes cometemos erros por excesso de confiança? Seu chefe (muitos adolescentes trabalham, pois eles influenciam no sustento da família e tenho certeza que alguns de vocês se enquadram neste perfil) pede aquele relatório que você sabe fazer num piscar de olhos e por isso, a tarefa fica para depois. Só que acontecem quinhentas coisas ao longo do dia e quando a ficha cai, começam as cobranças de todos os lados, criticas, pressão…

Sua inteligência é evidente. Sabendo disso, você dedica pouco tempo para fazer uma revisão naquela matéria complicada da faculdade. A prova está chegando mas sua atenção está voltada em mil e uma coisas, exceto na dedicação para a tal prova. Eis que chega o dia e…deu branco! Como pode? O que aconteceu? Você sabia de tudo!!

E quando o assunto é coração, a confiança pós-juvenil/pré-adulta ganha ares inatingíveis. Aquela pessoa que mexe com você resolve investir pra valer na ficação (ou namoro, quem sabe). Para conquistar alguém, fazemos de tudo. Ou melhor, falamos de tudo. Citamos, concordamos, acatamos, prometemos. Mas nem sempre a pessoa que faz juras cumpre com as promessas. Confiar desconfiando é a melhor solução? Não sei, mas confiar cegamente em tudo o que você lê/ouve certamente não é atitude mais sensata.

Mas não tem jeito, o maior sábio do mundo pode enchê-las de conselhos só que todo e qualquer assunto referente a sentimentos só é acatado quando nós passamos por atribulações. Lembra do exemplo “só aprende a andar de bicicleta quem cai”? Pois é, o mesmo ocorre com quase todos nós.

Bem, antes que as quedas forem hematomas cada vez maiores, pise no freio. Antes que o excesso de confiança ganhe ar de prepotência, seja mais humilde. Antes que o chefe assine sua rescisão, pense na sonhada promoção (não a do shopping e sim a profissional).  Confie nos outros, mas seja precavida. Confie em si. Não em excesso e sim na medida certa para que suas qualidades façam a diferença e não a descrença. E não esqueça: se for dirigir, não beba. Prefira a barrinha de chocolate. Diet, claro.


12 Comentários

Arquivado em comportamento

Pronto, falei!

Por Keka Demétrio

O sorriso fácil, a espontaneidade, a gargalhada solta, a fala fácil e a facilidade em conquistar novas amizades, para algumas pessoas, não são vistas como adjetivos de gente séria. Eu sei que muitos de vocês vão achar uma insanidade o que eu disse, mas acredite, tem gente que realmente pensa assim.  O que essas pessoas não sabem, é que  mesmo a capacidade de falar certas bobagens, é, to dizendo de sacanagenzinhas que são proferidas em meio a amigos, mas sem ofensa a quem quer que seja, pode dizer se uma pessoa é ou não é séria ou confiável.

Seriedade e confiança se medem de outra forma. Sério é aquele que se coloca no lugar do outro buscando entender as diferenças que existem entre si, e que mesmo percebendo que algumas nunca serão ultrapassadas, ainda assim continua respeitando-o e admirando-o sem cogitar a pretensão de querer mudá-lo. E confiança se mede quando você abre sua Caixa de Pandora a alguém, e esse alguém não te critica, não te rotula, e nem usa seus sonhos ou fragilidades contra você.

Extremamente divertida, alegre e brincalhona, o que poderia ser um problema no campo profissional sempre se tornou um ponto positivo, diferente do que acontece em minha vida pessoal, no caso minha vida sentimental, onde essa minha maneira de ser sempre foi um grande problema. Eu até entendo que não deve ser fácil ter ao lado uma mulher que banca a autosuficiente, já que ainda vivemos em uma sociedade machista, embora muita coisa tenha mudado. 

Esse meu jeito, certa vez, me levou a pensar seriamente em querer mudar, e confesso ir contra a própria essência não é tarefa nada fácil. Então, um belo dia, uma conhecida, mulher linda, poderosa e super bem sucedida, me disse q seu marido era meu fã nº 1, que ele me achava fantástica.  Claro, levei maior susto e fiquei parada olhando aquele mulherão e pensando cá com meus botões: Angélica, você tá ouvindo isso, você não tem que mudar nada, mulher!

Da mesma forma que respeito as pessoas com suas particularidades, também exijo que me respeitem. Não posso aceitar que me julguem mal pela forma carinhosa com que trato as pessoas, e pela atenção que dispenso a elas. Sei bem onde, quando e como fazer isso, aliás, jamais permiti que minha alegria e minhas palavras carregadas de humor desrespeitassem alguém. Sou intensa por natureza. Não sei dar bom dia a quem quer que seja sem um baita sorriso estampado, porque se não for assim será o mesmo que estar dizendo um oi seco e sem emoção, e eu sou movida a emoção. Amizades sempre fizeram parte da minha vida e prezo cada uma, mesmo nessa loucura do dia-a-dia, onde às vezes os afazeres nos tomam quase todo o tempo, sempre que posso quero estar em contato com essas pessoas que também me devotam tanto carinho.   Portanto, para gostar de mim, tem que saber que eu não vou me anular, como já fiz em uma época de minha vida, para ser coadjuvante da vida de ninguém, e que, definitivamente, não vou reduzir a nada o que eu tenho de melhor: minha capacidade de deixar alegria por onde passo.

Pronto, falei!

 

43 Comentários

Arquivado em comportamento, Para Refletir, Relacionamento