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Estou apaix….por você

Por Eduardo Soares

Raramente proseamos a respeito de algo que obrigatoriamente antecede o amor: a paixão. Tem gente que menospreza o assunto, outros supervalorizam, mas inegavelmente nosso amigo coadjuvante também é figura presente em nossas vidas. O curioso é que a associação “paixão” + “masculina” não é tão comum assim. Afinal, essa comunhão de palavras/sentimentos existe na vida real?

Sim, nós, barbados, marmanjos, seres aparentemente desprovidos de sentimentos também alimentamos vários tipos de paixões: tem sujeito apaixonado por Ferrari; outros pelo time do coração; uns por esportes radicais; alguns por bandas; tem até marmanjo apaixonado por desenhos animados. Convenhamos que tais apreços existem em ambos os sexos e por isso vamos dispensar tais “paixões secundárias” para focarmos no inexplicável. Dá para entender porque raios o cara tem medo de assumir que está apaixonado?

A incerteza soa como refúgio sentimental. Fora isso, tem a turma defensora do tal advento da dúvida. Ou seja, defensores e argumentos não faltam. Entretanto, falta eficiência suficiente para manter tais teorias como itens fundamentais em qualquer tipo de relacionamento.  Ora essa, que garantia a mulher tem de que não será sacaneada quando está apaixonada? Nenhuma! E mesmo assim ela dá à cara a tapa para ver em que aquilo vai dar. Nós da ala masculina fazemos isso? Raramente. Motivo: m-e-d-o.

Homem tem mania de superioridade e isso vem desde a época primitiva. Deixar transparecer qualquer tipo de sensação boa vinda do coração nunca foi nosso forte. “Ela que demonstre/chore/declare/sofra”, pensam alguns. Lembrei de trechos de uma canção do Frejat: “Homem não chora nem por dor, nem por amor/E antes que eu esqueça/Nunca me passou pela cabeça lhe pedir perdão(…)Meu rosto vermelho molhado/É só dos olhos pra fora/Todo mundo sabe que homem não chora(…)Homem não chora por ter/Nem por perder… ”  

Raros são os casos onde o sujeito é/está desprovido de tal medo. Para isso, é necessário ter uma autoconfiança satisfatória. Imagine se todo mundo tivesse medo de receber um “não”, quem iria arriscar? Melhor, pra quê correr tal risco? Seríamos reféns dos nossos medos, prisioneiros das possíveis respostas contrárias àquelas que gostaríamos de ouvir.

Mas estamos analisando apenas um lado da moeda. Tenho uma amiga que costuma tocar na ferida quando o assunto envolve questões sentimentais. Ela consegue localizar causa e conseqüência com facilidade impressionante. Qual é a causa em questão? Palavras dela – A verdade é que hoje os homens têm medo dessas mulheres que não querem nada com a hora do Brasil. Enquanto algumas buscam apenas curtição, certos homens procuram compromisso com o intuito básico: achar uma pessoa bacana pra formar uma vida juntos. Esse papo de que todo homem é safado não está tão atual, pois determinadas  mulheres também não ficam atrás…às vezes elas são piores.   E qual é a conseqüência disso? O medo trocou de sexo. Hoje, ele também está na cabeça dos homens, coisa inimaginável num passado não muito distante. Além disso, vocês levam vantagem no assunto “amor próprio pós pé na bunda”. Afinal, a mulher sofre por curta temporada. Chora, desacredita, canaliza o pensamento no canalha mas depois passa. Nada como alguns encontros divertidos com aquelas amigas sempre dispostas a ajudarem a dona do pé na fossa. O homem acumula o sofrimento e usa o silêncio para manter a pose. Sofremos calados. Orgulho puro que leva ao alcoolismo, depressão e atitudes inconseqüentes (agressões físicas ou crimes passionais estão inclusas nesses atos impulsivos).

Mulher tem medo (de sofrer, arriscar, se apaixonar) mas mete o peito no vento e paga pra ver. Homem tem medo e se retrai, mete a cara na janela para tentar ver aquilo que nem sempre está no alcance visual. Logo nós, historicamente corajosos, guerreiros, desbravadores, audaciosos, ousados, valentes. Enfrentamos centenas em guerras épicas mas tememos expor nossos sentimentos para a mulher amada, como se isso fosse exposição de uma fraqueza.

Homem tem medo de perder o controle. Optamos por deixar a companheira dormir cheia de dúvidas, negamos a ela o doce som da verdade. Preferimos alimentar o machismo burro (como é o feminismo ou qualquer tipo de radicalismo) do que alimentar a harmonia do casal. Deve ser mais prazeroso para alguns falar “te odeio”, “você não é nada pra mim”, “quem manda sou eu”, “cale sua boca”ou “fica na sua” na hora da briga do que soltar um “estou apaixonado por você” no momento de carinho. Declaração essa sem neuras, receios e complexos. Declaração portadora de sentimentos verbalizados.

Sem a melosidade excessiva de quem erra a mão na forma de demonstrar sentimento (e isso independe de sexo), precisamos (ala masculina) soltar/dizer aquilo que está preso injustificadamente.  Ou você prefere “abrir o coração” quando for tarde demais? Saiba que, por mais sincero que venha a ser, tal declaração tardia soa como canalhice. Ou covardia.

Estou para conhecer idosos solitários e felizes. Conheço sim, vários idosos ranzinzas e (na maioria dos casos) solitários.  Tem gente deixou escapar várias pessoas ao longo da vida devido ao silêncio. Vai ver eles preferem levar para o caixão várias declarações não ditas e que ficaram perdidas no tempo e nos corações daqueles que pediram mas nunca as tiveram.

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Declaração de amor

por Keka Demétrio

Amo seu jeito de sorrir, a forma como mexe nos cabelos e quando me olha de verdade desnudando tudo o que existe dentro de mim. Eu sei que você às vezes tem medo de me conhecer a fundo, mas sinto que aos poucos isso vai se dissipando e nossa relação fica cada dia mais forte e profunda.

Sabe, eu já me irritei com você algumas vezes, algumas não, várias vezes. É que esse seu jeito de querer abraçar o mundo fazia com que me deixasse de lado, e assim eu me via perdida, porque a sensação era de abandono, como se todo mundo fosse mais importante do que eu. Então, me resignava a ficar calada no meu canto, percebendo crescer dentro de mim sentimentos que me afastavam da minha própria vida.

É, você por diversas vezes fez meu coração doer tanto que eu chegava a colocar a mão no peito, num movimento involuntário, como se esse gesto fosse acalmá-lo. Lembro-me que nesses momentos  levantava os olhos aos céus e pedia ajuda, porque quando nos sentimos assim, o colo de Deus é o melhor refúgio. Até isso eu agradeço a você, porque diante da sua descrença em mim, a fé de que nunca estou sozinha e de que o alto nunca me desampara está sendo fortalecida cada dia mais.

Olha, eu não te culpo totalmente porque se deixava levar pela opinião dos outros, eu sei que não é fácil ir contra o que a maioria pensa usando um discurso que levaria as pessoas a zombar de você.  Mas ao agir assim, você que se imaginava dentro de um grupo, se afastava da única pessoa que realmente esteve ao seu lado te ajudando a escrever sua história.

Mas eu nunca desisti de você. Sempre tive a certeza de que a qualquer momento seus olhos iriam perceber em mim muito mais do que fartas curvas. Eu só precisava esperar que o tempo te mostrasse que além de mim, nada e nem ninguém, iria te completar como eu.

Hoje me sinto feliz. Tenho em mim mais uma certeza, a de que você aprendeu a me amar, não exatamente como sou, mas como estou, porque nesse mundo em que vivemos, estar já é uma condição bem favorável para trabalharmos nossos defeitos. Por isso não me arrependo de nada que fiz por você, e todas as vezes em que te vi chorar por outras pessoas eu só pensava que um dia você voltaria a olhar para mim e ao meu lado descobriria novamente o caminho para voltar a sorrir.

Você agora me olha com ternura, admiração e afeto, e tornou-se minha melhor parte, aquela que faz com que eu me sinta viva, e por isso merecedora que eu te ame cada vez mais. E dizer o quanto me amo é agradecer a vida por eu existir.

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Especial Dia dos Namorados

Um mulherão em minha vida…

Confira a história de amor de Márcio e Agatha Godói, uma das mais requisitadas modelos Plus Size paranaenses

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 “Márcio Roberto Henrique de Oliveira”, é assim, pelo nome completo, que a modelo plus size paranaense Agatha Godói chama o esposo quando está brava. E ele adora!

Quando a conheceu, Márcio teve certeza que aquela era a mulher da sua vida. “Essa morena é o meu sonho de consumo. Para a Agatha eu quero dar casa, comida, roupa lavada, pago contas e cuidarei dela para sempre” – disse brincando com os amigos. E não é que a promessa se concretizou? Segundo Márcio, Agatha mudou sua vida para sempre. Antes dela, embora tivesse trabalho, família e amigos, sentia que faltava alguma coisa.

Quanto à profissão da esposa, Márcio diz que sente um misto de orgulho com uma ponta de ciúmes. “Na página dela do orkut tem visitas de uns caras que a gente nunca viu na vida, não gosto muito disso, mas tenho o maior orgulho em mostrar as revistas em que ela saiu, os trabalhos que ela fez”, acrescenta. E ele não pára por aí.  “Casei-me com a mulher mais linda do mundo. Ela ser modelo é uma conseqüência disso”, derrete-se.,

Márcio afirma que não é do fã clube das magrelas e, como fã de carteirinha da esposa, diz que ela bate todas as “mulheres frutas” conhecidas por suas coxas torneadas, bumbuns avantajados e formas voluptuosas. “Amo minha mulher e meus filhos, digo que são presentes que Deus me deu e sou a pessoa mais feliz do mundo com eles”, conclui.

 Conheça a eterna namorada de Márcio Henrique, a modelo paranaense Agatha Godói, 29 anos

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Mulherão: Como iniciou a sua carreira de modelo?

 Agatha: Foi por acaso, quando fui levar minha filha para fazer um teste em uma agência. Um dos produtores ficou me olhando e, para minha surpresa, ele veio falar comigo.  Ele me explicou sobre o trabalho de modelos plus size. Até então eu só conhecia o site Criatura GG que, aliás, desde que surgiu eu sou fã.

 

Mulherão: Sempre foi gordinha?

Agatha: Não. Eu era o tipo “violão”, mas engordei na minha primeira gravidez.

 Mulherão: O que acha mais bonito em seu corpo?

Agatha: Tudo! Fico um pouco constrangida com o tamanho do meu quadril, mas meu marido adora, ,então está tudo certo!

Mulherão: O que você tem que uma magrinha não tem?

Agatha: Essa perguntei para o maridao ele respondeu: “excesso de gostosura”.
 
Mulherão: Quais trabalhos já realizou como modelo?

Agatha: Marca Jjeitosa de Cianorte, campanha para Malwee que saiu nas revistas da abril, como Manequim e Contigo, marca Eveiza de Fortaleza. Foi maravilhoso!
 
Mulherão: O que ainda falta fazer na sua carreira?

Agatha: Nossa, tem muitas coisas! Estou começando agora e espero que esse mercado cresça mais e que os empresários do meio valorizem mais a mulher brasileira. Não somos feitas só de ossos e sim de muita gostosura.
 
Mulherão: Que dica daria para as leitoras do Mulherão se sentirem melhor consigo mesmas?

Agatha: Amem-se acima de qualquer coisa. Só não de Deus, é claro. Tudo fica mais colorido, mais feliz. Claro que terão seus dias de patinho feio, mas isso é normal. Aposto que ate minha amiga Gisele (Bündchen) tem seus dias ruins.

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