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Fácil não é, mas e daí?

Por Keka Demétrio

Por um tempo, quando não possuía autoestima alguma, pensava que tinha vergonha até de ser feliz. Me lembro que quando estava em estado de graça sempre procurava um lugar escondido pra poder ‘gritar’ a minha felicidade. Hoje, depois de tanto tempo, percebo que não era vergonha, mas que não me achava merecedora de nada que fosse bom, que me fizesse sorrir e ser feliz. Era uma péssima administradora de minha própria vida.

Os erros cometidos eram alardeados, como se o fato de eu contar para as pessoas me redimisse da culpa de os ter cometido. Ao invés de ‘comunicar’ meus pontos fortes, eu propagava minhas fraquezas, como se estivesse gritando: Olha só, eu errei, portanto continuo sendo um nada e vocês podem me manter por perto porque não ofereço ‘perigo’ a ninguém. O mais triste era que estava cheinho de gente adorando me ajudar a ser pequena para poder se sentir grande perto de mim, e eu nem percebia.

Hoje é diferente, sei exatamente o meu tamanho. E não estou falando dos meus 1,75cm de altura e meus 1,32cm de quadril, estou falando de como transformei a minha imagem para mim mesma e de como isto tem afetado positivamente todos os aspectos de minha vida. O respeito desenvolvido e alimentado, a busca pelo autoconhecimento e a forma como tenho entendido, aceitado e procurado melhorar meus pontos fracos tem me tornado muito maior do eu jamais poderia imaginar ser.

Tenho um longo caminho pela frente e nestas horas me pego pensando no tal ‘tempo’ que já desperdicei, jogando no lixo como produto inútil. Lembro-me de como era e me vem a mente um monte de mulheres que estão exatamente como eu fui, e confesso que isto me enche de tristeza. Tenho vontade de pedir pelo amor de Deus que acordem para a vida. Que parem de pensar que não vai dar certo se sequer tentou. Que passem a pensar grande porque o universo é infinito e ele trabalha a favor de quem se iguala a ele. Que ao invés de pensar nos percalços sintonize com os resultados que deseja. Época de mudanças, movimentações. Tudo que é estagnado só se modifica porque acumula pó, lodo e sujeira. Tudo que se movimenta cria vida, distribui e recebe energia.

Movimentei minha vida. Mais que isto, dei vida às minhas emoções, sensações e sentimentos. Descobri que sou capacitada a desenvolver minha felicidade. Sim, porque felicidade não cai do céu, mas depende de nossas atitudes para conosco. Sou merecedora de cada sorriso que dou e recebo e de tudo o que a vida tem me proporcionado, e olha que Deus tem me falado que é só o começo e dou Glória a Ele sempre por isto.

Não fico pensando se até agora foi difícil ou se ainda vou ter que chorar algumas vezes, prefiro concentrar-me e focar no tão sonhado resultado, no que o objetivo alcançado vai me proporcionar. É concentrar a energia no que realmente vale à pena e necessita e transformá-la em benefício próprio. É aprender a não ter medo de ser feliz e administrar a maior de todas as empresas, nossa própria vida.

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