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Espaço da leitora: “Eu já fui magra” – Cris Miranda

“Sim, eu já fui MAGRA!

No auge dos meus 16 anos, eu era uma bela morena, um corpão, cabelos cacheados, traços marcantes que chamavam atenção por onde eu passava. 

Sempre tive problemas com a balança, quando criança era a gordinha da turma, desde cedo me sentia pressionada pela família, amigos, colegas, a emagrecer, por morar no Rio de Janeiro, uma cidade praiana, a tal “cultura carioca” que dita que precisamos ser bronzeadas e saradas, me sufocava,  e eu sentia a necessidade de me enquadrar naqueles padrões tolos.

E por um tempo, até consegui. Virei escrava do sol, fui me “torrando” aos poucos, mas nunca era suficiente, eu sempre queria mais, fazia dietas radicais, vivia complexada, me enxergava GORDA! Sim, rs! Pode parecer loucura, mas a pressão era tanta, que eu com este corpo MAGRO usava maiô quando ia a praia, achava que estava muito gorda para usar um bikini, não demorou muito para eu desenvolver um quadro de bulimia, e eu ainda achava o máximo, dava a dica para outras amigas da receita “milagrosa” para emagrecer, me inferiorizava diante dos meninos, vivia insegura,  me sentia horrível diante de meninas que pra mim eram lindas e perfeitas, 

Por muito tempo eu vivi uma ilusão, a promessa do corpo perfeito e bronzeado. Agradei várias pessoas e mal sabiam o quanto eu me sentia triste e infeliz. Quantas loucuras eu fiz para estar neste padrão que insiste em ditar o que é certo ou errado, o que pode ou não pode, o que é feio ou bonito.

Hoje eu sou GORDA, mas não como naquela época, digo gorda de verdade, porque pra mim não existe gordinha, existe GORDA e isso eu assumo que sou! Assumi minha pele branca, não adianta, sou branquela mesmo, com muito orgulho! Detesto sol, odeio ficar me torrando em busca da marquinha perfeita, e quer saber? Sou MUITO MAIS FELIZ assim! 

Aprendi, que não preciso me adaptar aos padrões e conceitos da sociedade para ser feliz. Se eu decidir emagrecer, será por mim, pelo meu bem estar e não pela sociedade. Não temos que nos enquadrar há nenhum tipo de padrões, regras, temos que nos AMAR acima de tudo, e qualquer coisa que quisermos fazer, que seja feito por NÓS e não por quem julga ser certo ou errado. E como estou hoje? Sou muito mais FELIZ, mais SEGURA, e melhor… Me vejo e me sinto muito mais BONITA e muito mais MULHER!”

 

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