Arquivo da tag: família

Ensaios fotográficos gratuitos para crianças especiais

Por SImone Fiúza

O projeto Borboleta Pequenina é uma iniciativa da Tatiane Moraes fotógrafa e mãe da pequena Ana (que eu morro de amores pelas fotos postadas no facebook), essa pequena nasceu em em 28 de agosto de 2012 é a inspiração do projeto.

1521248_935161443174337_6145530626039790928_n

“Além da novidade de ter uma criança, vieram todas as dúvidas e medos ao descobrir que ela tinha uma patologia não antes esperada. Foi um período muito difícil! Foi tudo muito sofrido até chegar ao seu diagnóstico. Mas com o tempo tudo se ajustou.” conta a mãe da pequena.

As fotos da Ana sempre fazem muito sucessso no facebook e veio dai a idéia da mãe proporcionar isso a outras crianças conversando com outros pais, que tinham vontade de fotografar os filhos, mas ao mesmo tempo tinham o receio de como isso seria feito, visto que os profissionais por mais experiência que tenham, não tinham experiência com crianças especiais.

O ensaio para crianças especiais é gratuito, os tratamentos geralmente são bem caros e ela achou uma forma de agradecer e também ajudar famílias como a dela.

“A rotina das famílias especiais é tão pesada, que um dia de descontração, com belos registros, fará diferença. Uma recordação pra toda vida! Minha filha mudou minha vida, e me trouxe tanto amor, que eu preciso dividir!” completa a fotógrafa.

Vou compartilhar com vocês algumas fotos e para maiores informações clique aqui -> Projeto Borboleta Pequenina   

10155928_568862276584357_8198596124247947161_n

Bruninha e sua mãe Giselle a espera da irmã Ana Júlia, muito amor!!

10919007_571492436321341_6829827299373341382_n

Essa é a Alana e sua mãezinha Carol, como não se apaixonar por esse sorisso?10933710_566433383493913_5067242768085846181_n 10891568_566433400160578_6613124289901411120_n

Esse é o Rafael, muito inteligente e adora política!

10953949_575316932605558_6315911409116394110_n 10298955_575317045938880_6740330687608887379_n

E pra fechar esse é o pequeno Léo, como não amar a pureza das crianças?

10424327_559975550806363_4312786552521435451_n 10885584_559975774139674_7965425018222449050_n 1908483_559975984139653_4318903860355825864_n

Bjokas

Se você quiser ajudar, indicar, parabenizar entrem em contato com a Tati Moraes ou pelo e-mail projetoborboletapequenina@gmail.com

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Homenagem Dia dos Namorados: Tiago para Aline Zattar

aline zattar 2
Por Renata Poskus Vaz
E agora é a vez do marido da linda Miss Brasil 2013 Aline Zattar, homenagear a sua esposa. Uma prova de que os ogros também amam:
aline zattar 1
“Quem diria que você anotando seu número no meu telefone, há 8 anos, nos traria até aqui.  Muitos momentos passamos: alegria, raiva, medo, choro, porém posso dizer que foram momentos muito bons desde quando eu comecei a te amar.
Tivemos os nossos filhos que foram os melhores presentes de Deus. E agradeço a Ele por vivermos juntos até hoje e até mesmo por termos nos conhecido. Só nós sabemos pelo que passamos e lhe agradeço pelo seu amor, compreensão nos meus momentos de estresse e por me amar, mesmo sendo tão ogro. Essa é a minha maneira de te amar, de ser feliz, de te fazer feliz e lutar para fazer a nossa família feliz.
Te amo minha Pepa Pig, Estegossaura, espero ser infinitamente feliz ao seu lado (desde que sem tpm, é claro!!!) Milhões de beijos apaixonados,
Tiago”
aline zattar 3

 

2 Comentários

Arquivado em Relacionamento

Shoestock homenageia o Dia das Crianças com atividades em suas lojas

Por Renata Poskus Vaz

Na semana das Crianças, de 12 a 15 de outubro, a Shoestock homenageia os pequenos com uma série de atividades, conduzidas pela turma do Magia e Cia. Oficina de Cupcakes, Brincadeiras de Platéia e Escultura de Balões,  estarão disponíveis, das 10h às 20h. Você renova a sua sapateira enquanto seus filhotes se divertem. Não é o máximo?!

Veja a programação e leve as crianças para se divertir.

12/10 

Loja Vila Guilherme: Oficina de Cupcakes, Brincadeiras de Platéia e Esculturas de Balões

Loja Moema – Brincadeiras de Platéia e Esculturas de Balões

Loja Vila Olímpia: Brincadeiras de Platéia e Esculturas de Balões

 13/10

Loja Moema: Oficina de Cupcakes, Brincadeiras de Platéia e Esculturas de Balões

 14 e 15/10

Loja Vila Olímpia: Oficina de Cupcakes, Brincadeiras de Platéia e Esculturas de Balões

Lojas Shoestock:

Moema
Av. Bem-Te-Vi, 221
(11) 5044.4513  

Loja Vila Olímpia
Av. Dr. Cardoso de Melo, 1200
(11) 3045.1200

Loja Vila Guilherme
Av Otto Baumgart, 800
(11) 4096.5900

 

Deixe um comentário

Arquivado em Moda e estilo, Mulherão Indica, O que rola por aí

Que bebê lindo!

Por Keka Demétrio

Além do nome, uma das primeiras coisas que perguntamos quando sabemos do nascimento de um bebê é com qual peso e altura ele veio ao mundo. Se for menos de 3 quilos todo mundo acha que nasceu pequeno e fraquinho, mas acima disso é um bebê grande e forte.

Ahh, não tem coisa mais linda do que aqueles bebês bochechudos, cheinhos de dobrinhas nas pernas e que enche nossos braços e todo mundo para pra ver, quer pegar, brincar, mas se é um bebê franzininho, coitadinho, todo mundo pensa que é doentinho, e até o olhar direcionado a ele é de pena.

O tempo vai passando e as opiniões começam a mudar. E é tão estranho isso tudo, porque é muito automático, as pessoas estão tão habituadas a enxergar saúde em bebês rechonchudos e doença em adultos gordos, que ao menor indício de acumulo de gordura já começam as cobranças. De bebê capa de revista a criança passa a sofrer discriminação das próprias pessoas do seu convívio, principalmente das outras crianças, mas não só delas, outro dia ouvi uma moça de 17 anos perguntando para a priminha que não tem mais do que 2 aninhos: o que você quer, gorda?

Crianças obesas crescem cercadas de apelidos que esmagam a auto estima. Ser chamado de elefante, orca, hipopótamo, pudim de banha, bolo fofo, bujão, rolha de poço, bolota, pançudo, bucho, saco de banha é humilhante e cruel, porque geralmente essas crianças vão crescer com aversão de si mesmas.

Criança que cresce sem autoestima, sem ser valorizada, é séria candidata a ser um adulto sem coragem de olhar para o próprio corpo e para dentro de si mesma, passando a se submeter às vontades e visão dos outros como forma de agradar e se sentir amado, deturpando o real sentido do que realmente vale a pena na vida.

 

62 Comentários

Arquivado em comportamento, Para Refletir, Preconceito, Relacionamento

Tal pai, tal filho?

Por Keka Demétrio

O tamanho e as formas do corpo não medem o caráter de uma pessoa, mas sim as atitudes em relação à própria vida e o respeito que dispensa aos seus semelhantes. Preconceito sempre irá existir, de formas diversas, e é fato de que não serão totalmente extirpados, já que somos todos dotados, em menor ou maior grau, de sentimentos menos nobres.

Ninguém é obrigado a gostar, ou mesmo tolerar, em seu convívio, uma pessoa obesa, aliás, ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas isso não quer dizer que também possa desrespeitá-la da forma que for.

O ato desprezível intitulado “Rodeio das gordas” é a prova inconteste que devemos repensar com muita cautela a forma como estamos educando nossas crianças, e em quais alicerces e pilastras estão sendo erguidas a conduta moral e ética desses cidadãos que amanhã serão as molas propulsoras da nossa sociedade. A base familiar, sempre tão discutida, parece apresentar rachaduras, cujas infiltrações podem levar ao desmoronamento total.

O absurdo desrespeitoso a que fomos apresentados por estudantes da UNESP, deve abrir uma discussão profunda sobre quem é o culpado por atos assim: o jovem delinqüente, que de tão vazio de princípios e de qualquer tipo de respeito por si mesmo, e que sendo assim, se acha no direito de tratar seu semelhante como um animal, e precisa desesperadamente humilhar outro ser humano para se sentir minimamente alguém, ou se nós, pais, estamos amando tão pouco nossos filhos. Porque amar de verdade é impor limites, mostrar caminhos sem querer caminhar por eles, é ensinar que as quedas nos fortalecem e não os superproteger como bibelôs feitos de cristal. Criar um filho qualquer um cria, mas educar um filho só quem realmente ama o faz.

Se um filho meu estivesse envolvido em um ato dessa natureza, eu, como mãe, estaria com o sentimento de fracasso e decepção sangrando meu coração e corroendo minha alma. E não adianta pedir que Deus me livre de passar por uma situação dessas, porque Deus não irá se envolver nisso se meus filhos não tiverem dentro de casa o ensinamento dos princípios básicos do amor, do respeito, da dignidade, da honestidade e da ética.   

Toda essa conduta vergonhosa vem sendo noticiada pela mídia, portanto, momento oportuno para não mais nos calarmos, não mais baixarmos a cabeça e deixar o sentimento de inferioridade mais uma vez tomar conta. Ao exigirmos a continuidade do processo de apuração, e não aceitarmos qualquer tipo de punição, estaremos, quem sabe, impedindo que outras pessoas sejam transformadas em cachorrinhos encoleirados nos corredores de alguma outra universidade.

Mas, por obséquio, universidade não é lugar de gente inteligente???   

25 Comentários

Arquivado em comportamento, Para Refletir, Preconceito, Relacionamento

Nossos irmãos, nossos melhores amigos

Por Renata Poskus Vaz

Meu irmão Raphael, 26 anos, está há três meses fora do país, estudando inglês. Ele é chato, muito chato, parece até um velho ranzinza. Mas confesso que estou cheia de saudades daquele alemãozão de 1,90m, olhos azuis e com um mau-humor nato, que às vezes chega a ser cômico de tão caricato. Sou cristã, espírita e acredito que há um propósito todo especial por ter nascido nesta família. Meus pais não foram predestinados a serem meus pais por acaso. Da mesma forma que meus irmãos também têm uma missão a ser vivida junto comigo.

Fico pensando como posso amar três pessoas de forma tão intensa e especial, mesmo sendo tão diferentes de mim. Somos em quatro irmãos: eu (28 anos), Raphael (26 anos), Barbara (18 anos) e Luiza (1 ano e 2 meses), cada um com sua personalidade e um jeito todo especial de ser.

No hospital, assim que foi atestado o óbito de minha mãe, ele me abraçou e disse: “agora precisamos parar de brigar”. Raphael tinha uma proximidade muito grande com minha mãe e creio que ele tenha sido o que mais sofreu com a morte dela.. Não estou dizendo que ele a amava mais do que nós, mas minha irmã tinha 10 anos e muitos adultos paparicando-a e zelando por ela, o que minimizava seu sofrimento. Eu recebia o carinho e paparico das tias maternas e tinha muitas amigas mais velhas que faziam o papel de “mãe postiça”. Já meu irmão, criado para ser forte e “homenzinho”, ficou mais sozinho, isolou-se.

Entretanto, o tempo passou e reestruturamos nossa vida. Hoje, olho para ele, tão lindo e bem-sucedido profissionalmente e me encho de orgulho. Ainda brigamos muito, feito crianças. Fiz a faculdade da intolerância e implicância, mas nesse quesito ele é PHD. Entretanto, nunca viramos as costas um para o outro. Ele sempre está lá quando preciso dele e ele sempre está ao meu lado. Ai quem mexa com a “Tata” dele e ai de quem se meta à besta com o meu “Faiel”.

Quando eu tinha 10 anos e ele 8, nossa irmãzinha Barbara nasceu. Hoje, uma moça linda com 18 anos. Imagine uma bebezinha no meio de dois pré-adolescentes?! Hummm… Ela é um semi-monstro, bonita e extremamente inteligente.rsrsrsrs…. Quando minha mãe morreu, claro que nos sentimos responsáveis por ela e, até hoje, fazemos tudo para suprir suas necessidades (Até além da conta. Acredita que a chamamos de nenê até hoje? Mimada, né?). Foi ela a razão de nos mantermos unidos e esperançosos por um futuro melhor.

 Em 2009 a Luiza chegou. Filha do segundo casamento do meu pai foi motivo de crises existenciais minhas e um ciúme quase infantil. Hoje, ela alegra nossos dias. Fico feliz em “estragá-la” (sua primeira palavra foi coca, por causa da coca-cola. Gracinha, né?rsrsrs). Sou praticamente uma tia para ela…rsrsrs…. Quando ela chega em casa já dormindo e não posso ver aquele sorriso lindo, me sinto como se meu dia não fosse completo.

Bom, cá estou eu desabafando sobre minha estrutura familiar e você deve estar se perguntando o que isso tem a ver com sua vida, não é mesmo?

Às vezes achamos que estamos sozinhos, que precisamos de amigos. Valorizamos mais as pessoas de fora, os estranhos, do que aqueles que convivem conosco todos os dias. Não demonstramos amor por eles declaradamente com a certeza que sempre estarão lá, ao nosso lado, para sempre. Uma coisa aprendi com a vida. Há alguns amigos que são como irmãos, mas nossos irmãos sempre serão nossos amigos. Amigos de verdade. Afinal, eles não têm “rabo preso”. São sinceros, não mentem, falam o que precisamos ouvir e não o que queremos ouvir. Eles, sem dúvida, são aqueles que nunca nos abandonarão, porque nos amam livres de qualquer interesse.

Muitas vezes os conflitos familiares são inevitáveis. Afinal, mesmo recebendo a mesma criação e estudo, cada pessoa tem sua índole, individualidade, personalidade e caráter. Não há como exigir que seus irmãos pensem como você ou concordem com todas as suas ações. Mas há como se ter a certeza eterna de que eles te amam muito e amarão para sempre.

A nossa missão em família não está em transformar nossos irmãos em pessoas melhores para conviver conosco, mas respeitar suas diferenças e aceitá-los mesmo assim, com muito orgulho e amor.

31 Comentários

Arquivado em comportamento, Para Refletir

Quem sabe assim

Por Eduardo Soares

Faltavam duas horas para acabar o domingo e eu estava no bagaço. Resumo do dia: alguns afazeres do trabalho pela manhã (sim, sou daquele tipo workaholic que leva o trabalho para casa) e prova para concurso às 15 horas da tarde, com duração de 3hr e meia. E o pior: já havia feito essa mesma prova duas semanas atrás, mas devido a confusões oriundas sabe-se lá de quem (até sei, mas não vem ao caso) tive que fazer tudo de novo. Escolheram um local de prova que fica mais próximo de São Paulo do que do Rio propriamente dito, mas lá estava eu, longe de tudo como nunca e tenso como sempre. Ainda tive a genial idéia de pegar um cineminha depois da prova, com o intuito de relaxar a cuca diante do dia cansativo. Não sei se foi o estresse acumulado ou filme ruim, mas a proposta inicial foi por água abaixo. Saí da sessão mais irritado ainda. Como nada dava certo só me restou usar uma frase usada pelos chatissimos Teletubbies: era hora de dar tchau!

Peguei a van e desabei. Parecia que eu nao dormia há séculos. De quebra, o motorista tinha um ótimo gosto musical já que rolava um som relaxante na viagem. Meu sono estava delicioso quando, entre um sacolejo e outro da condução, ouço uma voz diferente. Nem vi quantas pessoas estavam na van, mas aquela voz em especial era doce e irritante ao mesmo tempo. Tudo que atrapalha meu sono é irritante e imagino que o mesmo ocorre com vocês. Procurei entender o que ela dizia. “Borboletinha…cozinha….titi….ido…au”. Depois de certa resistência, me dei por vencido. Dormir em paz só em casa, pensei. Resignado no meu canto, peguei os fones com raiva, estava prestes a castigar meus tímpanos através do som alto e agitado do MP3 quando parei para ouvir e entender aquela melodia cantada entre gargalhadas e pedidos de “de novo, mamãe”:

Borboletinha/ Tá na cozinha/ Fazendo chocolate/ Para a madrinha/ Poti, poti/ Perna de pau/ Olho de vidro/ E nariz de pica-pau (pau, pau)

Sabe aquela sensação que te faz derreter? Baixei as mãos, coloquei o fone no bolso. E a musiquinha continuava. Mãe e filha cantavam com alegria contagiante, como se aquela fosse a primeira canção decorada pela criança. Todos, absolutamente todos ficavam encantados com aquela pequena moreninha de Marias Chiquinhas e de vestidinho rosa com babados brancos. Parecia que elas vinham de uma festa, pois a mãe carregava dois balões cor de rosa e também um embrulho num saco plástico branco. Pelo cheiro, ali tinha de tudo: bolo e salgadinhos. A menininha por sua vez, carregava apenas uma bonequinha que era a sua cópia. Estresse? Qual estresse? Meu lado paternal, que já anda a flor da pele, se rendeu diante daquela mini cantora que embalava a viagem com sua canção típica de jardim de infância.

********************************

Praça de Cascadura. Fizeram dali uma espécie de terminal rodoviário para vans e kombis. Lá encontra-se de tudo: ambulantes dormindo nas próprias caixas de isopor, bêbados “descarregando” o excesso de cevada nas esquinas escuras sem a menor parcimônia, gente estranha comendo espetinhos de churrascos frios, grupos de prostitutas com perfumes fortes e roupas esfarrapadas e mendigos fazendo seus cachorros de travesseiros. A decadência local é gritante. Aliado pelo dia e horário (quase madrugada de domingo), poucas pessoas transitavam por ali e com isso a praça nutria um clima quase assombroso.

Dentre os “moradores” do local, destacava-se uma família com pai, mãe e uma filha pequena. Eles não eram diferentes dos demais: faziam da calçada fria e esburacada uma espécie de “colchão” forrado apenas por jornais, revistas e restos de embalagens de biscoitos; o “quarto” deles era delimitado por vários papelões que juntos faziam uma espécie de quadrado. Com isso, não chamavam a atenção pelo aspecto desumano e sim por frases de aflição e uma voz de choro. Choro de criança. Choro de fome.

Dizem que dentro do possível os mendigos se ajudam. Dentro do que podemos considerar como ‘ajuda’ está o fato de ceder um copo de água para o outro. Entre eles, qualquer tipo de auxilio tem ar de caridade plena. Mas não era o que acontecia com aquela família. A mãe nervosa brigava com o marido, queria que ele desse um jeito para encontrar comida. Ele nada podia fazer, pois todos os bares estavam fechados. Também não iria assaltar, pois ainda mantinha a dignidade que a vida teimava em lhe tirar. Ela dizia que a criança iria morrer de fome em seus braços. Ele se desesperava e berrava com a mulher. A agonia tomava conta daquela família.

Mesmo fraca também devido a fome, a mulher levantou-se para embalar a criança. Ambas choravam copiosamente. Não havia um fio de esperança naquele coração materno. Ela olhava para o céu, não tinha coragem de encarar a filha. A sensação de impotência tomava conta daquele casal. Perder a filha daquela forma seria cruel demais, mas em questão de poucos minutos a morte iria ganhar contornos de realidade. Foi quando um veiculo parou do lado delas.

Dentro dele, uma pequena menina alegre de repente ficou séria ao olhar para a aflição daquela família paupérrima. Guiada por um instinto inocente ela apontou para o embrulho de saco plástico com comida que estava no colo da mãe e apontou para os famintos, como quem diz: “dá para eles, mamãe”.  Supresa, ela atendeu o “pedido” da filha que num último ato entregou com suas próprias mãos sua bonequinha para a menina que inexplicavelmente parou de chorar. Mas quem presenciou a cena não segurou as lagrimas.  Por pena da família, por orgulho da pequena, seja lá pelo que fosse. A van partiu e vimos a mãe faminta agradecer efusivamente a Deus e aquela menina que simplesmente dava “tchau” no alto dos seus dois, talvez três anos.

Seria ótimo se as autoridades competentes tivessem um coração tão sensível quanto a dessa criança que ainda não sabe muita coisa, mas teve a sensibilidade de perceber a agonia de sua “coleguinha” da mesma idade. Sendo assim, façamos a nossa parte: mostrando aos nossos filhos a importância de atos humanitários. Quem sabe assim estaremos modificando o amanhã com famílias dormindo em quartos feitos com tijolos, com camas macias e lençóis aquecidos. Quem sabe assim essas duas crianças poderão cursar uma faculdade juntas.  Quem sabe assim pessoas possam simplesmente comer. Deus nos deu a inteligência. Façamos dela Seu maior orgulho.

34 Comentários

Arquivado em comportamento, Para Refletir, Uncategorized