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Luz, câmera e ação!

Por Eduardo Soares

Temos clássicos como De Volta Para o Futuro, Blade Runner,  Robocop, 2001 – Um a Odisséia no Espaço, Jornada nas Estrelas, Guerra nas Estrelas, Avatar e Matrix. Outros são menos conhecidos como Tron (filmaço, aguardem o remake previsto para sair nesse ano), O Homem Bicentenário, Minority Report, Waterland, Alta Frequência, etc. O cinema sempre flertou com a brincadeira envolvendo “presente e futuro”. Citei alguns títulos recentes, mas o acervo nessa linha futurista é extenso e antigo. Nesse pequeno rol de filmes lembrados de sopetão presenciamos hipotéticas situações distintas: viagem na máquina do tempo, exploração de planetas e galáxias, mordomos-robôs, andróides assassinos, humanos entrando em programas de computador, rebelião das máquinas contra os homens e radio transmissor sobrenatural. Os roteiristas destilam criatividade em roteiros sem limites de imaginação e geralmente o retorno financeiro (proveniente das bilheterias) desses filmes costuma ser interessante (para não dizer exorbitante). 

Quando criança, ficava assistindo Os Jetsons (queridas leitoras com menos de 25 anos, visitem o YouTube para não ficarem boiando no assunto) todo santo dia. Gostava daquele cenário futurista: prédios enormes, quase beirando a camada de ozônio; carros voadores movidos a comando de voz, guarda roupas que vestem as pessoas em fração de segundos e daí por diante. Na minha cabeça pairavam algumas perguntas: “Caramba, será que vai ser assim mesmo daqui a 20 anos?”

Mas nem toda previsão cinematográfica oferece uma boa perspectiva quanto ao amanhã: “Eu Sou A Lenda” mostra uma Nova Iorque praticamente sem habitantes (quem restou virou zumbi); “O Livro de Eli” aponta para um futuro sombrio depois de uma guerra; “Epidemia” relata a propagação instantânea de um vírus (na época o ebola estava no auge) no mundo. E falando no planeta, nosso lar (coitado) é vitima de catástrofes sem limites. Vide “O dia depois de amanhãe “2012”. Aliás, deixo uma pergunta no ar: de acordo com alguns , a Terra vai virar farelo do pó de cinzas daqui a dois anos. Vocês têm medo? Confiam nessas previsões?

Como podemos ver alguns desses filmes tiveram como época de referência o periodo atual em que vivemos. Para muitos estudiosos, cientistas, filófosos entre outras pessoas conceituadas , a partir de 2000 tudo iria mudar. A tecnologia tomaria as rédeas do Planeta. O mundo seria hi-tech.  Teríamos como belo jantar duas cápsulas (rigorosamente calculadas de acordo com nossas necessidades diárias de calorias) com o melhor sabor da autêntica paella espanhola, por exemplo. Os carros seriam ecologicamente corretos e…sem pneus. Importaríamos comprimidos sabor feijoada. Gotículas de caipirinha fariam sucesso nas viagens intergaláticas. Estas por sinal seriam tão comuns quanto andar de metrô.

Bom, estamos no meio de 2010 e continuamos frequentando fast foods (coitadas das artérias coronárias), ingerimos cápsulas compostas somente ( e ainda) de medicamentos (tem gente que faz isso por conta própria…os planos funerais agradecem), podemos chamar por viagem intergalática um voo entre Brasil e Japão (meio dia com o traseiro sentado no avião é dose pra mamute desmamado)  e andar de metrô, embora seja algo comum, tem sido algo cada vez mais desconfortante. Lembro e fico com pena das sardinhas em lata. Isso sem contar que alguns carros perdem os pneus pois esses geralmente encontram buracos e mais buracos nas ruas e estradas.

Isto é: o pessoal da antiga viajou um pouco nessa questão de futuro. E alguns cineatras também. Mas vou partir para outra linha. Queria convocá-las(os)  para um desafio interessante. Você será o principal roteirista, aliás, o único roteirista de uma história cativante: a sua. É sério. Ok, pode rir, eu deixo. Não vou pagar nada por esse “acordo”, afinal quem tem a ganhar (ou perder) é justamente, basicamente, unicamente, invariavelmente e “solamente” você.

Vou ajudar. Reflita e responda com sinceridade: voltemos para 2000, o tal ano onde tudo seria diferente (segundo a galera da ciência e tecnologia). Dez anos atrás, quais eram os seus planos? O que vocês tinham em mente? Feita essa primeira reflexão, vem a segunda parte: o que de fato aconteceu e o que não aconteceu? E por qual motivo o que não aconteceu…não aconteceu?

Saímos de 2000 e vamos para 2020. Viagem no tempo mexe com a gente, pode dar tontura. Quais são seus planos para daqui a dez anos? Alguma coisa que ficou para trás pode ser colocada nesse período? Alguma idéia embrionária de hoje está em constante evolução ou ficou estagnada? 

Vocês são as (os) melhores roteiristas existentes no mundo. Suas histórias são best sellers. Se fossem filmes, seriam os campeões de bilheteria. Sabem porquê? Vocês podem tudo. Transformar o sonho em realidade. Qual é o limite? Conheço os meus, vocês conhecem os seus. Será que limitar um sonho por qualquer motivo é o melhor a ser feito? Quem dará a sequência a suas histórias? Ou você quer viver sem deixar um legado?

Conheço um punk rock antigo, cujo final seria espetacular, mas estragaram a idéia. Bom, alterando a música da banda, o final ficaria assim: “nada está perdido, sonhar é permitido/ mais já é hora de acordar/ venha comigo, ainda faz sentindo, ter em quem acreditar”. Sempre fará sentido enquanto houver motivação. Quer motivação melhor do que os frutos saborosos que seu futuro lhe reserva?

Sonhar é ótimo, mas já é hora de acordar! Portanto, luz, câmera e (literalmente) ação!

Encontrei uma pequena lembrança para os saudosistas:

 

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Dica: filminho e pipoca!

Por Dani Lima

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Uma comédia bem real e atual que eu indico com prazer a vocês! Conta a história de uma gordinha, que em meio aos tamanhos 36 da indústria da moda, resolveu ser estilista! Só isso já dava uma ótima história, não é mesmo? Porém, tem mais. Ela busca aceitação no ramo ela vive várias situações por vezes divertidíssimas, e por vezes bem condizentes com a realidade de quem está acima do peso, sofrendo preconceito e passando por momentos de desconforto, não só no âmbito profissional, como na vida pessoal.

E adianto pra vocês que a história tem romance também!

Vale muito a pena assistir, pois afirma a nossa visão de que GG pode, deve e é LINDO!


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