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Derrubando a máscara do natal.

Por Keka Demétrio

E viva o Papai Noel, as luzes que enfeitam as avenidas, as promoções do comércio e a incoerência de alguns.

Nessa época, geralmente, algumas pessoas vestem a máscara do “espírito natalino” e se esquecem da habitual prática de ofensas que comete contra seus semelhantes no decorrer do ano. Acho fantástico esse clima de amor e carinho que toma conta de todos nós, mas penso que não precisamos usar máscaras e sim através da nossa evolução como seres humanos deixar que nosso coração ofereça luz todos os dias do ano.

O que será que nos impede de sermos calorosos o ano todo, de desejarmos felicidades às pessoas, de oferecermos um sorriso ou uma palavra de carinho em um dia qualquer? Por que será que deixamos escapar no ano 363 chances de nos cercarmos de amor para nos contentarmos com míseros dois dias? Como diz um amigo gato, inteligente, futuro economista e tudo de bom (meninas depois passo o e-mail dele…ahahahaha): ”Keka, vivemos em uma sociedade hipócrita e individualista, pois quando chegam os dias do feriado natalino percebemos uma repentina mudança em relação à solidariedade. Por que não somos solidários e “bonzinhos” constantemente? Isso reflete uma sociedade que vive de muita aparência e pouca essência.”

Ok, eu sei que falar é tarefa fácil, difícil é realizar, pois exige esforço sobre humano, já que somos imperfeitos demais. Às vezes deixamos de viver nossa própria vida para vivermos a vida dos outros porque não temos coragem de olharmos para dentro de nós mesmos e encararmos as escolhas erradas que fazemos, passamos a julgar os outros porque é dolorido fazer o próprio julgamento descortinando imperfeições, mentimos para o nosso coração como se fossemos capazes de esconder de nós mesmos o que carregamos na alma.

Natal é época de confraternização, mas de que adianta querermos ofertar amor ao próximo se não amamos a nós mesmos, se não reconciliamos conosco. E isso não se faz da noite para o dia, não é como uma discussão com um amigo que logo depois conversamos e voltamos às boas.

Para estar de bem consigo mesmo é preciso ter autoconhecimento, entender que não somos santos e nem demônios, mas seres em constante evolução e que a forma como renascemos todos os dias é que irá determinar o tamanho do amor que poderemos oferecer nessa época em que o FILHO de DEUS faz crescer dentro de todos nós a fé e a esperança de que somos todos irmãos.

 

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