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Loja Bless Calçados da Rua Tuiuti se recusa a extornar valor de sapato com defeito

Por Renata Poskus Vaz

Acho que em quase 4 anos de Blog Mulherão é a primeira vez que vou reclamar do atendimento de uma loja. Pensei bem antes de fazer isso pois sei que por trás de lojas existem pessoas e nem sempre o atendimento ruim de um gerente ou funcionário reflete a postura do dono da empresa, que pode ser vítima da confiança que deposita em seus funcionários. (ok, mas há muito dono de loja f.d.p também, que está pouco se importando para o cliente).

Eu mesma tenho uma loja virtual, que não é administrada por mim. Podemos ter desacordos com clientes, mas sempre buscamos solucionar qualquer problema. Não ligamos o “foda-se” para alguém que confiou em nossa marca e em nossos produtos.

Porém, hoje, sábado, a loja Bless Calçados (Razão Social: Marcelo Lima de Miranda) localizada na Rua Tuiuti, 2421 – Tatuapé, ligou um foda-se bem grande para mim. Desculpem-me pelo palavreado chulo, mas não havia melhor forma para explicitar minha indignação.

Vamos aos fatos.

Moro na Freguesia do Ó, zona Noroeste de São Paulo, mas na quinta-feira estava no bairro do Tatuapé. Eu me preparava para produzir fotos para um lookbook plus size quando percebi que havia esquecido um sapato dourado. Então, fui até a loja Bless Calçados comprar 2 pares de sapato dourados para as fotos.

Comprei um par de scarpin da Vizzano dourado repleto de gliter por R$89,90 e um scarpin nude com strass dourado da Bottero que custou R$183. No momento das fotos notei que o tom do sapato dourado da Vizzano era completamente diferente fora da loja. Lá, a iluminação estava apagada mesmo sendo quase 11 horas da manhã. Eles faziam algum tipo de limpeza na loja. Eu estava com pressa e a loja também não tinha o ambiente propício para que eu escolhesse o sapato sem cometer erro nessa escolha.

Acabei não usando o sapato com glitter da Vizzano, mas usei e adorei o segundo sapato, da Bottero. Acontece que clicamos cerca de 8 looks com o sapato da Bottero e no final da sessão fotográfica alguns dos strass já haviam caído. Tomamos todo cuidado do mundo com o calçado, mas ele realmente apresentava defeito na fixação desses detalhes. Imagine se eu tivesse ido para uma festa com o sapato?

A troca e devolução do dinheiro que me foram negadas

Por lei, podemos devolver qualquer produto em até 7 dias que foi comprado pela internet ou catálogos sem necessidade de nenhuma justificativa. Isso mesmo, você compra e se não gostar simplesmente devolve o produto e a empresa é obrigada a restituí-lo. O mesmo não se aplica às lojas físicas. Porém, no código de defesa do consumidor está bem claro que induzir o consumidor ao erro é crime. E quando comprei o produto analisando o brilho em um espaço sem iluminação, no fundo da loja, não estava conseguindo notar as verdadeiras características do produto. E ninguém compra um sapato com glitter para usar no escuro, não é mesmo? Você vai usar um sapato desses em uma festa, em um casamento ou um catálogo de moda com iluminação, como foi o meu caso.

Ok, fui à loja hoje, sabadão, para trocar o sapato da Bottero por outro idêntico cujo strass não estivesse soltando. E também para solicitar a devolução do dinheiro do sapato da Vizzano.

Lá, a vendedora que me atendeu checou que todos os pares número 37 da Bottero estavam com o strass soltando. Todos. Eu não aceitei trocar por outro modelo e pedi a quantia de R$272,90, referente aos dois pares de sapato, de volta.

A vendedora, então, passou para a gerente Dayane Santos de Lima, que pediu que eu fosse embora e voltasse outro dia, mas me recusei. Moro na Freguesia do Ó e de lá para o bairro do Tatuapé é uma viagem e tanto! Foi então que ela ligou para o proprietário da loja, Sr. Marcelo. Ele ordenou que ela anotasse meus dados, me desse um recibo de devolução dos sapatos e que meu dinheiro seria devolvido na segunda-feira. Ah, detalhe, esqueci de dizer que precisei insistir muito para que a Dayane estornasse o pagamento porque segundo ela “não há como devolver dinheiro de compras feitas no cartão de crédito” ignorando completamente a existência da opção “extornar compra no crédito”.

Enfim, fiquei uma hora esperando que Dayane fizesse o tal recibo para que eu pudesse ir embora. Fiquei lá mais de uma hora e nada! Segundo Dayane, ela não podia deixar de atender os clientes para me atender e fazer meu recibo de devolução de produtos. Porém, ela esqueceu de um detalhe: EU TAMBÉM ERA CLIENTE DA LOJA e merecia ser atendida com a mesma atenção com que as outras pessoas eram atendidas. Após 1 hora de pedidos insistentes para que ela me desse a declaração, cansei de esperar.  Era nítido que ela desejava que eu me cansasse ou então pretendia me punir por ter solicitado a devolução do meu dinheiro. E deu certo, ela me venceu! Ppeguei o sapato defeituoso da Bottero e o outro da Vizzano e vim embora.

Antes, pedi o telefone ou e-mail do proprietário e ela disse que ele não tinha. Desta forma, não tive outra alternativa a não ser escrever esse texto. Com 300 mil visualizações mensais, quem sabe alguém que conheça o Sr. Marcelo de Lima Miranda não passe esse caso para ele?

Estou com raiva e me sentindo lesada. Hoje tenho um casamento e não tenho nem o sapato que eu queria e nem dinheiro para comprar um em outro lugar porque uma “gerentizinhazinhazinha” não quis seguir as determinações do dono da loja.  #sacanagi #todaschora #chatiada

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