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“Não namoro gordo”

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Fotos: Daniel Burattini

Por Cintia Rojo 

Eu sei que isso poderá se voltar contra mim mas vou logo avisando: a frase do título não é minha mas de uma menina gorda que conheci num evento de moda. Estávamos no backstage de um desfile e tricotávamos deliciosamente sobre amor… AHHH O AMOR!

Alguns anos atrás ela afirmava categoricamente que jamais namoraria um gordo. Quando algum gordinho queria se sentar ao lado dela, para puxar conversa, ela fechava a cara e fazia piadinhas de mau gosto para desencorajar qualquer tentativa do moço. Mas o amor…. AHHHH O AMOR! Esse é um danado que nos pega de um jeito e não nos deixa em paz até achar um lugarzinho pra ficar de vez. E foi o que aconteceu com a menina. Um gordinho dobrou o coração da fofete, conquistou-a, e eles estão noivos há quase três anos. Planejam casar e passeiam, lindos, de mãos dadas, pra quem quiser ver.

Nós somos vítimas de todo tipo de preconceito porque somos mulheres, porque somos gordas, porque temos celulite, porque isso, porque aquilo. Aprendemos na pele o quão difícil é amar e se sentir amada quando somos vistas de maneira superficial. Somos incríveis, sabemos disso, mas não temos a chance de revelar o quão incríveis somos.

Quase consigo entender se ouvir essa frase de uma pessoa magra. Normalmente nos assustamos quando nos apaixonamos por alguém tão diferente de nós – o cara é mais novo? Mais pobre? Mais baixo? Mas quando nós, gordas, decretamos que não namoraremos homens gordos, estamos assumindo a mesma postura daqueles que nos olham de maneira superficial e preconceituosa. É velado, não declarado, mas estamos sendo preconceituosas. Se queremos que as pessoas nos enxerguem além do nosso peso, devemos agir assim com os outros. Que homem vai se revelar incrível se for tratado como “Seu Barriga”?

Felizmente o amor não dá a mínima para os nossos decretos. No amor não existe essa de escolher.  Não é como comprar uma casa, um carro, uma lata de atum em conserva.Você pesquisa critérios e racionalmente toma sua decisão. Mas com amor não tem disso não, porque ele gosta de jogar com a nossa racionalidade. Mesmo que você tenha feito suas escolhas, ele tem vontade própria e se você disser que não namora gordo, prepare-se! Um gordinho pode pintar no seu pedaço e conquistar seu coração.  

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“Consiga mais encontros do que sua amiga magra”

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Por Cintia Rojo

Olá Mulherões,

Não acho (e nunca achei!) que eu vivia numa competição com minhas amigas magras para ter mais encontros, ser mais bonita, popular ou bem sucedida. Sempre olhei para o meu bem-estar, acima de tudo, e confesso que eu me sentia tão bem comigo mesma que negligenciava minha aparência.  Já houve uma época em que a chefe me chamava de canto e perguntava: “puxa, Cíntia, não podia ter passado um batonzinho?”. Era um erro.

Kat Bacon, uma linda e loira escritora americana, lançou o livro “Get More Dates Than Your Skinny Friends” (algo como “Consiga Mais Encontros Que Suas Amigas Magras”). Na verdade, o livro propõe mais uma reflexão sobre auto-confiança do que sobre encontro, propriamente dito. Kat diz – e eu concordo: “pessoas confiantes são sedutoras; se você pensa que sua aparência está ótima, os outros estarão inclinados a pensar o mesmo”. Se você está feliz e  sorridente, transparece que está acessível e isso encoraja os homens a começarem uma conversa, um convite, uma amizade ou um relacionamento.

Outra coisa: você está esperando o Príncipe Encantado bater à sua porta? Esqueça! Saia da sua zona de conforto – e de casa! Kat diz que qualquer hora é uma boa hora para conhecer alguém e que homens bacanas podem estar mais perto do que imaginamos. Só precisamos estar atentas (e bonitas). Não vá de qualquer jeito; arrume-se, de um jeito apropriado ao lugar e à situação. Nesse ponto, particularmente, gosto do jeito das francesas se vestirem, ou seja, estar arrumada sem deixar de ser natural.

Em resumo, Kat quer dizer: facilite as coisas para o rapaz! E se você quer saber mais sobre a Kat, nesse link do Today.com está um trecho do livro e uma entrevista com a autora (em inglês).

Besos!

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Você já se olhou no espelho?

Lau Brambilla 1

Por Lau Brambilla

“Você já se olhou no espelho?”. Essa frase tem mexido com a minha cabeça na última semana. Recebi essa pergunta de repente, em meio a uma conversa um tanto quanto “coração aberto” com o meu namorado.

Tenho 24 anos e comecei a namorar pela primeira vez na minha vida há pouco tempo. Cá entre nós, sempre fui o tipo de garota que os meus amigos de infância e adolescência chamavam de “amiga fiel”, “ela é quase um menino”, “uma irmã pra mim”, etc. Sempre achei que me encaixar como “um dos meninos” era algo natural. Entendo hoje que isso era – pelo menos para mim – um meio de defesa para toda a insegurança que me rondava por ser gordinha. Sempre fui um poço de insegurança. Nunca confiei realmente no meu taco, apesar de sempre dizer que estava bem com a vida e com o meu peso.  Acredito que isso influenciou no fato de eu ter sido a “amiga-menino” e também a “encalhada” a maior parte da minha vida.

Foi então que, há um mês, comecei a namorar… E meu namorado me perguntou como pôde, até então, eu nunca ter namorado, sendo como sou.  Quando ele falou isso eu fiquei com aquela cara, sabe? De coxinha? Então… Exatamente essa cara: de coxinha! (Caso vocês não saibam o que é uma cara de coxinha, vai aí uma dica, clique aqui).

Como assim, do jeito que eu sou? Eu fiquei sem entender. Ele deu uma risada e me fez a pergunta que me fez querer escrever esse texto: “Você já se olhou no espelho?”.

Eu já tinha me olhado muitas vezes no espelho, e a maioria delas só para odiar o que eu estava vendo e vestindo. Quase sempre essas “olhadas” no espelho me faziam  querer me esconder e cancelar minhas saídas. Enfim… A resposta para meu namorado era: “sim, já tinha me olhado no espelho“. Com cara de inconformado, ele me perguntou: “Você se acha feia?”. Eu nunca parei pra pensar se me achava feia. Quando as pessoas falavam que eu era bonita, eu agradecia educadamente, pois certamente a pessoa só tinha falado aquilo por educação, não é mesmo? Eu nunca tinha servido para ser “a bonita”, afinal, eu era “quase um menino”, certo?

Errado. Descobri que eu pensava aquilo porque sempre vivi dentro da mesma caverna, olhando para as sombras na parede. Eu nunca parei pra observar o que havia de diferente lá fora. Eu considerava que se eu não fosse aquilo que eu era ali, se eu não me encaixasse da forma que eu já me encaixava, eu não serviria para ser outra coisa. Eu mesma me deixei guiar para me tornar só uma amiga querida e não mais do que isso… Mesmo quando eu gostava do menino eu insistia no fato de que ele “era só um irmão pra mim” e aí, como amigos, eu não tinha como sair machucada por causa da minha feiura e gordura.

Então, esse cara maravilhoso me aparece e me fala isso… “Você já se olhou no espelho?”. E fala rindo, como se a ideia que eu tinha no passado sobre mim mesma fosse ridícula e equivocada. Sensação de pernas quebradas. Foi então que ele me disse aquela frase que toda mulher gela ao ouvir “Você está gordinha”, mas completou com um “Mas isso não te faz menos bonita”. E graças ao “mas” eu não gelei e nem me importei por estar gordinha (ou gordona, que seja…). Eu sei que eu estou mesmo, e então conclui que nunca  havia me olhado no espelho de verdade. Nunca olhei para além do que ele me mostrava, além do meu peso.

Não, eu nunca tinha parado para fazer isso. Acredito que ainda não consegui ver por completo o que eu sou, não tive tanta coragem em menos de uma semana, mas sinto que nesses últimos tempos eu tenho mudado. Minha confiança em mim mesma tem mudado e um amigo meu uma vez me disse que “A coisa mais sexy em uma mulher é quando ela confia nela mesma”… Acredito nisso. Nós somos tudo aquilo que nós mesmas acreditamos que merecemos ser, e nós podemos ser tudo o que quisermos, basta nos olharmos de verdade no espelho e acreditar que a gente pode. Aos pouquinhos eu me olho um pouco mais e descubro que tenho uma ou outra coisa nova que eu gosto. Eu estou tentando me olhar de verdade no espelho agora.

E vocês? Já se olharam no espelho hoje?

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Amor plus size: quando o mulherão ama um gordo

Por Renata Poskus Vaz

Amor não tem forma, não tem corpo, não tem curvas, não tem barriga tanquinho. Simples. Mas muita gente ignora isso. Sempre falamos aqui sobre o amor entre pessoas com corpos diferentes e a dificuldade que esses casais enfrentam ao assumir seus relacionamentos. Narramos, por diversas vezes, o desafio que homens magros e com corpo atlético encontram ao namorar uma gordinha. Eles sofrem preconceito sim, ficam à mercê de piadinhas, já que poderiam, aos olhos dos outros, namorar uma “mulher melhor” (leia-se: mais magra).  Tem que ser muito macho para assumir para os amigos e para a família que se gosta de uma gorda.  Afinal, quase ninguém se interessa em saber o quanto somos maravilhosas e interessantes, apenas se limitam a olhar a nossa forma, o nosso exterior.

Para algumas de nós, mulherões acima do peso, namorar um cara sarado faz parte do pacotão da mulher bem-resolvida com seu próprio peso. “Olha só, sou gorda e namoro um saradão”, é o que muitas pensam. Não, não estou dizendo que toda gorda veja no atleta gostosão um troféu, mas não há como negar a satisfação que é desfilar com um homem lindo, admirável e invejável por aí.

Porém, nesses 4 anos de Blog Mulherão, quantas vezes falamos sobre casais de gordos? É como se desprezássemos que uma mulher bem-resolvida gorda pode ser muito feliz e realizada com um homem igualmente gordo.

 E porque ignoramos isso? Porque não compartilhamos em nossas redes sociais a imagem de um gordo e uma gorda, como sinônimo de amor verdadeiro e realização? Homem gordo com mulher gorda não sofre preconceito? Ah, sofre sim! Mas a gente acaba desprezando isso, como se o amor entre “iguais” não gerasse nenhum tipo de rejeição por parte daqueles que os cercam.

 É comum pessoas gordas começarem a namorar e suas famílias e amigos reprovarem a união. “Agora ele vai engordar ainda mais namorando com esta gordinha”, pensam aquelas pessoas próximas do rapaz. No caso da família da gorda, a ideia preconceituosa quase sempre é a de que o rapaz é relaxado, ocioso, incapaz de cuidar dela como merece. Bobagem, claro. Mas quem é gordo e já namorou outro gordo, sabe bem do que estou falando. Ah, isso sem contar os desafios do dia a dia, como sentar confortavelmente em poltronas, lado a lado, namorando no escurinho do cinema.

Cléo Fernandes e Luiz Henrique Frotscher em ensaio sensual exaltam o amor plus size

Pensando nessas questões, os modelos plus size Cléo Fernandes e Luiz Henrique Frotscher sugeriram um ensaio diferente para o fotógrafo Reinaldo Junkes. Após uma sessão de fotos para uma marca de moda plus size, a dupla encarnou um casal apaixonado.

“Eu já vi diversos ensaios sensuais com casais de magros, ou com uma gorda e um homem magro, mas nunca com um casal de gordos. A proposta era de expressarmos envolvimento, desejo e conquista, servindo de inspiração para quebra de paradigmas. Gordos também podem e devem ser sensuais e não ter vergonha de ir à luta pelo seu amor”, afirma Luiz Henrique.

“Queríamos Ilustrar esse amor de forma sutil, delicada e ao mesmo tempo, intensa” completa Cléo.

 O ensaio ficou lindo! E me sinto honrada em dividir em primeira mão as fotos com vocês, leitoras do Blog Mulherão. Muito amor para todas nós, sendo seus parceiros gordos ou magros. Ou não tendo parceiros também!

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Love Mulherão: “procuro uma gordinha solteira, alta e madura”

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Por Renata Poskus Vaz

O Love Mulherão com a Fernanda, na semana passada, foi um sucesso. Além dos rapazes que escreveram para conhecê-la, muitos mulherões se candidataram a participar. Porém, hoje, vamos dedicar esse espaço para um rapaz. Ele tem 23 anos e adora mulheres mais gordinhas mais altas e mais velhas do que ele. Dá pra acreditar? Além disso ele é um gato! Parece fake, mas não é. Silas é real, é fofo, romântico… Corram, meninas! Um homem lindo desse não vai ficar muito tempo sozinho dando sopa por aí.

Nome: Silas Santiago

Idade: 23 anos

Altura: 1,64m

Peso: 68 Kg

Signo: Escorpião

Mora em: Campinas – SP

Profissão: Vendedor

Religião: Cristão

silas santiago

O que ele procura em uma mulher: Silas busca uma mulher solteira, gordinha, alta, madura e que tenha algumas primaveras a mais que ele. Mulher decidida que saiba o que quer na vida, que aceite colo, carinho, amor e uma boa pitada de bom humor. Ele já teve relacionamentos com mulheres gordinhas e mais altas e conhece o preconceito, mas não se importa com isso porque acredita que o Amor supera todos os obstáculos. Procura alguém que more preferencialmente na Região de Campinas ou na cidade de São Paulo.

Saiba mais sobre Silas: O Silas adora cinema, teatro e passeios ao ar livre a tarde e acha que a noite deve ser curtida a dois, então fica longe das baladas. Não bebe e não fuma, prefere que a companheira não fume. É vegetariano e não vê problema em quem não segue a mesma dieta, desde que respeite a decisão dele.

VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100

Perfil no Facebook: http://www.facebook.com/silascapeli

Você também pode escrever para eugosteilovemulherao@gmail.com e encaminharemos para o Silas.

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Namoro tem prazo de validade

Por Renata Poskus Vaz

Fonte: Época

Namoro tem prazo de validade. Três anos é o tempo suficiente para que um casal se conheça, se apaixone e tire do papel os planos de casamento. E não sou eu, a senhora sabe-tudo, que está dizendo isso. Essa conclusão é do psicólogo e conselheiro emocional Pam Spurr, que vende como água seus livros de autoestima nos Estados Unidos.

Coincidências à parte ou não, farei, em breve, 3 anos de namoro com muitas idas e vindas. E, como disse para vocês (leia aqui), não vou mais esconder os detalhes sórdidos de minha vidinha com medo da rádio fofoca que por algum tempo tornou minha existência terrena um verdadeiro inferno.

Pois bem. Ou, pois mal. O namoro longo, meus 30 anos, somados ao desejo de estar com ele sempre e de dormir de conchinha todo dia sem ter que marcar encontro, e o clamor desesperado do meu relógio biológico em trazer ao mundo uma mini-renatinha, fizeram-me refletir sobre estar ou não sendo enrolada por meu companheiro. Daí surgiu o desejo de fazer esse artigo para vocês (é tipo uma terapia em grupo…hahahaha).

Há mulheres que não querem se casar e adoram o eterno namoro, à distância. Há aquelas que querem casar, mas não se importam de esperar anos para que isso aconteça. E há aquelas que querem casar, agora. Mas como ninguém casa sozinha, a opinião do parceiro é indispensável. Nem sempre o namorado, noivo e pretenso marido encara aquele momento como “a hora certa” para se casar. Mas existe hora perfeita?

Pam Spurr declarou que após três anos de relacionamento um parceiro desejar casar e o outro não, algo está errado (jura, Dr.?). E é preciso sentar e conversar honestamente para saber o que cada um espera do futuro. Pode ser doloroso, mas necessário, diz o psicólogo.

Ele usa como exemplo a atriz Calista Flockhart e o ator Harrison Ford (foto), que se casaram recentemente depois de 8 anos de relacionamento.  O que um sujeito rico, bem sucedido, realizado profissionalmente, tinha tanto a esperar pra casar? A certeza de amá-la ou nao demorou tanto tempo para se confirmar?

Spurr diz que Ford pode até amar Calista, mas levanta as principais razões para que um parceiro não queira dar o próximo passo:

1. Você é Mrs. Right Now (Senhora Certa Agora) e não Mrs. Right (Senhora Certa) ou Você é o Mr. Right Now (Senhor Certo Agora) e não o Mr. Right (Senhor Certo). O relacionamento é mais uma conveniência do que um plano de vida.

2. Insegurança. Medo de repetir a história infeliz dos pais, de ter que se separar depois.

3. Garantia de satisfação. Alguns homens e mulheres têm dificuldade de tomar decisões que podem mudar suas vidas e precisam de provas cabais de que vão ser felizes no casamento, o que é quase impossível.

4. Essa época já passou. Pessoas mais velhas, que já foram casadas, podem querer evitar se casar novamente.

5. Medo de crescer. E de perder a independência.

Com base nessas 5 razões dadas pelo psicólogo, lancei a seguinte pergunta no Facebook: “alguém aqui namora há mais de 5 anos?” E mais de 70 comentários surgiram, justificando o porquê dessas pessoas não terem casado ainda. Em contrapartida, recebi depoimentos de pessoas que se casaram em tempo recorde. Veja algumas histórias:

Heitor e Rafa: namoraram 2 meses antes do noivado

Quando conheceu Heitor Peixoto, Rafaela Coelho já tinha o Augusto, filho de um relacionamento anterior. Namoraram cerca de 2 meses até o noivado. Embora tivessem pouco tempo de namoro, Heitor percebeu que havia uma grande sintonia entre os três e que já estavam prontos para formar uma família. “Sabia que a mulher da minha vida não iria querer perder tempo em aventuras sem importância. Ela, inclusive, me adiantou, antes de me apresentar o Augusto, que zelava muito por ele nesse sentido”, disse Heitor. Após 5 meses de noivado, se casaram. Hoje têm 5 anos de casados e uma linda filhinha de 4 anos chamada Laura.

*****

Bruno e Alessandra: namoraram por 6 meses

Bruno Russi e Alessandra Linder foram morar juntos com apenas 6 meses de namoro. Quando se viu diante da mulher da sua vida, ele teve certeza que deveria casar com ela. “Ela morava no interior e eu queria ficar mais perto dela. Antes da Alessandra, nunca namorador. Sempre disse que só namoraria quando achasse a pessoa para casar. Eu não queria namorar 5 anos uma pessoa e terminar. Depois mais 3 anos outra e largar. Para mim Amor é um só. Achei a pessoa que amo e casei”, declara o apaixonado Bruno. Ele acrescenta que não quis esperar para comprar construir um patrimônio antes de casar e que acredita que em dois, será mais fácil conquistar os bens desejados.

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Luciana Alves: após 8 anos e terminou há 1 mês do altar

Luciana e o ex-namorado, como muitos casais, estabeleceram que se casariam após a construção de sua casa própria. Mas a casa era grande (e bota grande nisso!) e a construção levou anos até sua conclusão. Após 8 anos, o casamento era algo mais do que desejável, mas necessário, até para aplacar o ânimo da família., que não paravam de fazer aquela maldita perguntinha: “e aí, quando vão se casar?”. Após marcarem a data do casamento, não ficaram nem mais um mes juntos.  “Ele terminou comigo, dizendo que não queria mais casar e que não gostava mais de mim. E eu da mesma forma estava totalmente em duvidas do que eu queria“, afirma Luciana. O ex-namorado se arrependeu e ambos tentaram ensaiar uma reconciliação. Todavia, Luciana sabia que aquele relacionamento não daria mais certo e rompeu definitivamente.

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Daniela namora há 5 anos e não pensa em casar a curto prazo

Daniela Azevedo e o namorado se conheceram há 5 anos na faculdade e ainda não têm planos de casar. Estudaram na mesma sala e namoraram por todo esse período. Ela acompanhou de perto as dificuldades e conquistas do amado e diz entender a situação que os impede de casar. O namorado é filho único e, diante da oportunidade de comprar uma casa, ele fez pensando na mãe, que não tinha imóvel próprio. “Mesmo com 27 anos ainda tenho o sonho de casar na igreja e fazer uma grande festa, porque a minha família é enorme. No natal, minha irmã mais nova ficou noiva. Tenho vontade de acompanhá-la quando vejo ela orçando os preparativos para o seu casamento, mas tenho que entender que as nossas condições não são as mesmas”, afirma.

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Não acho que tenhamos que ser inconsequentes e casar sem estrutura, só para dizer que temos marido e que não ficamos para titias. Casamento é coisa séria! Mas também não precisamos esperar a construção de todo um patrimônio. Como disse Bruno Russi, lá em cima, as vezes, namorando, não conseguimos conquistar coisas que, como casal, conseguimos.

Casar com muito amor também é primordial. Conheço muita gente que casou e se separou logo em seguida e este não é o tipo de relacionamento que nenhuma de nós deve querer para si. O desejo de usar o véu e a grinalda não pode ser maior do que o desejo de estar a0 lado de alguém que você ama muito. Não podem existir dúvidas sobre aquele ser o grande e único amor da sua vida. Casamento com dúvidas está fadado ao fracasso.

Não sucumba ao golpe da barriga. Há muitos casais que se amam e apressam o casamento motivados por uma gravidez. Mas engravidar de caso pensado, sem planejamento, sabendo que seu amado não quer casar, pode afastá-lo ainda mais de você. Seu namorado pode se sentir enganado, já pensou nisso?

Seja sincera sempre. Como disse o Dr. Purr, não há nada como uma conversa séria para definir as prioridades do casal. Lembre-se que, ao contrário de nós, homens tendem a não falar o que realmente desejam e criam histórinhas para nos poupar do sofrimento. Esteja preparada para ouvir ou perceber que casamento não está nos planos dele. Ou então, preparada para organizar um casamento em tempo recorde. Pois, se sentir o quanto você o ama e o quanto é importante para ele, esse casamento será necessário para ele mais do que, hoje, é para você.

E você, acredita que namoro tem prazo de validade? Opine!

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Quero mas não posso. Ou será que posso?

Por Edu Soares 

Caso ou compro uma bicicleta?

Bem, minha história começou há sei s anos, quando começamos a namorar. No começo, como todos os relacionamentos, tudo era lindo, “perfeito”. Apesar de tudo lindo, ele (meu noivo) sempre dizia que não queria casar, pois não se via nessa situação e nunca havia sentido vontade de tal compromisso.Hoje penso que deveria ter largado dele naquela época, mas como amava muito, e como ele sempre foi muito carinhoso, atencioso e tantos “osos”, continuei imaginando que um dia a história poderia mudar. Passado todo esse tempo, ele quis noivar, compramos um imóvel, e estamos “caminhando”…

Mas depois desse tempo razoável de namoro, sinto que esfriamos. Tem vezes que passamos uma semana longe um do outro. Não tenho mais certeza se quero casar, nem ao menos se o amo. Pois quando o olho não sinto o mesmo amor. Não sei se é fase normal que desgasta o relacionamento, ou algo assim. Sei que me sinto muito confusa, porque também sei que ele é um homem pra casar. E nesse tempo que começamos a esfriar, outra pessoa apareceu, e o que estava na média, piorou. Não tenho o que reclamar dele, não brigamos, ele nunca foi baladeiro, mulherengo ou coisa assim. Porém creio que não dá pra casar sem amor, e sinto que para ter certeza de que o amo ou não devemos ficar longe.

Mas tenho medo de terminar e descobrir que ele sim é o homem da minha vida…”

A dona do relato acima é Tamires, tem 30 anos, trabalha no ramo comercial, mora na grande São Paulo e como ficou claro, sofre de um dilema relativamente comum para diversos casais: a sequela de algo mal resolvido no passado.

De certa forma, seu desabafo me fez lembrar o recente filme Sem Limites, uma das películas mais interessantes dos últimos anos e, disparado o segundo melhor longa de Robert De Niro (na minha opinião perde apenas para o non-sense Machete) nos últimos dez anos de escolhas capengas do ator americano. Sinopse: escritor com imaginação em curto circuito não consegue obter qualquer tipo de ideia para compor um livro que já deveria estar nas mãos de sua editora. Como resultado, a cachaça torna-se amiga inseparável e sua quitinete beira o intransitável (sem contar que a namorada o abandona). Fadado ao fracasso, ele encontra um sujeito que lhe apresenta um comprimido chamado NZT. A droga permite que qualquer pessoa utilize 100% de sua capacidade cerebral (lembrando que alguns estudiosos afirmam que usamos apenas 10% do nosso intelecto). O então sujeito incompetente dá lugar a um gênio. Ele se lembra de tudo que viu e ouviu desde os tempos de infância, aprende mandarim e italiano em poucos minutos, transforma-se no grande nome do ramo de investimentos. Ou seja, é a perfeição em pessoa, do tipo que faz tudo melhor do que os outros, sem direito a erros. Se é verdade que a arte imita a vida, quantas doses da tal NZT você gostaria de tomar para acertar sempre nas suas decisões?

Até onde sabemos, a (cada vez mais avançada) medicina ainda não lançou no mercado qualquer tipo de droga que tonifique por completo nosso poder cerebral.  Mesmo assim, tenho certeza que alguns pensaram da seguinte forma: mulherzinha indecisa, viu! Fala que gosta mas quer acabar com o noivado! Essa merece um cara que a maltrate só para ela pagar os pecados!

Ou temos uma grande quantidade não descoberta de gênios perambulando entre nós ou o maldito pré-julgamento fala mais alto. E assim como aconteceu com Tamires, em algum momento da vida paramos para pensar da seguinte forma: continuei imaginando que um dia a história poderia mudar.

Qualquer escolha feita é um passo exclusivamente seu. Agora, o que pode te levar para determinado caminho é o conjunto de fatores acerca do momento vivido, seja no presente ou passado. Tamires tem medo (tempo presente) de dar o passo adiante (futuro) justamente por causa do pensamento indeciso do noivo no passado (como ela frisou: ele sempre dizia que não queria casar, pois não se via nessa situação e nunca havia sentido vontade de tal compromisso). Ter ficado com o cara mesmo sem qualquer tipo de perspectiva foi um erro? Talvez. Mas quem garante que o próximo namorado não iria ter o mesmo pensamento do atual? Aí entrou a velha teoria do “melhor deixar como está, afinal de contas não vou trocar o (in)certo pelo duvidoso”. E o tempo foi passando, passando, passando…

Inevitavelmente tudo aquilo que deixamos para trás (a contragosto) em algum momento da vida voltará a caminhar do nosso lado, como uma sombra que não some enquanto algo acontecer.  Anos depois da situação não/mal resolvida, Tamires teima em relutar mas sente que agora é a hora de mudar. O estoque de “melhor deixar como está” transforma-se aos poucos em “como seria se fosse de outra forma?”. Sendo assim, as outras opções jamais despertariam sua confiança/atenção em tempos passados começam a ganhar força. O conceito de “quero mas não posso ou será que posso?” surge a cada investida de quem nada tem a ver com isso (palavras dela: E nesse tempo que começamos a esfriar, outra pessoa apareceu, e o que estava na média, piorou).  A frase “O QUE FAÇO AGORA?” surge piscando em letras garrafais na sua frente. O tamanho e a luminosidade quase cegante do questionamento incomoda demais. Será que os tais 90% de inteligência adormecida seriam capazes de mostrar o melhor caminho a seguir percorrido? É apenas questão de inteligência (razão)? E o coração, onde entra na questão?Ou ele é apenas um musculo bombeador de sangue isento de influenciar nas escolhas?

Tamires tem como único “NZT personalizado” o estoque continuo de maturidade, onde residem seus questionamentos, discernimentos e escolhas. No filme, o protagonista começa a ter problemas quando a droga NZT acaba. Tomara que não aconteça na vida real.

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Quer namorar comigo?

Por Keka Demétrio

Hoje estou mais sensível que nunca. E olha que nem na TPM estou. É sentimento que ataca o coração e nos coloca em contato com a gente mesmo. E então quando estou assim até toque de celular me faz marejar os olhos. Sempre fui chorona, emotiva, uma típica “mulherzinha”. É, eu sei, não parece que perco as rédeas da minha vida, mas às vezes é bom perder. Mas só às vezes. rs

De uns tempos pra cá tenho me recolhido mais dentro do meu mundo e tentando entender algumas coisas. Óbvio que continuando a viver e aproveitando as coisas que a vida vem me oferecendo, e olha que ela anda bem generosa comigo.  No campo profissional tudo caminhando maravilhosamente bem, mas diferente da Lady Kate, o que me falta não é o “gramour”, mas um amor.

E é esse tipo de conversa que tive com uma amiga neste fim de semana. Ela dizendo da falta que sente de um amor, de um companheiro, de alguém para recostar a cabeça só para sentir a respiração e o pulsar do coração. Ela é um mulherão, não no sentido das curvas, mas em todos os outros aspectos que nós temos que ser. Bonita, educada, profissional ímpar, e disponível no mercado há um bom tempo.

Nunca fui de expor minha vida íntima, nem de contar que estava com fulano ou sicrano, mas hoje vou incorporar o lado descarado da minha amiga Renata Vaz de compartilhar a vida íntima e dizer o resultado da minha conversa com esta amiga: nos recusamos a passar o dia 12 de junho sozinhas.  Aliás, não só o dia dos namorados, mas nosso aniversário, o dia das crianças, o natal e muito menos o ano novo. Pronto, tenho dito.

Ahh, já sei, um monte de vocês já estão pensando: pqp, mas a Keka, um mulherão desses que vive recebendo cantadas, e a amiga dela, pelo que descreveu, deve ser excelente companhia, sozinhas? E eu pergunto: onde estão aqueles homens que ainda possuem a delicadeza no trato com as mulheres, mas que sabem ser rudes na hora certa (se é que me entendem…ahahaha)?

Receber cantadas não é nada. O que nós mulheres queremos receber é amor, atenção, vida em nossas vidas. Perceber entusiasmo e paixão em um simples bom dia vindo em forma de mensagem recebida de manhã pelo celular. Queremos que o dia seja empolgante nessa troca de sentimentos.

Alguns de vocês devem estar nos julgando, nos achando ridículas, e eu, em particular, não estou nem aí para o que vocês estão pensando. E acho que minha amiga compartilha do mesmo pensamento que eu. Não vejo sentido em ter vergonha em expor meus medos e sentimentos. Não é isso que nos faz humano e de certa forma interessantes? Não tenho que bancar a mulher feliz 24 horas por dia, e seria uma p%$# hipocrisia dizer que sou sempre feliz.

O que posso dizer é que tenho um entusiasmo fantástico pela vida, isso eu não nego. Assim como não nego que quero muito receber presente no dia 12 de junho e no dia 25 também. E para que isto aconteça tenho que perguntar: quer namorar comigo?

 

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Lara e sua primeira DR

Por Renata Poskus Vaz

Gente, olha só esse video, que fofo! Lara, após suplicar pelo carinho de Tutu, resolve ficar com Nando. Discussão muito madura dos pimpolhos…kkkk… Vejam só:

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“Já transei com mais de 100 caras”

Por Renata Poskus Vaz

Certa vez, em uma festa, observei uma mulher que, na tentativa de seduzir um cara mais novo, dizia já ter transado com mais de 100 caras ao longo da vida. Falou na frente de todo mundo, segura e orgulhosa de si mesma.

Fiquei por dias pensando naquilo. Será que ela já havia transado com tantos caras mesmo? Se ela tem em média 30 anos e, teoricamente, tenha iniciado a vida sexual aos 15 anos, e namorou sério quase uma década (partindo do principio que foi uma mocinha fiel), isso quer dizer que ela transou com quase 20 caras por ano, o que dá uma média de quase dois homens por mês, nos cinco anos em que esteve solteira. Ufa!

Nesta análise da vida sexual alheia pqp, eita falta do que fazer!, me recordei de inúmeros e-mails que recebo de leitoras se achando inferiores porque há anos não transam com ninguém. E o fato de não transarem com ninguém há tanto tempo, também as fazem acreditar que, no dia que encontrarem algum parceiro, estarão “fora de forma”, serão comparadas com outras mulheres e serão rejeitadas pela performance sexual. Pura bobagem!

Dancei ballet por 11 anos, fazia várias aulas por dia, todos os dias. Dedicava-me exageradamente à dança, mas estava longe, muito longe de ser a melhor bailarina do meu grupo. Outra garota, no entanto, ia apenas duas vezes por semana na academia e era uma bailarina excepcional. Ok, ok, minha comparação é meio tosca, mas o que quero dizer é que a prática ou repetição não faz de ninguém uma diva sexual.

Transar por transar com um, dois, vinte, ou 100 homens durante a vida, não faz de ninguém melhor ou pior na cama. Não só mulheres, mas diversas fêmeas do reino animal são capazes de copular inúmeras vezes, com diversos machos. Os números de caras com quem você já transou não definem se você é ou não um mulherão. Fique tranqüila.

Respeito quem tenha o desprendimento de dividir os lençóis com alguém que tenha pouca intimidade, só por prazer. Como diria o filósofo pós-moderno Frank Aguiar, “lavô tá nova”. Todavia, ainda sou adepta do “fazer amor” com quem se ama de verdade. Olho no olho, beijo na boca com paixão, carinho, encontro de almas… Isso só acontece com amor e para isso não se exige prática. Quando você encontra aquele que te faz suspirar na vida, na sala, na cozinha, na rua e na cama, não precisa testar com mais 99 caras para saber se ele é homem certo que te fará feliz e se sentir completa em todos os aspectos.

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