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Cuidado com a nova moda das roupas transparentes

Por Renata Poskus Vaz

Nas últimas semanas me deparei com matérias sobre uma série de celebridades usando roupas transparentes na região das pernas e bumbum. Não sei como essa onda começou e tentei até mesmo descobrir o estilista que lançou essa péssima tendência na passarela e que serviu de inspiração quase demoníaca para as demais marcas que colocaram essa coisa horrenda nas prateleiras.  Não descobri a origem do mal. Juro.

Vocês sabem que não sou muito de dar opinião sobre o que os outros optam vestir. Prefiro falar sobre o que fica bem em mim ou não, ou dar sugestões que acho bacanas para as minhas leitoras. Afinal, o que é feio para mim pode ser belo para os outros. Porém, eu não podia correr o risco de ver alguma gordinha reproduzindo o modelito de pagar bundinha por aí. Não é elegante, nem sensual. É pior do que roupa de funkeira, atravessando qualquer barreira da vulgaridade aceitável. Meninas, jamais usem isso!

Amanhã estréia a novela  “Salve Jorge”, na TV Globo. A protagonista Nanda Costa investiu no modelito de pagar bundinha. Veja só:

Isso não é ser extravagante. É ser esculhambante!

Outra que se atrapalhou no modelito foi a cantora Paula Fernandes que já comete diversos deslizes na composição de seus figurinos habitualmente. Não vejo problema do que ela usa no palco. Palco é lugar para show (se bem que eu acho que roupa transparente de nada combina com as músicas românticas que ela canta), porém, circular por aí com o bumbum de fora, não rola. Diva que é diva não mostra a calcinha. E tenho dito!

Calma, ainda não acabou. A atriz Lea Michele também saiu quase-pelada em um super evento que reunia diversas estrelas e imprensa:

Acho que vocês já devem ter entendido o quanto inadequado é usar uma roupa dessas em qualquer ocasião. Então, meninas, não arrisquem!

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Valkíria quer o mundo (parte 1)

Por Eduardo Soares

Quando Sérgio conheceu Zulmira ele se encontrava numa pindaíba de causar comoção em mendigo. O homem estava mais duro do que bunda de estátua. Do outro lado, a mulher estava numa situação um pouco melhor que a dele. Zulmira vinha de família classe média “despencante”. Como boa parte da população nacional, sofreu alguns perrengues financeiros durante quase uma década mas aos poucos conseguiu retomar e melhorar o padrão de vida. Com isso o  “despencante” agora era “decolante”.  O que era um alivio para ela que sempre foi metida a besta, desde criança. Ela saía de casa sempre enfeitada, parecia até árvore de Natal ambulante. Até mesmo para comprar baguete era quase um desfile infantil matutino no meio da rua. Baguete, eu disse. Rico não compra bisnaga, tampouco bengala. As três expressões significam a mesma coisa. Para quem não associou, me refiro aquele pão fino e comprido tão comum nos tempos do guaraná de rolha. Hoje em dia só vejo bisnaga (sou povão, não nego) sendo vendida no período de Natal, já que o pão é a matéria prima de qualquer rabanada. Falávamos de quê mesmo? Ah, sim! A cocotinha saía de casa toda emperiquitada (já diria minha mãe) até mesmo para dar uma volta no jardim com o lulu à tira-colo (ou coleira). Esse trajeto tinha duração máxima entre cinco e dez minutos. Epa, já ia esquecendo: o poodle também saía de casa devidamente uniformizado com direito a luvinhas e tudo. Só faltava mesmo um mordomo para o bicho. É cada doideira, vou te falar…

Como essa era uma época boa da família nenhuma extravagância soava como exagero, tudo era permitido. Afinal de contas (como diriam os mais velhos) quem pode, pode e quem não pode espia. De fato, as pessoas estranhavam aquela menina super produzida e seu cachorrinho (o coitado “ainda” era macho) usando roupinha cor-de-rosa. Alguns sacanas soltavam frases como “ nunca vi isso, esse cachorro é de chiclete?” ou “nunca vi milk shake peludo de morango”. Bom, para agravar a extravagância Zulmira era filha única, e nesse caso é natural que todos os paparicos sejam tonificados e com isso ela tornou-se uma criança pra lá de mimada. A palavra NÃO jamais esteve presente no vocabulário dos seus pais. Todas as vontades da pequena eram atendidas. Para quem tinha gênio forte, isso não poderia ser pior. Daí vocês podem ter uma pequena noção de como seria essa pessoa na fase adulta…

Zulmira cresceu e fez faculdade de moda, tornando-se uma bem sucedida estilista, renomada pelos quatro cantos do planeta. Nessa fase, ela viveu a rotina de viagens constantes e cansativas até o momento decidiu amenizar o ritmo de trabalho. Sem precisar provar nada a ninguém e com o nome já consolidado no mundo fashion ela Zulmira decidiu fazer apresentações apenas no Brasil. Foi num desses desfiles que ela conheceu Sérgio, então um segurança boa pinta e educado que não desgrudava os olhos daquela dondoca estilosa dona de uma postura impecável.

A estilista costumava dizer que os homens grã-finos eram péssimos amantes. Só queriam saber do creme facial, da musculação e do perfume da moda. Por isso nunca havia tido sucesso nos namoros. E talvez aquele segurança pobretão (se fosse rico estaria na platéia vendo o desfile) seria a solução da sua carência. Dito e feito. Lá estavam Zulmira e Sérgio, casal desenhado através de mundos opostos, como vários outros casos que conhecemos através da mídia.

Mas cadê a tal Valkiria do título? (continua)    

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