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Dia de Modelo em São Paulo: 19 de julho

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Mulherões, dia 19 de julho, em São Paulo, faremos mais uma edição do Dia de Modelo Plus Size. É o último antes do FWPS que acontece em Agosto.  No semestre que vem o Dia de Modelo passará por reformulações e o preço será reajustado, após 5 anos. Então, aproveite e faça agora o seu book plus size profissional.

Data: 19 de julho/ sábado

Local: Perdizes/ São Paulo/ SP

Valor: R$400 – consulte desconto no pagamento antecipado e condições para pagamento parcelado.

Contato: blogmulheraosp@hotmail.com

Vejo vocês lá!

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Arquivado em Dia de Modelo, O que rola por aí

O Blog Mulherão é uma agência de modelos?

Mônica Monteiro, participante do Dia de Modelo. Ela não quer ser modelo, apenas desejava um dia em prol da beleza e autoestima

Por Renata Poskus Vaz

Olá, mulherões!

Quando iniciei minhas atividades à frente do Blog Mulherão encabeçando eventos como o Fashion Weekend Plus Size e o Dia de Modelo Plus Size, fiz uma série de profissionais que ainda não atuavam na área abrirem seus olhos para o que consideraram um promissor e lucrativo mercado.

Porém, eu aprendi na prática que não existe sucesso sem trabalho. Muitos outros profissionais não aprenderam essa lição. Erroneamente, acharam que as coisas aconteceram facilmente para mim, que caíram no meu colo. Sentem-se injustiçados por seus negócios fracassarem etc. Sou uma espécie de inimiga número 1 de algumas agências que dizem trabalhar com modelos plus size. Elas alegam que em meus desfiles, aparições na TV e em consultorias para clientes meus (leia-se confecções e lojas plus size) eu deveria contratar  as modelos das agências deles. Acho uó do borogodó! Como alguém pode ficar com raiva de mim porque não quero contratá-lo para intermediar meus contratos com as modelos? Dureza, não é? Alegam para aspirantes, que só contrato as mesmas modelos sempre, o que não confere. Tenho um casting de modelos fixas, mas sempre privilegio novas modelos, muitas delas do Dia de Modelo, outras que conheço no casting do FWPS, mas nunca contrato por essas agências cujo método de trabalho considero duvidoso.

Não há nenhuma legislação que me obrigue a dar oportunidade para agências de modelos que vivem de cobrar composites, books, cursos e taxas de agenciamento. Se uma agência se predispôs a entrar nesse mercado GG, deveria, antes de ficar caçando gordinhas que desejam ser modelo para vender seus serviços, buscar clientes. Do que adianta um casting com mais de 100 modelos GG se essas agências não conseguem trabalho para nenhuma?

Uma boa agência de modelos não é aquela que tem uma lista imensa de modelos, mas a que tem uma lista imensa de grandes e bons clientes.

Se você tem uma agência e não tem bons clientes, você é apenas um vendedorzinho de books, como eu. Com a diferença que eu não minto para minhas clientes para vender esses books.

Indico diversas modelos plus size para trabalhos. Porém, vendo books fotográficos e não torno o fato de ser uma agenciadora de modelos público porque não quero que pensem que o fato de participarem do Dia de Modelo Plus Size implicará na obrigatoriedade de sua colocação no mercado de modelos GG. Isso se chama honestidade! Apenas 20% das participantes do Dia de Modelo são encaminhadas para trabalho e esse índice é alto se comparado com outras agências. Mesmo assim, se 100% das meninas fizessem o Dia de Modelo com a certeza de que lhes conseguiria um trabalho, estaria enganando os outros 80% que não tem perfil. Sei que não posso encaixar no mercado de trabalho todas as aspirantes a modelo que me procuram, não vou fazer falsas promessas como umas e outras fazem por aí.

Por conta disso, para provar que não tenho nada contra agência honestas, publicarei algumas indicações aqui no Blog Mulherão. E vocês podem sugerir também agências de confiança. Porém, quero comprovações de que elas realmente indiquem plus size para trabalhos. É a hora da verdade! 😉

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Arquivado em Modelo GG

Quero ser modelo plus size: O que é “peça piloto”, “modelagem” e “modelo de prova”?

Por Renata Poskus Vaz

Olá, mulherões! Já fizemos várias matérias aqui no Blog Mulherão de como se tornar uma modelo plus size. Porém, muitas dúvidas ainda rondam as cabecinhas fofas de nossas leitoras. Então, tive a idéia de montar um guia com dicas e também com explicações sobre termos muito usados nos bastidores de confecções e lojas plus size e que uma modelo precisa entender, o “Quero ser modelo plus size”.

Hoje, vamos falar sobre peças piloto

Peça piloto é um prototipo de uma peça que será reproduzida em série. Ou seja, um modelo de uma roupa que é desenvolvido e que com base nele as confecções fabricarão outras peças para serem vendidas.

Como é idealizada a peça piloto

Primeiro, o estilista desenha a peça dos sonhos, pensando no estilo da grife e no tema daquela coleção. Muitos utilizam revistas estrangeiras como inspiração, ou viajam para fora do País buscando referências. Porém, nem sempre foi assim com as confecções plus size. Antes, as coleções não contavam uma história, não tinham um tema. Eram peças soltas, sem sentido, sem grande variação de cortes e estilos.

Depois da peça desenhada e aprovada (sim, porque quase sempre os donos das empresas acompanham todos os passos da elaboração da peça piloto e isso às vezes engessa a liberdade dos estilistas criarem e sugerirem novidades), ela passa para uma modelista. Modelista, hoje, é um profissional muito admirado e valorizado nas confecções plus size, quase tanto quanto o estilista, pois não há no mercado uma quantidade significativa de profissionais que dominem com perfeição a modelagem plus size (que é sim bem mais complicada do que a moda para magrinhas, que tem menos curvas).

Como é feita a modelagem da peça piloto?

Durante a modelagem (confecção da peça piloto), a modelista consegue transformar e adaptar o tecido às formas do corpo humano. E nem sempre o que a estilista coloca no papel cai bem quando esse teste é feito na prática. Às vezes recortes, pences, pregas e franzidos são necessários para que a peça tenha um melhor caimento no corpo. Muitas vezes o resultado não sai bom com um tecido e outros materiais são testados. A modelista se utiliza do papel ou do computador para criar o molde. Ela também pode usar o manequim ou uma pessoa que irá servir de modelo de prova.

Com a peça piloto pronta é possível definir:

  • Quantidade, comprimento, tipo e espaçamento dos pontos e pespontos.
  • Quantidade, comprimento e tipo dos caseados.
  • Quantidade, tipo e tamanho dos botões.
  • Tamanho e tipo de fechos.
  • Largura de bainhas.
  • Cor, lavagens, bordados, aplicações, beneficiamentos etc.
  • Custo interno, preço de atacado, preço de varejo, preço de exportação etc.

Viu, não é tão fácil assim definir um modelo de roupa que vai para as lojas. Imagine produzir uma coleção inteira?

Modelo de prova

Como viram, a peça piloto demora muito tempo para ser idealizada, produzida e aprovada, até virar um protótipo para as outras peças que serão fabricadas. Neste processo, uma pessoa pode ser usada como modelo de prova, ajudando a modelista a verificar o caimento da peça no corpo. A modelo de prova não precisa ser linda e muito menos ter trabalhado já como modelo fotográfico. Ela precisa, apenas, ter um corpo proporcional e se manter nas medidas exigidas pela confecção. Não pode engordar e nem emagrecer, para que em uma coleção as peças não fiquem nem justas e nem largas demais comparadas às medidas da coleção anterior. A cliente vai achar que está engordando ou emagrecendo, quando na verdade a modelo de prova é que está alterando muito suas medidas e influenciando no tamanho das roupas que vão para as lojas.

As peças pilotos nos catálogos e nos desfiles

Uma coleção com 30 artigos, por exemplo, precisa de 30 peças piloto. E todas são feitas com base no mesmo manequim, então, a modelo de prova tem que ser a mesma. Cada grife escolhe o manequim que terá a sua peça piloto, um que ache mais fácil de trabalhar. E convenhamos, é mais fácil, mais rápido e mais barato trabalhar com manequins menores, do 44 ao 50.

Como as fotos para catálogos e os desfiles de moda de divulgação das peças acontecem antes das coleções serem produzidas, são usadas as peças piloto. E é por isso que vocês vem poucas modelos acima do manequim 50 nas passarelas e nos catálogos de moda.

Gostaram e entenderam? Tirem suas dúvidas!

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