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“Consiga mais encontros do que sua amiga magra”

magra

Por Cintia Rojo

Olá Mulherões,

Não acho (e nunca achei!) que eu vivia numa competição com minhas amigas magras para ter mais encontros, ser mais bonita, popular ou bem sucedida. Sempre olhei para o meu bem-estar, acima de tudo, e confesso que eu me sentia tão bem comigo mesma que negligenciava minha aparência.  Já houve uma época em que a chefe me chamava de canto e perguntava: “puxa, Cíntia, não podia ter passado um batonzinho?”. Era um erro.

Kat Bacon, uma linda e loira escritora americana, lançou o livro “Get More Dates Than Your Skinny Friends” (algo como “Consiga Mais Encontros Que Suas Amigas Magras”). Na verdade, o livro propõe mais uma reflexão sobre auto-confiança do que sobre encontro, propriamente dito. Kat diz – e eu concordo: “pessoas confiantes são sedutoras; se você pensa que sua aparência está ótima, os outros estarão inclinados a pensar o mesmo”. Se você está feliz e  sorridente, transparece que está acessível e isso encoraja os homens a começarem uma conversa, um convite, uma amizade ou um relacionamento.

Outra coisa: você está esperando o Príncipe Encantado bater à sua porta? Esqueça! Saia da sua zona de conforto – e de casa! Kat diz que qualquer hora é uma boa hora para conhecer alguém e que homens bacanas podem estar mais perto do que imaginamos. Só precisamos estar atentas (e bonitas). Não vá de qualquer jeito; arrume-se, de um jeito apropriado ao lugar e à situação. Nesse ponto, particularmente, gosto do jeito das francesas se vestirem, ou seja, estar arrumada sem deixar de ser natural.

Em resumo, Kat quer dizer: facilite as coisas para o rapaz! E se você quer saber mais sobre a Kat, nesse link do Today.com está um trecho do livro e uma entrevista com a autora (em inglês).

Besos!

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Tenho espelho em casa sim, obrigada!

Por Renata Poskus Vaz

Preciso te dizer uma coisa: eu tenho espelho em casa.

Depois dessa revelação, peço que abandone essa obsessão de dizer que estou gorda toda vez que você me vê. Deixe de dizer o quanto eu ficaria melhor se emagrecesse uns quilinhos, ou que tenho um rosto lindo mesmo sendo gorda. Não questione o porquê de eu estar acima do peso, não me sugira dietas, não me censure se eu repetir o prato, não me diga a lista de doenças que estou propensa a morrer.

Eu sei que estou gorda, não sou idiota, alienada, e nem faço de conta que sou magra. Vejo isso todos os dias no espelho e posso te garantir que minha gordura me incomoda muito menos do que te incomoda. Desculpe-me se essa minha felicidade te assusta ou se você se sente afrontado de alguma forma com minhas curvas, ou minhas banhas, como você adora falar. Elas me pertencem.  Elas fazem parte do mulherão que hoje eu sou.

Guarde a sua opinião sobre meu corpo e minha saúde para você. Não falo do seu cabelo, da sua pele, dos seus hábitos, da sua voz… Não questiono sua inteligência… Então, por favor, não me julgue!

Saiba que tenho TV em casa e assisto com freqüência todas aqueles reportagens especiais sobre obesidade. Navego na internet, leio jornais e revistas e estou cansada de saber todos os riscos que o excesso de peso pode trazer à minha saúde. Eu sei de todos eles, juro! E não é que eu não me importe. Eu me importo sim, mas acontece que eu não quero esperar emagrecer para ser feliz.

Da mesma forma, sei da quantidade enorme de pessoas que morrem em acidentes de trânsito todos os dias, mas me nego a ficar trancada dentro de casa. É um risco estar gorda? Sim. É um risco estar viva!

Não espero que me faça elogios, que ache meu jeito de me vestir bacana, que conviva comigo se achar que uma gorda é indigna disso. Aliás, eu é que vou pensar se a nossa convivência vale à pena para mim. Do mesmo jeito que cansei de perder tempo com minhas dietas malucas, também cansei de perder tempo com gente preconceituosa e ignorante.

Agora preciso ir. Tenho que retocar o meu batom em frente ao espelho que mostra bem o que sou por fora. Pena não existir também um espelho que revele o que você é por dentro. Isso sim seria digno de pena e nenhuma dieta do mundo daria conserto.

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A gorda que agrada todo mundo e desagrada a si mesma

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Por Renata Poskus Vaz

Quantas vezes você se anulou para ser aceita na família, pelos amigos ou no trabalho? Quantas brincadeiras sem graça e que te feriram teve que aguentar? Quanto preconceito teve que suportar? Quantas vezes engoliu a sua própria opinião porque ela jamais seria aceita, respeitada? Tudo isso para ter uma vida social equilibrada, na tentativa de ser uma pessoa agradável para os outros, mesmo que desagradando a si mesma.

E aí eu te pergunto: vale à pena?  Você se sente bem sendo, aos olhos dos outros, alguém sem opinião? Alguém submisso? Alguém que não sabe dizer não e ri quando na verdade gostaria de chorar?

Não, não vale. Tenho certeza que quando coloca, à noite, a sua cabeça no travesseiro, não se sente a amiga, esposa, colega e filha perfeita. Você sabe que isso é um personagem, que existe um cérebro e muitos sentimentos por trás da gorda fofinha que você tenta encarnar.  Você se sufoca. E sofre.

Um dia esse mulherão escondido por trás do seu corpo gordo virá à tona, seja explodindo em um acesso de fúria, ou implodindo com uma depressão ou uma doença grave. Mas ela virá à tona.  Não é melhor deixar com que ela apareça, lentamente, todos os dias?

Eu me lembro que, quando pequena, era muito geniosa. Porém, recordo-me, nunca fui uma menina má. Tinha um senso de justiça e lealdade que poucas pessoas têm (modéstia à parte), não iniciava brigas, porém, não fugia delas. Definitivamente, não era uma menina fofa. Nunca fui tolerante, sempre reagi de imediato às ofensas e provocações. Isso, é claro, fez com que algumas pessoas se afastassem de mim. Sempre questionei porque a Lídia do prédio sempre tinha que ser a professora nas brincadeiras de escolinha, na nossa infância, ou porque as meninas, na juventude, insistiam em ser falsas com a Fabiana, falando mal dela pelas costas, mas aturando-a porque tinha carro para nos levar à balada. É claro que elas não gostavam disso. Não gostavam que eu lembrasse que suas atitudes poderiam não ser as mais corretas. Com o tempo, para ser aceita, comecei a fazer vistas grossas a essas injustiças. Não emitia mais minha opinião. Engolia. Suportava. E morria aos poucos.

Sim, porque não acho que seja certo sair dando voadora no peito dos outros a cada discordância de opiniões, mas ter que fingir que concordava com algo para ser aceita, não era bacana. E me calar, abriu precedente para que zombassem de mim e que não me respeitassem mais. Ok, respeito não se conquista no grito, mas se conquista com postura. E nunca com uma postura passiva.

Isso refletiu também em um de meus relacionamentos, sempre abaixando a cabeça, pedindo desculpas por erros que meu próprio parceiro cometia comigo. Sim, ele errava comigo, virava o jogo e eu, mesmo vendo claramente essa manobra egoísta, pedia desculpas só para ficar bem com ele. Mas não ficava! Essa situação só se prolongava, fazendo com que o relacionamento acabasse de qualquer forma, mais tarde, causando muito mais decepção e sofrimento.

Foi quando dei um basta. Voltei a expor minha opinião e admirar pessoas que fazem o mesmo (mesmo não concordando com elas). Não gosto de gente muito calada, que concorda com tudo, pois mesmo uma pessoa muito tímida pensa, tem sua visão particular sobre tudo e não ter acesso a isso me deixa insegura, pois ela não mostra de verdade quem ela é.

Com o meu atual trabalho, lidando com moda, mulheres e egos, decidi que ou me dedicaria a fazer amigos, ou a trabalhar. E escolhi trabalhar. É muito difícil dizer não para uma modelo em um casting. São poucas que reagem de forma positiva. A maioria fica brava comigo, mesmo dizendo a  elas a verdade de forma polida. Não, não posso mentir! Nem para mim mesma, nem para elas. Mesmo que isso me custe a ficar sozinha. Mas não fico! 

Assim como eu, quando você aprender a ouvir e a falar, nunca estará sozinha. Pode não ter mais a aceitação de 100 pessoas, mas sempre terá, ao seu lado, gente do bem, que admira amigos pensantes. Sempre existirá alguém que irá gostar de quem você é de verdade, mesmo brigando, discordando… Amigo que é amigo não vai embora só porque você não concordou com ele.

E é isso que eu espero que você, leitora, compreenda. Não omita, não minta, não sorria quando na verdade quer chorar. Não desagrade a pessoa mais importante da sua vida: você mesma.

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Você já se olhou no espelho?

Lau Brambilla 1

Por Lau Brambilla

“Você já se olhou no espelho?”. Essa frase tem mexido com a minha cabeça na última semana. Recebi essa pergunta de repente, em meio a uma conversa um tanto quanto “coração aberto” com o meu namorado.

Tenho 24 anos e comecei a namorar pela primeira vez na minha vida há pouco tempo. Cá entre nós, sempre fui o tipo de garota que os meus amigos de infância e adolescência chamavam de “amiga fiel”, “ela é quase um menino”, “uma irmã pra mim”, etc. Sempre achei que me encaixar como “um dos meninos” era algo natural. Entendo hoje que isso era – pelo menos para mim – um meio de defesa para toda a insegurança que me rondava por ser gordinha. Sempre fui um poço de insegurança. Nunca confiei realmente no meu taco, apesar de sempre dizer que estava bem com a vida e com o meu peso.  Acredito que isso influenciou no fato de eu ter sido a “amiga-menino” e também a “encalhada” a maior parte da minha vida.

Foi então que, há um mês, comecei a namorar… E meu namorado me perguntou como pôde, até então, eu nunca ter namorado, sendo como sou.  Quando ele falou isso eu fiquei com aquela cara, sabe? De coxinha? Então… Exatamente essa cara: de coxinha! (Caso vocês não saibam o que é uma cara de coxinha, vai aí uma dica, clique aqui).

Como assim, do jeito que eu sou? Eu fiquei sem entender. Ele deu uma risada e me fez a pergunta que me fez querer escrever esse texto: “Você já se olhou no espelho?”.

Eu já tinha me olhado muitas vezes no espelho, e a maioria delas só para odiar o que eu estava vendo e vestindo. Quase sempre essas “olhadas” no espelho me faziam  querer me esconder e cancelar minhas saídas. Enfim… A resposta para meu namorado era: “sim, já tinha me olhado no espelho“. Com cara de inconformado, ele me perguntou: “Você se acha feia?”. Eu nunca parei pra pensar se me achava feia. Quando as pessoas falavam que eu era bonita, eu agradecia educadamente, pois certamente a pessoa só tinha falado aquilo por educação, não é mesmo? Eu nunca tinha servido para ser “a bonita”, afinal, eu era “quase um menino”, certo?

Errado. Descobri que eu pensava aquilo porque sempre vivi dentro da mesma caverna, olhando para as sombras na parede. Eu nunca parei pra observar o que havia de diferente lá fora. Eu considerava que se eu não fosse aquilo que eu era ali, se eu não me encaixasse da forma que eu já me encaixava, eu não serviria para ser outra coisa. Eu mesma me deixei guiar para me tornar só uma amiga querida e não mais do que isso… Mesmo quando eu gostava do menino eu insistia no fato de que ele “era só um irmão pra mim” e aí, como amigos, eu não tinha como sair machucada por causa da minha feiura e gordura.

Então, esse cara maravilhoso me aparece e me fala isso… “Você já se olhou no espelho?”. E fala rindo, como se a ideia que eu tinha no passado sobre mim mesma fosse ridícula e equivocada. Sensação de pernas quebradas. Foi então que ele me disse aquela frase que toda mulher gela ao ouvir “Você está gordinha”, mas completou com um “Mas isso não te faz menos bonita”. E graças ao “mas” eu não gelei e nem me importei por estar gordinha (ou gordona, que seja…). Eu sei que eu estou mesmo, e então conclui que nunca  havia me olhado no espelho de verdade. Nunca olhei para além do que ele me mostrava, além do meu peso.

Não, eu nunca tinha parado para fazer isso. Acredito que ainda não consegui ver por completo o que eu sou, não tive tanta coragem em menos de uma semana, mas sinto que nesses últimos tempos eu tenho mudado. Minha confiança em mim mesma tem mudado e um amigo meu uma vez me disse que “A coisa mais sexy em uma mulher é quando ela confia nela mesma”… Acredito nisso. Nós somos tudo aquilo que nós mesmas acreditamos que merecemos ser, e nós podemos ser tudo o que quisermos, basta nos olharmos de verdade no espelho e acreditar que a gente pode. Aos pouquinhos eu me olho um pouco mais e descubro que tenho uma ou outra coisa nova que eu gosto. Eu estou tentando me olhar de verdade no espelho agora.

E vocês? Já se olharam no espelho hoje?

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Amor plus size: quando o mulherão ama um gordo

Por Renata Poskus Vaz

Amor não tem forma, não tem corpo, não tem curvas, não tem barriga tanquinho. Simples. Mas muita gente ignora isso. Sempre falamos aqui sobre o amor entre pessoas com corpos diferentes e a dificuldade que esses casais enfrentam ao assumir seus relacionamentos. Narramos, por diversas vezes, o desafio que homens magros e com corpo atlético encontram ao namorar uma gordinha. Eles sofrem preconceito sim, ficam à mercê de piadinhas, já que poderiam, aos olhos dos outros, namorar uma “mulher melhor” (leia-se: mais magra).  Tem que ser muito macho para assumir para os amigos e para a família que se gosta de uma gorda.  Afinal, quase ninguém se interessa em saber o quanto somos maravilhosas e interessantes, apenas se limitam a olhar a nossa forma, o nosso exterior.

Para algumas de nós, mulherões acima do peso, namorar um cara sarado faz parte do pacotão da mulher bem-resolvida com seu próprio peso. “Olha só, sou gorda e namoro um saradão”, é o que muitas pensam. Não, não estou dizendo que toda gorda veja no atleta gostosão um troféu, mas não há como negar a satisfação que é desfilar com um homem lindo, admirável e invejável por aí.

Porém, nesses 4 anos de Blog Mulherão, quantas vezes falamos sobre casais de gordos? É como se desprezássemos que uma mulher bem-resolvida gorda pode ser muito feliz e realizada com um homem igualmente gordo.

 E porque ignoramos isso? Porque não compartilhamos em nossas redes sociais a imagem de um gordo e uma gorda, como sinônimo de amor verdadeiro e realização? Homem gordo com mulher gorda não sofre preconceito? Ah, sofre sim! Mas a gente acaba desprezando isso, como se o amor entre “iguais” não gerasse nenhum tipo de rejeição por parte daqueles que os cercam.

 É comum pessoas gordas começarem a namorar e suas famílias e amigos reprovarem a união. “Agora ele vai engordar ainda mais namorando com esta gordinha”, pensam aquelas pessoas próximas do rapaz. No caso da família da gorda, a ideia preconceituosa quase sempre é a de que o rapaz é relaxado, ocioso, incapaz de cuidar dela como merece. Bobagem, claro. Mas quem é gordo e já namorou outro gordo, sabe bem do que estou falando. Ah, isso sem contar os desafios do dia a dia, como sentar confortavelmente em poltronas, lado a lado, namorando no escurinho do cinema.

Cléo Fernandes e Luiz Henrique Frotscher em ensaio sensual exaltam o amor plus size

Pensando nessas questões, os modelos plus size Cléo Fernandes e Luiz Henrique Frotscher sugeriram um ensaio diferente para o fotógrafo Reinaldo Junkes. Após uma sessão de fotos para uma marca de moda plus size, a dupla encarnou um casal apaixonado.

“Eu já vi diversos ensaios sensuais com casais de magros, ou com uma gorda e um homem magro, mas nunca com um casal de gordos. A proposta era de expressarmos envolvimento, desejo e conquista, servindo de inspiração para quebra de paradigmas. Gordos também podem e devem ser sensuais e não ter vergonha de ir à luta pelo seu amor”, afirma Luiz Henrique.

“Queríamos Ilustrar esse amor de forma sutil, delicada e ao mesmo tempo, intensa” completa Cléo.

 O ensaio ficou lindo! E me sinto honrada em dividir em primeira mão as fotos com vocês, leitoras do Blog Mulherão. Muito amor para todas nós, sendo seus parceiros gordos ou magros. Ou não tendo parceiros também!

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Desafio Mulherão: “Sou gordinha e amo um magrinho”

Por Renata Poskus Vaz

Ontem recebi um e-mail longuíssimo de uma leitora, pedindo ajuda para resolver um conflito pessoal. Ela, gordinha e reclusa em casa por vergonha do próprio peso, conheceu um rapaz há mais de um ano pela internet. Sente-se apaixonada, mas tem medo da reação dele quando a conhecer pessoalmente. Segundo a leitora, ele só a viu por fotos de rosto e também se diz apaixonado e nem sabe que ela é gorda. Essa é a história resumida.

Eu fiquei um pouco assustada porque a leitora realmente se mostrou desesperada. Porém, eu pouco poderia ajudá-la com conselhos. Palavras podem entrar por um ouvido e sair pelo outro se não mostrarmos na prática que é possível ser feliz e realizada no campo afetivo, mesmo sendo gorda. Para ajudá-la neste primeiro encontro recorri ao socorro de outras leitoras. Solicitei no Fcebook que elas contassem como conheceram  e conquistaram seus maridos magrinhos. Nada como ver belos exemplos, histórias de amor que deram certo, independente do peso, não é?  Espero que sirva de inspiração!

Jobi Feschyll – ” o ex terminou comigo porque eu estava gorda, mas meu marido atual me ama como eu sou”

“Conheci meu marido Benhur por intermédio de um amigo em comum. Começamos a conversar pelo MSN e não tínhamos interesse um no outro desde o início. Na época, eu tinha recém-saído de um relacionamento cujo meu ex não aceitava gordinha. Com o tempo, eu e Benhur percebemos cada vez mais que tínhamos muito em comum e mesmo o que tínhamos de diferente completavam  um ao outro. Ele sempre soube que eu era gorda, nunca escondi dele nem em fotos, nem na webcam, em nada. Num belo final de semana chuvoso, ele foi para a minha cidade para nos conhecermos pessoalmente e logo começamos a namorar. Nos casamos dia 04/12/2011 e estamos juntos até então. Ele é magrinho e nem por isso não o amo. Sou gorda, mais ainda do que quando nos conhecemos, e nem por isso ele deixou de me amar, ou seja, não importa ser magra, “corpão malhado”, que seja! O importante é como você é de verdade!”

Kelly Medeiros – “eu pego, mas não me apego”

” Tenho 23 anos e meu namorado Leonel Silva tem 28 anos. Somos vizinhos e eu ficava olhando ele do outro lado da rua. Na época, ele tinha 23 anos e era solteiro. Eu sempre dizia para mim mesma a frase: ‘Eu pego mais não me apego’. Ele sempre me achou atraente até que um dia ele entrou na academia que eu treinava e nos conhecemos melhor. Namoramos há 6 anos e lembro de uma história que ele contou uma vez que também conversou com uma menina na internet e ela disse que pesava 70 quilos e ele não ficou com ela. Eu tenho 95 quilos e ele me ama muito!! Somos felizes e o fato de ser gordinha nunca empatou a nossa vida em nada. Tenho certeza que o problema não são os quilos a mais e sim a confiança que passamos para o parceiro. Hoje me sinto mais confiante, atraente e muito mais feliz pesando 95 quilos. “

Larissa Bovolin – “eu pensava que ele estava olhando para minhas amigas magras”

“Conheci o Junio no dia do meu aniversário de 15 anos. Eu já era gordinha e ele magro. Na ocasião, comemorava com minhas amigas em um parque de diversões no Interior de São Paulo, quando Junio passou e ficou me olhando, embora eu tivesse pensado que ele estava olhando para minhas amigas magras. Depois, ele se aproximou com sua moto e perguntou se eu tinha namorado, pediu meu telefone e ainda me deu um beijo na boca de despedida. Ele me ligou logo no dia seguinte, começamos a namorar. Muitas pessoas olhavam com estranhamento o Junio magro comigo gorda. Sou filha caçula e o Junio é 10 anos mais velho do que eu. Meu pai sentiu ciúmes e chegamos até mesmo a nos encontrar às escondidas. Estamos juntos há 7 Anos, 6 meses e 16 dias. Estamos casados há 8 meses e ele até ficou mais gordinho. Somos felizes e só posso dizer que não temos que ter vergonha de nossa aparência, o que importa é o amor que um sente pelo outro.”

Ada Cristina -” no primeiro encontro escolhi uma roupa que valorizava as minhas curvas”

“A minha história começou em janeiro de 2011, quando conheci o meu marido através de uma rede de relacionamento. Ele, atleta, praticante do ciclismo, magrinho. Eu, gordinha, sedentária, a preguiça em pessoa! No primeiro encontro fui bem bonita, com um vestido que realçava as minhas curvas protuberantes, apesar de já ter contado sobre o meu físico,não queria assustá-lo. Tudo correu bem, até que ele resolveu me apresentar à família, após três meses de namoro. Eles me trataram bem, apesar de ouvir algumas coisas sobre saúde, comidas naturais, mas preferi curtir o momento. Em julho, ele pediu a minha mão em casamento e em dezembro, dia do meu aniversário, nos casamos e estamos juntos até hoje. Ele nunca pediu para que eu mudasse. Só fiquei sabendo um pouco da resistência de seus pais após estarmos casados há três meses e hoje eles estão super felizes comigo, com a forma que eu trato o meu marido. Eu o amo demais. O que realmente vale não é o lado de fora, mas sim, o que temos dentro de nós: caráter, amor, respeito, honestidade… isso vale muito mais que os quilos a mais que tenho.”

Tatiana Almeida – “Ele largou a uma magrinha para namorar comigo”

“Namoro há 4 anos e moramos juntos há 1. Quando conheci o Odair ele namorava com uma moça magra, mas depois de um mês ele terminou aquele relacionamento e começou a namorar comigo. Ele conta até hoje que se apaixonou pelas minhas curvas e que foi amor à primeira vista. Ele é magro e sempre coloca apelidinhos carinhosos em mim como “gordinha fofuxinha da minha vida” e assim vamos levando a nossa vida felizes. Não me importo de ser gordinha, tem muita gente por aí que está em forma, mas não tem conteúdo.”

Evelyn – “meu namorado magrinho é fanático por gordinhas”

“Meu namorado é fanático por gordinhas. Bom, por eu ter dito que ele é fanático por gordinhas, vocês devem ter imaginado que ele é um gordinho, fofinho, tudo de bonitinho. Ele é fofinho e muito bonitinho, mas está bem longe de ser gordinho. Ele é muito, muito – repetindo –  muito magro! E quer saber de uma coisa? Eu amo o fato dele ser magrinho. Literalmente não atrapalha em nada. Sei lá, acho sexy clavículas e ele tem uma que… Nossa!!! E eu adoro sentir as costas dele,  que não são largas, até porque eu não gosto de costas largas. Parece coisa de louca, mas eu gosto! E ele não é meu primeiro namorado magricelo (apelido carinhoso. Nada contra, adoro vocês mesmo). Se eu pudesse dar um conselho para a leitora que está com medo de se encontrar com o rapaz magrinho, saiba que todo magrinho adora uma gordinha. Aliás, todo magrinho só não, a maioria dos homens que sabem o que é bom preferem as gordinhas. Somos boas, bonitas, gostosas, graciosas, notáveis, e todas nós temos muito, muito amor pra dar.”

Thais Guinatti – ” Não damos a mínima para o preconceito das pessoas”

“Sou casada há 5 anos com o Técio. Nosso romance começou com uma forte amizade. O Técio é bem mais magro que eu, de quebra, mais baixo, e 3 anos mais jovem. Tinha medo de que eu não fosse a pessoa ideal para ele. Além dessas coisas , eu ainda era mãe solteira na época. Minha filha tinha apenas 1 aninho quando nos conhecemos. Mas o amor tem dessas coisas, não é ? Aos poucos fomos nos envolvendo, até o dia em que ele tomou coragem e, por telefone, disse tudo o que sentia por mim. Como éramos amigos há muito tempo, já nos conhecíamos muito bem, decidimos nos casar. Em três meses estávamos oficializando nossa união. Ele assumiu minha filha e, hoje, ela o chama de papai e as fotos podem mostrar: ela se parece mais com ele do que comigo! O Técio é muito gentil, e sempre faz questão de dizer que me acha linda. Ele ama as minhas “curvas” e sinto que ele é sincero. Ele me chama de mMinha modelo plus size” … Fico toda orgulhosa! É verdade que por onde passamos chamamos a atenção. Mas não damos a mínima importância para o preconceito das pessoas. Nosso amor não está onde as pessoas procuram e podem enxergar. Nosso amor não é casca deteriorável. Nosso amor é de coração… E isso a nossa felicidade pode mostrar !”

Flávia Telles: “tinha medo que ele ficasse reparando nas minhas estrias e celulites”

“Namoro um magrinho há 3 anos. Quando o conheci fiquei um pouco incomodada e receosa achando que ele ia fosse prestar atenção nas minhas celulites e gordurinhas. Mas depois que comecei a conhecê-lo bem, percebi que ele me achava linda gordinha. Já ouvi ele falando com os amigos dele que nunca gostou de mulher magrinha. Hoje estamos muito felizes. Ele engordou um pouquinho depois que comecei a cozinhar pra ele, mas ainda continua magrinho.”

Thalita Martins – ” A gente tem que primeiro se namorar, se amar, e os outros, naturalmente, o farão.”

Tenho 25 anos, 1,53m e 98kg. Há 1 ano e 9 meses conheci meu atual namorado pelo Facebook – temos um amigo em comum que “sugeriu” que formaríamos um bom par – e marcamos nosso encontro meio às escuras, já que a foto dele era minúscula e a minha era só do meu olho. Nos encontramos, conversamos, nos beijamos e nunca mais nos separamos. No início fique griladíssima, pensando que ele era bonito demais pra mim, que ele tava passando tempo comigo, que meu peso era um incômodo pra ele. Na verdade, meu peso era incômodo pra mim, o problema era comigo e minha autoestima que havia sido mais que rebaixada pelo último namorado. Ele me mostrou que não havia nada de errado em ser quem eu era, ele me valorizou exatamente como eu sou. Aliás, me chama de “gostosa” e outras coisas impublicáveis, hahaha. Ele aprecia minhas curvas e todo o conteúdo que as preenche. Ele me ensinou a me valorizar e eu sou eternamente grata. Por ter me ensinado a me amar, por ter me amado quando eu mesmo não sabia fazê-lo é que eu o amo ainda mais. É isso. Não há problema em namorar um magrinho, um gordinho, um altinho, um baixinho. A gente tem que primeiro se namorar, se amar, e os outros, naturalmente, o farão.”

Virginia Figueiredo: “somos a prova dos opostos que se atraem”

Eu e o Dri nos conhecemos no trabalho e nos tornamos amigos. Eu estava naquela fase do “se achar, se jogar, sair, dançar, beijar”. “Após atitudes mimadas de minha parte paramos de nos falar por longos 6 meses. Chega o jantar de confraternização da empresa e quem me dá carona? O Dri, todo educado! Eis que os dias se passam e muitos torpedos rolaram, conversávamos e eu, “acelerada como sou” o convidei para um cinema e no dia 08/03/2006. Começamos nossos passos juntos, somos a prova dos opostos que se atraem: ele magro x eu gordinha, ele ciclista x eu sedentária, ele saudável x eu só como porcaria, ele caseiro x eu baladeira… E ainda com todas as diferenças, ele não me desrespeita pela forma que sou, ainda me acha bonita, até onde eu sei, hahaha, mas pega no pé para eu me manter em dia com a saúde. Hoje, tenho o orgulho de ter encontrado o meu amor, meu marido, aquele que da uma paz só de estar por perto, que me faz querer ser uma pessoa melhor, que cuida de mim, que me ama e que me faz tão feliz… E assim foi, é e se Deus permitir, será ao longo dessa nossa vida aqui!”

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Confidências

Por Edu Soares

Costumo dizer que o homem erra a mão no que diz respeito à demonstração dos sentimentos. Isso quando demonstramos algo. Vale a pena lembrar que (pelo menos no Brasil, não sei se é alguma tendência mundial ou intergaláctica) qualquer garoto cresce tendo em mente que o homem não pode, em hipótese alguma, deixar transparecer qualquer tipo de sentimento (principalmente se for algo bom, como o amor) pois “isso é coisa de mulher”. Amor só de mãe, dizem alguns. Ok, posso até concordar com tal afirmação. Mas isso não quer dizer que nenhuma outra mulher existente no Sistema Solar não tenha a capacidade de me amar (e por consequência ganhar minhas sinceras palavras amorosas)! Ou não?

A verdade é que (e por mais que os textos mostrem o contrário), nunca fui perito em expor qualquer tipo de sentimentos [confidência nº 1]. Quando olho para trás, tenho pena das duas primeiras namoradas. Ambas, pessoas completamente diferentes, combinavam nas reclamações quanto às minhas raras declarações. O engraçado é que nunca fui frio (atos), sempre gostei de fazer surpresas, esconder textos em guarda roupas, pegar no colo no meio da rua, mandar flores em datas não comemorativas, enfim, acho que compensei a ausência das palavras com gestos explícitos de carinho [confidência nº 2]. Contudo, na minha cabeça sempre complexa, agradar de alguma forma não verbalizada era o bastante para dizer “ei, gosto muito de você, estou feliz do seu lado”.

Conto nos dedos as vezes em que disse “Eu te amo” [confidência nº 3] nesses 33 anos de carreira. E até hoje tenho duas sensações quanto a isso: 1 – ter dito tal frase nos momentos errados e para as mulheres erradas; 2 – não dizer (por algum motivo qualquer) para quem merecia realmente ouvir.

Honestamente, talvez fizesse tudo da mesma forma novamente. Melhor, repetiria 90% desse “tudo”. Os 10% restantes seriam dedicados para quem não conseguiu entrar na minha vida única e exclusivamente por minha causa [confidência nº 4]. Nesses casos, fechei as portas sem ao menos saber se a não-tentativa era o melhor dos caminhos. Coloquei o cadeado e joguei a chave sem pensar na possibilidade do acerto. Vi apenas (possíveis) erros. Vacilei por achar que eu era um exímio vidente (e estes também erram) ou dono exclusivo da verdade. Emburreci minha razão e empobreci o resto da emoção que ainda havia dentro do coração silencioso.

Hoje [confidência nº 5], começo a aceitar as consequências das oportunidades perdidas. Sabe, quando você se acostuma com determinada situação depois de algum tempo, fica praticamente impossível mudar o panorama. Conheço várias pessoas que depois de determinada idade simplesmente abdicaram do sonho da vida a dois, adotando então a filosofia do “antes só do que mal acompanhado”. Essa gente é feliz? Podemos dizer que, dentro do possível, sim. Essa gente é 100% feliz? Seguramente não. Mas, numa boa, quem consegue ser feliz por completo? Uns têm apenas dinheiro. Falta-lhes o amor. Outros apenas têm amor. Falta-lhes algo mais.

Lembram da teoria preconceituosa do primeiro parágrafo e do cara não declarante no resto do texto? Esqueçam tudo. O diálogo a seguir aconteceu poucos minutos atrás e foi o responsável pela criação desse post.

Tô precisando dar carinho, dormir abraçado, essas coisas… (será que perco uma porcentagem considerável de testosterona ao assumir isso?)

Você é muito durão.

Você me conhece, sabe q isso é fachada. Meu coração é mole até demais.

– Sei bem…mas ultimamente você anda muito durão…

O “sei bem” saiu da boca de quem namorou comigo dois anos atrás. E ela não está errada. Com isso, acho que a confidência número 05 toma conta de mim lentamente. Talvez seja melhor assim. Carência/solidão é feito maré: Ora está em alta, mas depois baixa o nível. Imediatamente surgiu uma canção pop grudenta na mente: Could you show me what love is about?/No clue, no key, just a scent of a doubt (Você poderia me mostrar o que o amor se trata? Nenhum indício, nenhuma chave, apenas um perfume de uma dúvida).

É bem por aí. Com medo das tais dúvidas, optei pelo achismo. E gradativamente (sem perceber, mas já percebendo) faço do conformismo solitário meu aconchego ideal.

E por favor, não fiquem com dó (pulverizo comentários do tipo “ooohhhh, tadinhooooo!” ou “um dia você vai encontrar a pessoa certa”). Notem que em momento algum eu disse estar arrependido das coisas que fiz ou deixei de fazer. Pago o preço das escolhas feitas e abdicadas. Viver só está longe de ser o pior dos castigos impostos pela vida. Triste daquele que se faz de vitima dos próprios atos. Gente assim merece levar dez cipoadas de urtiga no lombo, ao meio dia de janeiro. Com direito a sal grosso na ferida para aprender a parar de reclamar da vida.

Logo você, merrrmão, sentindo vontade de falar, se declarar…quem te viu, quem te vê, Dudu.

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Ajude um casal fofinho a ganhar uma promoção da GNT no Facebook

Por Renata Poskus Vaz

Olá, muherões de coração fofo, que não resistem à uma história de amor linda. Hoje, conto com vocês para ajudar a Amanda e o seu marido a ganhar a promoção Chuva de Arroz (nome do novo programa da GNT), no Facebook. O prêmio para a foto mais curtida é uma luminária. Ok, aparentemente não é um prêmio espetacular, mas foi uma doce forma da Amanda mostrar para quem não acredita em amor verdadeiro que é possível sim encontrar a alma gêmea.

Eles estão juntos há 8 anos e se conheceram no trabalho. Segundo Amanda, na época ele estava se separando e eles tinham apenas uma relação cordial de colegas de trabalho. Ela brinca que o marido não tinha nada que a atraia, era o oposto dos rapazes com quem ela já havia namorado. Mas depois de um certo tempo de amizade, aceitou um convite para jantar e se apaixonou. O namoro começou em setembro de 2004. Em 2006 foram morar juntos e em 2010 se casaram.

No começo, nada foi fácil. A família era contra por ele já ter sido casado duas vezes e ser 16 anos mais velho do que ela. No início do namoro, Amanda tinha apenas 17 anos e para ele, conquistar a confiança da família, levou algum tempo.

“O nosso amor tava realmente escrito, pois sempre sonhei em namorar, noivar, casar, morar junto e depois ter filhos, mas fiz tudo ao contrário. Logo quando tínhamos 2 meses de namoro, ele já dormia na casa da minha mãe todos os dias. Era quase um casamento”, diz Amanda. Essa união prova que não há uma fórmula certa para o amor e que cada relacionamento tem o seu tempo para as coisas acontecerem. “Não posso dizer que não brigamos, temos nossas briguinhas, mas isso nos fortalece ainda mais. Meu próximo plano é a gravidez”, completa.

Nós torcemos para o casal ser muito feliz, ter um bebê lindo e também que ganhe a luminária. Hahaha Mas para isso preciso da ajuda de todos vocês.

Clique aqui e curta a foto do casal.

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Namoro tem prazo de validade

Por Renata Poskus Vaz

Fonte: Época

Namoro tem prazo de validade. Três anos é o tempo suficiente para que um casal se conheça, se apaixone e tire do papel os planos de casamento. E não sou eu, a senhora sabe-tudo, que está dizendo isso. Essa conclusão é do psicólogo e conselheiro emocional Pam Spurr, que vende como água seus livros de autoestima nos Estados Unidos.

Coincidências à parte ou não, farei, em breve, 3 anos de namoro com muitas idas e vindas. E, como disse para vocês (leia aqui), não vou mais esconder os detalhes sórdidos de minha vidinha com medo da rádio fofoca que por algum tempo tornou minha existência terrena um verdadeiro inferno.

Pois bem. Ou, pois mal. O namoro longo, meus 30 anos, somados ao desejo de estar com ele sempre e de dormir de conchinha todo dia sem ter que marcar encontro, e o clamor desesperado do meu relógio biológico em trazer ao mundo uma mini-renatinha, fizeram-me refletir sobre estar ou não sendo enrolada por meu companheiro. Daí surgiu o desejo de fazer esse artigo para vocês (é tipo uma terapia em grupo…hahahaha).

Há mulheres que não querem se casar e adoram o eterno namoro, à distância. Há aquelas que querem casar, mas não se importam de esperar anos para que isso aconteça. E há aquelas que querem casar, agora. Mas como ninguém casa sozinha, a opinião do parceiro é indispensável. Nem sempre o namorado, noivo e pretenso marido encara aquele momento como “a hora certa” para se casar. Mas existe hora perfeita?

Pam Spurr declarou que após três anos de relacionamento um parceiro desejar casar e o outro não, algo está errado (jura, Dr.?). E é preciso sentar e conversar honestamente para saber o que cada um espera do futuro. Pode ser doloroso, mas necessário, diz o psicólogo.

Ele usa como exemplo a atriz Calista Flockhart e o ator Harrison Ford (foto), que se casaram recentemente depois de 8 anos de relacionamento.  O que um sujeito rico, bem sucedido, realizado profissionalmente, tinha tanto a esperar pra casar? A certeza de amá-la ou nao demorou tanto tempo para se confirmar?

Spurr diz que Ford pode até amar Calista, mas levanta as principais razões para que um parceiro não queira dar o próximo passo:

1. Você é Mrs. Right Now (Senhora Certa Agora) e não Mrs. Right (Senhora Certa) ou Você é o Mr. Right Now (Senhor Certo Agora) e não o Mr. Right (Senhor Certo). O relacionamento é mais uma conveniência do que um plano de vida.

2. Insegurança. Medo de repetir a história infeliz dos pais, de ter que se separar depois.

3. Garantia de satisfação. Alguns homens e mulheres têm dificuldade de tomar decisões que podem mudar suas vidas e precisam de provas cabais de que vão ser felizes no casamento, o que é quase impossível.

4. Essa época já passou. Pessoas mais velhas, que já foram casadas, podem querer evitar se casar novamente.

5. Medo de crescer. E de perder a independência.

Com base nessas 5 razões dadas pelo psicólogo, lancei a seguinte pergunta no Facebook: “alguém aqui namora há mais de 5 anos?” E mais de 70 comentários surgiram, justificando o porquê dessas pessoas não terem casado ainda. Em contrapartida, recebi depoimentos de pessoas que se casaram em tempo recorde. Veja algumas histórias:

Heitor e Rafa: namoraram 2 meses antes do noivado

Quando conheceu Heitor Peixoto, Rafaela Coelho já tinha o Augusto, filho de um relacionamento anterior. Namoraram cerca de 2 meses até o noivado. Embora tivessem pouco tempo de namoro, Heitor percebeu que havia uma grande sintonia entre os três e que já estavam prontos para formar uma família. “Sabia que a mulher da minha vida não iria querer perder tempo em aventuras sem importância. Ela, inclusive, me adiantou, antes de me apresentar o Augusto, que zelava muito por ele nesse sentido”, disse Heitor. Após 5 meses de noivado, se casaram. Hoje têm 5 anos de casados e uma linda filhinha de 4 anos chamada Laura.

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Bruno e Alessandra: namoraram por 6 meses

Bruno Russi e Alessandra Linder foram morar juntos com apenas 6 meses de namoro. Quando se viu diante da mulher da sua vida, ele teve certeza que deveria casar com ela. “Ela morava no interior e eu queria ficar mais perto dela. Antes da Alessandra, nunca namorador. Sempre disse que só namoraria quando achasse a pessoa para casar. Eu não queria namorar 5 anos uma pessoa e terminar. Depois mais 3 anos outra e largar. Para mim Amor é um só. Achei a pessoa que amo e casei”, declara o apaixonado Bruno. Ele acrescenta que não quis esperar para comprar construir um patrimônio antes de casar e que acredita que em dois, será mais fácil conquistar os bens desejados.

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Luciana Alves: após 8 anos e terminou há 1 mês do altar

Luciana e o ex-namorado, como muitos casais, estabeleceram que se casariam após a construção de sua casa própria. Mas a casa era grande (e bota grande nisso!) e a construção levou anos até sua conclusão. Após 8 anos, o casamento era algo mais do que desejável, mas necessário, até para aplacar o ânimo da família., que não paravam de fazer aquela maldita perguntinha: “e aí, quando vão se casar?”. Após marcarem a data do casamento, não ficaram nem mais um mes juntos.  “Ele terminou comigo, dizendo que não queria mais casar e que não gostava mais de mim. E eu da mesma forma estava totalmente em duvidas do que eu queria“, afirma Luciana. O ex-namorado se arrependeu e ambos tentaram ensaiar uma reconciliação. Todavia, Luciana sabia que aquele relacionamento não daria mais certo e rompeu definitivamente.

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Daniela namora há 5 anos e não pensa em casar a curto prazo

Daniela Azevedo e o namorado se conheceram há 5 anos na faculdade e ainda não têm planos de casar. Estudaram na mesma sala e namoraram por todo esse período. Ela acompanhou de perto as dificuldades e conquistas do amado e diz entender a situação que os impede de casar. O namorado é filho único e, diante da oportunidade de comprar uma casa, ele fez pensando na mãe, que não tinha imóvel próprio. “Mesmo com 27 anos ainda tenho o sonho de casar na igreja e fazer uma grande festa, porque a minha família é enorme. No natal, minha irmã mais nova ficou noiva. Tenho vontade de acompanhá-la quando vejo ela orçando os preparativos para o seu casamento, mas tenho que entender que as nossas condições não são as mesmas”, afirma.

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Não acho que tenhamos que ser inconsequentes e casar sem estrutura, só para dizer que temos marido e que não ficamos para titias. Casamento é coisa séria! Mas também não precisamos esperar a construção de todo um patrimônio. Como disse Bruno Russi, lá em cima, as vezes, namorando, não conseguimos conquistar coisas que, como casal, conseguimos.

Casar com muito amor também é primordial. Conheço muita gente que casou e se separou logo em seguida e este não é o tipo de relacionamento que nenhuma de nós deve querer para si. O desejo de usar o véu e a grinalda não pode ser maior do que o desejo de estar a0 lado de alguém que você ama muito. Não podem existir dúvidas sobre aquele ser o grande e único amor da sua vida. Casamento com dúvidas está fadado ao fracasso.

Não sucumba ao golpe da barriga. Há muitos casais que se amam e apressam o casamento motivados por uma gravidez. Mas engravidar de caso pensado, sem planejamento, sabendo que seu amado não quer casar, pode afastá-lo ainda mais de você. Seu namorado pode se sentir enganado, já pensou nisso?

Seja sincera sempre. Como disse o Dr. Purr, não há nada como uma conversa séria para definir as prioridades do casal. Lembre-se que, ao contrário de nós, homens tendem a não falar o que realmente desejam e criam histórinhas para nos poupar do sofrimento. Esteja preparada para ouvir ou perceber que casamento não está nos planos dele. Ou então, preparada para organizar um casamento em tempo recorde. Pois, se sentir o quanto você o ama e o quanto é importante para ele, esse casamento será necessário para ele mais do que, hoje, é para você.

E você, acredita que namoro tem prazo de validade? Opine!

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“Não justifique, faça”

Por Renata Poskus Vaz

Na minha adolescência integrava um grupo de teatro dirigido por meu querido amigo e talentosíssimo Roni Guilherme. Recordo-me que, durante os ensaios, quando nos corrigia em alguma cena e tentávamos explicar o porquê de não termos seguido uma orientação dele, Roni dizia: “não justifique, faça”. Cresci com aquela frase na cabeça. Enquanto adolescente o achava intolerante, pensava que como meu diretor ele deveria parar e ouvir minhas justificativas. Só agora, crescidinha, noto o que ele queria dizer com “não justifique, faça”.

 As vezes a gente perde muito tempo se justificando por ter errado, por ser assim ou assado, enquanto poderíamos aplicar nosso tempo “fazendo diferente”, corrigindo nosso erros, não com palavras, mas com ações.  Ok, você deve estar se perguntando: “mas porque a Renata está me dizendo isso agora?”. Por vários motivos. Entre eles, para que você tente aplicar essa técnica em sua vida.

 “Não justifico o porquê de estar acima do peso”

Se você fica se vitimizando por estar acima do peso, pare de reclamar da vida e tome uma atitude. “Estou acima do peso porque engordei 30 Kg na gravidez, ou porque entrei em depressão e blá, blá, blá”. Esses desabafos você pode fazer aqui, em nosso Mulherão, no terapeuta ou no seu diário, mas em seu dia-a-dia não se justifique para pessoas que nada tem a ver com o seu peso. Se o seu próprio corpo te incomoda, tome uma iniciativa para mudá-lo. Procure um profissional para orientá-la, faça dieta, exercite-se.

 Se estiver se reeducando com relação à alimentação e for à uma festinha, não responda as ofertas de docinhos e salgadinhos com: “não, obrigada, estou de regime”. Só dizer que não quer e agradecer já basta. Dizer que está no regime gera uma série de cobranças que, de repente, em início de dieta, você não estaria preparada para ouvir. Além do que, parece que tem gente que só vive da desgraça alheia. Só porque está de regime, o cunhado chato ou a prima invejosa vão passar a bandeja com delícias na sua frente, cinco vezes mais, só para testar a sua boa vontade.

 “Não aceito justificativas do porquê de ter sido traída”

Você foi traída por uma amiga ou um namorado e não sabe como reagir?  Não aceite justificativas. É muito comum, quando erram conosco, tentarem atribuir a culpa por seus deslizes a alguém. O algoz vira a vítima e vice e versa. Se o namorado te trai, certamente ele dirá que é porque você não lhe dava atenção suficiente, ou porque o relacionamento esfriou, ou porque você elogiou fulano… Só quem já levou um chifre daqueles sabe bem o que estou dizendo.

Então, poupe-se! Não escute justificativas que só vão te deixar nervosa ou, injustamente, culpada. Não estou pregando o fim do diálogo, mas a conversa deve acontecer antes que os problemas ocorram e não depois. Como já diz o título deste artigo, não justifique, faça. E faça direito.

Com amizade vale a mesma premissa. Antes de trair a sua confiança, o “amigo” teve tempo para pensar em seus atos. Afinal, não somos mais crianças. E não somos animais que agem por impulso. E ao pensar, optou por prosseguir mesmo que seus atos te causassem algum tipo de sofrimento. E você não merece sofrer injustamente.

“Reconheço meus erros, mas não me justifico para meu chefe”

No trabalho é muito bacana quando a gente consegue reconhecer que errou e assume que precisa se aprimorar. Todavia, não adianta ficar usando justificativas para tentar encobrir ou amenizar seus erros. “Chefe, eu não terminei esse relatório porque a Cristiane do RH ficou de me mandar os dados e não mandou”. O exemplo ao lado reflete muito do que costumamos fazer. Para justificar não ter concluído uma tarefa, atribuímos a culpa a alguém ou a algum fato, como o trânsito (saia mais cedo de casa), a falta de energia elétrica (não deixe para a última hora a conclusão de um serviço), ou a falta de contribuição de um colega (se isso acontecer, comunique seu chefe antes do prazo expirar). Então, se não conseguiu por qualquer motivo concluir a tarefa, assuma o erro, peça desculpas (sem ladainhas) e peça uma nova data para entregar o relatório.

Não se justificar mostra seu compromisso em querer aprender, crescer, ser um ser humano melhor. Mostra que você não tenta encobrir seus erros, que é madura o suficiente para reconhecer que precisa melhorar e agir da melhor forma nas próximas vezes. Seja feliz. Não justifique, faça.

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