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“Já transei com mais de 100 caras”

Por Renata Poskus Vaz

Certa vez, em uma festa, observei uma mulher que, na tentativa de seduzir um cara mais novo, dizia já ter transado com mais de 100 caras ao longo da vida. Falou na frente de todo mundo, segura e orgulhosa de si mesma.

Fiquei por dias pensando naquilo. Será que ela já havia transado com tantos caras mesmo? Se ela tem em média 30 anos e, teoricamente, tenha iniciado a vida sexual aos 15 anos, e namorou sério quase uma década (partindo do principio que foi uma mocinha fiel), isso quer dizer que ela transou com quase 20 caras por ano, o que dá uma média de quase dois homens por mês, nos cinco anos em que esteve solteira. Ufa!

Nesta análise da vida sexual alheia pqp, eita falta do que fazer!, me recordei de inúmeros e-mails que recebo de leitoras se achando inferiores porque há anos não transam com ninguém. E o fato de não transarem com ninguém há tanto tempo, também as fazem acreditar que, no dia que encontrarem algum parceiro, estarão “fora de forma”, serão comparadas com outras mulheres e serão rejeitadas pela performance sexual. Pura bobagem!

Dancei ballet por 11 anos, fazia várias aulas por dia, todos os dias. Dedicava-me exageradamente à dança, mas estava longe, muito longe de ser a melhor bailarina do meu grupo. Outra garota, no entanto, ia apenas duas vezes por semana na academia e era uma bailarina excepcional. Ok, ok, minha comparação é meio tosca, mas o que quero dizer é que a prática ou repetição não faz de ninguém uma diva sexual.

Transar por transar com um, dois, vinte, ou 100 homens durante a vida, não faz de ninguém melhor ou pior na cama. Não só mulheres, mas diversas fêmeas do reino animal são capazes de copular inúmeras vezes, com diversos machos. Os números de caras com quem você já transou não definem se você é ou não um mulherão. Fique tranqüila.

Respeito quem tenha o desprendimento de dividir os lençóis com alguém que tenha pouca intimidade, só por prazer. Como diria o filósofo pós-moderno Frank Aguiar, “lavô tá nova”. Todavia, ainda sou adepta do “fazer amor” com quem se ama de verdade. Olho no olho, beijo na boca com paixão, carinho, encontro de almas… Isso só acontece com amor e para isso não se exige prática. Quando você encontra aquele que te faz suspirar na vida, na sala, na cozinha, na rua e na cama, não precisa testar com mais 99 caras para saber se ele é homem certo que te fará feliz e se sentir completa em todos os aspectos.

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Sexo Casual

Por Madame Juju


SEXO
é bom, se bem feito MELHOR AINDA, mas para quem não tem um namorado ou um marido (não que isso seja sinônimo de bom sexo), o jeito é se render à amizade colorida, ou às relações liquidas. O sexo casual é considerado, por alguns pesquisadores, parte do processo de evolução da espécie. Para o homem “o sexo casual é a conquista e a estratégia reprodutiva a curto prazo, por outro lado a mulher busca assegurar um parceiro e investir nos filhos. “ – texto de Marco A.C. Varella e José H. P. Ferreira

Então perguntemos aos homens, adeptos ao sexo casual, se eles querem sair reproduzindo por aí. Acredito que a resposta seja negativa! (mas uma teoria cientifica é uma ótima desculpa para continuar praticando, certo?)

Apesar de estar claro, pela pesquisa, que os praticantes do sexo casual sejam na maioria machos. Os pesquisadores dividem as pessoas em dois grupos:

Irrestritos: pessoas com atitudes, comportamentos, fantasias e opiniões mais permissivas – separam mais sexo de amor que os restritos.

Restritos: necessitam de envolvimento afetivo prévio ao ato sexual.

Mas no final, devido a bases genéticas, sociais e culturais, nos mulheres somos mais restritas que os homens.

Segundo o psicanalista Paulo Sternick, o sexo casual nas mulheres acaba por aumentar o desejo pelo vinculo estável. Quantas vezes você já se pegou tentando agradar o “amigo colorido”? Ou mesmo se perguntando o porque de não assumir um relacionamento?

Seguindo esse raciocínio, existem pesquisas de alguns anos atras, que afirmam que quem busca sexo casual sofrem de algum problema de auto-estima ou bem estar sentimental. Mas a geração dos novos praticantes nada sofre com isso: as pesquisas recentes comprovam que os praticantes de sexo casual hoje apresentam o mesmo estado emocional comparado com os jovens de relacionamento estável.

Acredito que o importante é que as duas pessoas estejam na mesma sintonia, e que as intenções sejam claras, para que ninguém saia machucado. Se proteger também é prioridade, tem HIV, HPV, e sabe-se lá mais o que!!! (ah… Tem o baby Tb, que pode querer aparecer)

Infelizmente ainda vivemos numa sociedade “careta” que, em geral, admira o “garanhão” e julga a “galinha”, se isso vai mudar??? Particularmente acho muito difícil. AS “galinhas” estão soltas e os “garanhões” fazendo a festa.

Esse preconceito soh vai parar de existir quando as “galinhas” se tornarem “garanhonas” … Aí voltamos aos dados científicos.

Sugiro uma discussão sobre a etiqueta do sexo casual: Ir embora ou tomar café da manhã? Tomo banho? E a conta do Motel? Pego um táxi ou ele me leva?

FALA SÉRIO, NÃO HÁ NADA MELHOR QUE TOMAR UM CAFÉ COLONIAL DEPOIS DE UMA NOITE GOSTOSA. COMO GOSTO DE FICAR COM MULHERES BACANAS, NUNCA PASSEI PELO MICO DE ACORDAR SOZINHO NO MOTEL. E HOMEM QUE É HOMEM PAGA A CONTA, SEMPRE. NÃO IMPORTA, DESDE PEDREIRO DE OBRA A DIRETOR DA PETROBRÁS. É O QUE ACHO. 😉

– por Yussef (roubado da discussao de outro blog)

Fontes:
Marco evolutivo – evolucao e comportamento humano, bolsa de mulher, Vida e estilo -Terra e Caras

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Por Keka Demétrio

Um dos grandes problemas de quem tem a autoestima baixa é dizer sempre sim para tudo e qualquer coisa.

Dizemos sim para a amiga que insiste em andar conosco porque sabe que nos sentimos tão pequenas que não somos ameaças a ela. Cuidado meninas, nem tudo o que parece, é. A partir do momento em que você acreditar que é páreo para qualquer mulher, nenhuma amiga interesseira vai ficar ao seu lado. E isso vai ser um grande sim na sua vida.

Dizemos sim para a profissão escolhida pelos nossos pais, que muita das vezes querem se realizar através de nós, e nesses casos podemos nos tornar arquitetos ao invés de turismólogos. Sim, um arquiteto que não soube planejar a própria vida.

Dizemos sim para aquele sexo casual que depois nos deixa com a horrível sensação de termos sido usadas, só porque nos sentimos tão mal amadas que parece que é uma graça alguém querer uma transa conosco. Acontece que fazer sexo, ou fazer amor, seja lá como você denomina quando resolve ter intimidades com alguém, é algo que tem que ter mais que tesão, química ou pegada, tem que ter respeito, principalmente por si mesmo.

Dizemos sim para o pretinho básico porque já disseram que mulherões só ficam bem se a cor for esta. Porém, nada pode nos impedir de vestir um longo vermelho, pois é nele que nos sentimos lindas, desejáveis, e muito mais mulher.

Dizemos sim para o espelho que insiste em nos mostrar uma pessoa feia, desarrumada, mal cuidada, depressiva, de mal coma a vida e opaca, sem viço, sem brilho. Acontece que ele reflete como você se vê, como você se porta, e se sente. E garanto que enquanto você não passar a dizer sim para si mesmo e não para os outros, ele continuará refletindo um ser humano que apenas existe. E já dizia o grande dramaturgo e poeta irlandês Oscar Wilde: Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. Assim será você, eu ou qualquer outra pessoa que morre de medo de dizer sim para os próprios sonhos.

É que quanto mais dizemos sim para o que nos deixa insatisfeitos, mais nos afundamos em um mundo, pior, em uma vida que não é a nossa. Passamos a viver em função dos desejos dos outros e vamos colocando os nossos em um cantinho escuro, sem ventilação e sol, deixando o tempo passar e com ele as possibilidades de termos realmente vivido.

Então, quando é que você vai passar a dizer não?

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