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Cuidado com a nova moda das roupas transparentes

Por Renata Poskus Vaz

Nas últimas semanas me deparei com matérias sobre uma série de celebridades usando roupas transparentes na região das pernas e bumbum. Não sei como essa onda começou e tentei até mesmo descobrir o estilista que lançou essa péssima tendência na passarela e que serviu de inspiração quase demoníaca para as demais marcas que colocaram essa coisa horrenda nas prateleiras.  Não descobri a origem do mal. Juro.

Vocês sabem que não sou muito de dar opinião sobre o que os outros optam vestir. Prefiro falar sobre o que fica bem em mim ou não, ou dar sugestões que acho bacanas para as minhas leitoras. Afinal, o que é feio para mim pode ser belo para os outros. Porém, eu não podia correr o risco de ver alguma gordinha reproduzindo o modelito de pagar bundinha por aí. Não é elegante, nem sensual. É pior do que roupa de funkeira, atravessando qualquer barreira da vulgaridade aceitável. Meninas, jamais usem isso!

Amanhã estréia a novela  “Salve Jorge”, na TV Globo. A protagonista Nanda Costa investiu no modelito de pagar bundinha. Veja só:

Isso não é ser extravagante. É ser esculhambante!

Outra que se atrapalhou no modelito foi a cantora Paula Fernandes que já comete diversos deslizes na composição de seus figurinos habitualmente. Não vejo problema do que ela usa no palco. Palco é lugar para show (se bem que eu acho que roupa transparente de nada combina com as músicas românticas que ela canta), porém, circular por aí com o bumbum de fora, não rola. Diva que é diva não mostra a calcinha. E tenho dito!

Calma, ainda não acabou. A atriz Lea Michele também saiu quase-pelada em um super evento que reunia diversas estrelas e imprensa:

Acho que vocês já devem ter entendido o quanto inadequado é usar uma roupa dessas em qualquer ocasião. Então, meninas, não arrisquem!

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Sensualidade x vulgaridade

Por Keka Demétrio

Houve um tempo em que quem não me conhecia diria que eu era feminista. Na verdade, o que eu pregava era que toda mulher deveria ter o direito de estudar, crescer profissionalmente e ser capaz de pagar as próprias contas, porém, sem perder a feminilidade, a graciosidade, a delicadeza que deve ser inerente a todas as mulheres, independente da sua classe, cor, credo ou opção sexual.

Saímos para o mercado de trabalho, a cobrança em cima de nós ficou absurdamente grande, e a questão estética também passou a influenciar em todos os setores das nossas vidas. Com isto, a mulher que estava e está acima do peso, passou a sofrer cada vez mais discriminação, sendo preterida até mesmo pelo mercado de trabalho, onde, em alguns casos, sua competência perderia para o quesito porte física.

De uns tempos para cá estamos vivenciando o ‘afloramento’ do mundo plus size, onde mulheres acima do peso, cheias de curvas e atitudes vem desabrochando, conquistando sua independência emocional e descobrindo que ser sexy tem muito mais a ver com atitude do que com um corpo malhado.

Quando passamos a nos amar de verdade, cuidamos mais da gente, dos nossos sonhos, projetos e começamos a vivenciar uma liberdade excruciante que nos dá a sensação de euforia. A liberdade adquirida vem junto com um monte de sonhos que antes eram enjaulados dentro da gente e que começam a sair feito fera, em alguns casos desgovernadas, e ai está o grande perigo.

A auto aceitação pode vir camuflada e para embarcar nessa ‘onda’ do ‘eu me amo’, e para se sentirem amadas, desejadas, queridas, algumas mulheres saem se expondo ou expondo seus atributos físicos seja no seu dia a dia, seja nas redes sociais. Não é porque você se aceita, se acha bonita que deve colocar a sua intimidade para qualquer um apreciar, principalmente nas redes sociais, e infelizmente isso vem acontecendo muito e cada vez de forma mais pitoresca. Algumas mulheres vêm confundindo sensualidade com vulgaridade.

Do que você gosta, quer, ou faz entre quatro paredes é única e exclusivamente intimidade sua e do seu parceiro, e ninguém precisa ficar sabendo, principalmente pessoas que você nunca nem viu na vida, e é isso que acontece quando postamos nas redes sociais, explicitamente, nossos casos amorosos, nossas aventuras sexuais ou coisas do tipo. É isso que acontece quando publicamos fotos onde a sensualidade dá lugar à vulgaridade, onde o belo se torna escracho e onde o que era para ser valorizado cai em descrédito. Quer fazer uma foto pro gato, faça, mas para ele, e não para o resto dos homens do mundo. Quer realizar fantasias sexuais, realize, mas ninguém precisa ficar sabendo, quer ser a mulher dos sonhos do seu companheiro na cama, seja, e acho que temos mais é que ser mesmo, só que ninguém além de vocês dois precisa ficar sabendo o que acontece nesta intimidade.

Agora, se você acredita que se expor de forma vulgar te faz mais desejável e interessante, sinceramente, eu lamento, lamento muito em perceber que ao invés de aproveitar a oportunidade para se valorizar, você se sente feliz em ser vista como uma simples mercadoria exposta no mercado das redes sociais.

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