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Ensaios fotográficos gratuitos para crianças especiais

Por SImone Fiúza

O projeto Borboleta Pequenina é uma iniciativa da Tatiane Moraes fotógrafa e mãe da pequena Ana (que eu morro de amores pelas fotos postadas no facebook), essa pequena nasceu em em 28 de agosto de 2012 é a inspiração do projeto.

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“Além da novidade de ter uma criança, vieram todas as dúvidas e medos ao descobrir que ela tinha uma patologia não antes esperada. Foi um período muito difícil! Foi tudo muito sofrido até chegar ao seu diagnóstico. Mas com o tempo tudo se ajustou.” conta a mãe da pequena.

As fotos da Ana sempre fazem muito sucessso no facebook e veio dai a idéia da mãe proporcionar isso a outras crianças conversando com outros pais, que tinham vontade de fotografar os filhos, mas ao mesmo tempo tinham o receio de como isso seria feito, visto que os profissionais por mais experiência que tenham, não tinham experiência com crianças especiais.

O ensaio para crianças especiais é gratuito, os tratamentos geralmente são bem caros e ela achou uma forma de agradecer e também ajudar famílias como a dela.

“A rotina das famílias especiais é tão pesada, que um dia de descontração, com belos registros, fará diferença. Uma recordação pra toda vida! Minha filha mudou minha vida, e me trouxe tanto amor, que eu preciso dividir!” completa a fotógrafa.

Vou compartilhar com vocês algumas fotos e para maiores informações clique aqui -> Projeto Borboleta Pequenina   

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Bruninha e sua mãe Giselle a espera da irmã Ana Júlia, muito amor!!

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Essa é a Alana e sua mãezinha Carol, como não se apaixonar por esse sorisso?10933710_566433383493913_5067242768085846181_n 10891568_566433400160578_6613124289901411120_n

Esse é o Rafael, muito inteligente e adora política!

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E pra fechar esse é o pequeno Léo, como não amar a pureza das crianças?

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Bjokas

Se você quiser ajudar, indicar, parabenizar entrem em contato com a Tati Moraes ou pelo e-mail projetoborboletapequenina@gmail.com

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Entre quatro paredes um fofo, na praia finge que não te conhece…

Por Renata Poskus Vaz

Uma querida leitora me escreveu o seguinte desabafo:

Meu namorado se afasta de mim diante dos amigos dele. Na praia, ele se senta distante. Não posso sentar no meio da perna dele, ou então, ficar bem pertinho, porque ele tem chilique. Quando tento me aproximar, ele diz que está com calor e pede para eu sair de perto. Não somos um casal normal que fica junto, que vai pro mar junto. No mar, ele vai pro fundo pra eu não ir atrás dele, sabendo que tenho medo. Ou então entra com os amigos, enquanto fico na areia sozinha, como uma baleia encalhada. Ele só se aproxima de mim quando estamos sozinhos, entre quatro paredes.
A história descrita acima é um caso real e também já aconteceu comigo e com uma porção de amigas gordas. O cara te ama, principalmente no inverno (porque todo mundo fica gordo, lindo e simpático de sobretudo). Mas e no verão? E na praia? O amor desaparece e o cara finge que você é a prima gorda da vizinha, da tia, da amiga.
Recordo-me de um namorado que, na praia, em uma viagem repleta de amigos, inventou uma situação, uma briga. Coincidentemente, após eu tirar minha saída de praia, ele mudou o semblante, ficou emburrado. Eu ia atrás dele no mar e ele no fundo, fugindo de mim. Quando eu deitava ao lado dele na areia, ele se levantava. Eu ficava igual uma barata tonta. E o biquíni lá, enfiando na bunda. E o namorado me desprezando. E o biquíni enfiando na bunda. Não sabia se lutava para entender o que estava acontecendo com o namorado ou para resgatar o tal biquíni das profundezas do meu derrier. Senti-me tão desprezada… E envergonhada e humilhada diante dos amigos que presenciavam aquela cena.
Passados 500 anos do fato, relembrei-o sobre isso. De acordo com o meu ex-ex-ex namorado e atual amigo, isso era coisa da minha cabeça. Segundo ele, estava bravo porque eu disse que o salva-vidas da praia era gato. kkk
Ou seja, sendo ou não verdade a história do salva-vidas, o que custa para eles um elogio? Um carinho? Praia para algumas gordinhas é um território hostil. Se não estamos seguras com nosso corpo, qualquer afastamento pode sim ser mal interpretado e virar um monstro em nossas mentes.
Bom, voltando ao depoimento da leitora acima, pode ser que ela interprete de forma distorcida as atitudes do namorado, que talvez seja um cavalo indelicado de nascença (desses que só sabe fazer carinho na cama e olhe lá), nada tendo o comportamento dele a ver com o peso dela. Ou então, (e esta é a hipótese mais provável) ele realmente é um moleque que tem vergonha de assumir a namorada gordinha para os amigos.
Em ambos os casos, mais fácil do que fazer com que o namorado mude o comportamento, é trocá-lo por um namorado novo ou simplesmente ficar sozinha e feliz. Aproveite! É verão, época de festas e viagens de fim de ano. Não há momento melhor para dar um pé na bunda de alguém que não te trata bem.

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A gorda que não “compensa” e é feliz assim!

Por Renata Poskus Vaz

Quando alguém gosta de você, gosta de você completa. Não gosta só da sua bunda, ou só do seu sorriso, ou só das suas formas. Você não é fragmentada, é um conjunto de qualidades que vão muito além das físicas e que te fazem especial, única.

Quando alguém te enxerga em partes, como um objeto, inevitavelmente procurará defeitos. Quando o seu corpo é encarado desta forma, como defeito, se torna uma espécie de empecilho a ser revelado por essa pessoa que acha (ou finge) que gosta de você. Ela só revela seu peso, se você lhe trouxer compensações.

* Ah, ela é gorda, mas convida ela para a festa pra ajudar a limpar o salão.

* Cara, tô pegando a gordinha. Ela faz tudo o que eu quero na cama, não sabe dizer não.

* Tudo bem, eu fico com você, mas não fala para os meus amigos.

* Bota a gordinha para trabalhar no feriado, ela não reclama de nada.

É aí que você, se não for ainda detentora de segurança e amor próprio, se esforçará para compensar seu corpo gordo e agradar aos outros.

Você não precisa compensar nada! Seu corpo é apenas seu corpo, não te faz inferior a ninguém. Não precisa se esforçar para ser legal, muito menos para ser aceita. Não precisa ficar com o primeiro cara babaca que aparecer na sua frente, só porque acham que gorda não pode ser seletiva.

Se quiser ficar por ficar, fazer sexo sem compromisso, vai fazer apenas o que quiser e com quem quiser. Vai dizer não quando quiser dizer, sem medo de ser ofendida. E se for ofendida, vai ligar o foda-se e voltar para casa de cabeça erguida. Espero que você não precise, mas  lembre-se sempre que nosso País tem leis que enquadram certinho esse tipo de cara.

Você não precisa desculpar piadas de mal gosto, ofensas e discriminações. Não precisa forcar o riso. Muito menos ficar com vergonha de comer na frente dos outros.

Você não precisa ser a amiga que não sabe dizer não, que faz tudo para todo mundo, que escuta, é prestativa, mas não recebe nenhuma atenção ou consideração em troca.

Eu sei que é difícil e o medo de ficar sozinha é tão grande que pode te desencorajar, muitas vezes, a deixar de se comportar como a mulher que é gorda, mas compensa.

Neste mundão está repleto de pessoas dispostas a serem suas amigas de verdade, colegas de trabalho respeitosos, ou ainda loucos para se apaixonarem por alguém como você. Alguém completa, com qualidades, com alma, coração e não só peso. Mas, antes, você precisa se libertar deste tipo de gente preconceituosa que só convive com você por achar que traria algum tipo de compensação. Gente que, cá entre nós, é que não compensa sua amizade.

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Oferecer a outra face ou mandar para a p.q.p?

Renata Poskus

Por Renata Poskus Vaz

Mesmo quem não é cristão,  no Brasil, cresce ouvindo os ensinamentos de Jesus. Na escola, em casa, na rua, sempre vai existir alguém te dando um conselho que, na verdade, leu no evangelho ou reproduziu sem nem ao menos saber de onde vem.

E eu sempre achei isso tudo uma chatice. A morte para mim era ouvir o “ofereça a outra face”, quando um “inimigo” me agredia. Eu achava tão babaca essa história de oferecer a outra face! Pensava: “ah, tá, Jesus não tinha que aguentar esse povo que eu aguento. Eu serei uma babaca se não revidar!”. E estava lá eu seguindo a Lei de Talião e distribuindo sopapos para todo lado.

Se você não sabe o que é a Lei de Talião, eu te explico.  É a lei do “olho por olho, dente por dente”. As primeiras inscrições sobre essa lei datam de  quase 2 mil anos a.C. Então, a sugestão de Jesus de “oferecer a outra face”, veio para tentar reverter essa história de fazer justiça com as próprias mãos, vingança e retaliação.

Só que eu,  toda trabalhada no rancor (não fui sempre assim, mas por uma série de fatores fui ficando meio azedinha), acabei adotando e praticando com afinco a lei do “olho por olho, dente por dente”. E nessas, com o tempo, de tanto “olho por olho,  dente por dente”, acabei cega e banguela. E quem não enxerga e não tem dentes para de perceber a beleza da vida e o sabor doce que ela pode ter.

Sempre, desde pequena, atrai inveja, cobiça e a ira de muita gente (sou linda e inteligente, desculpa, fazer o quê?!  :p ). Eu me recordo, por exemplo, de quando tinha uns 7 anos de idade e fui à uma festinha de uma criança do  meu prédio. Eu era uma garota boazinha. Lá, a mãe de uma menina, alcóolatra, começou a ridicularizar a mim e ao meu irmão. Dizia: “a roupa de vocês é descartável? A cada festa vocês estão com uma roupa nova? Vocês se acham melhor do que os outros?”. Hoje, como adulta, imagino que aquela mulher estivesse com inveja, ou até mesmo decepcionada consigo mesma, em ver que minha mãe podia nos dar uma roupinha nova a cada festa e que ela não poderia fazer o mesmo por sua filha. Mas na época eu era uma criança e simplesmente não entendia aquele ataque desnecessário. Eu nem percebia que estava com roupas novas enquanto outras meninas usavam roupas repetidas. Isso é coisa de adulto! Eu chorei,  guardei aquelas palavras e jurei para mim mesma: “quando eu for grande, ninguém vai falar assim comigo”.

E eu fui crescendo e “aprendendo” a me defender atacando. Com o Blog Mulherão, ataques injustificáveis, inveja, ira e provocações contra mim continuaram. Coisa baixa mesmo, de gente medíocre que precisa atacar e acabar com a vida dos outros para se sentir menos insignificante. E eu que trabalho certinho, com muita dedicação e afinco, me sentia injustiçada. Dava valor demais para quem não merecia. Respondia, atacava, brigava, pois acreditava que eu tinha direito à retaliação. E de certa forma, até tinha mesmo. Mas no final, eu sofria. E era muito sofrimento mesmo, que me causava noites de sono mal dormidas, minha saúde, minha paz.

Ao não dar a outra face, eu recebia toda aquela emanação de ódio e a cultivava e a alimentava, dentro de mim. De repente, eu não era mais vítima, mas algoz. A minha própria algoz!

Não foi em um dia ou dois que eu reavaliei tudo isso. Demorou muito tempo. E não é fácil como se imagina. Dizer um: “não sinto ódio” é bem diferente de não sentir mais ódio. Mudar o discurso é fácil, mas o coração… Ah, isso leva tempo e um bocado de esforço. Percebi que a gente só sente ódio de quem a gente ama, por conta da decepção, da frustração, traição. Então, porque não transformar esse ódio em amor, novamente?

Não há como se sentir ódio de um estranho, alguém que não represente nada para a gente. Para essas pessoas, por quem não sentia nada, aprendi a trabalhar o desprezo. E desprezo não é querer mal, é simplesmente não se importar.

Alguém me mandou uma mensagem negativa, me atacando? Conheço? É importante para mim? Se não é, eu ignoro e desprezo. Se for importante para mim, eu converso (sem patadas, sem ódio, com o coração aberto).

Alguém veio me falar que fulano falou sei lá o que de mim? Desprezo quem possivelmente falou e quem trouxe a fofoca também, porque quem alimenta intrigas é possivelmente muito pior do que aquele que proferiu a inverdade.

Também comecei a me reaproximar de pessoas que eram importantes para mim, que eu amava, mas por conta desse bate e leva, amor e ódio, me afastei. Perdoar e ser perdoado, de verdade, é legal pacas. A gente percebe que é possível refazer nossa história. Se não é reescrevendo um novo começo, que seja construindo um novo final (acho que li isso em um livro).

Não, não sou santa. Ainda me pego pensando cada maldadezinha que vocês não fazem ideia. Todo dia ainda quero mandar alguém para a puta que pariu longe. Tudo é questão de treino. Mas sou um mulherão de verdade e quero, posso e preciso me aprimorar sempre. 😉

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A gorda que agrada todo mundo e desagrada a si mesma

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Por Renata Poskus Vaz

Quantas vezes você se anulou para ser aceita na família, pelos amigos ou no trabalho? Quantas brincadeiras sem graça e que te feriram teve que aguentar? Quanto preconceito teve que suportar? Quantas vezes engoliu a sua própria opinião porque ela jamais seria aceita, respeitada? Tudo isso para ter uma vida social equilibrada, na tentativa de ser uma pessoa agradável para os outros, mesmo que desagradando a si mesma.

E aí eu te pergunto: vale à pena?  Você se sente bem sendo, aos olhos dos outros, alguém sem opinião? Alguém submisso? Alguém que não sabe dizer não e ri quando na verdade gostaria de chorar?

Não, não vale. Tenho certeza que quando coloca, à noite, a sua cabeça no travesseiro, não se sente a amiga, esposa, colega e filha perfeita. Você sabe que isso é um personagem, que existe um cérebro e muitos sentimentos por trás da gorda fofinha que você tenta encarnar.  Você se sufoca. E sofre.

Um dia esse mulherão escondido por trás do seu corpo gordo virá à tona, seja explodindo em um acesso de fúria, ou implodindo com uma depressão ou uma doença grave. Mas ela virá à tona.  Não é melhor deixar com que ela apareça, lentamente, todos os dias?

Eu me lembro que, quando pequena, era muito geniosa. Porém, recordo-me, nunca fui uma menina má. Tinha um senso de justiça e lealdade que poucas pessoas têm (modéstia à parte), não iniciava brigas, porém, não fugia delas. Definitivamente, não era uma menina fofa. Nunca fui tolerante, sempre reagi de imediato às ofensas e provocações. Isso, é claro, fez com que algumas pessoas se afastassem de mim. Sempre questionei porque a Lídia do prédio sempre tinha que ser a professora nas brincadeiras de escolinha, na nossa infância, ou porque as meninas, na juventude, insistiam em ser falsas com a Fabiana, falando mal dela pelas costas, mas aturando-a porque tinha carro para nos levar à balada. É claro que elas não gostavam disso. Não gostavam que eu lembrasse que suas atitudes poderiam não ser as mais corretas. Com o tempo, para ser aceita, comecei a fazer vistas grossas a essas injustiças. Não emitia mais minha opinião. Engolia. Suportava. E morria aos poucos.

Sim, porque não acho que seja certo sair dando voadora no peito dos outros a cada discordância de opiniões, mas ter que fingir que concordava com algo para ser aceita, não era bacana. E me calar, abriu precedente para que zombassem de mim e que não me respeitassem mais. Ok, respeito não se conquista no grito, mas se conquista com postura. E nunca com uma postura passiva.

Isso refletiu também em um de meus relacionamentos, sempre abaixando a cabeça, pedindo desculpas por erros que meu próprio parceiro cometia comigo. Sim, ele errava comigo, virava o jogo e eu, mesmo vendo claramente essa manobra egoísta, pedia desculpas só para ficar bem com ele. Mas não ficava! Essa situação só se prolongava, fazendo com que o relacionamento acabasse de qualquer forma, mais tarde, causando muito mais decepção e sofrimento.

Foi quando dei um basta. Voltei a expor minha opinião e admirar pessoas que fazem o mesmo (mesmo não concordando com elas). Não gosto de gente muito calada, que concorda com tudo, pois mesmo uma pessoa muito tímida pensa, tem sua visão particular sobre tudo e não ter acesso a isso me deixa insegura, pois ela não mostra de verdade quem ela é.

Com o meu atual trabalho, lidando com moda, mulheres e egos, decidi que ou me dedicaria a fazer amigos, ou a trabalhar. E escolhi trabalhar. É muito difícil dizer não para uma modelo em um casting. São poucas que reagem de forma positiva. A maioria fica brava comigo, mesmo dizendo a  elas a verdade de forma polida. Não, não posso mentir! Nem para mim mesma, nem para elas. Mesmo que isso me custe a ficar sozinha. Mas não fico! 

Assim como eu, quando você aprender a ouvir e a falar, nunca estará sozinha. Pode não ter mais a aceitação de 100 pessoas, mas sempre terá, ao seu lado, gente do bem, que admira amigos pensantes. Sempre existirá alguém que irá gostar de quem você é de verdade, mesmo brigando, discordando… Amigo que é amigo não vai embora só porque você não concordou com ele.

E é isso que eu espero que você, leitora, compreenda. Não omita, não minta, não sorria quando na verdade quer chorar. Não desagrade a pessoa mais importante da sua vida: você mesma.

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Perdão

Por Keka Demétrio

Segunda-feira que vem, 25 de junho, completo meus 40 anos de vivências, experiências, lutas, quedas, realizações, glórias, sonhos, transformações, bênçãos, aprendizado e evolução. Queria escrever sobre como não me trocaria por quando tinha 20 anos, mas que no auge dos meus 40 gostaria de manter o mesmo frescor daquela época, onde os sonhos existiam bem mais do que cicatrizes. De como eu consegui chegar até aqui tendo errado tanto, acertado tanto, e hoje sentir orgulho do que sou e do quanto acredito que vou conseguir a vir a ser o que tanto sonho. Refletir sobre o ano que passou, ou os anos, no meu caso, sobre as perdas, os ganhos, as promessas não cumpridas, os sonhos desfeitos e os realizados.

Estive em São Paulo no último fim de semana, e me aconteceram coisas maravilhosas, mas também alguns fatos que levaram um amigo muito, mas muito especial, cuja presença em minha vida remete a pouco tempo, mas é de uma profundidade tão grande e que tem nos possibilitado um ensinamento mútuo fantástico, me dizer: Perdão! E eu, dentro da minha tristeza, apenas responder: Desculpa, mas preciso me perdoar primeiro. Aquilo me doeu de tal forma que foi meu pensamento e algumas lágrimas, na minha volta de São Paulo para Minas.

Eu preciso me perdoar por ter deixado a situação chegar ao ponto onde um outro ser querido ter que me pedir perdão. Me perdoar por mais uma expectativa frustrada, e ao mesmo tempo deixá-la me fazer entender em definitivo que o mais importante não são as frustrações, mas no que as transformarei.

Quantas vezes perdoamos e fomos perdoados? Quantas vezes achamos que fizemos um esforço homérico para perdoar alguém, quando na verdade não era o outro quem precisava de perdão e sim nós mesmos?

Quando dizemos que perdoamos alguém, será que fazemos isto realmente do coração? Porque só perdoamos realmente alguém que nos fez algum mal quando nos lembramos do feito e não sentimos mágoa, porque se não for assim, foi apenas do boca para fora.

É que antes de perdoarmos alguém, é preciso aprender a perdoarmos a nós mesmos. E é por isto, que de hoje em diante farei um esforço enorme para me perdoar pelas vezes em que me senti frágil, desanimada e vulnerável, porque é quando estou neste estado que percebo o quanto já estive mil vezes mais frágil, mais desanimada e mais vulnerável, portanto, evolui e sinto que posso mais e mais.

Perdoar a mim mesma por ter errado tanto na ânsia de querer sempre acertar, me esquecendo, em diversos momentos, o quanto sou humana. Perdoar a mim mesma por insistir em sonhos que talvez nem virem realidade, mas que são combustíveis para outros sonhos. Me perdoar pelos passos errados, pelos rabiscos mal feitos no livro da minha vida. Me perdoar por pronunciar palavras incertas que vez ou outra feriram um amigo ou mesmo um desconhecido, e por não ter deixado pessoas especiais entrarem ou ficarem em minha vida por medo de sofrer ou de desapontá-las.

Vou me perdoar pelas lágrimas que deixei correr por algo ou alguém que não valia à pena, porque posso até tentar controlar minhas emoções, mas jamais permitirei que a razão se apodere de mim impedindo que novas emoções floresçam. E por ser assim, vou sempre me perdoar por não desistir de acreditar nos bons sentimentos alheios, mesmo sabendo que posso vir a sofrer por causa disso. Porque triste daquele que desiste de ter fé em seu semelhante, e eu quero continuar a fazer a minha parte.

Quero me perdoar quando o meu coração algumas vezes insistir em oferecer amor para quem não quer receber o meu amor, porque entendi que desperdiçar amor dói, mas às vezes é essencial para que sejamos capazes de resgatar o nosso amor próprio.

Perdoar por acreditar nas palavras das pessoas, quando no fundo elas nem sabem o que estão dizendo. Pelas vezes em que perdoei alguém por ter quebrado a confiança que acreditava pautar o nosso relacionamento. Perdoar por ter sonhos e em algumas vezes permitir que outras pessoas os destruam, por não ter vomitado tudo que me amargurava e me fazia triste. E me perdoar por ter deixado passar a oportunidade tão almejada, porque sempre é tempo de recomeçar.

Ao me perdoar, quero abrir o meu coração e entender que de todas as formas e em qualquer tempo, minhas atitudes irão refletir também na vida dos que participam da minha vida, estando perto ou longe fisicamente, por isto tomarei mais cuidado com o que faço e com o que falo.

Poderia escrever aqui mil outras coisas que devo aprender a perdoar, porém, mais uma vez, reafirmo que palavras podem ser escritas em qualquer papel e pronunciadas por qualquer boca, mas são as atitudes que marcam, resgatam, ampliam e enobrecem o amor, o respeito, a admiração e faz valer de verdade o significado da palavra “perdão”.

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Desafio mulherão: “nós amamos os nosso amigos verdadeiros” – Parte I

Por Renata Poskus Vaz

“Às vezes em certos momentos difíceis da vida

Em que precisamos de alguém pra ajudar na saída

A sua palavra de força, de fé e de carinho

Me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho” – Amigo (Roberto Carlos)

Ah, vai, a musica aí de cima é cafoninha, mas não há canção melhor para expressar a felicidade de ter com quem se contar em um momento difícil. Confesso que, às vezes me pego pensando em todas as pessoas que me lesaram, nos “amigos” que me traíram e deixo de dar valor àquelas pessoas que sempre estiveram ao meu lado, livre de qualquer interesse, apenas por gostarem de mim. Amizade de verdade é essa, sem cobrança, sem interesse. Amigo que é amigo briga, discute, reclama, mas sempre está lá, para o que der e vir. E é nesse espírito de total fraternidade que muitas leitoras enviaram suas homenagens para seus grandes amigos. Vejam só:

“Nesta foto estão os meus melhores amigos! Um é o meu namorido (de camiseta branca, a pessoa com quem dividi toda a minha infância e hoje dividimos nossas vidas.  Os outros dois são o Milton e a Cecília… Irmãos que escolhi para compartilhar minhas experiências.  Eles me conheceram em um momento muito delicado da minha vida e, ao contrário do que muitos poderiam ter feito, não me deram as costas e estiveram comigo até a minha vitória. Minha família é importantíssima e essas três pessoas também! São anjos que Deus enviou para mim!” Fabiana Camilo.

Há exatos dezesseis anos, comecei uma amizade com Patrícia Meirelles de Carvalho, que quase foi interrompida quando ela sofreu um acidente em 1996. Em sua recuperação estávamos juntas, infelizmente em muitas vezes que quebrei o joelho, ela estava lá comigo (fui salva por ela uma vez, em uma avenida movimentada). Quando meu irmão adoeceu ela estava lá. Quando algumas dificuldades foram enfrentadas por ela, pela sua mãe, e sua irmã, eu estava lá, quantas vezes comemos pão com ovo, felizes… Nem imaginando com era dura a vida adulta. Nesse meio tempo, dividimos angústias, alegrias, fui abençoada no altar por ela, e ela por mim,dei minha filha para ela consagrar e, hoje, mais do que nunca, tenho certeza: MINHA AMIGA É UM MULHERÃO! ” Rafaela Coelho

“Monica Fettback é minha amiga mais que querida e, às vezes, acho que fomos separadas do berço. Conheci a Mô na faculdade, e confesso que a primeiro sentimento que tive quanto a ela foi de medo! Ela  criava pit bulls e morava no interior!!!kkkkk… Bem, mas foi só no começo, depois que a conheci melhor, amei, amei e nos tornamos inseparáveis na faculdade. Nos damos extremamente bem, ainda mais porque nós duas somos um tanto quanto grossas, às vezes kkkk.. Nesse sentido, só nós duas nos entendemos!. Enfim, só tenho que agradecer a minha irmãzinha, pois ela me apresentou os cães mais doces e fofos do mundo, os pit bulls, sim aqueles cães matadores, cruéis, uhum… Eles são mesmo! Te matam com lambidas e carinho e são as coisas mais deliciosas. E é a Mô quem eu tenho que agradecer, pois ela me mostrou a verdade sobre esses animais que a maioria das pessoas temem!Flavia Passoni.

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